Acre
Capital do Acre fica entre as dez cidades do país com pior saneamento básico, aponta estudo
A capital do Acre aparece em 90º no estudo do Instituto Trata Brasil, que considera os dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS).

Rio Branco aparece entre as 10 cidades com piores índices no ranking de saneamento básico do Instituto Trata Brasil (Foto: Reprodução/Rede Amazônica )
A capital acreana ficou entre as 10 piores cidades no ranking de saneamento básico de 2018 do Instituto Trata Brasil. Rio Branco aparece em 90º lugar no ranking dos 100 maiores municípios do país.
O G1 entrou em contato com o diretor técnico do Departamento Estadual de Pavimentação e Saneamento (Depasa), Anderson Mariano, mas não obteve resposta até esta publicação.
O estudo, que considera os dados mais recentes do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), foi divulgado nesta semana. O levantamento mostra que Rio Branco caiu 16 posições no ranking em um ano, já que em 2017, ficou em 74º lugar.
Conforme os dados, somente 23,9% da população na capital acreana recebe atendimento urbano de esgoto – coleta de esgoto – e 34,2% tem esgoto tratado. No Acre, apenas 12,2% da população tem acesso à coleta de esgoto e 19,4% ao tratamento de esgoto.
O esgoto a céu aberto ou despejado direto nos rios é a realidade de grande parte dos nortistas que vivem em locais sem saneamento básico. O estudo mostrou que na região norte, apenas 10% do esgoto é coletado, o pior índice do país.
A situação mais precária é em Rondônia, onde só 4% da população tem acesso à coleta de esgoto. Depois aparecem o Amapá (5,8%), Amazonas (7,3%), Pará (9%), Acre (12,2%), Tocantis (21,7%) e Roraima (38,3%).
A precariedade nos serviços de coleta e tratamento de esgoto, também atinge o acesso à água potável, que só chega para 54% dos nortistas. Conforme o levantamento, a água potável chega para 47,99% dos acreanos.
Das 10 piores posições no rankig do Trata Brasil, sete cidades são da região norte, sendo que cinco são capitais. Entre elas, Rio Branco, Macapá, Manaus, Belém e Porto Velho.
Para o especialista Oscar de Moraes, professor de saneamento da Universidade de Brasília (UNB), saneamento básico tem que estar no topo das prioridades do governo já que investimentos nessa área, são fundamentais para garantir o desenvolvimento da população.
“Os maiores impactos são na saúde pública, quer dizer, várias doenças têm origem na água, ou são por agentes vinculados na água, e isso tem um enorme custo para a sociedade. Então, se nós fôssemos colocar na ponta do lápis, todo prejuízo que a sociedade tem com a falta de saneamento, a gente chegaria na conclusão de que era muito importante que o saneamento fosse feito”, disse Moraes.
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Prefeito Jerry Correia firma parceria com o SEBRAE para comemorações dos 50 anos de Assis Brasil
O prefeito Jerry Correia firmou, nesta sexta-feira(06), em Rio Branco, uma importante parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE) para a realização da programação comemorativa dos 50 anos de emancipação política de Assis Brasil, celebrados no mês de maio.
Durante a agenda na capital, o gestor municipal se reuniu com Kléber Pereira Campos Júnior, diretor técnico do SEBRAE, com o objetivo de alinhar ações conjuntas voltadas ao fortalecimento da economia local e à valorização dos empreendedores do município durante o período festivo.
A parceria prevê a realização de atividades como feiras, capacitações, incentivo ao empreendedorismo local e apoio a pequenos negócios, aproveitando o aniversário da cidade como uma vitrine para movimentar o comércio e gerar oportunidades para a população.
Segundo o prefeito Jerry Correia, a união com o SEBRAE reforça o compromisso da gestão com o desenvolvimento econômico e social de Assis Brasil. “Estamos trabalhando para que os 50 anos da nossa cidade sejam comemorados com organização, geração de renda e valorização de quem empreende aqui”, destacou.
A Prefeitura de Assis Brasil segue empenhada na construção de uma programação especial que marque a história do município, reunindo cultura, desenvolvimento e participação popular nas comemorações do cinquentenário.
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Governo Federal reconhece situação de emergência em Sena Madureira por causa de enchentes
Decreto publicado no Diário Oficial da União permite acesso a recursos federais e agiliza ações de assistência e recuperação no município

O reconhecimento federal foi concedido após a prefeitura encaminhar decreto municipal acompanhado de relatórios técnicos que apontam danos significativos em diversos setores da cidade. Foto: captada
O Governo Federal reconheceu oficialmente a situação de emergência em Sena Madureira devido às enchentes que atingiram o município nas últimas semanas. A portaria foi publicada nesta sexta-feira (6) no Diário Oficial da União, confirmando a gravidade dos impactos causados pela elevação dos rios na região.
O reconhecimento ocorreu após a prefeitura encaminhar um decreto municipal acompanhado de relatórios técnicos que apontam danos como alagamentos de áreas residenciais, comprometimento da infraestrutura urbana, dificuldades de acesso e prejuízos a serviços essenciais.
Com a medida, o município tem agora respaldo legal para acelerar ações emergenciais, como assistência às famílias atingidas, distribuição de itens de primeira necessidade, recuperação de áreas danificadas e limpeza de locais afetados. O reconhecimento também facilita o acesso a recursos federais e apoio logístico.
A classificação do evento como inundação reforça o cenário crítico vivido durante as chuvas intensas, quando os rios ultrapassaram níveis de segurança. Mesmo com a redução gradual das águas, os efeitos da cheia ainda são percebidos em vários bairros, especialmente nas áreas ribeirinhas.
A decisão fortalece a articulação entre os governos municipal, estadual e federal para ações de recuperação e prevenção. As equipes de defesa civil seguem monitorando áreas sensíveis e orientando a população sobre medidas de segurança no período pós-enchente.

A análise técnica levou em conta dados coletados durante o auge da enchente, que evidenciaram a dimensão dos danos provocados. Foto: arquivo




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