Acre
Bittar diz que promessa de melhorias na Saúde nunca foi cumprida pelo PT
Deparei-me com dados do Ministério da Saúde mostrando variações negativas na quantidade de leitos hospitalares do SUS. Entre 2011 e 2013, foram fechados 12.697 leitos em todo o País. No mesmo período, em nosso Estado, houve encerramento de 116 leitos. Em andanças recentes no município de Rodrigues Alves, encontrei um aparelho de Raio X que estava encaixotado há mais de um ano, na Unidade Mista de Saúde. Segundo relatos de moradores e pacientes, o governo levou mais de doze meses para providenciar assistência técnica para a instalação do aparelho.
Ouço pessoas de todas as idades contando maus tratos e humilhações sofridas por ela se familiares no atendimento à saúde. Fico estarrecido quando sou informado sobre necessidades simples não atendidas e sobre a falta de profissionais em especializações importantes da medicina no Estado. Que tipo de gestão deixa faltar até o básico como lençóis limpos?
Sei que há uma quantidade grande de acreanos em filas de espera por cirurgias. Sou informado por técnicos do setor sobre a quantidade preocupante de exames médicos represados e a demora na liberação dos resultados. Não há um só cidadão que não clame por fiscalização do governo sobre a prestação dos serviços públicos de saúde à população.
Percebo que as reiteradas promessas de melhoria no atendimento público de saúde perderam a credibilidade pelo simples fato de que nunca foram cumpridas pelo grupo que governa o Acre há décadas. A má gestão dos recursos humanos e financeiros da Saúde Pública no Acre é patente e a precariedade do atendimento é notória.
Chegou o momento de cessar as promessas mirabolantes e as propagandas mentirosas. É preciso descer do palanque e, pelo menos, implementar uma gestão racional na Saúde Pública no Estado. Deve-se estabelecer metas de atendimento com mais humanidade e qualidade. Essas metas devem ser implementadas,monitoradas e avaliadas para haver política pública de verdade para o setor. É preciso moralização do atendimento, com intensificação da fiscalização por parte do governo do Estado. Todos os desmandos e os ilícitos devem ser investigados e não mais permitidos.
No mais há fatores externos à gestão da saúde que impactam e pressionam o atendimento. Merecem atenção prioritária do poder público. Em estudo exclusivo do Instituto Trata Brasil sobre os serviços de saneamento básico prestados nas 100 maiores cidades do País é revelado que Rio Branco se localiza na 91ª colocação.A base de dados consultada para a elaboração do ranking foi extraída do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), divulgado pelo Ministério das Cidades. Os dados são de 2011. A falta de saneamento é um dos elementos impactantes na saúde das pessoas. Outras externalidades são os graves e corriqueiros acidentes de trânsito e a crescente violência urbana no Estado.Todos são fatores que impactam no serviços públicos de saúde e devem ser levados em conta para que haja um gestão digna no setor.
O acreano merece uma Saúde Pública minimamente humana e eficiente. É preciso findar com os descalabros administrativos. É urgente uma gestão honesta e competente na utilização dos recursos da Saúde Pública. Além disso, é preciso contribuir com os municípios para que a lógica de atendimento do SUS seja respeitada. Para tanto, no interior e na capital, é preciso fazer funcionar as redes de atenção básica e os polos de atendimento de média e alta complexidade espalhados pelo Estado.
Não há problema insolúvel por mais que o caos administrativo tenha se instalado.Com competência técnica, cuidado com o dinheiro público e racionalidade na gestão é possível solucionar os problemas da Saúde Pública, sem promessas mirabolantes e ilusões. Com trabalho, respeito e empenho é possível e desejável superar a agonia que se vive hoje na Saúde Pública do nosso Estado.
Márcio Bittar, Deputado Federal.
Comentários
Acre
Acre ocupa 17ª posição no ranking nacional de salário inicial de professores
Levantamento aponta que remuneração de docentes no estado fica abaixo da média nacional

Um levantamento divulgado pelo jornal Estadão, com base em dados do Movimento Profissão Docente, aponta que o Acre aparece na faixa intermediária do ranking nacional de salários iniciais de professores das redes estaduais.
No estado, um docente com licenciatura e jornada de 40 horas semanais inicia a carreira recebendo R$ 5.370,35. Com esse valor, o Acre ocupa a 17ª posição entre as 27 unidades da federação.
O estado fica à frente de locais como Goiás, Rondônia, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, mas ainda está abaixo de redes estaduais que oferecem salários iniciais mais altos, especialmente nas regiões Centro-Oeste e Norte do país.
O estudo também evidencia a grande desigualdade salarial entre os estados brasileiros. O maior salário inicial do país é pago em Mato Grosso do Sul, onde professores começam a carreira recebendo R$ 13.007,12. Na outra ponta do ranking aparecem Rio de Janeiro e Minas Gerais, com remunerações próximas de R$ 4.867, valor equivalente ao piso nacional do magistério.
Segundo o levantamento citado pelo Estadão, a média nacional de remuneração inicial nas redes estaduais é de cerca de R$ 6.212 para professores com carga horária de 40 horas semanais, sem considerar gratificações ou benefícios adicionais. Com isso, o salário pago no Acre permanece abaixo da média nacional.
Comentários
Acre
Inmet emite alerta de perigo para chuvas intensas e ventos fortes
Aviso meteorológico prevê precipitações de até 100 mm por dia e rajadas de vento que podem chegar a 100 km/h

