Acre
Caso Aurora: após mais de 1 mês internada, bebê não precisará passar por novas cirurgias
Segundo Marcos Oliveira, pai da menina, ela está se recuperando bem e médicos avaliam a possibilidade de alta do Hospital João XXIII, em Belo Horizonte, para a próxima segunda-feira (4)

Aurora Maria tem previsão de alta para a próxima segunda-feira (4). Foto: Reprodução/Instagram
Por Jhenyfer de Souza, g1 AC — Rio Branco
Aurora Maria Oliveira Mesquita, a bebê que sofreu queimaduras de 2º e 3º graus durante um banho na Maternidade Irmã Maria Inete, em Cruzeiro do Sul, no interior do Acre, em junho deste ano, apresenta evolução e melhoras após enxerto.
Segundo o pai, Marcos Oliveira, o procedimento foi bem sucedido e a bebê não precisará de novas cirurgias. A recuperação surpreendeu os médicos e há expectativa de alta do Hospital João XXIII, em Belo Horizonte, para a próxima segunda-feira (4).
Uma nova avaliação médica está prevista para acontecer entre esta quarta (30) e sexta (1). A equipe deve verificar o fechamento completo das feridas antes de autorizar a alta.
A menina foi submetida ao procedimento no começo deste mês e retirou uma parte da pele da panturrilha de uma das pernas. Ela continua sob acompanhamento médico no hospital desde 25 de junho, quando foi transferida de Rio Branco.
No dia 22 de junho, a recém-nascida foi internada após sofrer queimaduras causadas pela água quente usada durante o banho no dia anterior, na maternidade de Cruzeiro do Sul. Inicialmente, Aurora foi atendida na própria unidade, mas devido à gravidade das lesões, precisou ser levada para Rio Branco e, depois, para Belo Horizonte. No início de julho, ela passou por procedimento de enxerto de pele nos dedos dos pés.
Ainda durante a internação, a bebê passou por exames que descartaram a possibilidade de outras doenças, como epidermólise bolhosa, suspeita inicial da Secretaria de Saúde do Acre (Sesacre). A confirmação foi de que as lesões eram, de fato, queimaduras.
Desde o início, inclusive, a família da bebê apontou que as lesões foram causadas pela água quente usada durante o banho.
“Todo mundo duvidou da gente. Só quem acreditou foi a família mesmo. Fui chamado até de leigo pelo médico lá de Cruzeiro [do Sul]. Coloquei foi a mão dele, da diretora e da pediatra na água pra ver se não queimava. Mas, todo mundo duvidou da gente querendo colocar uma doença na minha filha que não tem nada a ver”, lamentou o pai na época.
O pai da menina registrou um boletim de ocorrência contra o hospital. A técnica de enfermagem que deu banho na criança foi afastada do cargo e deve ser demitida ao final do Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD).
“Ela é concursada do Igesac [Instituto de Gestão da Saúde do Acre], que é menos burocrático, é celetista”, complementou Pedro Pascoal, secretário de Saúde do Acre.
O caso segue em investigação pela Polícia Civil, Ministério Público, Secretaria de Saúde do Acre (Sesacre) e Conselho Regional de Enfermagem (Coren).

Aurora Maria, recém-nascida que foi internada após banho em maternidade de Cruzeiro do Sul. Foto: Arquivo pessoal
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Gladson Cameli diz ter recebido PF em casa para esclarecer denúncia sobre processo em escola de aviação
Governador afirma que prestou informações “com tranquilidade e transparência” e que ação visa atingi-lo politicamente; PF recolheu eletrônicos e dinheiro

Camelí disse que “com tranquilidade e transparência, prestei todas as informações solicitadas. Foto: captada
O governador Gladson Cameli emitiu nota nesta quinta-feira (5) confirmando que recebeu em sua residência, pela manhã, representantes da Polícia Federal. Segundo ele, os policiais buscavam informações sobre uma denúncia envolvendo processo de avaliação para registro de piloto em uma escola de aviação da qual foi aluno.
Cameli afirmou que “com tranquilidade e transparência, prestei todas as informações solicitadas”. Ele acrescentou que os agentes recolheram dispositivos eletrônicos e uma quantia em dinheiro, de origem privada, que mantinha como reserva financeira, cuja comprovação será apresentada às autoridades.

