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Circulação por residentes entre Epitaciolândia, Brasiléia e Cobija é garantida por portaria

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Foto: Alexandre Lima/Arquivo pessoal

Por Raimari Cardoso

Durante encontro com prefeitos e outras autoridades dos municípios da regional do Alto Acre sobre a tomada de medidas conjuntas contra o avanço do novo coronavírus, realizado em Brasiléia na tarde desta quarta-feira, 27, surgiu um questionamento sobre a possibilidade de novo fechamento da fronteira com a Bolívia.

Em março do ano passado, ainda no começo da crise sanitária no Acre, as pontes da Amizade e Internacional, em Brasiléia e Epitaciolândia, respectivamente, foram fechadas no lado boliviano pelo governo do departamento de Pando, situação que perdurou por quase seis meses, sendo reabertas apenas em setembro.

A reabertura se deu depois de várias negociações entre as autoridades dos dois países que resultaram em um acordo de reciprocidade para a circulação mútua entre os residentes das três cidades-gêmeas, cujo comércio foi extremamente prejudicado pelo bloqueio motivado pela pandemia de Covid-19.

Desde então, a passagem por ambas as pontes ocorre normalmente, sem que as normas estabelecidas para o controle de entrada e saída dos dois países tenham se mantido por muito tempo. Nem mesmo a restrição para a circulação de não residentes nas três cidades fronteiriças foi mantida.

Dentre as medidas restritivas discutidas nos últimos dois dias pelas prefeituras da fronteira, não se cogitou um novo fechamento das pontes. A prefeita de Brasiléia, Fernanda Hassem, disse que essa é uma decisão da alçada federal, não cabendo aos municípios deliberar a respeito do assunto.

Com respeito ao tema, o governador Gladson Cameli tem buscado junto ao Ministério das Relações Exteriores o fechamento da fronteira do estado com a Bolívia e o Peru devido à alta demanda de doentes oriundos desses países que estão sobrecarregando o sistema de saúde dos hospitais da regional do Alto Acre.

O que aparenta não estar bem entendido pelo governador e pelos prefeitos é que, oficialmente, está restringida a entrada no país de estrangeiros de qualquer nacionalidade, por rodovias, por outros meios terrestres ou por transporte aquaviário.

Essa medida foi posta em vigor em março do ano passado e renovada recentemente por meio da Portaria nº 652, de 25 de janeiro de 2021, editada pelos Ministérios de Estado da Casa Civil da Presidência da República, da Justiça e Segurança Pública e da Saúde em razão da declaração de emergência no país.

No entanto, as restrições de que trata a portaria não impedem, entre outras situações previstas, o tráfego de residentes fronteiriços em cidades-gêmeas, mediante a apresentação de documentos comprobatórios, desde que seja garantida a reciprocidade no tratamento ao brasileiro pelo país vizinho.

Diante disso, parece ser improvável que o trânsito entre as duas cidades brasileiras e a capital do departamento de Pando seja novamente impedido por determinação das autoridades brasileiras, sendo mais factível que as barreiras sanitárias voltem a ser ativadas e que a fiscalização da fronteira se torne efetiva.

Quanto às também fronteiriças Assis Brasil e Iñapari, no Peru, a informação obtida é a de que o trânsito de residentes locais entre as duas cidades não está sendo permitido atualmente por motivo de lá não haver um acordo de reciprocidade, como ocorre no caso de Epitaciolândia, Brasiléia e Cobija.

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Motociclista fica ferido após colidir com capivara na Estrada de Porto Acre

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Acidente ocorreu na noite de quarta-feira (4), no km 13 da rodovia AC-10; vítima foi socorrida pelo Samu e levada ao Pronto-Socorro de Rio Branco

Um acidente de trânsito envolvendo uma motocicleta e um animal silvestre deixou Valdir Pires da Silva, de 59 anos, ferido na noite desta quarta-feira (4), na rodovia AC-10, no km 13 da Estrada de Porto Acre, no interior do Acre.

De acordo com testemunhas, Valdir seguia em uma motocicleta Honda CG 150 Titan, de cor vermelha, placa MZY-4740, no sentido Rio Branco–Vila do Incra, quando uma capivara atravessou repentinamente a pista, impossibilitando qualquer reação por parte do condutor. A colisão foi inevitável.

Com o impacto, o motociclista foi arremessado ao solo e sofreu queimadura de terceiro grau no ombro direito, além de suspeita de fraturas no punho e no ombro, diversas escoriações pelo corpo e um Traumatismo Crânioencefálico (TCE) leve. O animal morreu no local.

Populares que passavam pela rodovia acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que enviou uma ambulância de suporte avançado. Após receber os primeiros atendimentos ainda na via, Valdir foi encaminhado ao Pronto-Socorro de Rio Branco, onde deu entrada em estado clínico estável.

A ocorrência foi atendida por policiais militares do Batalhão de Trânsito, que realizaram o registro do Boletim de Acidente de Trânsito (BAT) e providenciaram a remoção da motocicleta da pista.

