Cotidiano
Com 600 servidores da Saúde afastados, AC pede ajuda ao governo federal para contratar pessoal
Sesacre não especificou quantos profissionais foram solicitados para atuarem no combate ao novo coronavírus no estado.

UPA do Segundo Distrito, em Rio Branco, está lotada — Foto: Reprodução/Rede Amazônica Acre
Por Aline Nascimento
Com mais de 600 servidores da Saúde afastados durante a pandemia do novo coronavírus, o governo do Acre pediu reforço ao Ministério de Saúde para envio de profissionais para atuarem na linha de frente. No último dia 15, o governo entregou o hospital de campanha de Rio Branco, mas adiou a entrega do hospital de Cruzeiro do Sul.
A solicitação foi feita por meio de um ofício, enviado na última quinta-feira (18), para o governo federal. O estado não detalhou quantos profissionais foram solicitados à União.
Dados da Secretaria de Saúde do Acre (Sesacre) mostram que em todo estado tem 500 profissionais afastados por suspeita ou em tratamento contra a Covid-19. Outros 100 estão em casa por serem do grupo de risco.
Até esta sexta (19), o estado contabilizava mais de 10,9 mil infectados e 292 mortes pela doença. O número de curados é de 5.950 e de internados 195. Há ainda outros 334 exames em análise.
Reforço
Em abril, o governo acreano também pediu reforço com profissionais para ajudarem no combate do novo coronavírus. Neste caso, a solicitação era para profissionais formados no exterior e sem terem passado pelo Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituições de Educação Superior Estrangeiras (Revalida).
O pedido gerou controvérsias e polêmica no estado. Isso porque o Conselho Regional de Medicina do Acre (CRM-AC) e outras entidades se posicionaram contra a contração sem o exame exigido por lei.
A Justiça Federal chegou a autorizar a contratação dos profissionais sem o revalida. Porém, no dia 21 de maio o Tribunal Regional Federal da 1ª Região em Brasília acatou, em caráter liminar, o recurso do CRM-AC e da União Federal e mandou suspender a contratação dos profissionais.
Na última solicitação, o governo acreano que conseguiu contratar apenas dois médicos com CRM devido ao impedimento da Justiça. O edital de convocação permanece suspenso por decisão judicial.
Contratações
No mês de abril, Sesacre divulgou um edital com mais de 300 vagas para os níveis médio e superior. As vagas são para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e Unidades Básicas de Saúde (UBS) de Rio Branco e mais nove cidades do Acre.
Em maio, a Secretaria de Estadual de Saúde do Acre (Sesacre) publicou um edital de chamamento público para contratação imediata de 54 médicos para atuar em 18 municípios do estado, com salário de R$ 9, 3 mil.
O edital foi divulgado no Diário Oficial do Acre (DOE).
Também em maio, a Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag) convocou outros 125 profissionais que tinham ficado no cadastro de reserva no processo seletivo simplificado da saúde feito no ano passado.
Na sexta (19), a Sesacre destacou que apenas para a capital acreana, Rio Branco, foram contratados 253 profissionais, mas que o número é pequeno diante da situação enfrentada com a pandemia
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“Se Mailza não tomar as rédeas antes do dia 4, não vai ter base para negociar”, alertam deputados da base governista
Insatisfação com articulação política e centralização de decisões em secretários acende sinal de alerta no Palácio; parlamentares cobram protagonismo da futura governadora

