Geral
Com baixa procura, só 23% do público-alvo foi vacinado contra a gripe no AC em 36 dias
Depois de mais de um mês do início da campanha de vacinação, procura tem sido baixa no estado. Pelo menos 300 mil pessoas fazem parte do grupo prioritário.

Vacinação contra a gripe é feita em todas as unidades de saúde de Rio Branco — Foto: Reprodução/Rede Amazônica Acre
Por Alcinete Gadelha
Depois de 36 dias do início da campanha de vacinação contra a gripe no Acre, apenas 23% do público-alvo foi vacinado nesse período, segundo informações do o Núcleo do Programa de Imunização do Acre (PNI).
Fazem parte do grupo prioritário cerca de 300 mil pessoas e a a meta é vacinar 90%. Mas, com a baixa procura, o número é bem menor do que o esperado, segundo informou a coordenadora do PNI, Renata Quilles.
“A vacinação contra a influenza está muito baixa no Acre. Nós estamos fechando com a cobertura bem abaixo da meta que é de 90%. A última vez que conseguimos ter acesso ao sistema, estava em 23%, na semana passada. Muito longe daquilo que a gente te almejado como cobertura”, disse.
A vacinação no estado começou dia 12 de abril e ocorre por etapas. A primeira, que incluía crianças, gestantes, puérperas, povos indígenas e trabalhadores da saúde, já encerrou no dia 10 de maio, com números bem abaixo do esperado, segundo Renata que não informou o número de pessoas imunizadas.
“Já demos continuidade na vacinação da segunda fase que entram os idosos e professores. Mas, está muito baixa, principalmente a de crianças que não tem choque com a vacinação de Covid-19. Outros grupos a gente pode até entender, por exemplo, trabalhadores da saúde, que tomaram vacina contra a Covid e tem que dar um intervalo de 15 dias entre uma e outra”, explicou.
Alerta
Renata afirma que é preciso que as pessoas procurem as unidades de saúde para tomar a vacina que tem sido essencial para combater várias doenças no país. Campanha segue até dia 9 de julho.
“A gente não entende porque está tão baixa em uma época do ano que a vacina tem se mostrado essencial para eliminação dessa pandemia, bem como a erradicação de outras doenças. É o período sazonal da influenza, é o período mais úmido, de maior circulação da influenza que é uma doença que ainda mata. No Acre, tivemos registro na ano retrasado e no ano passado. Então, precisamos pedir para a população que não deixe de vacinar. Não utilize a pandemia como desculpa para não vacinar”, complementou
Veja público-alvo
- Crianças entre 6 meses e 6 anos de idade (91.183)
- Gestantes (12.210)
- Puérperas (2.007)
- Povos indígenas (25.405)
- Trabalhadores da saúde (16.864)
- Idosos com 60 anos ou mais (71.174)
- Professores das escolas públicas e privadas (12.738)
- Comorbidades (27.209)
- Pessoas com deficiência permanente (33.502)
- Forças de segurança e salvamento (3.357)
- Forças Armadas (2.309)
- Caminhoneiros (898)
- Trabalhadores de transporte coletivo rodoviário de passageiros urbano e de longo curso (967)
- Trabalhadores portuários (0)
- Funcionários do sistema prisional (1.494)
- População privada de liberdade e adolescentes e jovens entre 12 a 21 anos em medidas socioeducativas (8.380)
Três etapas de vacinação
A campanha de imunização contra a gripe é distribuída em três etapas, de forma escalonada:
- 1ª etapa — de 12 de abril a 10 de maio: crianças, gestantes, puérperas, povos indígenas e trabalhadores da saúde
- 2ª etapa — de 11 de maio a 8 de junho: idosos e professores
- 3ª etapa — de 9 de junho a 9 de julho: demais grupos prioritários
Campanhas
A 23ª campanha de vacinação da gripe ocorre de forma simultânea à campanha contra a Covid-19. Imunização é feita nos postos de saúde do estado acreano. Em 2020, o estado teve que prorrogar a campanha para tentar atingir 90% dos públicos.
O Ministério da Saúde não recomenda a aplicação das duas vacinas simultaneamente, devido à falta de estudos sobre a coadministração dos imunizantes, e a orientação é priorizar a vacinação contra o novo coronavírus.
O governo federal orienta ainda que as pessoas que fazem parte do grupo prioritário tomem primeiro a vacina contra a Covid-19 e depois a vacina contra a gripe, respeitando um intervalo mínimo de 14 dias entre elas.
Prevenção
A vacinação contra o vírus influenza previne o surgimento de complicações decorrentes da gripe, óbitos e outras consequências sobre os serviços de saúde, além de minimizar a carga da doença, reduzindo os sintomas que podem ser confundidos com os da Covid-19.
Comentários
Geral
Duas brasileiras são presas em Cobija com cocaína ao tentar retornar para Epitaciolândia
Droga estava escondida em bolsa durante abordagem na Avenida Internacional; suspeitas foram transferidas para presídio na Bolívia

Uma das mulheres foi intensificada como Eliza B. dos Santos, as duas foram abordadas na Avenida Internacional após atitude suspeita. Foto: captada.
Duas mulheres de nacionalidade brasileira foram presas na tarde desta terça-feira (3) na Avenida Internacional, em Cobija, na Bolívia, quando tentavam atravessar para o lado brasileiro com destino à cidade de Epitaciolândia, no Acre. Com elas, os policiais encontraram cocaína escondida dentro de uma das bolsas.
A informação foi confirmada pelo comandante departamental da polícia, coronel Erland Mosterio. Segundo as autoridades, as suspeitas — uma delas identificada como Eliza B. dos Santos — apresentaram atitude suspeita durante patrulhamento na tranca que divide os dois países, o que motivou a abordagem.
A revista pessoal foi realizada por agentes femininas, que localizaram pacotes contendo uma substância branca em uma das bolsas. O material foi submetido a teste de campo pela Força Especial de Luta Contra o Narcotráfico (FELCN), que confirmou resultado positivo para cocaína base.

