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Acre

Conselho do Sebrae visita áreas afetadas pela cheia em Brasiléia e define ações de ajuda ao município

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Luciano Tavares, de Brasiléia (AC)

Dois meses após a cheia histórica do rio Acre, a cidade de Brasiléia, distante 230 km da capital Rio Branco, ainda vive arrasada. Em meio a este cenário, o Conselho Deliberativo Estadual do Sebrae (Serviço de Apoio a Micro e Pequena Empresa), composto de 15 conselheiros, fez seu primeiro encontro itinerante para tratar sobre um conjunto de ações em favor das áreas afetadas pela enchente, principalmente o comércio.

A reunião aconteceu na tarde desta quinta-feira, 30, no prédio da Câmara de Vereadores de Epitaciolândia, cidade vizinha a Brasiléia, que também foi sofreu com o alagamento do rio Acre. O encontro foi realizado após uma manhã inteira de visita dos conselheiros a áreas destruídas pela cheia.

Na foto, o presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae, Jurilande Aragão, e o Superintendente do Sebrae, Mancio Cordeiro.

Na foto, o presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae, Jurilande Aragão, e o Superintendente do Sebrae, Mancio Cordeiro.

Em Brasiléia, as imagens sãos semelhantes a um cenário de uma pós-guerra. Ruas, comércios, parques e casas destruídos.

De acordo com um levantamento do Sebrae, na rua Rolando Moreira, no centro de Brasiléia, via histórica onde fica localizado um conjunto de comércios, pelos 20 prédios comerciais desabaram e outros estão ameaçados pelo desmoronamento que avança. Nas duas cidades, em Brasiléia e Epitaciolândia, 300 empreendimentos formais foram afetados diretamente pelo alagamento.

O presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae, Jurilande Aragão Silva, lembrou, ao abrir o encontro, que o evento reuniu as principais instituições de incentivo ao crédito, que compõem o Conselho do Sebrae.

“Nós estamos aqui com um médico que está visitando um doente. A gente viu, a gente sentiu. Mas o que eu quero dizer é que isso vai passar, as cidades vão se recuperar. Não é fácil. Estamos aqui com três bancos, o Banco do Brasil, o Basa, a Caixa. Sabemos a importância dessas cidades, de Brasileia e Epitaciolândia. A gente veio aqui para trazer o apoio do Sebrae”, infomou Jurilande.

A superintendente da Caixa Econômica no Acre, Maria Cláudia Sakai, informou que a instituição financeira deve liberar este ano para o Acre, somente aos trabalhadores, cerca R$ 48 milhões do FGTS. Para os empresários afetados pelo alagamento do rio Acre foram mais de R$ 6 milhões para recuperação de fachadas e parte dos empreendimentos afetados.

“Especificamente para a empresas a Caixa liberou R$ 6, 2 milhões com taxas de juros subsidiadas tanto pra capital de giro como para capital de giro para que elas possam recuperar seus investimentos. Pra pessoas físicas, além de oferecer a pausa nos empréstimos já contratados.”

A crise do comércio de Brasiléia e Epitaciolândia está além dos desastres naturais. A comercialização de produtos importados provenientes da vizinha Bolívia do lado brasileiro afeta em cheio o comércio dos municípios acreanos. Segundo o presidente da Associação Comercial de Brasileia e Epitaciolândia, José Pacheco, falta fiscalização dos órgãos brasileiros.

“Além dessas duas cheias, de 2012 e 2015, outro grande problema enfrentado pelo nosso comércio é a competitividade com o comércio boliviano. Há hoje centenas de comerciantes bolivianos vendendo em nossas ruas de Brasiléia e Epitaciolândia e isso tem prejudicado e muito nosso comércio local. Sem falar que eles não pagam imposto algum, não trazem benefício nenhum a nós no pagamento de impostos, e ainda nos trazem esses prejuízos. Sobre a recuperação do nosso comércio a gente espera que o mais rápido possível isso ocorra como a união de todos. As nossas ruas estão acabadas, o comércio afetado. Que isso seja logo resolvido”, concluiu Pacheco.

