Acre
Cerca de 20% da população acreana vive em situação de extrema pobreza
Os dados são do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) e desmistifica a máxima de que houve uma melhora substancial na qualidade de vida dos acreanos. Especialistas falam sobre as ações desenvolvidas para ajudar uma faixa de 451 mil pessoas envolvidas de alguma forma nos programas de transferência de renda. O Acre tinha 133.410 habitantes em situação de extrema pobreza no ano de 2010, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse percentual abrange quase 20% da população.
O estado era o sexto com maior miséria no país. Passados três anos, o governo de Tião Viana (PT) garante que retirou 33 mil famílias da linha de pobreza, mas dados do MDS apontam que a taxa de crescimento de famílias inseridas no Programa Bolsa Família (PBF) aumenta 11,9% a cada ano, enquanto que o aumento da população em média foi de 2,7% ano. Desde que foi criado, na gestão do ex-governador Jorge Viana, mais de 44,3 mil famílias foram inseridas no PBF.
Atualmente 132,5 mil famílias estão inseridas no CADúnico. Dessas, mais de 68,5 mil sobrevivem com renda per capita familiar de até R$ 70. O número ultrapassa 93 mil quando a renda é até R$ 140 e 109 mil famílias vivem com renda de até meio salário mínimo. Em todo o Estado 73.124 recebem PBF.
O Índice de Desenvolvimento Humano o (IDH) no Acre permanece inalterado por três décadas. Vejam o ranking entre estados brasileiros: em 1991, o Acre foi o 21º primeiro colocado. No ano 2000, o Estado repetiu o desempenho quando comparado aos demais estados da federação: 21º lugar em desenvolvimento humano, superando apenas Maranhão, Piauí, Tocantins, Alagoas, Paraíba e Bahia.
Os dados relativos de 2010 são idênticos às duas primeiras décadas. Entramos na primeira década do século XXI novamente em 21º lugar em IDH, entre os estados da federação. O IDH é um índice composto de três dimensões: renda, longevidade e educação. Analisando esses dados, podemos perceber que estamos longe de viver no melhor lugar da Amazônia.
Tribuna do Juruá – Jorge Natal
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Acre
Rios do Acre seguem acima da média histórica e mantêm autoridades em alerta no fim de janeiro
Boletim da Sema aponta níveis elevados nas principais bacias do estado, reflexo das chuvas intensas registradas desde o início do ano.

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Acre
Indígena Puyanawa fica ferido após disparo acidental durante caçada no interior do Acre
Espingarda teria caído e disparado acidentalmente na Terra Indígena, em Mâncio Lima; vítima sofreu fratura e foi levada ao Hospital do Juruá.

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Acre
Boletim indica precipitações intensas e continuidade das chuvas até fevereiro

O Acre enfrenta um dos meses de janeiro mais chuvosos dos últimos anos, com acumulados expressivos registrados em todas as regiões do estado. Dados do Boletim do Tempo nº 14, divulgado pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) nesta segunda-feira (26), mostram que, entre 1º e 26 de janeiro de 2026, vários municípios ultrapassaram com folga as médias climatológicas esperadas para todo o mês.
Segundo o levantamento, Brasiléia lidera o ranking de chuva acumulada, com 670,8 milímetros, seguida por Rio Branco, que já soma 542,4 mm. Também se destacam os volumes registrados em Manoel Urbano (418,8 mm), Jordão (344,8 mm), Assis Brasil (308,4 mm), Xapuri (300,4 mm) e Porto Acre (299,4 mm). Em praticamente todos esses municípios, os índices superam as médias históricas para o período, reforçando o cenário de chuvas acima do normal em 2026.
Além dos dados por município, estações e comunidades rurais também registraram acumulados elevados. Locais como Colônia Dolores (388,2 mm), Seringal Guarany (343,6 mm) e Seringal São José (308,8 mm) figuram entre os pontos com maior volume de precipitação no início do ano, evidenciando que as chuvas têm sido bem distribuídas tanto em áreas urbanas quanto rurais.
Previsão semanal mantém cenário de muita chuva
A tendência, segundo a Sema, é de continuidade das chuvas nos próximos dias. A previsão semanal, válida para o período de 26 de janeiro a 1º de fevereiro de 2026, indica volumes entre 50 mm e 150 mm em grande parte do estado. O prognóstico do modelo NCEP/GFS aponta ainda anomalia positiva de precipitação, ou seja, chuvas acima do esperado para esta época do ano em boa parte do território acreano.
Esse cenário reforça o estado de atenção das autoridades, especialmente em regiões cortadas por grandes rios, já que o excesso de chuva contribui para a elevação gradual dos níveis fluviais. Por outro lado, o volume elevado de precipitação ajuda a reduzir riscos ambientais associados à estiagem, como queimadas e incêndios florestais.
A Sema destaca que o monitoramento hidrometeorológico segue contínuo e que novos boletins serão divulgados para acompanhar a evolução das chuvas e seus impactos. A orientação é para que a população fique atenta aos comunicados oficiais, especialmente em áreas historicamente suscetíveis a alagamentos e cheias.

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