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BR-364 terá pedágio a partir de 12 de janeiro; Fieac cobra explicações por mudanças sem diálogo com o Acre
A preocupação vai além do impacto direto para motoristas. De acordo com a Fieac, o pedágio tende a afetar a competitividade das empresas acreanas

Pelo novo modelo, a passagem dos veículos será registrada por pórticos equipados com câmeras e sensores instalados ao longo do trecho entre Candeias do Jamari e Pimenta Bueno. Foto: captada
A implantação do pedágio eletrônico na BR-364, em Rondônia, tende a alterar de forma direta a rotina de motoristas, transportadores e do setor produtivo acreano, que depende quase exclusivamente da rodovia para acessar outros estados. O sistema Free Flow, sem praças físicas e com cobrança automática nos dois sentidos, passa a valer a partir de 12 de janeiro e é operado pela concessionária Nova-364.
Pelo novo modelo, a passagem dos veículos será registrada por pórticos equipados com câmeras e sensores instalados ao longo do trecho entre Candeias do Jamari e Pimenta Bueno. Ao todo, serão sete pontos de cobrança, incluindo áreas próximas a municípios como Jaru, Ouro Preto do Oeste e Ariquemes. O valor não é pago no momento da travessia: a tarifa é lançada no sistema e deve ser quitada em até 30 dias, por meio de TAG, aplicativo, site da concessionária ou totens físicos. Quem não pagar dentro do prazo estará sujeito a multa de R$ 195,23 e cinco pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
Motocicletas, ambulâncias e veículos oficiais previamente cadastrados estão isentos da cobrança. Ainda assim, a mudança gera apreensão, principalmente porque as melhorias estruturais prometidas para a rodovia ainda não se materializaram. Até o momento, a concessionária informa apenas a execução de serviços básicos, como limpeza, conservação e tapa-buracos, sem divulgação de cronograma para duplicações ou intervenções de maior porte.
No Acre, o tema é acompanhado com atenção pelo setor produtivo. Para o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Acre (Fieac), José Adriano, a forma como o pedágio está sendo implementado causa estranhamento, especialmente pelos reajustes iniciais.

Ao todo, serão sete pontos de cobrança, incluindo áreas próximas a municípios como Jaru, Ouro Preto do Oeste e Ariquemes. Foto: captada
O que mais surpreende é que, quando discutimos pela primeira vez, a tarifa era de 19 centavos e, simplesmente, a partir do dia 12 já houve um aumento de 10%. Isso revela uma prática perigosa se não acompanharmos de perto essa metodologia e esse controle de reajuste tarifário, ainda mais sem nenhuma explicação”, afirmou.
Segundo ele, além da tarifa em si, pesa o fato de o Acre não ter participado efetivamente das discussões que resultaram na concessão.
“Nós estamos no fim da fila dessa discussão. O Acre sequer foi ouvido. As tratativas aconteceram basicamente com Rondônia, quando a nossa necessidade é maior, porque só temos esse corredor”, disse.
A preocupação vai além do impacto direto para motoristas. De acordo com a Fieac, o pedágio tende a afetar a competitividade das empresas acreanas, já que toda a exportação de produtos — como soja e outros itens do agronegócio — e a importação de matérias-primas e gêneros alimentícios passam obrigatoriamente pela BR-364.
“Tudo o que a gente exporta passa por esse corredor. Da mesma forma, tudo o que importamos. Esse custo acaba sendo incorporado ao preço final, que já vem carregado de riscos e dificuldades logísticas”, alertou José Adriano.
Apesar das críticas, o presidente da entidade ressalta que não há oposição à concessão em si, desde que o contrato seja executado com transparência e equilíbrio. A expectativa é de que as obras previstas avancem e considerem a realidade logística dos dois estados.
“O fluxo e a demanda da rodovia entraram no cálculo da concessão. Então o contrato precisa ser executado respeitando essa realidade. A nossa preocupação é acompanhar de perto e cobrar”, concluiu.

A ANTT realizou vistorias técnicas e análises documentais concluídas em dezembro de 2025. Segundo a reguladora, o objetivo do novo modelo é garantir mais fluidez, segurança e eficiência aos usuários da BR-364. Foto: captada
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Nikolas cobra redução da maioridade penal após morte do cão Orelha

O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) pediu, nesta quarta-feira (28/1), a punição dos adolescentes acusados de matar o cão Orelha, que vivia havia cerca de dez anos na Praia Brava, em Florianópolis (SC). O parlamentar criticou a “esquerda” e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) por, segundo ele, defender que menores de idade não respondam criminalmente.
“Com 16 anos, com autorização dos pais, eles podem casar, podem trabalhar, podem votar, decidir o futuro da nação, têm diversos direitos, mas responder pelos seus atos, não. Então, se você olhar historicamente, a esquerda sempre ficou ao lado do menor de idade, mesmo quando ele era um criminoso, e nunca defendeu uma punição realmente severa para essas pessoas”, declarou Nikolas em um vídeo publicado no X (antigo Twitter).
Justiça por orelha… de que lado você está? pic.twitter.com/88KzBYO6g2
— Nikolas Ferreira (@nikolas_dm) January 28, 2026
O parlamentar também questionou seus seguidores sobre “de que lado estariam” e sinalizou a defesa da redução da maioridade penal, uma demanda historicamente associada à direita.
“Ou seja, você precisa escolher de que lado deseja ficar. Com 16 anos, hoje no Brasil, você praticamente tem salvo-conduto para fazer o que quiser, destruir a vida de quem quiser, e não vai acontecer absolutamente nada com você”, disse Nikolas.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL
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Feijó, no Acre, lidera ranking nacional de chuva com 107,6 mm em 24 horas, segundo Inmet
Feijó registra maior volume de chuva do Brasil nas últimas 24 horas, a expectativa é de que a instabilidade ganhe ainda mais força nos próximos dias, exigindo atenção redobrada das autoridades e da população local