Essa a primeira reunião do Conselho Deliberativo do Sebrae na região. A ideia é realizar mais encontros na fronteira para tratar sobre a situação das empresas no pós cheia.

Acisa entrega sete toneladas de cestas básicas a alagados

Ainda durante a reunião, a Associação Comercial do Acre entregou sete toneladas de alimentos aos municípios de Brasileia e Epitaciolândia.

unnamedA entrega dos sacolões contendo produtos como arroz, óleo, feijão, macarrão e açúcar foi feita pelo presidente da Acisa, Jurilande Aragão e os empresários Adem Araújo e Osvaldo Dias ao presidente da Câmara de Vereadores de Epitaciolândia, Marco Ribeiro. As cestas básicas serão distribuídas através de instituições às famílias carentes que residem às margens do rio Acre.

Fonte: ac24horas.com

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Vendas do comércio no Acre encerram 2025 com alta de 2,5% e superam o desempenho nacional

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As vendas do comércio varejista no Acre encerraram 2025 com alta de 2,5%, segundo dados da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada na última sexta-feira, 13, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Vendas do comércio varejista no Acre encerraram 2025 com alta de 2,5%, segundo dados da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC). Foto: internet

No varejo ampliado, que inclui, além do comércio varejista, os segmentos de veículos, motos, partes e peças, material de construção e o atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo, o volume de vendas registrou crescimento de 2,1% no acumulado do ano.

Ao analisar o desempenho, o governador Gladson Camelí destaca que o crescimento é fruto direto da cooperação entre o poder público e o setor produtivo. Para o gestor, a parceria tem sido fundamental para fortalecer a economia local, gerar empregos e ampliar oportunidades.

Volume de vendas do comércio superou a média nacional. Foto: IBGE

“Esse resultado mostra que, quando governo e iniciativa privada caminham juntos, quem ganha é a população. Trabalhamos para criar condições favoráveis, destravar investimentos e apoiar quem empreende. O comércio respondeu com confiança, e os números refletem isso”, afirma.

Segundo o governo, a expectativa é de que 2026 mantenha o ritmo positivo, impulsionado por políticas de incentivo, melhoria do ambiente de negócios e investimentos em infraestrutura que favorecem a circulação de mercadorias e o fortalecimento do mercado interno.

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Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA ACRE

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Acre se destaca no pilar de Segurança Pública do Ranking de Competitividade dos Estados 2025

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O estado do Acre obteve desempenho relevante no pilar de Segurança Pública do Ranking de Competitividade dos Estados em 2025. A pesquisa divulgada pelo Centro de Liderança Pública (CLP) apresenta a colocação do Acre em 2º lugar entre os estados da Região Norte. O levantamento evidencia que a preservação dos direitos individuais e a estabilidade institucional são pilares fundamentais para o desenvolvimento econômico e o bem-estar social.

Com peso de 12,6 na composição geral do ranking, o pilar de Segurança Pública avalia indicadores estratégicos que medem a capacidade dos estados em garantir segurança pessoal e reduzir a criminalidade. Esses fatores são determinantes não apenas para a competitividade regional, mas também para a melhoria direta da qualidade de vida da população.

No recorte regional, os indicadores de segurança no Acre apresentaram avanços significativos, reflexo dos investimentos contínuos em estrutura, tecnologia, valorização profissional e integração entre as forças de segurança. As ações da Polícia Militar, da Polícia Civil, do Corpo de Bombeiros, do Instituto de Administração Penitenciaria e dos demais órgãos do sistema de Segurança Pública têm fortalecido o enfrentamento à criminalidade.

Além disso, programas de policiamento ostensivo, operações integradas, modernização de equipamentos, uso de inteligência policial e fortalecimento das políticas de prevenção contribuíram para a redução de índices criminais e para o aumento da sensação segurança da população.

