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Brasil tem capacidade para vacinar 2,4 milhões por dia, diz Queiroga no Senado
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O Brasil tem capacidade de infraestrutura para vacinar 2,4 milhões de brasileiros por dia. Isso que declarou o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, em audiência pública no Senado Federal, na tarde desta segunda-feira (29). Apesar do número ser usado como meta, faltam imunizantes disponíveis. O dia com o maior número de doses aplicadas contra a Covid-19 teve 432 mil vacinações, em fevereiro.
“Temos 37 mil salas de vacina no nosso país. O teto da nossa capacidade vacinal, considerando o horário de funcionamento regular dessas salas, é de 2,4 milhões de brasileiros por dia. Se conseguirmos atingir essa velocidade, daremos as respostas que a sociedade quer ouvir de nós, os agentes públicos”, informou Queiroga.
O ministro foi ouvido na Comissão Temporária da Covid-19, e questionado por senadores como Wellington Fagundes (PL-MT), relator da comissão, Kátia Abreu (PP-TO), Nelsinho Trad (PSD-MS) e outros. Na avaliação do médico, o “problema imediato” no Brasil é conseguir atingir a meta de vacinação nos próximos três meses, o que “não é uma questão logística”, mas uma “questão de disponibilidade de vacinas”.
Sobre a quantidade de óbitos em decorrência da Covid-19, Queiroga reconheceu que o número é alto, lembrou da estatística de que a cada três pacientes intubados dois acabam morrendo, mas ressaltou que um dos motivos desse cenário é que o sistema de saúde brasileiro não se preparou ao longo do tempo para a situação atual.
Outro ponto citado por ele na audiência foi o aval do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), para constituir uma equipe técnica de especialistas que tragam condutas com “capacidade de mudar a história nacional da doença, preservando a autonomia dos médicos”.
Medicações
Uma outra preocupação atual, além da velocidade das imunizações, é a falta de suprimentos de insumos utilizados em casos graves, como o chamado “kit intubação”, com medicações necessárias para intubar pacientes, e oxigênio. O ministro da Saúde chegou a dizer que a pasta vai agir para uma campanha do uso consciente de oxigênio.
“Estamos trabalhando na área técnica para trabalhar protocolos assistenciais que, entre outras coisas, racionalizem o uso de oxigênio. Muitas pessoas chegam aos hospitais e às vezes a primeira providência é colocar o oxigênio”, avaliou.
Sobre as medicações, ele levantou que compete aos municípios ofertar esse tipo de medicamento, mas considerou que, “o Ministério da Saúde não pode se eximir do seu papel de regulador e provedor desses insumos”, diante da situação de saúde pública atual.
“Então, têm sido feitas uma série de ações, como um convênio com a Anvisa para monitorar os estoques da indústria farmacêutica, para que não haja desequilíbrio entre a oferta de insumos para o setor privado e público”, detalhou.
Senadores
Wellington Fagundes abriu a fala contextualizando os problemas enfrentados pelo Brasil nesta pandemia diante do cenário de outros países, como a imunização lenta. “Estamos muito atrasados. Estamos em 15º no ranking mundial de vacinação proporcional à população. Nós amargamos um percentual de somente 6,3% da população com ao menos uma dose [recebida]”.
O senador também citou casos de países como Inglaterra, Chile e Estados Unidos, que têm 43,8%, 33,4% e 27,4% da população imunizada com pelo menos uma dose. “Mesmo com a taxa alta de imunização, esses países têm promovido as demais medidas higiênicas e também de distanciamento social, o que tem ocorrido de forma não uniforme no Brasil. Muito em consequência disso somos o epicentro da doença no mundo”, colocou.
Queiroga evitou fazer avaliações de trabalhos passados, mas ressaltou que, em pouco tempo à frente do ministério, já há mudanças. “Uma delas é o uso de máscaras. Aqui no Ministério da Saúde, minha primeira providência foi editar uma portaria impondo o uso de máscaras para todos os funcionários”, disse.
Sobre outras medidas necessárias de combate à pandemia, como o fechamento de atividades, o ministro avaliou que o distanciamento social é sim necessário, mas “não vai ser resolvido na base da lei, vai ser resolvido com base na conscientização da população”.
O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) criticou a atuação do governo federal no combate à pandemia até este mês de março, mas pontuou pontos positivos das falas do novo ministro. “Fico particularmente satisfeito com sua preliminar. Nós estamos ouvindo do Ministério da Saúde algo que não ouvimos desde os ministros Mandetta e Teich. O senhor falou sobre o uso de máscaras, que é fundamental, sobre medidas restritivas mais fortes, que não existe possibilidade de tratamento precoce contra a Covid, isso é um bom ponto de partida”, classificou.
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Após enxurrada produtor tem prejuízos com morte de 15 mil aves em Brasiléia
A última chuva torrencial registrada no dia 27 de janeiro, ainda continua trazendo prejuízos aos moradores de Brasiléia, além de provocar cenário de destruição em diversos bairros do município e também na zona rural.
Entre os pontos mais afetados está o ramal do KM 13, onde a força da enxurrada destruiu pontes e bueiros, interrompendo totalmente o acesso e causando grandes prejuízos à produção avícola local.