Deputados defendem que Mailza se antecipe para conversar com a base, individualmente, o mais rápido possível antes da janela de transferência do dia 4. Foto: captada
A menos de duas semanas da posse da vice-governadora Mailza Assis (PP) no comando do Executivo estadual, marcada para 2 de abril, o clima nos corredores da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) é de tensão e incerteza. Deputados da base do governo consultados extraoficialmente durante a sessão ordinária desta quarta-feira (18) revelaram um sentimento comum: Mailza precisa começar a dar sinais claros de que “ela manda” e que sua palavra terá poder efetivo, sob risco de não ter base política para negociar após a transição.
A avaliação é compartilhada por cerca de 17 parlamentares que integram a base aliada. Segundo relatos, a falta de destreza nas articulações políticas e a escolha do secretário de governo, Luiz Calixto, para ficar na linha de frente de demandas consideradas sensíveis têm gerado insatisfação crescente entre os deputados.
Outro ponto que tem pesado negativamente é o protagonismo do secretário da Casa Civil, Jonathan Donadoni, que, na visão de integrantes da base, teria escolhido um candidato “para chamar de seu”: o secretário de Relações Institucionais e suplente de deputado Fábio Rueda. A percepção é que essa centralização afasta os parlamentares da interlocução direta com a futura chefe do Executivo.
“Não queremos atravessadores”
Deputados defendem que Mailza se antecipe e converse individualmente com a base o mais rápido possível, antes do encerramento da janela partidária, em 4 de abril. O temor é que, sem uma postura mais firme e direta da vice-governadora, o governo perca capacidade de negociação e sofra debandadas ainda maiores — como as já protagonizadas por Eduardo Ribeiro (PSD) e, mais recentemente, por Tadeu Hassem (Republicanos) e sua irmã, a ex-prefeita Fernanda Hassem.
“Se Mailza não tomar as rédeas antes do dia 4, não vai ter base para negociar. Muita gente cogita isso só por falta de uma palavra mais firme da vice. Os deputados não estão querendo atravessador na relação para evitar ruídos”, disparou um parlamentar de alta influência na base governista.
Articulação frágil
A insatisfação ocorre em um momento em que Mailza ainda não assumiu formalmente o governo — o que acontecerá em 2 de abril, com a renúncia de Gladson Cameli, que deixará o cargo para disputar o Senado. Até lá, as conversas com a base têm sido conduzidas de forma protocolar, e a falta de definições claras sobre o futuro da gestão e das alianças eleitorais acirra os ânimos.
Aliados apontam que Mailza tem perfil reservado, mas ressaltam que o momento exige protagonismo. A expectativa é que, a partir de janeiro, a vice-governadora intensifique agendas públicas e articulações, mas, até agora, os sinais práticos de comando ainda são considerados tímidos.
Enquanto isso, o tabuleiro político segue em movimento, com lideranças avaliando seus destinos e a base governista à espera de um comando efetivo. A palavra final, como repetem os deputados, precisa vir de Mailza — e rápido.
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Semulher promove palestra sobre crescimento profissional e liderança feminina
O governo do Estado do Acre, por meio da Secretaria de Estado da Mulher (Semulher), realiza no dia 19, às 14h, no auditório da Procuradoria-Geral do Estado (PGE), em Rio Branco, a palestra “Os degraus ocultos da carreira feminina: vieses inconscientes, barreiras invisíveis e mindset de crescimento”, ministrada pela advogada e empreendedora Nara Pinski.

A atividade integra a programação do movimento “Março Delas: Acre pelas mulheres” e tem como objetivo promover reflexões sobre os desafios que ainda impactam a trajetória profissional das mulheres, como preconceitos estruturais, barreiras invisíveis no ambiente de trabalho e a importância do desenvolvimento de uma mentalidade de crescimento.
Com mais de 20 anos de atuação em mentorias, consultorias e palestras voltadas ao empreendedorismo feminino, Nara Pinski compartilhará experiências e estratégias para fortalecer a presença feminina em espaços de liderança, incentivar o protagonismo das mulheres e ampliar oportunidades no mercado de trabalho.
A iniciativa busca criar um espaço de diálogo, aprendizado e troca de experiências, contribuindo para o fortalecimento da autonomia, da liderança e da participação das mulheres nos diferentes setores da sociedade.
As inscrições são limitadas e seguem abertas. As pessoas interessadas podem se inscrever por meio do link disponível no perfil oficial da Semulher no Instagram (@semulherac).
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Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA ACRE
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