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Casal de aventureiros que já passou por cinco países e percorreu mais de 16 mil quilômetros em kombi chega ao Acre

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Vanessa e Marques passaram pela Argentina, Chile, Peru, Bolívia e Equador na kombi que apelidaram de ‘Madalena’. Após o Acre, casal quer viajar pelo litoral do país.

Com Quésia Melo, G1 AC, Rio Branco

O casal de aventureiros Vanessa Cristina Kapper, de 27 anos, e Lorenzo Rousselet Marques, de 32 anos, decidiu largar tudo na cidade de Santo Ângelo, no Rio Grande do Sul e viajar pela América do Sul em uma kombi 1994 apelidada de ‘Madalena’.

Os dois começaram a viagem em 1º de março desse ano e já percorreram mais de 16 mil quilômetros passando pela Argentina, Chile, Peru, Bolívia e Equador. A dupla chegou ao Acre na sexta-feira (10) e deixou a kombi em uma oficina para manutenção em Rio Branco.

“A gente pretende turistar aqui no Acre, pois depois que gente entrou e seguiu para Rio Branco passamos apenas por estradas. Mas, de antemão, já digo que ficamos surpresos com o tanto de pessoas legais que conhecemos e nos ajudaram. A gente dormiu em postos de gasolina também e foi bem tranquilo, tem outros lugares que não deixam fazer isso”, relata Vanessa.

Namorados já passaram pela Argentina, Chile, Peru, Bolívia e Equador (Foto: Reprodução/Instagram)

Marques é servidor público e pegou uma licença para fazer a viagem. Ele já havia guardado dinheiro para a aventura, mas a ideia inicial era fazer o trajeto como mochileiro. Vanessa era autônoma e tinha uma loja de cosméticos. A mulher conta que também tinha umas economias.

Em Rio Branco, o casal visitou o Parque Chico Mendes e Vanessa conta que experimentou sorvete de cupuaçu. Os namorados devem seguir para Rondônia (RO) até Brasília (DF), depois para Belém (PA) e seguir pelo litoral do Brasil.

“Eu nunca tinha comido isso [cupuaçu] e achei muito bom e diferente. Também nos indicaram experimentar o caldo do tacacá que não conhecemos”, lembra.

Viagem é compartilhada com mais de 18 mil seguidores no Instagram (Foto: Reprodução/Instagram)

Ponto de partida

A ideia da aventura surgiu após uma viagem de carro para a Praia de Torres (RS) em que Marques comentou sobre o sonho de conhecer a América do Sul. Vanessa começou a pesquisar sobre outras viagens e o namorado já tinha boa parte do itinerário pronto. Porém, logo nos primeiros 140 km o motor da ‘Madalena’ fundiu e eles precisaram refazer toda a peça.

“Ficamos uma semana parados esperando a kombi ficar pronta e depois seguimos viagem. Foi daí que conheceram nossa história e ganhamos vários seguidores no Instagram”, lembra.

Toda a viagem é compartilhada pelo casal no Instagram “Por Aí de Kombi” onde postam fotos dos locais que visitaram. O perfil já tem mais de 18 mil seguidores. Além disso, os aventureiros criaram uma campanha no site “Apoia.se” onde os apoiadores doam dinheiro ou oferecem a casa para que eles fiquem durante a passagem pela cidade.

“Temos cerca de 50 apoiados e todos os meses aparece alguém que quer ajudar de alguma forma. Mas, a gente também tem um orçamento diário de gastos, mas as manutenções com a ‘Madalena’ estão judiando de nós. Todas as manutenções foram maiores que o planejado. Mas já estamos vendo várias ideias para levantar dinheiro e continuar o roteiro”, afirma.

Vanessa e Lorenzo decidiram conhecer a América do Sul viajando em uma Kombi 1994 (Foto: Reprodução/Instagram)

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Deu no Acremais: pelo menos dois dos oito candidatos que disputam o Governo de Pando, dois são do Agro

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Por Wanglézio Braga

O Departamento de Pando, na Bolívia, que faz fronteira direta com o Brasil pelo Acre, entra no calendário eleitoral de 2026 com eleições marcadas para o dia 17 de março. O pleito vai escolher governador, representantes para o parlamento (Câmara e Assembleia Legislativa), além dos prefeitos municipais. O processo eleitoral em Pando desperta atenção estratégica no Acre, já que o departamento boliviano é um dos principais consumidores de produtos acreanos, especialmente da agricultura familiar, fortalecendo o intercâmbio econômico na fronteira Brasil–Bolívia.

