Cotidiano
Com autorização da Justiça, Polícia Civil doa cadáver para curso de Medicina da Ufac
Na manhã de quarta-feira, 27 a Polícia Civil do Acre, por meio do Instituto Médico Legal (IML), formalizou a doação de um cadáver para a Universidade Federal do Acre (Ufac), que será usado em estudos no curso de medicina da instituição federal. A doação só foi possível após autorização judicial, trâmite que levou quase dois meses para ser concluído.
A formalização da doação aconteceu no gabinete do delegado-geral da Polícia Civil do Acre, José Henrique Maciel Ferreira, onde estavam presentes a reitora da Ufac, Guida Aquino, o vice-reitor e assessor de Cooperação Institucional da Ufac, Josimar Batista, o diretor do Departamento de Polícia Técnico-cientifica (DPTC), Pedro Gustavo, do diretor do Departamento Técnico-policial (DTP), delegado Rafael Pimentel e o Delegado-geral Adjunto, José Aníbal Tinoco Filho.
De acordo com o diretor do DPTC, o cadáver doado obedece a todos os requisitos legais, com morte natural, não reclamado pela família e em bom estado de conservação.
“Trata-se de um corpo que ingressou no IML na data de 28/03/2020, cadáver encontrado em Rio Branco, óbito de causa não violenta (morte natural). O cadáver foi identificado, porém, não reclamado por nenhum familiar, mesmo o IML localizando alguns familiares, estes não demostraram interesse em reclamar/retirar o corpo para sepultamento”, destacou.

Cadáver foi entregue na manhã de quarta-feira, 27 no Centro de Ciências da Saúde e do Desporto da Ufac Foto: Ascom/Ufac.
Segundo explicou o diretor do DPTC, Pedro Gustavo, diante da necessidade do curso de Medicina da UFAC, de receber a doação de um cadáver para fins acadêmicos/científicos, a Direção do DPTC/IML entrou em contato com a reitoria da Ufac, e a Assessoria Jurídica da Direção-geral da Policia Civil, em conjunto com a Assessoria Jurídica da universidade, ingressaram na justiça requerendo autorização para que o corpo fosse doado à instituição.
Após quase dois meses, no último dia 21 de maio foi publicada a decisão judicial deferindo a doação à UFAC. A decisão foi assinada pelo juiz da 2ª Vara Federal Cível e Criminal – Seção Judiciária do Acre, Herley da Luz Brasil. O cadáver foi entregue na manhã de quarta-feira, 27 no Centro de Ciências da Saúde e do Desporto da Ufac.
O uso de corpos nos cursos da área de saúde é exigência do Ministério da Educação e consta como critério na avaliação de cursos como o de Medicina.
“Essa doação vai contribuir para o aprendizado de anatomia de estudantes dos cursos da área da saúde. Eles vão poder contar com uma prática realística e isso é fundamental na formação de profissionais mais qualificados”, destacou a reitora.
O vice-reitor Josimar Batista, afirmou que a parceria firmada com a Polícia Civil possibilitará novas doações de corpos. “Firmar a parceria é um caminho para a universidade apoiar a segurança pública, através de diversos projetos envolvendo desde qualificação profissional até compartilhamento de tecnologias.”
José Henrique Maciel Ferreira, delegado-geral da Polícia Civil destacou a parceria como um marco histórico entre o Governo do Acre e a Ufac. “É um marco histórico entre as instituições, pois é o primeiro cadáver que é doado à Ufac por meio desse termo de cooperação entre o Governo do Estado, via Polícia Civil, e a Universidade Federal. Estamos felizes por fazer parte desse momento tão importante que só tem a contribuir com o crescimento do nosso Acre”, enfatizou o delegado-geral.
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14 pessoas são condenadas por desvio milionário de combustíveis no Iapen
Segundo os autos do processo, o prejuízo aos cofres públicos foi estimado em R$ 4,3 milhões, em um dos maiores casos de fraude já apurados envolvendo a autarquia

Durante a ação, foram apreendidos aparelhos celulares, cerca de dois mil litros de combustíveis, 12 veículos e aproximadamente R$ 30 mil em dinheiro. Foto: captada
Matheus Mello
As investigações da Polícia Civil do Acre resultaram na condenação de 14 pessoas envolvidas em um esquema de desvio de combustíveis do Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen). Segundo os autos do processo, o prejuízo aos cofres públicos foi estimado em R$ 4,3 milhões, em um dos maiores casos de fraude já apurados envolvendo a autarquia. As informações foram divulgadas nesta quinta-feira (5).
O grupo foi alvo da Operação Ouro Negro, deflagrada pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), que desarticulou uma associação criminosa responsável por desviar, em média, cerca de 10 mil litros de gasolina e óleo diesel por mês. A investigação começou após a identificação de um consumo de combustível muito acima dos padrões históricos e incompatível com a frota de veículos do Iapen.
As apurações apontaram que o então chefe do setor de transportes do instituto, ocupante de cargo comissionado, liderava o esquema. De acordo com a investigação, um segundo envolvido ficava responsável pela revenda do combustível desviado, enquanto outro atuava na captação de fazendeiros e empresários interessados em adquirir o produto por valores muito abaixo do mercado. À época, o litro do óleo diesel chegou a ser vendido por R$ 1,50.
Consta no processo que os desvios ocorreram entre 2018 e 2021. Para tentar dar aparência de legalidade à prática, um dos réus, identificado como J.J.P., emitia notas fiscais fictícias no sistema financeiro do Iapen. Em novembro de 2021, a Polícia Civil deflagrou a operação, cumprindo dois mandados de prisão preventiva e 19 mandados de busca e apreensão.
Durante a ação, foram apreendidos aparelhos celulares, cerca de dois mil litros de combustíveis, 12 veículos e aproximadamente R$ 30 mil em dinheiro. Também houve o bloqueio de contas bancárias dos investigados. Ao final do processo, a Vara de Delitos de Organizações Criminosas julgou procedente a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Acre, condenando os 14 réus pelos crimes de associação criminosa, peculato-desvio e receptação.
O coordenador da Divisão Especializada de Investigações Criminais (DEIC), delegado Pedro Paulo Buzolin, destacou a importância do resultado alcançado. “Esse resultado é fruto de um trabalho técnico, persistente e integrado da Polícia Civil. A investigação conseguiu desmontar uma estrutura criminosa que causou um prejuízo milionário ao Estado e mostrar que desvios de recursos públicos não ficarão impunes. É uma resposta clara à sociedade de que o crime organizado e a corrupção serão combatidos com rigor”, afirmou.