O desempenho do Acre no ranking reforça o compromisso do governo do estado com a construção de uma sociedade mais segura. Com a priorização da segurança pública como eixo estratégico, o estado avança na consolidação de ambiente institucional sólido, capaz de promover crescimento econômico, inclusão social e melhores condições de vida para todos os acreanos.

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Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA ACRE

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Acre lidera articulação para criação da Aliança de Integração Bioceânica em encontro no Peru

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Governo do estado propõe fórum de cooperação com departamentos peruanos para acelerar integração logística com portos do Pacífico; reunião ocorre nesta quinta (19) e sexta (20) em Arequipa

Além do incentivo à industrialização, a Aliança também prevê a dinamização do turismo transfronteiriço e a redução de desigualdades regionais. Foto: captada 

O governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Indústria, Ciência e Tecnologia (Seict), está à frente de uma articulação diplomática e comercial para consolidar a Rota Bioceânica da Amazônia Ocidental. A proposta do estado será tema de um encontro estratégico realizado nesta quinta-feira (19) e sexta-feira (20) na Câmara de Comércio e Indústria de Arequipa (CCIA), no Peru.

O governo acreano propõe a criação de uma Aliança de Integração Bioceânica, um fórum permanente de cooperação que reunirá estados brasileiros e departamentos peruanos para acelerar a integração logística, econômica e política entre o Brasil e os portos do Pacífico.

O encontro reúne lideranças de governos, do setor empresarial, do turismo e de parlamentos dos dois países. Do lado brasileiro, participam representantes dos estados de Rondônia e Mato Grosso, parceiros do Acre no fluxo de exportação que compõem o eixo de influência da aliança, conhecido como Quadrante Rondon (formado por Acre, Rondônia e Mato Grosso). A Assembleia Legislativa do Acre também está presente, representada pelo deputado estadual Luiz Gonzaga.

A comitiva peruana integra os departamentos de Madre de Dios, Puno, Cusco, Arequipa e Moquegua.

Objetivos estratégicos

Para o governo do Acre, a Aliança deve focar na:

  • Redução de custos logísticos;

  • Acesso facilitado de produtos do Quadrante Rondon ao mercado asiático;

  • Atração de investimentos privados.

O secretário de Estado de Indústria, Ciência e Tecnologia, Assurbanipal Mesquita, destaca que o papel do Acre é de articulador estratégico. “Estamos construindo um ambiente institucional ágil e orientado a resultados. A proposta da Aliança é unir forças entre os governos subnacionais e o setor produtivo para que a rota deixe de ser apenas um caminho e passe a ser um corredor de prosperidade”, afirmou.

Parceiros logísticos

A agenda de ações incluirá parcerias com operadores fundamentais da logística internacional, como:

  • Portos de Matarani e Ilo (Peru);

  • Cosco Shipping, empresa chinesa responsável pelo megaprojeto do Porto de Chancay;

  • ZED Ilo (Zona Especial de Desenvolvimento);

  • Concessionária IIRSA Sur (responsável pela rodovia no lado peruano);

  • Promperu e a Câmara de Comércio de Arequipa.

Impacto econômico e social

Além do fortalecimento das cadeias produtivas locais e do estímulo à industrialização, a Aliança de Integração Bioceânica prevê a dinamização do turismo transfronteiriço e a redução de desigualdades regionais. O fórum atuará diretamente na harmonização de procedimentos aduaneiros e na defesa de interesses comuns perante os governos nacionais e organismos internacionais.

Contexto nacional

A iniciativa acreana se insere no programa Rotas de Integração Sul-Americana, instituído pelo governo federal, que prevê cinco rotas de integração. A Rota Quadrante Rondon (multimodal) compreende os estados do Acre e de Rondônia em sua totalidade e partes do Amazonas, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, conectando o Brasil ao Peru, à Bolívia e ao norte do Chile, com destino a portos no Oceano Pacífico. A previsão de conclusão desta rota é 2027.

Com a criação desta agenda de ações, o Acre reafirma sua posição como o elo logístico e institucional entre o coração da América do Sul e as maiores economias do mundo.

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