Nenhuma das mais de cinco mil cidades brasileiras registrou tanta chuva nas últimas 24 horas quanto Feijó, no interior do Acre. Foto: captada
Feijó, município acreano conhecido como “Capital do Açaí”, registrou 107,6 milímetros de chuva nas últimas 24 horas, a maior marca pluviométrica do Brasil, segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Nenhuma das mais de cinco mil cidades monitoradas pelo órgão superou o volume acumulado na região.
O recorde ocorre enquanto o Acre está sob alerta laranja do Inmet por chuvas intensas e ventos fortes até esta quinta-feira (29). O Rio Acre segue subindo em Rio Branco, com nível de 12,37 metros ao meio-dia desta quarta (28), e diversas cidades da fronteira e do interior enfrentam alagamentos e danos em estradas.
Feijó, localizado às margens do Rio Envira, tem histórico de altos índices pluviométricos durante o inverno amazônico, mas o volume atual reforça a intensidade do período chuvoso de 2026. A Defesa Civil estadual monitora a situação e recomenda cautela à população.

Comparativo Nacional
O volume registrado em Feijó foi significativamente superior ao de outras regiões em alerta. Para se ter uma ideia da disparidade:
| Cidade | Estado | Volume (mm) |
| Feijó | Acre | 107,6 |
| Paragominas | Pará | 71,0 |
A diferença entre a primeira e a segunda colocada é de quase 40 mm, o que reforça a intensidade do fenômeno sobre o território acreano.
Previsão do Tempo
O alerta continua ligado. Segundo os meteorologistas do INMET, a previsão é de que as chuvas permaneçam intensas em toda a região amazônica. No Acre, a expectativa é de que a instabilidade ganhe ainda mais força nos próximos dias, exigindo atenção redobrada das autoridades e da população local.

Feijó, localizado às margens do Rio Envira, tem histórico de altos índices pluviométricos durante o inverno amazônico, mas o volume atual reforça a intensidade do período chuvoso de 2026. Foto: captada
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Síndico de prédio onde corretora sumiu após ir ao subsolo é preso em Goiás; filho também é detido
Corpo de Daiane Alves Souza foi encontrado, diz delegado; porteiro de edifício é levado para prestar esclarecimentos em meio à investigação sobre o desaparecimento em Caldas Novas, em 17 de dezembro

“Quero falar que o meu filho não tem nada a ver com isso. Eu não sei por que meu filho está aqui. Ele não fez nada. Meu filho não fez nada”, declarou.
Cléber confessou à Polícia Civil ter matado Daiane, que estava desaparecida desde 17 de dezembro do ano passado. Segundo a investigação, foi o próprio síndico quem levou os policiais até uma área de mata onde o corpo da vítima havia sido deixado. No local, os agentes encontraram o cadáver em estágio avançado de decomposição.
O suspeito foi preso na madrugada desta quarta-feira (28/1), investigado por homicídio. O filho dele, Maykon Douglas de Oliveira, também foi preso, sob suspeita de envolvimento no crime. Além disso, o porteiro do condomínio onde Daiane morava e trabalhava, cuidando de apartamentos da família do síndico, foi conduzido coercitivamente para prestar esclarecimentos. A Polícia Civil apura o grau de participação de cada pessoa.
Depoimento do síndico
Em depoimento, Cléber afirmou que matou a corretora após uma discussão acalorada no subsolo do prédio, na noite de 17 de dezembro de 2025, data em que Daiane foi vista pela última vez. Ele disse que agiu sozinho e que, depois do crime, colocou o corpo na carroceria de sua picape e deixou o condomínio.
Essa versão contradiz o primeiro depoimento do síndico. Inicialmente, ele havia negado ter saído do prédio naquela noite. No entanto, imagens de câmeras de segurança já analisadas pela polícia mostram Cléber deixando o condomínio por volta das 20h, dirigindo o veículo mencionado.
Daiane desapareceu após descer ao subsolo do edifício para verificar uma queda de energia em seu apartamento. Câmeras registraram a corretora entrando no elevador e conversando com o porteiro sobre o problema. Em seguida, há um intervalo de cerca de dois minutos nas gravações, justamente no momento em que ela retorna ao subsolo. Não há imagens que mostrem a vítima saindo do prédio ou retornando para casa.
No dia do desaparecimento, a corretora vestia roupas simples, deixou a porta do apartamento destrancada e não levou pertences pessoais. Ela tinha uma viagem marcada para Uberlândia (MG) no período do Natal, mas não embarcou e não manteve contato com familiares após aquela manhã.
Após semanas sem qualquer sinal de vida, o caso passou a ser tratado como homicídio. As prisões ocorreram depois de oitivas, análises técnicas e cruzamento de dados realizados por uma força-tarefa da Polícia Civil, que segue investigando o caso.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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