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Brasil não pode continuar sendo país do faz-de-conta, diz presidente do TSE
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Marco Aurélio de Mello, criticou os partidos que aceitam mulheres em seus quadros apenas para cumprir cotas previstas na legislação eleitoral, sem lhes dar apoio que permita chances reais de elas serem eleitas. Segundo o magistrado, “o país do faz-de-conta deve se transformar num país republicano” e o Ministério Público deve ficar atento a possíveis fraudes na realização das convenções partidárias.
– Lastimavelmente, a visão machista prevalece e surge um filtro nada salutar e pernicioso: as convenções partidárias. O que se tem, salvo exceções, são escolhas de candidatas apenas para cumprimento de uma formalidade. O Ministério Público Eleitoral estará atento a fraudes na realização das convenções. O país do faz-de-conta deve transformar-se em um país republicano, observando a ordem jurídica. – afirmou Mello no lançamento da campanha “Mulher na Política”, no Plenário do Senado, nesta quarta-feira (19).
Em entrevista à imprensa após o evento, o presidente do Senado, Renan Calheiros, disse que não basta às legendas indicarem mulheres candidatas, sendo necessárias condições para que elas possam disputar de fato espaços na representação política. Ele não descartou a possibilidade de sanções a partidos que não cumprem a lei.
– O que puder ser feito do ponto de vista pedagógico para que tenhamos a efetividade da lei deve ser feito, inclusive com relação à possibilidade de punir os partidos – opinou.
Sobre a possibilidade de sanções aos que não cumprem as cotas, a procuradora da Mulher no Senado, Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) acredita haver interferência machista no assunto.
– A gente está cansada de apresentar projetos e emendas que são derrotados porque temos uma maioria masculina no parlamento brasileiro. Precisamos entender que isso é uma parte da luta não só das mulheres, mas dos homens também, pois é uma luta pela democratização do país – afirmou.
Agência Senado
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Nasa lança a primeira missão lunar tripulada em meio século
Quatro astronautas decolaram da Flórida nesta quarta-feira (1ª) na missão Artemis 2, da Nasa, em uma viagem de 10 dias de alto risco ao redor da Lua que marca o passo mais ousado dos Estados Unidos para o retorno de humanos à superfície lunar nesta década antes do primeiro pouso tripulado da China.
O foguete do Sistema de Lançamento Espacial (SLS) da Nasa, acoplado à cápsula da tripulação Orion, ganhou vida pouco antes do pôr do Sol no Centro Espacial Kennedy para levar sua primeira tripulação de três astronautas norte-americanos e um canadense ao espaço, em uma subida estrondosa que deixou para trás uma imponente coluna de um espesso vapor branco.
A tripulação da Artemis 2, composta pelos astronautas da Nasa Reid Wiseman, Victor Glover e Christina Koch e pelo astronauta da Agência Espacial Canadense Jeremy Hansen, preparou-se para uma expedição de quase 10 dias ao redor da Lua, levando-os mais longe no espaço do que os humanos jamais foram.
Após quase três anos de treinamento, eles são o primeiro grupo a voar no programa Artemis da Nasa, uma série de missões multibilionárias criada em 2017 para construir uma presença de longo prazo dos EUA na Lua a partir da próxima década.
O lançamento constitui um marco importante de mais de uma década para o foguete SLS da agência espacial dos EUA, entregando aos seus principais contratantes, Boeing e Northrop Grumman, a validação de que o sistema de 30 andares de altura pode transportar com segurança seres humanos para o espaço. A Nasa depende cada vez mais de foguetes mais novos e baratos da SpaceX de Elon Musk e de outros.
Construída para a Nasa pela Lockheed Martin, a cápsula Orion, da tripulação, vai se separar do estágio superior do SLS após 3 horas e meia de voo na órbita da Terra.
A tripulação vai assumir, então, o controle manual da Orion para testar sua direção e manobrabilidade em torno do estágio superior separado, tentando o primeiro de dezenas de testes planejados durante a missão.
A missão Artemis 2 é uma etapa inicial do principal programa lunar dos EUA, que tem como meta o primeiro pouso tripulado na superfície da Lua em 2028, na missão Artemis 4.
A Nasa corre para realizar a descida lunar — o primeiro desde a última missão Apollo em 1972 — enquanto a China expande seu próprio programa com um pouso tripulado na Lua planejado para 2030.

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