Acre
Bocalom e Henrique Afonso visitam Juruá e fazem duras críticas à falta de segurança no Acre
Da Assessoria
“O novo sempre vem, e precisa se reconstruir diante dessa carcaça que esta aí”, dispara Henrique durante apresentação da pré-candidatura de Bocalom no Juruá.
A ‘Coligação com o Povo’, composta pelos partidos Democratas, Partido da Mobilização Nacional (PMN) e Partido Verde (PV), realizou neste final de semana, um grande evento na Cidade de Cruzeiro do Sul para apresentar a pré-candidatura do deputado federal Henrique Afonso (PV) a vice-governador do Acre.
O deputado federal vai caminhar junto com o pré-candidato Tião Bocalom (DEM) na disputa pelo governo do Acre. A chapa majoritária traz ainda o nome do advogado Dr. Roberto Duarte (PMN), que disputa a vaga para o Senado e tem se destacado nessa pré-campanha.
O evento foi realizado no Clube do Magide, no Centro de Cruzeiro de Sul e contou com a participação em massa dos pré-candidatos proporcionais, da militância e populares de todo o Juruá.
Henrique chegou à Cruzeiro do Sul por volta das 13h e foi recebido por Bocalom e Duarte no aeroporto da cidade, onde também puderam cumprimentar militantes e populares.
À noite, mais de 300 pessoas se reuniram para ouvir e declarar apoio aos pré-candidatos. “Aqui não temos cargos comissionados. Aqui tem um grupo de pessoas com sede de mudança, e a mudança para melhor vai acontecer com Bocalom, Henrique e Duarte”, declarou o pré-candidato Lino.
Militância pronta
“Eu não sou contra o PT. Sou contra a insegurança que temos no Estado, sou contra a falta de investimento em educação, que sempre está abaixo da média do país, contra a corrupção que foi instalada no nosso estado. O responsável por isso tudo é o PT, que desde 2010 enganaram o povo com pesquisas fraudulentas e mentirosas para prejudicar o Bocalom. Hoje, nós estamos encarando um segundo turno de 2010 e o povo já decidiu, vamos com Bocalom”, disse o pré-candidato Franezi Ribeiro.
A pré-candidata Maria de Nazaré destacou que “o importante numa campanha não é o dinheiro nem estrutura, é o povo caminhando junto e fazendo acontecer”, em alusão a pré-candidatura humilde de Bocalom.
“Na eleição passada eles diziam que ganhariam com 80% dos votos e as urnas mostraram uma diferença de menos de 1%. Agora, fizeram de tudo para o Bocalom desistisse da candidatura, mas quando a gente tem um sonho não se deixa abater. Eu me surpreendi quando cheguei aqui, quando diziam que o Bocalom não conseguiria reunir 10 pessoas em Cruzeiro do Sul. Acho bom eles repensarem suas mentiras, porque o próximo governador se chamará Tião, mas nunca mais Viana”, declarou o pré-candidato professor Augusto.
Roberto Duarte, o novo
Considerado um dos novos nomes no cenário político acreano, o pré-candidato ao senado Dr. Roberto Duarte reafirmou sua luta pela redução da maioridade penal para os 16 anos. “Tenho debatido esse tema diariamente com os jovens e posso afirmar que parte desse anseio vem deles próprios. Aqueles que são a favor sabem que essa mudança não os prejudicaria, justamente por que não pretendem cometer ilícitos”, afirmou.
Duarte afirmou ainda que vai iniciar a discussão para que jovens acima de 16 anos possam tirar sua carteira de habilitação e, assim, contribuir com a abertura de mais uma porta de entrada no mercado de trabalho. “Se nossos jovens podem eleger um presidente, e se nós já estamos lutando pela redução da maioridade penal, onde poderão ser responsabilizados criminalmente pelos seus atos, estes não podem ser proibidos de dirigir um veículo. Acredito que não podemos apenas cobrar dos jovens, mas, principalmente, viabilizar direitos que possam aumentar as possibilidades e qualificações para o primeiro emprego”, Concluiu Duarte.
O vice dos sonhos
Mostrando sua liderança, especialmente na região do Juruá, o pré-candidato a vice governador, Henrique Afonso, foi ovacionado pelos presentes. Henrique fez questão de dizer que carrega a marca da perseguição e que poderia simplesmente abandonar o cenário político, mas o campo missionário que Deus o deu é a política e é nele que vai seguir.
