Acre
Com Emylson sendo vice na chapa, petistas colocam cruzes e lista de mortos em encontro da sigla
Se o PDT conseguir o milagre de manter a candidatura de Emylson Farias, o presidente regional do PT, Daniel Zen, terá pela frente a árdua missão de convencer os “rebeldes” a mergulharem na campanha, mesmo tendo o pedetista como vice.

Da redação com Gina Menezes/Luciano Tavares
Um fato chamou a atenção durante os dois dias de evento do Partido dos Trabalhadores no Acre, na Uninorte, durante o último final de semana, neste domingo, 04, e no sábado, 03: várias cruzes e uma lista com os nomes das mais de 50 vítimas de homicídio este ano escrita à mão em cartolinas na parede do auditório onde ocorria o encontro. A lista foi feita pelo setor da juventude do partido.
O primeiro mês de 2018 registrou 45 homicídios, um a mais que o mesmo mês do ano 2017. Já nos primeiros quatro dias de fevereiro, 12 pessoas foram assassinadas. São 57 mortes violentas até o momento.
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O crescimento no número de assassinatos é atribuído ao conflito entre facções criminosas que avançam no estado dominando territórios do tráfico de drogas.
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O curioso na manifestação petista é que a violência assustadora é o calcanhar de Aquiles da gestão do secretário de Segurança, Emylson Farias, vice na chapa de Marcus Viana (PT). A cada assassinato e conflito entre facções o nome do secretário surge de forma negativa em meio a debates na opinião pública.
O Encontro de Tática Eleitoral foi o primeiro grande evento do PT neste ano, e reuniu lideranças como o prefeito Marcus Viana, pré-candidato a governador do Acre, e os pré-candidatos ao Senado, Jorge Viana e Ney Amorim, o atual governador Sebastião Viana, além de presidentes dos diretórios petistas dos 22 municípios.
Juventude do PT expõe cruzes e nomes de mortos para prejudicar candidatura de Emylson

Ala petista estaria se voltando contra Emylson Farias
A ala petista que não queria Emylson Farias (PDT) como vice de Marcus Alexandre (PT) começou a reagir com a clara intenção de prejudicar o secretário de Segurança Pública. As cruzes simbolizando o número de mortos que os petistas colocaram no encontro do partido no último final de semana é sinal de que o jogo será pesado.
Fragilizado
A situação política não está fácil para Emylson. Fragilizado perante a opinião pública, esse é o momento ideal para que seus algozes políticos peçam sua cabeça e indiquem outro vice para Marcus Alexandre.
Tática definida
Curiosamente as críticas, nem tão subjetivas assim, foram feitas a Emylson Farias durante um evento do PT que tratou sobre tática eleitoral. Pelo visto a tática petista com relação a Emylson já foi definida e colocada em funcionamento.
Árdua missão
Se o PDT conseguir o milagre de manter a candidatura de Emylson Farias, o presidente regional do PT, Daniel Zen, terá pela frente a árdua missão de convencer os “rebeldes” a mergulharem na campanha, mesmo tendo o pedetista como vice.

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Acre
Acre padroniza critérios para registro de mortes violentas e busca maior transparência em dados de segurança
Resolução publicada no Diário Oficial busca uniformizar informações de homicídios, mortes por intervenção do Estado e causas indeterminadas entre órgãos de segurança

A medida envolve os órgãos que integram o Sistema Integrado de Segurança Pública (Sisp) e busca ampliar a transparência. Foto: captada
O Governo do Acre publicou nesta sexta-feira (16) uma resolução que estabelece critérios padronizados para tratamento, monitoramento e divulgação de dados relacionados à violência letal no estado. A medida envolve todos os órgãos do Sistema Integrado de Segurança Pública (Sisp) — Polícia Militar, Civil, Bombeiros, Iapen, Instituto Socioeducativo e Detran — e tem como objetivo ampliar a transparência e a confiabilidade das informações.
O documento define parâmetros uniformes para a contabilização de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI), Mortes por Intervenção Legal de Agente do Estado (MILAE) e Mortes por Causa Indeterminada (MCI). Segundo o governo, a padronização permitirá maior comparabilidade dos dados ao longo do tempo e subsidiará a formulação e avaliação de políticas públicas de segurança.
A resolução é assinada pelo secretário de Justiça e Segurança Pública, José Américo de Souza Gaia, junto com os dirigentes das forças de segurança. A medida já está em vigor e deverá ser adotada por todos os órgãos do Sisp para registro, análise e divulgação de dados oficiais.
O que será padronizado:
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Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI): Homicídios dolosos, latrocínios e lesões corporais seguidas de morte;
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Mortes por Intervenção Legal de Agente do Estado (MILAE): Óbitos decorrentes de ação policial;
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Mortes por Causa Indeterminada (MCI): Casos em que a causa da morte ainda não foi esclarecida.
Objetivos da medida:
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Ampliar a transparência e a confiabilidade das estatísticas oficiais;
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Evitar divergências entre números divulgados por diferentes instituições;
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Subsidiar políticas públicas de prevenção e enfrentamento à violência com dados mais precisos.
Impacto prático:
A padronização permitirá comparações temporais mais consistentes e um diagnóstico mais realista da criminalidade no estado, além de fortalecer o controle social sobre as ações de segurança.
A divergência de dados entre polícias Civil e Militar, por exemplo, era uma crítica recorrente de especialistas, que apontavam a dificuldade de planejamento com bases desencontradas.
Os órgãos terão prazo de 60 dias para adaptar seus sistemas de registro. A Secretaria de Justiça e Segurança passará a publicar boletins unificados trimestralmente, a partir de abril de 2026.
A uniformização dos critérios é um avanço para que o Acre possa comparar seus índices com outros estados que já adotam metodologias semelhantes, como Rio de Janeiro e São Paulo, seguindo recomendações do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

