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Como votaram deputados do Acre em sessão que derrubou vetos de Lula e retomou trechos que podem elevar conta de luz

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Foram debatidos pontos da chamada Lei das Eólicas Offshore que não correspondem ao tema original do texto, adicionados pelo Congresso, e vetados pelo presidente Lula. Maioria dos representantes do Acre votou pela manutenção dos chamados “jabutis”, que podem encarecer as tarifas

Sessão do congresso nessa terça-feira (17). Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

O Congresso Nacional derrubou parte dos vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a um projeto que estimula a geração de energia eólica gerada em alto-mar, com maior capacidade devido à força do vento. A votação ocorreu durante sessão conjunta entre Câmara e Senado na última terça-feira (17).

Os trechos, chamados “jabutis”, eram artigos que não correspondem ao tema original do texto, e que foram acrescentados pelos parlamentares durante a tramitação. A avaliação é de que a derrubada dos vetos simboliza uma pressão do Congresso pela liberação de emendas por parte do governo federal.

Os trechos da proposta retomados na lei por deputados e senadores, que agora passam a valer, podem provocar aumento de 3,5% na conta de luz para os consumidores. (Entenda abaixo)

A derrubada dos vetos ocorreu com o apoio dos parlamentares do Acre, que, em sua maioria, votaram pela manutenção dos trechos que podem onerar as tarifas de energia.

O que o Congresso retomou, a partir da derrubada dos vetos (R$ 197 bilhões):
  • Obrigação de contratar energia de pequenas centrais hidrelétricas: R$ 140 bilhões;
  • Contratação de hidrogênio líquido a partir do etanol na Região Nordeste e de eólicas na Região Sul, com impacto pode chegar a R$ 33 bilhões – R$ 28 bilhões do hidrogênio e R$ 5 bilhões das eólicas do sul;
  • Prorrogação contratual por 20 anos de contratos de compra de energia do Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa): Impacto de R$ 24 bilhões.
Como votaram

Os três senadores do Acre votaram pela manutenção dos vetos de trechos onerosos. Foto: Reprodução

Os três senadores que representam a bancada acreana votaram contra todos os vetos.

Já os deputados ainda tiveram alguma divisão, porém, dos oito, foram pelo menos cinco votos contrários ao governo federal na maioria dos pontos debatidos.

Somente Zé Adriano (PP) votou pela manutenção dos vetos. O deputado Zezinho Barbary (PP) se absteve em duas votações, enquanto Coronel Ulysses (União) votou em branco duas vezes.

O voto “não” representava negativa à manutenção do veto, enquanto o voto “sim” era favorável à exclusão dos pontos apreciados – ou seja, analisados -. Confira:

Contratação de energia de pequenas centrais hidrelétricas

Não (ao veto):

  • Alan Rick (União), Márcio Bittar, Sérgio Petecão (PSD), Antônia Lúcia (Republicanos), Eduardo Velloso (União, Meire Serafim (União), Roberto Duarte (Republicanos) e Socorro Neri (PP).

Sim (ao veto):

  • Zé Adriano (PP).

Branco:

  • Coronel Ulysses (União).

Abstenção:

  • Zezinho Barbary (PP).
Contratação de hidrogênio líquido a partir do etanol

Não (ao veto):

  • Alan Rick (União), Márcio Bittar, Sérgio Petecão (PSD), Antônia Lúcia (Republicanos), Eduardo Velloso (União), Meire Serafim (União), Roberto Duarte (Republicanos) e Socorro Neri (PP).

Sim (ao veto):

  • Zé Adriano (PP).

Branco:

  • Coronel Ulysses (União).

Abstenção:

  • Zezinho Barbary (PP).
Prorrogação contratual por 20 anos de contratos do Proinfa

Não (ao veto):

  • Alan Rick (União), Márcio Bittar, Sérgio Petecão (PSD), Antônia Lúcia (Republicanos), Coronel Ulysses (União), Eduardo Velloso (União), Meire Serafim (União), Roberto Duarte (Republicanos), Socorro Neri (PP) e Zezinho Barbary (PP).

Sim (ao veto):

  • Zé Adriano (PP).

A derrubada dos vetos ocorreu com o apoio dos parlamentares do Acre, que, em sua maioria, votaram pela manutenção dos trechos que podem onerar as tarifas de energia. Foto: reprodução 

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Ipem divulga calendário de verificação de taxímetros em Rio Branco com mudança na periodicidade

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Procedimento passa a ser bienal e profissionais terão isenção da taxa por cinco anos; prazos variam conforme final da permissão e vão até outubro

O Ipem reforça que o controle dos instrumentos de medição é essencial em cidades com mais de 50 mil habitantes

Ipem define cronograma para verificação de taxímetros e mototaxímetros na capital

O Instituto de Pesos e Medidas do Acre (Ipem) divulgou nesta terça-feira (31) o calendário anual de renovação e verificação de taxímetros e mototaxímetros para condutores que atuam em Rio Branco. A medida segue determinação da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (RBTrans), conforme a Portaria nº 003/2026, publicada em 13 de janeiro no Diário Oficial.

De acordo com o cronograma, os prazos de regularização variam conforme o número final da permissão ou autorização dos profissionais. Taxistas com finais 1 e 2 devem realizar a verificação até 31 de março, enquanto os de finais 3 e 4 têm prazo até 30 de abril. O processo segue até outubro, encerrando com os permissionários de final 0, cujo prazo termina em 30 de outubro. Todos os procedimentos são regulamentados pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro).