“Tive coragem de romper com a Frente Popular porque fui criterioso, zeloso e sei da minha responsabilidade com a experiência de 20 anos de vida publica. O novo sempre vem, e o novo precisa se reconstruir diante dessa carcaça que esta aí, dessa concepção de poder que perdeu o prazo de validade. E diante da incredibilidade eu encontrei a pessoa do Bocalom. Essa eleição será decidida no primeiro turno, porque por onde eu ando, conversando com os partidos, com as pessoas, dialogando com a comunidade, o povo tem dito tem que mudar. De Assis Brasil a Mâncio Lima, o que a gente ouve nas residências, nos pequenos comércios, nas esquinas é Bocalom”, afirmou Henrique.
A alegria de Bocalom
“São quase 22h da noite e vocês continuam aqui, porque têm sentimento no coração. Aqui está a prova que estamos com o povo”, disse Bocalom, que fez questão de agradecer a Henrique por ter desistido de sua candidatura de federal para ajudar no projeto. “O Henrique é o vice que todos os outros candidatos queriam. Agora eu estou alegre”, declarou.
Projeto Poupança Jovem
Dentre as propostas apresentadas por Bocalom, destaque para o Projeto Poupança Jovem, que deve beneficiar todo aluno matriculado na rede estadual de ensino médio com uma poupança, que deve variar entre R$ 200,00 a R$ 1.200,00 ao ano, conforme desempenho do aluno. “Esse projeto beneficia todos os nossos jovens, da rede estadual de ensino médio. Vamos premiar os alunos, conforme seu desempenho escolar e sua participação na sociedade. Ao final de cada ano letivo, o governo deposita os valores em uma conta poupança, mas o aluno somente poderá retirar após a conclusão do ensino médio”, explicou Bocalom.
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SINTEAC avalia proposta do governo e mantém mobilização da categoria para dia 1°
A presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Acre (Sinteac), Rosana Nascimento, divulgou um vídeo nas redes sociais para esclarecer a proposta apresentada pelo governo do estado aos trabalhadores da educação.
Segundo a sindicalista, o Executivo propôs o pagamento de R$ 700 de auxílio-alimentação para servidores efetivos e R$ 500 de auxílio-saúde para aposentados. A proposta, no entanto, ainda será analisada pelos sindicatos antes de qualquer posicionamento oficial.
“Os sindicatos vão se reunir para avaliar e dar uma resposta. Ainda esta semana devemos discutir e encaminhar esse debate também na Assembleia Legislativa”, afirmou.
Rosana destacou que, apesar da proposta, pontos importantes da pauta da educação ainda não foram contemplados, como o Reajuste Geral Anual (RGA) e a recomposição da tabela salarial.
“Essa proposta não inclui o RGA. Além disso, temos outras pautas fundamentais, como o retorno da nossa tabela, que beneficia toda a categoria”, pontuou.
A presidente também informou que busca uma reunião com o secretário estadual de Educação, prevista possivelmente para sexta-feira, para avançar nas negociações.
“Estamos aguardando a confirmação de uma agenda. Existe uma expectativa de que o governo possa atender pautas antigas antes do fim do mandato”, disse.
Mesmo com as tratativas em andamento, o sindicato reforçou a convocação para o ato marcado para o dia 1º de abril, às 8h, em frente ao Palácio Rio Branco.
“Não desistimos da nossa pauta. Vamos seguir mobilizados. Todos juntos no dia 1º, em frente ao Palácio”, concluiu Rosana.
A mobilização faz parte das ações da categoria em busca de valorização profissional e recomposição das perdas salariais, que, segundo o sindicato, variam entre R$ 500 e R$ 2.610.
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Acre é o segundo estado do Norte com maior índice de adolescentes que já usaram drogas ilícitas, aponta PeNSE 2024
Pesquisa do IBGE mostra que 12,5% dos estudantes acreanos de 13 a 17 anos já experimentaram substâncias ilícitas; apenas o Amazonas tem percentual maior na região
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou os dados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2024 que colocam o Acre como o segundo estado da Região Norte com maior percentual de adolescentes que já experimentaram drogas ilícitas .
Segundo o levantamento, 12,5% dos estudantes acreanos de 13 a 17 anos afirmaram já ter feito uso dessas substâncias ao menos uma vez. O índice posiciona o estado atrás apenas do Amazonas, que lidera o ranking regional com percentual próximo.
A diferença entre os estados no topo é pequena, mas revela um padrão: na Região Norte, os índices mais elevados se concentram em estados com maior circulação de drogas, muitas vezes associados a rotas de fronteira .
Na outra ponta, estados como Amapá e Pará apresentam percentuais significativamente menores, abaixo de 10%. Rondônia aparece logo atrás do Acre, também com índices elevados, enquanto Roraima e Tocantins ocupam posições intermediárias.
Apesar da colocação no ranking, os dados indicam uma tendência de queda em relação à edição anterior da pesquisa, realizada em 2019. O recuo acompanha o cenário nacional, que também registrou diminuição no consumo de drogas ilícitas entre adolescentes.
