Geral
Colono morre em colisão frontal entre motos em ramal de Rio Branco

Antônio de Nazaré, de 27 anos, foi arremessado para fora da pista e morreu no local; jovem condutor sem habilitação foi levado à delegacia
Um grave acidente de trânsito registrado na tarde deste sábado (2), no Ramal do Milton, área rural de Rio Branco, resultou na morte de Antônio de Nazaré da Conceição, de 27 anos. A colisão frontal envolveu duas motocicletas e deixou ainda outras duas pessoas feridas.
Segundo relatos do pai da vítima, Raimundo Nonato da Conceição, Antônio havia saído logo cedo para levar um saco de farinha até a casa da irmã. No retorno, acabou colidindo com outra moto e não resistiu aos ferimentos, morrendo ainda no local.

A motocicleta que Antônio pilotava era uma Honda Titan vermelha. O outro veículo envolvido, uma Honda Bros também vermelha, era conduzido por Adriel Ferreira de Souza, de 18 anos, que levava na garupa o amigo Ricardo de Oliveira. Ambos seguiam em direção a uma propriedade onde fariam reparos elétricos, quando, ao fazerem uma curva, teriam sido surpreendidos pela moto de Antônio trafegando no sentido oposto.
O impacto foi violento, e Antônio foi arremessado para fora da pista, caindo em uma área de mata com ferimentos graves. Adriel e Ricardo tiveram apenas escoriações leves.

A Polícia Militar isolou a área para o trabalho da perícia técnica. Adriel, que não possuía Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e não usava capacete, foi submetido ao teste do bafômetro, que deu negativo para álcool. Ele foi conduzido à Delegacia Central de Flagrantes para prestar depoimento.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) enfrentou dificuldades para localizar a área exata do acidente, já que as primeiras informações apontavam outra localidade. A médica Jessica Costa, da unidade de suporte avançado, constatou a morte de Antônio no local, indicando trauma abdominal e fraturas fechadas.
O perito criminal Harley Vilas Boas afirmou que a cena do acidente era complexa, mas que há indícios de que uma das motos invadiu a pista contrária, o que pode ter causado a colisão.
Após os trabalhos de perícia, o corpo de Antônio foi removido pelo Instituto Médico Legal (IML). A Polícia Civil investigará o caso.
Comentários
Geral
Moradores de Marechal Thaumaturgo denunciam cobrança de taxas extras para receber botijões do programa Gás do Povo
Beneficiários relatam pagamento de até R$ 37 em programa federal gratuito; prática é considerada ilegal e pode resultar em descredenciamento de revendedoras

