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Acre

Campanha de Sibá Machado recebeu R$ 120 mil de empresas envolvidas na Lava Jato

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Após ter o seu nome constado numa planilha apreendida pela policia federal em uma das ações da Operação Lava jato na sede da Construtora Camargo Correia, em São Paulo, alvo de investigação por suposto pagamento de propinas a políticos e funcionários da Petrobras em troca da obtenção de contratos superfaturados com a estatal, o ac24horas realizou uma pesquisa minuciosa e encontrou ligações do deputado federal Sibá Machado (PT) com mais empresas investigadas.

De acordo com a prestação de contas do parlamentar nas eleições deste ano, reeleito deputado federal por mais quatro anos, as maiores doadoras de sua campanha foram as empresas Engevix Engenharia e a Constutora OAS, envolvidas nas investigações da Operação Lava Jato. As duas empresas fizeram duas transferências para a campanha do PT nacional e acreano no valor de R$ 120 mil e esses valores foram repassados para o comitê de campanha do petista. As doações das empresas são datadas de 8 de agosto de 2014.

Oficialmente, segundo dados do TSE, Sibá Machado arrecadou R$ 399 mil somando todas as doações de campanha. Ainda de acordo com o levantamento, o petista teve o mesmo valor em despesas, se elegendo a Câmara sem declarar divida com fornecedores.

Procurado para comentar o assunto, a assessoria do parlamentar informou que ele cumpre extensa agenda em Brasília, mas que daria um retorno em breve, o que não foi feito até o fechamento desta reportagem.

FIQUE POR DENTRO
PF encontra nome de Sibá Machado em supostas anotações de repasses de dinheiro
PT no Acre arrecadou mais de R$ 14 milhões nas eleições de 2014
– Dinheiro de empresas envolvidas na Lava Jato foi doado para a campanha de Sebastião

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EMPRESAS QUE DOARAM A SIBÁ ESTÃO ENROLADAS

Executivos da Engevix foram investigados na sétima fase da Lava Jato, deflagrada em novembro pela Polícia Federal. No mês passado, foram presos o vice-presidente, Gerson de Mello Almada, e os diretores Newton Prado Júnior e Carlos Eduardo Strauch – Júnior e Strauch já foram soltos, mas Almada continua detido na carceragem da PF em Curitiba (PR).

Em relação a Construtora OAS, a Policia Federal indiciou nesta semana doze funcionários de construtora envolvidas no esquema. Entre eles, o presidente da OAS, o engenheiro José Aldemário Pinheiro Filho, suspeito dos crimes de fraudes em licitações, lavagem de dinheiro e corrupção ativa.

Além do presidente, foram indiciados o engenheiro civil Agenor Franklin Magalhães Medeiros, diretor-presidente da Área Internacional da OAS; Mateus Coutinho Sá Oliveira, diretor financeiro da empreiteira; o engenheiro civil Pedro Morollo Junior; o advogado Alexandre Portela Barbosa; e o administrador de empresas José Ricardo Nogueira. Os indiciamentos foram feitos pela delegada Erika Mialik Marena.

SIBÁ E CAMARGO CORREIA

Mesmo com o nome na planilha da empresa Camargo Correia, a PF não faz nenhuma análise sobre o documento porque os políticos mencionados detêm foro privilegiado perante os tribunais superiores – no caso dos parlamentares, o Supremo Tribunal Federal (STF) detém competência exclusiva para abrir investigação. De acordo com o Jornal O Estado de São Paulo, não há nenhuma menção nas planilhas encontradas na empreiteira a um suposto caixa 2 ou pagamento de propinas. São nomes lançados ao lado de valores.

Sobre o assunto, Sibá afirmou não ter nenhuma ligação com a empresa investigada e nem seus representantes,  apesar de ter participado do Conselho Administrativo da Usina Hidrelétrica de Jirau, localizada em Rondônia, quem tem como sócia acionista no empreendimento a Construtora Camargo Correia. Na época, ele assumiu o cargo após Marina Silva deixar o Ministério do Meio Ambiente no governo Lula e assumir a vaga ocupada no senado ocupada por Sibá, na época suplente.

