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Cientistas dizem que cloroquina pode tratar a covid-19, mas pedem calma
Novos estudos indicam que a hidroxicloroquina ainda não deve ser totalmente descartada, mas testes estão paralisados

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Depois de muita confusão sobre os benefícios e malefícios da hidroxicloroquina, os cientistas estão, finalmente, conseguindo formar um quadro científico que explica como o medicamento afeta indivíduos infectados pelo novo coronavírus.
Entre os estudos mais recentes, é possível citar três grandes. Em dois deles, pessoas que foram expostas ao vírus e corriam risco de infecção foram analisadas, enquanto no terceiro os pacientes estavam já infectados e em situações graves. Eric Topol, diretor do Instituto de Ciência Translacional Scripps, comentou que a obsessão pela hidroxicloroquina fez com que as evidências científicas fossem ignoradas por muito tempo.
Desde que cientistas perceberam a possibilidade de utilizar a droga contra o novo coronavírus, foram feitos dezenas de ensaios em tubos – e muitos diziam coisas contrárias. Mas no dia 5 de junho, pesquisadores do Reino Unido anunciaram para a imprensa um novo estudo, com 1.542 pacientes que estavam hospitalizados.
Dentre eles, 25,7% deles morreram 28 dias após terem sido tratados com hidroxicloroquina. “Esses dados descartam de forma convincente qualquer benefício significativo da mortalidade”, disseram os pesquisadores no comunicado. Outras pesquisas que mostraram que a cloroquina não foi realmente eficaz no tratamento também contribuem para o descarte da droga como um método eficaz.
Além disso, um estudo da Universidade de Minnesota, nos EUA, demonstrou que 12% das 821 pessoas que tomaram o medicamento – sem estarem previamente doentes – acabaram desenvolvendo sintomas do novo coronavírus. Ensaios como esses, e outros menores, contribuem significativamente para o entendimento da atuação do medicamento.
Mas muitos pesquisadores acreditam que mais estudos relacionados com testes de profilaxia ainda são necessários. A estratégia de pré-exposição é mais focada em prevenir com que indivíduos sejam contaminados com a doença, do que tratá-la. “Você tem uma chance muito maior de prevenir algo com uma droga fraca do que de curar uma infecção totalmente estabelecida. Nunca trataríamos ninguém com isso, é muito fraco. Mas é uma profilática muito boa”, disseram os pesquisadores da Universidade de Oxford.
Mas a comunidade científica acredita que os testes não poderão continuar – pelo menos não tão cedo. Devido a um artigo publicado – e depois removido – pela revista The Lancet, que dizia que o número de mortes causadas pelo coronavírus aumentou consideravelmente pelo uso da hidroxicloroquina, muitos cientistas foram instruídos a interromperem seus testes.
Embora a revista científica tenha se retratado, ainda existem fatores que podem atrasar o avanço. A pressa para encontrar tratamentos eficazes contra o vírus é um desses fatores – pesquisadores acreditam que essa situação deve ser tratada com calma para não causar nenhum pânico irracional.
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Polícia investiga morte de menina de 9 anos em UPA de Campo Grande

A Polícia Civil investiga a morte de uma menina de 9 anos que deu entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Universitário, na tarde dessa quarta-feira (4/3), em Campo Grande (MS).
As autoridades foram acionadas para atender a ocorrência na unidade de saúde, onde a equipe médica informou que a criança não apresentava indícios de violência nem sinais de maus-tratos.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL
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CNJ mantém pena de juiz que omitiu relação com advogado de facção

O juiz Antônio Eugênio Leite Ferreira Neto, do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), apresentou recurso contra a decisão que o aposentou compulsoriamente, em 2024, ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que rejeitou o pedido e manteve a punição, nesta semana.
O conselho considerou que o magistrado não declarou suspeição ao julgar processo de advogado com quem manteve relacionamento. A defesa, por sua vez, alegou que ele estaria sendo vítima de homofobia na análise do caso.
Entretanto, ao apresentar divergência do relator — conselheiro Ulisses Rabaneda, que considerou parcialmente procedente o pedido de revisão disciplinar —, o corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell Marques, destacou que não vislumbrou conduta homofóbica do TJPB.
Ele enfatizou que o fato de o juiz manter proximidade com o profissional configurava violação ao Código de Ética da Magistratura e defendeu que as infrações cometidas pelo juiz comprometem de forma grave a imagem da magistratura.
“A clientela do advogado estava envolvida em organização criminosa, tráfico de drogas e homicídio. A independência e a imparcialidade não são privilégios do juiz, e sim garantias que o magistrado tem o dever de observar, preservar e guardar em favor do jurisdicionado, afastando-se de qualquer causa que potencialize a alteração da sua posição equidistante”, afirmou Campbell Marques.
Relembre o caso
O reú era da 2ª Vara da Comarca de Itaporanga (PB). A condenação teve como base acusações formuladas pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB), que apontou desvios funcionais do magistrado, incluindo a parcialidade em suas decisões judiciais, subversão da ordem processual e o favorecimento de um advogado amigo íntimo.
O advogado, investigado por sua proximidade com uma facção criminosa, foi citado em diálogos interceptados que indicavam seu poder de influência junto ao juiz para desmanchar processos criminais. O magistrado também foi acusado de compartilhar informações sigilosas das investigações com o advogado, que repassaria esses dados para os criminosos.
A decisão unânime pela aposentadoria compulsória, que garantiu ao magistrado vencimentos proporcionais ao tempo de serviço, foi tomada devido à violação dos princípios de imparcialidade, decoro e moralidade pública por parte do juiz.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL
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Mulher é atingida por bala perdida enquanto amamentava bebê no MS

Uma mulher de 27 anos foi atingida no peito por uma bala perdida na tarde dessa quarta-feira (4/3), em Dourados (MS). No momento do disparo, a vítima amamentava o filho de 1 ano.
Segundo informações iniciais, a mulher varria o quintal de casa e, logo em seguida, foi amamentar o filho quando os médicos constataram que uma munição havia ficado alojada em seu corpo.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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