O governador acrescentou que está “sereno quanto ao ocorrido” e afirma que a ação tem o objetivo de atingi-lo politicamente. Foto: captada
Na nota, o governador disse estar “sereno quanto ao ocorrido” e classificou a ação como motivada por interesses políticos. “Desde já, agradeço as manifestações de apoio da população. Reiterando minha confiança na Justiça, lamento as tentativas de perseguição e, mais uma vez, de estratégia política com o objetivo de me atingir na proximidade das eleições.”
O caso ainda segue em investigação pela Polícia Federal.
Veja publicação feita pelo governador:


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Rio Juruá mantém estabilidade em Cruzeiro do Sul, mas Defesa Civil alerta para possível elevação
Nível do manancial permanece em 13,43 metros desde terça-feira; águas de Porto Walter e Marechal Thaumaturgo devem influenciar nova subida
O nível do Rio Juruá, em Cruzeiro do Sul, foi registrado em 13,43 metros nesta quarta-feira (4), conforme dados da Defesa Civil Municipal. A marca é a mesma observada desde a manhã de terça-feira (3), às 9h, indicando uma estabilidade momentânea do manancial. No entanto, as autoridades alertam que a tendência ainda é de elevação nas próximas horas.
Segundo o coordenador da Defesa Civil Municipal, Júnior Damaceno, a possível subida está relacionada à chegada das águas provenientes dos municípios de Porto Walter e Marechal Thaumaturgo. “O rio está estabilizado desde ontem, mas a tendência é de subir hoje ainda, porque a água de Porto Walter e de Marechal Thaumaturgo vai chegar até aqui”, explicou.
Desde a terça-feira, a Defesa Civil, em parceria com o Corpo de Bombeiros, passou a realizar a medição do nível do Rio Juruá por meio de uma régua instalada no bairro da Várzea, em Cruzeiro do Sul. A medida foi adotada após a identificação de falhas, inconsistências e oscilações nos dados apresentados pelo aplicativo HidroWeb, da Agência Nacional de Águas (ANA).
De acordo com o coordenador de desastres da Defesa Civil de Cruzeiro do Sul, Iranilson Neri, a divergência entre a régua física e o sistema digital chegou a 13 centímetros. “Diante disso, optamos pela medição direta por meio da régua”, afirmou.
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Ex-funcionários de fábrica de tacos em Xapuri denunciam atraso em verbas rescisórias
Acordo de pagamento parcelado foi descumprido após primeira parcela; trabalhadores protestam e relatam venda de madeira do pátio enquanto dívida segue em aberto

Após o pagamento inicial, os ex-funcionários afirmam que passaram a enfrentar falta de respostas e ausência de previsão por parte da empresa. Foto: captada
Ex-funcionários da única fábrica de tacos em funcionamento em Xapuri denunciam atrasos no pagamento de verbas rescisórias desde as demissões ocorridas em 21 de agosto de 2025. Segundo os trabalhadores, houve um acordo para pagamento em cinco ou seis parcelas, mas apenas a primeira foi quitada, sem novas previsões de repasse desde então.
Os ex-servidores relataram que a empresa deixou de responder aos contatos e não apresentou calendário para quitar o restante das dívidas. Outro ponto que tem gerado preocupação é que, mesmo com os valores em aberto, a fábrica segue retirando e vendendo madeira estocada em seu pátio — movimento visto pelos demitidos como um agravante à insegurança quanto ao recebimento.
No último sábado (31), um grupo realizou um protesto para cobrar respostas e dar visibilidade ao caso. O pagamento das verbas rescisórias é um direito assegurado por lei. A reportagem informa que o espaço segue aberto para que a empresa se manifeste e esclareça a situação.

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