Brasil
Cartilha auxilia imigrantes e refugiados na busca por orientações no Acre: ‘Trazer informação’
Maior parte dos refugiados está abrigada em municípios em regiões de fronteira no interior do estado, por onde eles costumam entrar no país

Hany Cruz veio de Cuba em 2018 e, apesar de não ser a ideia inicial, ficou no Acre — Foto: Reprodução/Rede Amazônica Acre
O governo do Acre lançou uma cartilha para orientar imigrantes e refugiados que entram no Brasil pela região de fronteira sobre seus direitos e os espaços de acolhimento durante cerimônia em alusão ao Dia Nacional do Imigrante, celebrado no dia 25 de junho.
O Acre é um estado brasileiro que tem recebido um fluxo significativo de pessoas refugiadas, especialmente venezuelanos, devido à localização na fronteira com o Peru e a Bolívia.
O estado tem sido uma importante rota de entrada para migrantes no Brasil, e as cidade de Assis Brasil e Epitaciolândia são regiões na fronteira, têm sido um ponto de passagem importante. O evento de lançamento ocorreu na última terça-feira (24).
Um dos exemplos de quem saiu de seu país de origem rumo ao Brasil através do Acre é Hany Cruz, que veio de Cuba e encontrou refúgio no estado em 2018.
“O período de adaptação foi difícil, inicialmente não era meu objetivo, não era meu destino final ficar no brasil. Quando cheguei no Acre foi que decidi ficar, pelo acolhimento, pelo estado que é pequeno, não é tão grande”, comenta.

Cartilha orienta imigrantes e possíveis refugiados sobre busca por ajuda no Acre. Foto: Reprodução
Para aprimorar o acolhimento e tentar amenizar as dificuldades sentidas pelos imigrantes, a Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública (Sejusp-AC) lançou a cartilha dos imigrantes e refugiados.
A cartilha tem o objetivo de orientar pessoas em situação de migração sobre direitos, deveres e os serviços disponíveis para acolhimento, regularização e integração à sociedade brasileira.
“Essa cartilha vem em um bom momento, que é para trazer informação para os imigrantes que aqui entram, por que quando chegam ao Brasil, eles não conhecem nada, não conhecem onde procurar e quais as instituições vão ajudar”, explicou Lucas Guimarães, presidente do Comitê Estadual de Apoio aos Migrantes, Apátridas e Refugiados.
Refugiados
O Acre aprovou 302 pedidos de refúgio somente em 2024, de acordo com números da plataforma DataMigra, do Observatório das Migrações Internacionais (OBMigra). No total, em 2024, foram feitas 1.397 solicitações para refúgio no Acre. Ou seja, deste número, 21% foi aprovado no ano passado.
Ainda conforme o monitoramento, baseado em dados da Secretaria Nacional de Justiça (Senajus), a maioria dos refugiados autorizados a permanecer no Acre vem da Venezuela: foram deferidos 293 pedidos para pessoas desta nacionalidade, o equivalente a 97% do total.
Refugiados são pessoas que saem, de modo forçado, do país de origem e o retorno pode colocar a integridade física em risco. Com isso, o refúgio é uma proteção legal internacional. O Dia Mundial do Refugiado, lembrado na sexta-feira (20), é dedicado à conscientização sobre a causa.
O processo de solicitação do refúgio é longo, porém gratuito, e, em casos específicos, pode ser deferido sem entrevista de elegibilidade. Segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), são pelo menos nove etapas até a concessão.
Para ser reconhecido como refugiado no Brasil, é necessário preencher o formulário do Sistema Comitê Nacional para os Refugiados (Sisconare), na internet. A plataforma está disponível no site do Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Após o cadastro, é preciso ir até a Polícia Federal com os documentos — se houver — junto com o número de controle gerado na hora do cadastro no Sisconare. O tempo estimado para análise do pedido é de 1a 2 anos.

Maioria dos pedidos de refúgio é para cidades no interior do Acre, na região de fronteira com Peru e Bolívia — Foto: Arquivo pessoal
Comentários
Brasil
Mega-Sena sorteia prêmio acumulado em R$ 41 milhões neste sábado

Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
As seis dezenas do concurso 2.961 da Mega-Sena serão sorteadas, a partir das 21h (horário de Brasília), no Espaço da Sorte, localizado na Avenida Paulista, nº 750, em São Paulo.
O prêmio da faixa principal está acumulado em R$ 41 milhões.
O sorteio terá transmissão ao vivo pelo canal da Caixa no YouTube e no Facebook das Loterias Caixa.
As apostas podem ser feitas até as 20h30 (horário de Brasília), nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa, em todo o país ou pela internet.
O jogo simples, com seis números marcados, custa R$ 6.
Comentários
Brasil
Região Norte captou 117,2 milhões de reais por meio da Lei Rouanet, em 2025
O ano de 2025 registrou mais um volume recorde de captação de recursos por meio da Lei Rouanet
Comentários
Brasil
Preço da castanha oscila entre 900 e 1,2 mil bolivianos em Cobija; camponeses esperam alta com compra de empresários peruanos
Produtores rurais da Bolívia aguardam incremento na cotação com entrada de compradores do Peru; castanha é um dos principais produtos da economia regional

A alta esperada pode aquecer a economia local, mas também pressionar a cadeia de suprimentos e afetar os preços em países vizinhos como Brasil e Peru. Foto: captada
O preço da castanha no departamento de Pando, na Bolívia, está oscilando entre 900 e 1,2 mil bolivianos por carga, variando conforme a qualidade e a região de produção. Camponeses e extrativistas locais esperam que a cotação suba com a chegada de empresários compradores do Peru, que tradicionalmente adquirem o produto para processamento e exportação.
A castanha (também conhecida como castanha-do-brasil ou noz amazônica) é um dos principais produtos da economia pandina, especialmente para comunidades rurais e indígenas. A expectativa de incremento no preço movimenta o setor extrativista, que depende da safra para geração de renda.

Camponeses e seringueiros dependem da safra para renda; possível compra por empresários peruanos pode elevar cotação do produto. Foto: captada
A atividade tem forte ligação com a dinâmica fronteiriça entre Bolívia, Brasil e Peru, sendo comum o comércio transfronteiriço de castanha in natura e processada. A entrada de compradores peruanos pode aquecer o mercado local, mas também aumenta a competição por estoques, o que pode elevar os preços na região.


Você precisa fazer login para comentar.