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Bocalom cumpre agenda institucional no AM e destaca geração de empregos e desenvolvimento durante visita ao Estaleiro Juruá

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O prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, cumpriu agenda institucional no Amazonas nesta quarta-feira (4). Um dos principais compromissos foi a visita técnica ao Estaleiro Juruá, localizado no distrito de Cacau Pirêra, Iranduba.

Recebido pelo empresário Marmude Camely, Bocalom percorreu as instalações do estaleiro e acompanhou de perto a produção de balsas graneleiras e embarcações utilizadas no transporte fluvial de cargas, especialmente grãos como soja e milho.

Durante a visita, o prefeito destacou a importância do setor produtivo para o desenvolvimento da região Norte. “Sempre defendi que o caminho é produzir para empregar. Ver um estaleiro desse porte, gerando milhares de empregos e sendo conduzido por um acreano, me deixa muito feliz. Isso mostra que é possível desenvolver a Amazônia com trabalho, inteligência e responsabilidade”, afirmou Bocalom.

O prefeito também ressaltou a eficiência do transporte fluvial. “Uma balsa como essa transporta três mil toneladas de grãos, o equivalente a cem carretas fora das rodovias. Isso reduz custos, preserva nossas estradas e torna o frete muito mais barato. É desenvolvimento com lógica e planejamento”, completou.

O empresário Marmude Camely apresentou os números do Estaleiro Juruá, que atualmente gera cerca de 3.100 empregos diretos. Segundo ele, somente no último ano foram processadas aproximadamente 32 mil toneladas de aço, resultando na construção de 84 embarcações. “Hoje o estaleiro Juruá é motivo de muito orgulho. Somos uma empresa instalada na região metropolitana de Manaus, mas com raízes acreanas, que acredita na indústria, na capacitação e nas pessoas”, destacou.

Marmude também enfatizou o papel social da empresa, por meio do Instituto Chiquinho Camely. “No ano passado capacitamos 540 pessoas, entre elas 180 mulheres soldadoras. A inclusão feminina no processo produtivo tem dado resultados excelentes, com equipes altamente produtivas. Além disso, desde 2014 cuidamos de cerca de 250 crianças em projetos sociais que já começam a formar nossa própria mão de obra”, explicou.

Ao final da visita, Bocalom elogiou o modelo de gestão adotado pelo estaleiro. “Isso é gestão moderna. Capacitar, incluir, gerar dignidade e emprego. É assim que se constrói um futuro melhor para a nossa gente. Fico orgulhoso de ver acreanos vencendo e ajudando a impulsionar o desenvolvimento do Amazonas e de toda a região”, concluiu. Após a visita técnica, o prefeito participou de almoço institucional com o empresário Marmude Camely, dando continuidade à agenda oficial na região.

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Sebrae celebra 35 anos fortalecendo os pequenos negócios do Acre

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Instituição mantem pontos de atendimentos presenciais e digitais para garantir atendimento em todo estado

O Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Acre – Sebrae completa 35 anos de atuação no estado em 25 de fevereiro, consolidando-se como parceiro estratégico dos pequenos negócios acreanos. Hoje, essas empresas representam cerca de 75% do total de negócios no Acre, sendo fundamentais para a geração de emprego e renda.

O Sebrae contribui para o fortalecimento dos pequenos negócios através da qualificação, orientação e soluções práticas aos empreendedores, além de atuar junto ao poder público tendo como objetivo a melhoria do ambiente de negócios, através das políticas públicas. “A união de esforços com parceiros e instituições, possibilita mais oportunidades, geração de emprego e renda, bem como impactando na qualidade de vida das pessoas”, afirma Marcos Lameira, diretor-superintendente do Sebrae no Acre.

A instituição mantém pontos de atendimento em todo o estado, incluindo a sede em Rio Branco, escritórios regionais em Cruzeiro do Sul, Brasiléia e Tarauacá, além de Ocas, Salas do Empreendedor e canais digitais. Essas unidades atendem mais de 42 mil micro e pequenas empresas, oferecendo soluções para diferentes setores, com foco na competitividade e no desenvolvimento sustentável.

Ao longo dessas três décadas e meia, o Sebrae tem acompanhado as transformações do mercado, incorporando inovação, tecnologia e novos modelos de negócios para apoiar empresas de comércio, serviços, indústria, agronegócio, turismo, economia criativa e startups.

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O impacto da instituição também é fruto do trabalho conjunto de colaboradores, fornecedores e parceiros, que contribuíram para ampliar o alcance das ações e fortalecer o empreendedorismo no estado.

Celebrar os 35 anos do Sebrae no Acre é reconhecer a força do empreendedor acreano e a importância dos pequenos negócios para a economia local. Mais do que uma data comemorativa, o momento reafirma o compromisso da instituição em trabalhar de forma integrada para que empreender no Acre seja cada vez mais sustentável e promissor.

Confira o vídeo comemorativo em alusão aos 35 anos no canal do Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=ePQg4Uv3oLs

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