Ainda assim, especialistas apontam que o problema está longe de ser resolvido. Um dos principais pontos de atenção é o início precoce do uso. Parte dos estudantes brasileiros relata ter experimentado drogas antes dos 13 anos — um fator associado a maior risco de dependência e impactos duradouros na saúde.
Sobre a PeNSE
A PeNSE é considerada o principal levantamento sobre hábitos e condições de saúde de estudantes no país. Os dados são utilizados como base para políticas públicas, especialmente na área de prevenção.
Além do uso de drogas ilícitas, a pesquisa também aponta mudanças no comportamento dos jovens brasileiros nos últimos anos, como a redução no consumo de cigarro tradicional e álcool, mas o avanço do uso de cigarros eletrônicos, cuja comercialização é proibida no país.
Ambiente escolar como espaço de prevenção
Para pesquisadores, o ambiente escolar segue sendo um espaço central para ações de prevenção. Com mais de 90% dos adolescentes frequentando a escola, o local é visto como estratégico para campanhas educativas e políticas de saúde voltadas à juventude.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou os dados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2024 que colocam o Acre como o segundo estado da Região Norte. Foto: captada
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TSE julga nesta quinta-feira (26) federação entre União Brasil e PP, que deve redesenhar cenário eleitoral no Acre
União Progressista une duas maiores siglas governistas e pode se tornar a maior força partidária do país; decisão é aguardada com atenção pela cúpula política acreana
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) incluiu na pauta de julgamentos desta quinta-feira (26) a análise do pedido de registro e homologação da Federação União Progressista, formada pela fusão estratégica entre o União Brasil e o Partido Progressistas (PP). A decisão é aguardada também pela cúpula política do Acre, já que o resultado deve redesenhar as forças para as eleições de 2026.
A sessão está marcada para as 10h e será transmitida ao vivo pela Rádio e TV Justiça e pelo canal do TSE no YouTube. O pedido está sob a relatoria da ministra Estela Aranha, e o parecer do Ministério Público Eleitoral já foi favorável à criação da federação.
O que está em jogo
Se aprovada, a União Progressista se tornará a maior força partidária do país, reunindo:
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103 deputados federais — a maior bancada da Câmara
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12 senadores — a terceira maior do Senado
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cerca de 1,3 mil prefeitos em todo o país
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R$ 953,8 milhões em fundo eleitoral (números de 2024) — a maior fatia da distribuição
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R$ 197,6 milhões em fundo partidário (números de 2024)
Para valer nas eleições de 2026, a federação precisa ser aprovada pelo TSE até o dia 4 de abril. A aprovação é tratada como praticamente certa pelas cúpulas dos partidos, já que os requisitos formais foram cumpridos.
No Acre, a federação não é apenas uma formalidade jurídica, mas o alicerce das pré-candidaturas majoritárias governistas. O grupo já trabalha com os nomes consolidados do governador Gladson Cameli para o Senado Federal e da atual vice-governadora, Mailza Assis, que disputará o governo do estado.
Gladson formalizou sua renúncia ao governo do Acre nesta terça-feira (24), com efeitos a partir de 2 de abril, quando Mailza assume definitivamente o comando do Estado.

A união entre os dois partidos resultará em uma das chapas mais competitivas do estado para a disputa à Câmara Federal e à Assembleia Legislativa do Acre (Aleac). Foto: captada
Chapas proporcionais
A união entre os dois partidos resultará em uma das chapas mais competitivas do estado para a disputa à Câmara Federal e à Assembleia Legislativa do Acre (Aleac). A federação concentra ainda um número recorde de políticos com mandato que buscam a reeleição.
Com a nova regra, o grupo poderá lançar uma lista única e poderosa, otimizando o quociente eleitoral. Para a Assembleia Legislativa, a expectativa é que a federação ocupe uma fatia considerável das 24 cadeiras, dado o peso dos nomes que compõem as fileiras do PP e do União Brasil no estado. Na disputa pela Câmara dos Deputados, a lógica é a mesma: unir votos de legenda e concentrar recursos do fundo partidário em nomes já testados nas urnas.
Se o TSE der o aval positivo nesta quinta, como é esperado, o cenário político acreano entra em uma nova fase de pré-campanha, na qual a máquina partidária e a força dos mandatos atuais serão os principais combustíveis para o projeto de continuidade liderado por Gladson Cameli e Mailza Assis .
A sessão de julgamento pode ser acompanhada ao vivo pelos canais oficiais do TSE a partir das 10h.

A federação não é apenas uma formalidade jurídica, mas o alicerce das pré-candidaturas majoritárias governistas. O grupo já trabalha os nomes de Gladson Cameli para o Senado Federal e Mailza Assis, que disputará o governo do estado.


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