A investigação começou após a identificação de um consumo de combustível muito acima dos padrões históricos e incompatível com a frota de veículos do Iapen. Foto: captada
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Empresários e fazendeiros compravam combustíveis desviados do Iapen em esquema milionário
A associação criminosa foi responsável por desviar, em média, cerca de 10 mil litros de gasolina e óleo diesel por mês

A associação criminosa foi responsável por desviar, em média, cerca de 10 mil litros de gasolina e óleo diesel por mês. Foto: captada
Matheus Mello
A Polícia Civil do Acre revelou nesta quinta-feira (5) que 14 pessoas foram condenadas por um esquema de desvio de combustíveis do Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen). De acordo com as investigações, o prejuízo aos cofres públicos foi estimado em R$ 4,3 milhões, em um dos maiores casos de fraude já apurados na instituição.
A investigação começou após a identificação de um consumo de combustível muito acima dos padrões históricos e incompatível com a frota de veículos do Iapen.
As apurações apontaram que o então chefe do setor de transportes do instituto, ocupante de cargo comissionado, liderava o esquema. De acordo com a investigação, um segundo envolvido ficava responsável pela revenda do combustível desviado, enquanto outro atuava na captação de fazendeiros e empresários interessados em adquirir o produto por valores muito abaixo do mercado. À época, o litro do óleo diesel chegou a ser vendido por R$ 1,50.
A associação criminosa foi responsável por desviar, em média, cerca de 10 mil litros de gasolina e óleo diesel por mês. Segundo a polícia, os desvios ocorreram entre 2018 e 2021. Para tentar dar aparência de legalidade à prática, um dos réus, identificado como J.J.P., emitia notas fiscais fictícias no sistema financeiro do Iapen. Em novembro de 2021, a Polícia Civil deflagrou a operação, cumprindo dois mandados de prisão preventiva e 19 mandados de busca e apreensão.
Durante a ação, foram apreendidos aparelhos celulares, cerca de dois mil litros de combustíveis, 12 veículos e aproximadamente R$ 30 mil em dinheiro. Também houve o bloqueio de contas bancárias dos investigados. Ao final do processo, a Vara de Delitos de Organizações Criminosas julgou procedente a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Acre, condenando os 14 réus pelos crimes de associação criminosa, peculato-desvio e receptação.
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Polícia Civil recupera 54 botijas de gás em menos de 24 horas em Cruzeiro do Sul
Todo o material recuperado foi devidamente restituído ao legítimo proprietário, reduzindo de forma significativa os prejuízos causados pela ação criminosa

Durante a operação, foi preso em flagrante por receptação o nacional F. C. S. O., que foi conduzido à Delegacia de Polícia para a adoção das providências legais cabíveis. Foto: captada
A atuação conjunta de dois núcleos estratégicos da Polícia Civil do Acre — o Núcleo Especializado em Investigação Criminal (NEIC) e o Núcleo Especializado em Investigação de Crimes Patrimoniais (NEPATRI) — resultou em uma resposta rápida e eficiente no combate aos crimes patrimoniais em Cruzeiro do Sul.
Após o registro de um furto ocorrido em um estabelecimento comercial do município, as equipes iniciaram diligências investigativas pautadas na integração operacional, troca contínua de informações e trabalho técnico especializado, o que possibilitou, em menos de 24 horas, a localização da maior parte dos objetos subtraídos.
Como resultado da ação policial, os investigadores chegaram a três locais distintos, situados nos bairros Cruzeirão, Remanso e São José, onde foi possível apreender 54 das 59 botijas de gás furtadas. Todo o material recuperado foi devidamente restituído ao legítimo proprietário, reduzindo de forma significativa os prejuízos causados pela ação criminosa.
Durante a operação, foi preso em flagrante por receptação o nacional F. C. S. O., que foi conduzido à Delegacia de Polícia para a adoção das providências legais cabíveis.
A Polícia Civil informa que as investigações prosseguem com o objetivo de identificar e responsabilizar os autores do furto, reforçando o compromisso institucional com a elucidação completa dos fatos.
A ação evidencia a importância da atuação integrada entre núcleos especializados da Polícia Civil, confirmando que o trabalho coordenado, técnico e estratégico é fundamental para o enfrentamento eficaz da criminalidade.
A Polícia Civil do Acre reafirma seu compromisso com a segurança da população, a defesa do patrimônio e o combate contínuo ao crime, atuando de forma firme, integrada e eficiente em benefício da sociedade.

A Polícia Civil informa que as investigações prosseguem com o objetivo de identificar e responsabilizar os autores do furto. Foto: captada



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