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Acre

MDB se reúne a portas fechadas para definir vice na chapa de Mailza; Jéssica Sales é favorita

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Encontro da executiva estadual discute regras para escolha do nome que ocupará vaga na chapa majoritária; decisão deve ser anunciada nos próximos dias

O encontro ocorre de forma reservada, com a presença de dirigentes partidários e lideranças políticas da sigla. Foto: captada 

O diretório estadual do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) no Acre realiza na tarde desta terça-feira (17) uma reunião a portas fechadas para definir os rumos da composição da chapa majoritária que disputará o governo do estado com a vice-governadora Mailza Assis (PP) como cabeça de chapa. O encontro, que ocorre na sede da legenda em Rio Branco, tem como principal pauta a escolha do nome que ocupará a vaga de vice-governador na chapa encabeçada por Mailza.

De acordo com informações apuradas pela imprensa local, o presidente estadual do MDB, Vagner Sales, convocou a executiva do partido para deliberar sobre as regras que nortearão a escolha do candidato a vice. A expectativa é que, após a definição dos critérios, o partido convoque os presidentes e vice-presidentes dos diretórios municipais para uma reunião ampliada, onde o nome será efetivamente escolhido e posteriormente apresentado à pré-candidata Mailza Assis.

Jéssica Sales é unanimidade, mas decisão será coletiva

Nos bastidores, o nome da ex-deputada federal Jéssica Sales ganha cada vez mais força como a opção natural da legenda. O deputado estadual Tanísio Sá (MDB) afirmou, em entrevista antes da reunião, que o cenário interno aponta para uma indicação consensual, já que o ex-prefeito Marcus Alexandre não teria interesse em disputar o cargo.

“Existem reais chances, porque o ex-prefeito Marcus Alexandre não tem interesse, e até agora no partido nenhuma outra pessoa demonstrou interesse. Então, hoje seria unanimidade o nome da Jéssica para o partido, eu acredito”, declarou Tanísio.

O deputado estadual Tanísio Sá (MDB) afirmou, em entrevista antes da reunião, que o cenário interno aponta para uma indicação consensual. Foto: captada 

O próprio Vagner Sales, em declaração recente, reconheceu a força política da filha, mas fez questão de ressaltar que a decisão deve ser tomada de forma democrática, ouvindo as lideranças do interior.

“O nome da Jéssica, por ser a Jéssica — não filha do Vagner Sales e nem da Antônia, mas pelo que ela construiu neste estado como mandato de deputada federal —, é levantado e aprovado aqui dentro do MDB para qualquer cargo que ela queira disputar. Se for para governador, o partido apoia; se for para o Senado, o partido apoia; para vice, tenho certeza de que o partido vai apoiar. Mas essa discussão deve ser feita através dos membros do partido”, afirmou o presidente.

Mailza respeita decisão do partido

A vice-governadora Mailza Assis já manifestou publicamente seu apreço pela ex-parlamentar, mas reiterou que a escolha cabe ao MDB. Em evento recente na sede da sigla, ela declarou ter “carinho pela Jéssica” e destacou sua trajetória como deputada federal e médica, mas ressaltou que o partido possui outros nomes igualmente qualificados e que a decisão será tomada internamente, dentro do “conjunto da aliança”.

A imprensa não teve acesso à reunião, que tem como foco principal as articulações iniciais sobre quem poderá integrar a chapa majoritária ao lado de Mailza. Foto: captada 

Aliança estratégica

O apoio do MDB a Mailza Assis foi oficializado na última quinta-feira (12), em um evento lotado no auditório Flaviano Melo, em Rio Branco. Na ocasião, Vagner Sales anunciou que o partido, em decisão tomada ainda em vida pelo ex-presidente da legenda Flaviano Melo, optou por não lançar candidato próprio ao governo e buscar um nome que pudesse fortalecer a sigla dentro de uma aliança política.