De acordo com conversas divulgadas em grupo de mensagens no WhatsApp, os moradores alertam que tiveram que pagar até R$ 30 reais para ter acesso à botija de gás. Foto: captada
Moradores do município de Marechal Thaumaturgo, no interior do Acre, usaram as redes sociais no último domingo (1º) para denunciar que estão sendo obrigados a pagar taxas extras para ter acesso às botijas de gás, através do programa do governo federal, “Gás do Povo”.
De acordo com conversas divulgadas em grupo de mensagens no WhatsApp, os moradores alertam que tiveram que pagar até R$ 30 para ter acesso à botija de gás. “Minha mãe pagou R$ 37”, relatou uma usuária, sendo prontamente acompanhada por outros relatos de cobranças semelhantes feitas por estabelecimentos locais. “Minha amiga da faculdade pagou também”, disse outra.
Os integrantes do grupo de notícias da cidade chegaram a marcar um vereador do município sobre a situação. O parlamentar justificou que o valor cobrado seria pela taxa referente ao “desembarque” do produto, visto que o município é de difícil acesso.
Um outro morador da cidade afirmou que há algo errado, já que se trata de um programa social. “Mas como é um benefício social ainda estão cobrando? Tem algo de errado pode ter certeza”, escreveu.
Regras do programa e ilegalidade da cobrança
O programa Gás do Povo, instituído pela Lei nº 15.348/2026, assegura gratuidade na recarga do botijão de gás de cozinha de 13kg para famílias inscritas no Cadastro Único (CadÚnico) com renda per capita de até meio salário mínimo. A estimativa do governo é atender cerca de 15 milhões de famílias em todo o país até março de 2026.
De acordo com as regras oficiais, a recarga do botijão é totalmente gratuita e qualquer cobrança de “taxas extras” ou “valores complementares” é considerada ilegal e fere as normas estabelecidas pelo programa.
As únicas exceções permitidas são:
-
Taxa de entrega/frete: caso a família opte por receber o gás em domicílio (para evitar essa taxa, o beneficiário pode retirar o botijão diretamente na revenda);
-
Compra do vasilhame: caso a família não possua um botijão vazio para entregar na troca.
O vale garante exclusivamente a gratuidade da recarga do botijão, não cobrindo aquisição de vasilhame nem custos adicionais como a taxa de entrega, quando há opção pelo serviço de delivery.
Como funciona o benefício
Os beneficiários podem utilizar o vale-recarga de três formas principais:
-
Cartão do Bolsa Família com chip (bancarizado) e senha;
-
Cartão de débito da Caixa Econômica Federal e senha;
-
CPF do responsável familiar na maquininha “Azulzinha” da revenda credenciada, com código enviado por SMS.
Famílias com 2 ou 3 pessoas têm direito a 4 recargas por ano (uma a cada 3 meses), enquanto famílias com 4 ou mais integrantes têm direito a 6 recargas anuais (uma a cada 2 meses).
Canais de denúncia
Caso alguma revenda exija pagamento extra além das exceções permitidas, a família não deve pagar e pode registrar denúncia nos seguintes canais:
-
ANP (Agência Nacional do Petróleo): 0800 970 0267 (segunda a sexta, 8h às 20h);
-
Ouvidoria Fala.BR: registro online para o Ministério de Minas e Energia (MME);
-
Disque Social 121, do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS);
-
SAC CAIXA: 0800 726 0101.
A fiscalização é rigorosa: revendas que descumprirem as normas estão sujeitas a sanções, multas e descredenciamento do programa.
As denúncias em Marechal Thaumaturgo seguem sendo investigadas, e moradores aguardam posicionamento das autoridades competentes sobre as cobranças irregulares.

De acordo com conversas divulgadas em grupo de mensagens no WhatsApp, os moradores alertam que tiveram que pagar até R$ 30 reais para ter acesso à botija de gás. Foto: captada
Comentários
Geral
Ibama intensifica fiscalização e apreende 67 redes durante operação no interior do Acre
Ação nos rios Moa e Juruá combate pesca irregular no período do defeso e contou com apoio da PM

Comentários
Geral
Colégio desligará 4 alunos acusados de estupro coletivo no Rio

O Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro, iniciou o processo de desligamento de quatro alunos acusados de cometer um estupro coletivo contra uma adolescente, de 17 anos, em Copacabana, em janeiro.
Os acusados são João Gabriel Bertho, Vitor Hugo, Bruno Alegretti e Matheus Martins, todos de 18 e 19 anos.
“Não podemos tolerar a barbárie brutal da violência de gênero vivenciada a cada hora em nosso país”, diz a nota do colégio.
A reitoria do colégio e o Campus Humaitá II informou que iniciaram o processo de desligamento com orientação da procuradoria federal. Os quatro alunos foram indiciados pela Polícia Civil, mas ainda não foram localizados, sendo considerados foragidos da Justiça.
Veja a nota do campus dos alunos na íntegra:
Uma publicação partilhada por CPII – Campus Humaitá II (@cp2.humaita2)
O caso
O crime teria ocorrido em 31 de janeiro. A vítima relatou à Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ) que foi convidada por mensagem à casa de um amigo, um apartamento em Copacabana.
Ela relatou que, ao chegar ao apartamento, foi convidada a fazer “algo diferente” pelo amigo, e recusou. Após isso, foi violentada e estuprada pelos quatro acusados.
O caso é investigado pela 12ª Delegacia de Polícia do Rio (Copacabana). A PCERJ informou que os acusados responderão pelo crime de estupro, e um adolescente responderá por ato infracional análogo ao mesmo crime.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

Você precisa fazer login para comentar.