Verificação bienal e isenção de taxas

Uma mudança importante foi introduzida pela Medida Provisória nº 1.305, de 2025, que alterou a periodicidade da verificação: antes anual, o procedimento passa a ser realizado a cada dois anos. Apesar da alteração, a obrigatoriedade continua para profissionais com certificados vencidos ou próximos do vencimento.

Além disso, a norma prevê isenção da taxa de verificação inicial e das subsequentes por cinco anos, visando reduzir custos para os condutores sem comprometer a fiscalização e a qualidade do serviço prestado.

O Ipem reforça que o controle dos instrumentos de medição é essencial em cidades com mais de 50 mil habitantes, como Rio Branco, para garantir o equilíbrio nas relações de consumo. A sede do órgão está localizada na Rua Major Gesner, nº 177, bairro Distrito Industrial, próximo ao Posto Tucumã, com atendimento de segunda a sexta-feira, das 7h às 13h30.

Para esclarecimentos, os condutores podem entrar em contato com a Ouvidoria Nacional do Inmetro pelo telefone 0800 285 1818.

Taxistas com finais 1 e 2 devem realizar a verificação até 31 de março, enquanto os de finais 3 e 4 têm prazo até 30 de abril

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Alan Rick afirma que vice na chapa ao governo será escolhido na reta final e confirma conversas com grupo de Sena Madureira

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Senador citou o deputado Gene Diniz como um dos nomes em análise, mas destacou que a definição deve ocorrer próximo às convenções; composição envolve articulações com o MDB e outras regiões do estado

Além de Gene Diniz, Alan Rick mencionou que o leque de opções é amplo e inclui figuras de diferentes regiões e setores

Alan Rick diz que vice será definido como “última escolha” e confirma diálogo com grupo de Sena Madureira

O senador Alan Rick (Republicanos) detalhou, em entrevista à imprensa de Rio Branco, como tem sido o diálogo com aliados para a escolha do nome que ocupará a vaga de vice em sua chapa ao governo do Acre. Entre os nomes citados, o senador confirmou a possibilidade do deputado Gene Diniz, irmão do prefeito de Sena Madureira, Gerlen Diniz.

Ao ser questionado se a vaga de vice teria sido oferecida ao grupo de Sena Madureira, Alan confirmou as conversas:

“O nome do Gene foi colocado na mesa. E como eu te falei, o vice a gente não escolhe agora, né? O vice é uma das últimas escolhas que a gente faz”.

A informação gera um contraponto porque o prefeito de Sena também articula a indicação de um dos nomes da sua base para disputar as eleições pelo MDB, partido que está na base da atual vice-governadora Mailza. A informação foi confirmada pelo presidente do diretório municipal, Vagner Sales.

“O Gerlen é um cara maduro na política, sabe que existem composições que não podem ser feitas de forma intempestiva. A gente tem que olhar para todo o cenário político”, disse o senador.

Opções amplas e decisão estratégica

Além de Gene Diniz, Alan Rick mencionou que o leque de opções é amplo e inclui figuras de diferentes regiões e setores: “Tem o nome da querida Ana Paula [Correa], tem outros nomes… esses dias já citaram o nome do empresário Rico Leite”. Ele também não descartou uma composição com o Juruá: “Mas o vice também pode vir do Juruá, viu? Por que não? […] Vamos deixar as coisas acontecerem”.

Alan Rick foi enfático ao dizer que não pretende apressar a decisão, tratando-a como um movimento estratégico de última hora: “O vice é a última escolha. É lá já pertinho ou no meio das convenções que a gente, diante de todo o cenário criado, faz a escolha”.

Alan Rick (Republicanos) em entrevista para a imprensa de Rio Branco, tem diálogado com aliados para a escolha do nome que ocupará a vaga de vice em sua chapa ao Governo do Estado. Foto: captada 

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Luiz Gonzaga condiciona permanência no PSDB à formação de chapa competitiva e sinaliza apoio a Bocalom

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Primeiro-secretário da Aleac afirma que aguarda definição dos nomes da chapa proporcional; parlamentar diz que, se ficar, apoiará a pré-candidatura de Tião Bocalom ao governo do Acre

Luiz Gonzaga, afirmou a possibilidade de permanecer no PSDB para disputar a reeleição. Foto: captada 

Luiz Gonzaga avalia ficar no PSDB para reeleição, mas aguarda definição de chapa

O deputado estadual e primeiro-secretário da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), Luiz Gonzaga, afirmou na manhã desta terça-feira (31) que avalia a possibilidade de permanecer no PSDB para disputar a reeleição, condicionando a decisão à formação de uma chapa competitiva no partido. Gonzaga frisou que ficar na sigla implicaria no apoio a Tião Bocalom, presidente do partido e pré-candidato ao governo do Acre em 2026.

Em conversa com a imprensa, Gonzaga destacou que aguarda a definição dos nomes que irão compor a chapa proporcional da legenda antes de bater o martelo sobre seu futuro político.

“O presidente do partido ficou de me apresentar uma lista com os nomes dos pré-candidatos. Estou esperando isso para poder decidir. Sou do PSDB, já disputei mais de oito mandatos pelo partido. Se tiver chapa, possivelmente eu vou ficar e apoiar o Bocalom”, declarou.

 

Gonzaga foi presidente da Aleac e atualmente é o primeiro-secretário da Casa. O parlamentar sempre integrou a base de apoio ao governador Gladson Cameli.

Apesar das sinalizações, Gonzaga reforçou que ainda não há decisão definitiva e que o cenário político segue em construção.

Gonzaga destacou que aguarda a definição dos nomes que irão compor a chapa proporcional da sigla antes de bater o martelo sobre seu futuro político. Foto: captada 

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