Dos dois candidatos ao governo de Pando, dois possuem ligação direta com o setor do agronegócio. Entre eles está Ana Lúcia, do MTS, atual prefeita de Cobija, que trabalha com a exportação de frutas amazônicas e a industrialização do açaí. Também integra esse grupo Rodolfo Añez Domínguez, da FSUTCP, empresário com atuação na indústria e na exportação de café, atividade que dialoga diretamente com cadeias produtivas do Acre em especial do Alto Acre.

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Acre avança no enfrentamento ao fogo com redução de 77,75% dos focos de calor

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As ações de combate e redução de focos de calor em todo o território acreano vêm sendo intensificadas por meio de um esforço conjunto do Governo Federal e Governo do Estado do Acre com execução através do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Acre e demais órgãos parceiros. A partir da Sala de Situação Operacional, onde inteligência e geoespacialização monitoram as ocorrências em tempo real, os recursos são acionados conforme a necessidade, priorizando as regiões mais afetadas. Este ano, registramos uma redução expressiva de cerca de 77% na densidade de focos de calor em comparação ao mesmo período do ano passado. Em 2024 foram registrados 8.655 focos, enquanto em 2025 esse número caiu para 1.401.As ações de combate e redução de focos de calor em todo o território acreano vêm sendo intensificadas por meio de um esforço conjunto, com financiamento do Governo Federal e execução integrada do Governo do Estado do Acre e do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Acre.

Além das ações de combate, tem-se investido fortemente em medidas preventivas e educativas. Somente em 2025, foram realizadas mais de 2 mil atividades preventivas, alcançando diretamente mais de 100 mil pessoas conscientizadas em todo o território acreano. Esse conjunto de esforços fortalece a proteção ao meio ambiente, preserva vidas e garante maior segurança às famílias acreanas.

Atualmente, o Acre conta com 18 bases operacionais distribuídas estrategicamente em todo o estado, garantindo alcance direto em 21 dos 22 municípios. Para dar suporte às ações, são empregados diariamente mais de 150 bombeiros militares em serviço, dentre eles cerca de 100 profissionais dedicados exclusivamente ao enfrentamento dos focos de calor, atividades de proteção ambiental e monitoramento de regiões críticas. Complementando essa estrutura, 36 viaturas estão mobilizadas para assegurar rapidez e eficiência no deslocamento e atendimento das ocorrências. Todos esses dados podem ser acompanhados em tempo real em nosso site na aba Operação Fogo Controlado 2025.

Esses resultados refletem um compromisso coletivo em proteger o meio ambiente e garantir qualidade de vida à população. A integração entre instituições, tecnologia, reforço operacional e ações preventivas demonstra que o enfrentamento ao fogo exige estratégia, união e responsabilidade. Seguimos firmes nesse propósito, reduzindo os impactos das queimadas e construindo um futuro mais sustentável para todos.

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Rio Branco concentra quase 90% dos casos de aids do Acre e lidera taxa de detecção entre capitais

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Foto: Reprodução Agência Brasil

Dados do Ministério da Saúde apontam avanço da doença e aumento da mortalidade no estado na última década

Rio Branco concentrou a maior parte dos casos de aids registrados no Acre em 2024 e aparece entre as capitais brasileiras com as maiores taxas de detecção da doença. De acordo com dados do Ministério da Saúde, divulgados em dezembro de 2025, a capital acreana contabilizou 114 casos no período, com taxa de detecção de 29,4 casos por 100 mil habitantes, índice bem acima da média estadual.

No mesmo ano, o Acre registrou 129 notificações de aids, o que significa que quase 90% dos casos ocorreram em Rio Branco, evidenciando a centralização da epidemia na capital. Em 2025, o número total de registros no estado caiu para 83 casos, indicando uma redução no volume absoluto, embora os desafios no controle da doença permaneçam.

Os dados também revelam um cenário preocupante em relação à mortalidade. Entre 2014 e 2024, enquanto o Brasil apresentou uma queda de 37% na taxa padronizada de mortalidade por aids, o Acre registrou aumento de 34,8%, figurando entre as quatro unidades da federação com crescimento desse indicador.

Outro ponto de alerta é o avanço da taxa de detecção no estado. Em uma década, o Acre teve aumento de 65,9%, um dos maiores do país. Em 2024, a taxa estadual foi de 14,6 casos por 100 mil habitantes, enquanto Rio Branco apresentou índice praticamente duas vezes maior, reforçando o papel da capital como principal foco da doença no estado.

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