A resolução é assinada pelo secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, José Américo de Souza Gaia. Foto: captada
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Energisa aciona plano de contingência e reforça alerta sobre riscos elétricos durante enchentes no Acre
Concessionária monitora áreas alagadas em articulação com a Defesa Civil e orienta população a redobrar cuidados com a rede elétrica

Diante do transbordamento de igarapés e rios em diversas regiões do Acre, a Energisa colocou em prática seu Plano de Contingência e mantém monitoramento contínuo das áreas afetadas, em articulação permanente com a Defesa Civil. A medida tem como foco a prevenção de acidentes e a segurança da população durante o período de cheias.
Segundo a concessionária, até a manhã desta sexta-feira (16), não havia residências sem energia elétrica por motivo de segurança relacionado a alagações. No entanto, a empresa alerta que, caso o nível das águas continue subindo, poderá ser necessária a suspensão temporária do fornecimento em pontos específicos, como medida preventiva. O restabelecimento ocorre assim que as condições de segurança forem garantidas.
Equipes técnicas seguem realizando inspeções nas áreas atingidas, enquanto a Energisa reforça os riscos envolvendo energia elétrica durante enchentes. O coordenador da Energisa Acre, Jhony Poças, destaca que é essencial evitar qualquer contato com instalações elétricas em situações de alagamento e desligar o disjuntor geral quando a água atingir residências, desde que seja seguro.
A empresa orienta ainda que a população mantenha distância de fios caídos, postes, medidores, árvores e estruturas altas, evite manusear equipamentos elétricos molhados e não tente religar a energia por conta própria após a enchente. Em situações de risco, a recomendação é acionar imediatamente a Energisa pelos canais oficiais de atendimento.
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Acre
Crédito do Trabalhador ultrapassa R$ 101 bilhões em empréstimos e atende 8,5 milhões de pessoas
Programa do Ministério do Trabalho já firmou 17 milhões de contratos desde março de 2025; valor médio do crédito é de R$ 11,9 mil, com juros de 3,2% ao mês

Programa do Ministério do Trabalho atendeu 8,5 milhões de pessoas, com valor médio de R$ 11,9 mil e taxa de juros de 3,2% ao mês. Foto: captada
O Crédito do Trabalhador, programa de empréstimo consignado do governo federal, superou a marca de R$ 101 bilhões em contratações desde seu lançamento em março de 2025, conforme anúncio do Ministério do Trabalho nesta sexta-feira (16). Foram firmados 17,044 milhões de contratos, beneficiando 8,523 milhões de trabalhadores.
O valor médio dos empréstimos é de R$ 11.895,36, com parcelas mensais em torno de R$ 245,90 e taxa média de juros de 3,2% ao mês. O ministro Luiz Marinho destacou que o programa “democratizou o acesso ao crédito” e atende especialmente pessoas com renda de até quatro salários mínimos, antes excluídas do mercado formal.
A modalidade é voltada a celetistas, domésticos, rurais, empregados de MEI e diretores não empregados com FGTS. Marinho reforçou que não será tolerada a cobrança de juros altos, pois o objetivo é substituir dívidas onerosas, como cartão de crédito e cheque especial, que chegam a cobrar em média 11,2% ao mês.
Detalhes do programa:
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Valor médio do empréstimo: R$ 11.895,36
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Parcela média mensal: R$ 245,90
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Taxa de juros média: 3,2% ao mês (considerada baixa para o mercado)
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Público prioritário: Trabalhadores com renda de até 4 salários mínimos
Declaração do ministro:
Luiz Marinho classificou o programa como “um sucesso” que “democratizou o acesso ao crédito”. “Trabalhadores estão conseguindo sair das mãos do agiota e de modalidades onerosas como o rotativo do cartão, que cobra em média 11,2% ao mês”, afirmou, reforçando que não haverá tolerância com juros altos.
Quem pode solicitar:
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Trabalhadores celetistas, domésticos, rurais;
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Empregados de microempreendedores individuais (MEI);
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Diretores não empregados com direito ao FGTS.
Objetivo central:
Substituir dívidas com juros elevados (cheque especial, cartão de crédito) por crédito consignado mais barato, aliviando o orçamento das famílias.
O programa surgiu como uma alternativa ao crédito pessoal tradicional, que cobrava de 8% a 15% ao mês de trabalhadores formais. A adesão massiva indica a demanda reprimida por crédito acessível no país.
O ministério estuda ampliar o limite de contratação e incluir outros públicos, como aposentados do INSS – que já têm consignado, mas com taxas em geral mais altas.
O Crédito do Trabalhador já movimentou quase o dobro do valor do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) disponível para saque em 2025, mostrando como o acesso a crédito barato se tornou uma política de renda indireta para milhões de famílias.

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