De acordo com o produtor Lucas Brito, mais de 15 mil aves foram perdidas apenas em sua propriedade. Além disso, cerca de 20 aviários da região seguem comprometidos devido à falta de acesso. “Foi tudo muito rápido. Perdemos mais de 15 mil aves porque não conseguimos chegar aos aviários para fazer o manejo. É um prejuízo enorme para nós, produtores, que dependemos totalmente dessas estruturas”, relatou Lucas Brito.
Diante da situação, a Prefeitura de Brasiléia, por meio da Secretaria Municipal de Obras, tem atuado em parceria com o Governo do Estado para garantir acessos provisórios às áreas atingidas, permitindo a chegada de equipes e o mínimo de escoamento da produção.
O coordenador da Defesa Civil Municipal, Major Sandro, do Corpo de Bombeiros do Acre, destacou a gravidade dos danos causados pela enxurrada. “O levantamento preliminar aponta a destruição de aproximadamente 20 linhas de bueiros e 10 pontes, tanto na zona urbana quanto na rural. Em muitos locais, as cabeceiras cederam ou as estruturas permanecem submersas, o que dificulta o tráfego e o atendimento às comunidades isoladas”, explicou.
No dia 29 de janeiro, o prefeito Carlinhos do Pelado anunciou o cancelamento do Carnaval 2026, promovido pelo poder público, e a decretação de situação de emergência no município. Segundo o gestor, a medida é necessária para agilizar ações emergenciais e garantir assistência às famílias atingidas. “Estamos priorizando vidas e o atendimento às comunidades. A decretação de emergência nos permite buscar recursos com mais rapidez para recuperar pontes, ramais e garantir acesso às famílias e aos produtores que tiveram grandes perdas”, afirmou o prefeito.
A situação afeta diretamente mais de 500 famílias, entre moradores de ramais, ribeirinhos e comunidades localizadas na Reserva Extrativista Chico Mendes, especialmente nos quilômetros 59, 60 e 13, além dos aviários que seguem sem acesso adequado.
A estimativa inicial da Prefeitura de Brasiléia é de que os prejuízos ultrapassem R$ 1,5 milhão, comprometendo o escoamento da produção agrícola e extrativista, como castanha e borracha, além da mobilidade dos moradores. As equipes seguem trabalhando no levantamento dos danos e na recuperação emergencial das áreas afetadas.
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Homem morre após ferimento no pescoço em estabelecimento comercial de Cobija
Caso ocorreu no centro da capital de Pando; polícia investiga as circunstâncias e busca localizar familiares
Um homem identificado como Edy Gutiérrez Mamani, de aproximadamente 50 anos, morreu na tarde desta sexta-feira, após sofrer um grave ferimento no pescoço dentro de um estabelecimento comercial localizado na Avenida Tenente Coronel Cornejo, no centro de Cobija, capital do Departamento de Pando, na Bolívia.
O incidente foi registrado por volta das 16h52 (horário local), quando funcionários do Centro de Pesquisa Educacional e Psicológica (CEIP) e policiais foram acionados e, ao chegarem ao local, constataram o óbito. Segundo relato de uma testemunha ocular, o homem teria se ferido de forma repentina.
De acordo com informações preliminares, Edy teria entrado na loja Tramontina, situada na avenida, onde supostamente pegou uma faca e atentou contra a própria vida. As circunstâncias exatas do ocorrido ainda estão sendo apuradas pelas autoridades bolivianas.
A polícia informou que a vítima não portava telefone celular, apenas uma fotocópia de documento de identidade, o que possibilitou sua identificação. Diligências estão em andamento para localizar e comunicar os familiares.
O corpo foi encaminhado ao necrotério do Hospital Roberto Galindo Terã, onde serão realizados os procedimentos forenses necessários. O caso segue sob investigação.
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Prefeito de Manaus e forte pretenso pré-candidato a governador do AM, Davi Almeida convida Bocalom para disputar o Governo do Acre pelo Avante
O prefeito de Manaus, Davi Almeida, confirmou sua pretensão de pré-candidatura ao Governo do Amazonas pelo Avante e, durante encontro político realizado nesta quinta-feira (5), convidou o prefeito de Rio Branco e presidente da Associação dos Municípios do Acre, Tião Bocalom, para disputar o Governo do Acre pela legenda.
O convite ocorreu em Manaus, onde Bocalom cumpriu agendas oficiais, e fez parte de uma articulação mais ampla para fortalecer o Avante na Região Norte. Reconhecido como uma das principais lideranças do partido no país, Davi Almeida vem ampliando sua influência regional a partir da gestão da capital amazonense e do protagonismo político que exerce no Norte.
O convite a Bocalom leva em consideração sua atuação à frente da Prefeitura de Rio Branco e sua liderança no cenário municipal e estadual, especialmente no comando da Associação dos Municípios do Acre. A articulação sinaliza o movimento do Avante para reunir gestores com perfil executivo e forte presença política nas disputas majoritárias que se aproximam.
Tião Bocalom está atualmente filiado ao Partido Liberal.



















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