A informação foi confirmada pelo comandante departamental da polícia, coronel CLN Erland Mosterio. Foto: captada
As duas mulheres foram ouvidas no local e, em seguida, apreendidas e colocadas à disposição das autoridades competentes. Elas vão ser transferidas para a Penitenciária Villa Busch, onde permanecerão à disposição da Justiça boliviana para os procedimentos legais cabíveis.
Veja vídeo reportagem com TV SPC:
Comentários
Geral
Acusados de matar sobrinho-neto de Marina Silva são condenados a 23 e 12 anos de prisão
André Oliveira da Silva, autor dos disparos, e Denis Tavares, dono da arma, foram julgados pelo assassinato de Cauã Nascimento, morto em fevereiro de 2024 após “tribunal do crime” em Rio Branco

O juiz Fábio Farias fixou a pena de 23 anos e 3 meses de prisão para André Oliveira e 12 anos de prisão para Denis Tavares, identificado como proprietário da arma utilizada no crime. Foto: captada
O Tribunal do Júri de Rio Branco condenou, na tarde desta terça-feira (3), André Oliveira da Silva, o “Smith”, e Denis da Rocha Tavares pelo assassinato de Cauã Nascimento da Silva, de 19 anos, sobrinho-neto da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva. O julgamento ocorreu no plenário da 1ª Vara do Tribunal do Júri, no Fórum Criminal da capital acreana.
Por maioria absoluta de votos, o Conselho de Sentença reconheceu a prática dos crimes de homicídio e participação em organização criminosa. O juiz Fábio Farias fixou a pena de 23 anos e 3 meses de prisão para André Oliveira, apontado como autor dos disparos, e 12 anos de reclusão para Denis Tavares, identificado como proprietário da arma utilizada no crime. Ambos deverão cumprir a pena em regime fechado e tiveram negado o direito de recorrer em liberdade.
O crime
De acordo com a denúncia do Ministério Público e as investigações da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o crime ocorreu em 6 de fevereiro de 2024, no bairro Taquari, em Rio Branco. André Oliveira invadiu a residência da tia da vítima, localizada na Rua Baguari, e efetuou diversos disparos contra Cauã Nascimento, que morreu no local.
As investigações apontaram que a vítima teria sido flagrada pichando muros de residências e postes de energia com a sigla de uma facção rival à que dominava o bairro à época. Conforme apurado, Cauã foi submetido a um chamado “tribunal do crime” e recebeu sentença de morte. A execução ocorreu dois dias após essa decisão.
Comentários
Geral
Objetos estranhos na rede elétrica causaram mais de 150 ocorrências no Acre em 2025
Mais de 61 mil clientes foram atingidos ano passado
Segundo levantamento realizado pela Energisa Acre, cerca de 150 ocorrências foram registradas no estado em 2025 por objetos estranhos na rede elétrica, afetando mais de 61 mil
Entre os materiais encontrados na rede estão tênis, correias metálicas, sacolas e outros objetos levados pelos ventos ou lançados intencionalmente, que se torna um ato criminoso, considerado dano ao patrimônio público, além de ser uma ação muito perigosa, que oferece risco à vida.
Quando entram em contato com a fiação, podem provocar curtos-circuitos, rompimento de cabos, danos a equipamentos do sistema elétrico, incêndios, choques fatais, além de comprometer o fornecimento de energia da região.
O Gerente de Operação da Energisa Acre, Loureman Azevedo, reforça que a tentativa de retirada desses materiais é extremamente perigosa.
“Quando um objeto entra em contato com a rede elétrica, ele pode ficar energizado e se transformar em um ponto de choque. O risco aumenta quando alguém tenta retirar esse material usando varas, escadas ou qualquer outro recurso improvisado. A orientação é clara: jamais tente remover objetos da rede elétrica. Ao identificar essa situação, mantenha distância e acione imediatamente a Energisa pelos canais de atendimento”, alerta o gerente.
A recomendação da Energisa é simples e pode evitar acidentes
-
Não jogue objetos sob ou sobre a rede elétrica;
-
Nunca tente retirar materiais presos à fiação;
-
Não se aproxime de fios partidos ou cabos no chão;
-
Não toque em pessoas ou objetos que estejam em contato com a rede;
-
Não solte pipas, balões ou até mesmo fogos de artifício próximo a rede.
Em caso de ocorrência, registre pelos canais de atendimento:
WhatsApp Gisa: (68) 99233-0341
Aplicativo Energisa On
Telefone: 0800 647 7196


Você precisa fazer login para comentar.