Com a confirmação de que o MDB indicará o vice na chapa, o partido agora se debruça sobre a escolha do nome que dará sequência ao projeto político que une as duas legendas. A expectativa é que, após a reunião preparatória desta terça, um novo encontro seja agendado para os próximos dias com os diretórios municipais, e o nome seja anunciado até a próxima semana.

A reunião desta terça faz parte de um processo interno de construção política que deve se intensificar ao longo dos próximos meses. Foto: captada

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Detran-AC divulga calendário de licenciamento de veículos para 2026

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Prazos variam conforme o final da placa e vão de maio a outubro; medida alinha cronograma ao pagamento do IPVA

O Departamento Estadual de Trânsito do Acre (Detran-AC) publicou nesta terça-feira (17) uma nova portaria que estabelece o calendário oficial para o licenciamento anual de veículos no estado em 2026. A medida foi formalizada por meio da Portaria nº 230, assinada pela presidente do órgão, Taynara Martins.

Com a nova regulamentação, fica revogada a portaria anterior que tratava do tema. Segundo o Detran, a atualização foi necessária para adequar os prazos ao calendário do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), definido pela Secretaria da Fazenda do Acre.

De acordo com o novo cronograma, os prazos para renovação do licenciamento seguem o número final da placa do veículo:

  • finais 1 e 2: até 29 de maio;

  • finais 3 e 4: até 30 de junho;

  • finais 5 e 6: até 31 de julho;

  • finais 7 e 8: até 31 de agosto;

  • final 9: até 30 de setembro;

  • final 0: até 30 de outubro.

O licenciamento anual é obrigatório e garante que o veículo esteja apto a circular, desde que não haja pendências como débitos de IPVA, multas ou outras taxas.

A falta de regularização dentro do prazo pode resultar em penalidades, incluindo aplicação de multas e até apreensão do veículo.

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Acre

Operação Mute: 10ª fase revolta UP4 em Rio Branco e apreende celulares em ação nacional

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Forças de segurança atuam de forma integrada para desarticular comunicação de facções dentro do sistema prisional

Segundo o chefe da Divisão de Estabelecimento Penal de Regime Fechado, Manoel dos Santos Júnior, a iniciativa busca enfraquecer a atuação de organizações criminosas. Foto: captada 

A Polícia Penal do Acre realizou, na noite desta segunda-feira (16), a 10ª fase da Operação Mute no Núcleo de Custódia Especial da Divisão de Estabelecimento Penal de Regime Fechado, conhecido como UP4, em Rio Branco. A ação é coordenada pela Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) e ocorre simultaneamente em unidades prisionais de todo o país.

Durante a operação, foram realizadas revistas nas celas com o objetivo de localizar celulares, materiais ilícitos e quaisquer meios de comunicação que possibilitem contato externo por parte dos detentos. Segundo o chefe da Divisão de Estabelecimento Penal de Regime Fechado, Manoel dos Santos Júnior, a iniciativa busca enfraquecer a atuação de organizações criminosas.

“Nosso objetivo é desarticular essas organizações, retirando aparelhos celulares e outros itens ilegais que permitem a comunicação com o meio externo”, destacou.

Foram realizadas revistas nas celas com o objetivo de localizar celulares, materiais ilícitos e quaisquer meios de comunicação que possibilitem contato externo por parte dos detentos. Foto: captada 

Ação integrada

A ação contou com o apoio de diversas forças de segurança, incluindo:

  • Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp)

  • Ministério Público do Acre, por meio do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco)

  • Polícia Federal, através da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco)

Resultados

Ao final das revistas, dois aparelhos celulares foram apreendidos dentro da unidade prisional. Os materiais ilícitos encontrados serão submetidos à perícia e podem auxiliar em investigações em andamento sobre o crime organizado no estado.

A ação contou com o apoio de diversas forças de segurança, incluindo a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), o Ministério Público do Acre. Foto: captada 

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