Comentários
Acre
Aeródromos estaduais fortalecem integração e atendimento no Acre
Com distâncias extensas e municípios de difícil acesso por terra, o Acre tem na aviação regional um dos principais instrumentos de integração territorial e garantia de direitos. Dados do Relatório de Controle Aeroportuário de janeiro de 2026 apontam que os aeródromos estaduais contabilizaram 1.061 voos, distribuídos em oito municípios, consolidando a malha aérea como essencial para o deslocamento de pessoas, transporte de insumos e, principalmente, para o atendimento de saúde, gerando a multiplicação de histórias de vidas salvas, famílias reunidas e comunidades integradas.
Os aeródromos estão localizados em Porto Walter, Feijó, Manoel Urbano, Marechal Thaumaturgo, Tarauacá, Xapuri, Jordão e Santa Rosa do Purus, cidades que, em muitos casos, não têm ligação rodoviária com a capital do estado, Rio Branco.

Aeródromos estaduais estão localizados em pontos estratégicos do Acre, garantindo integração entre as regiões. Foto: Pedro Devani/Secom
Ao longo de 2025, a malha aérea que atende comunidades do interior registrou 11.906 voos, crescimento expressivo em relação às 9.162 operações realizadas em 2024 e às 7.123 registradas em 2023. O aumento reflete os investimentos do governo do Estado na reconstrução, iluminação e regularização das pistas na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), fortalecendo a regularidade e a segurança das operações.
Para o governador Gladson Camelí os números refletem o compromisso da gestão com a integração do estado e com o atendimento às populações mais distantes.
“No Acre, a aviação não é apenas transporte, é uma ferramenta de cidadania. Os aeródromos permitem que o Estado chegue aonde muitas vezes a estrada ainda não chega, garantindo atendimento em saúde, transporte de insumos e ligação entre os municípios. Cada investimento nessas pistas representa mais acesso, mais agilidade e integração entre os municípios”, destaca.
Investimentos que ampliam operações
Com investimento superior a R$ 19 milhões e um plano de recuperação dos aeródromos aprovado pela Agência Nacional de Aviação Civil em 2021, o governo do Acre tem promovido melhorias estruturais que ampliam a segurança das operações e reduzem o isolamento de comunidades do interior.
O trabalho é conduzido pelo Departamento de Estradas de Rodagem, Infraestrutura Hidroviária e Aeroportuária do Acre (Deracre), responsável pela manutenção dos oito aeródromos estaduais. Entre as ações executadas estão a recuperação das pistas de pouso e decolagem; melhorias estruturais e melhorias em terminais e estruturas de embarque. Tais intervenções visam ampliar a segurança operacional e garantir melhores condições para pousos e decolagens.
Entre as melhorias recentes executadas pelo Deracre, destacam-se a ampliação da infraestrutura e a implantação de iluminação noturna, permitindo a ampliação das operações em aeródromos como Marechal Thaumaturgo, Tarauacá, Porto Walter, Feijó e Xapuri.
Atualmente, o Deracre executa a recuperação dos aeródromos do Jordão e de Marechal Thaumaturgo. No Jordão, os serviços incluem nivelamento da pista, correção de pontos desgastados e reforço da superfície de pouso. Já em Marechal Thaumaturgo, além da manutenção da pista, é efetuada a revitalização da casa de embarque.
Segundo a presidente do Deracre, Sula Ximenes, os investimentos refletem a prioridade dada pelo governo à infraestrutura aeroportuária do estado.
“No Acre, muitas cidades dependem diretamente da aviação para garantir atendimento de saúde, transporte de pacientes e chegada de insumos. Cuidar dos aeródromos é cuidar das pessoas que vivem no interior. Entre 2019 e 2025, o governo do Estado investiu mais de R$ 30 milhões na manutenção e melhoria dessas estruturas, garantindo pistas mais seguras e melhores condições para pousos e decolagens. Somente entre 2023 e 2025, os aeródromos estaduais registraram mais de 26 mil voos, o que demonstra o quanto essa infraestrutura é essencial para manter o interior conectado”, informou.
Resposta rápida em momentos críticos
Entre os números que mais evidenciam a importância dos aeródromos estão as operações aeromédicas de tratamento fora de domicílio (TFD). Somente em janeiro deste ano, foram realizados 129 voos para esse fim, sendo 121 diurnos e 8 noturnos, destinados à transferência de pacientes em situação de urgência.
Para moradores de municípios isolados, a partir de onde o deslocamento fluvial pode levar dias, a existência de uma pista regularizada pode representar a diferença entre a vida e a morte. A ampliação das operações noturnas, viabilizada pela iluminação das pistas, tem garantido maior agilidade em casos críticos.
Além do transporte de pacientes em emergência, os voos também viabilizam envio de vacinas e insumos de saúde; transporte de equipes multiprofissionais e abastecimento de municípios isolados.
O secretário de Estado de Saúde, Pedro Pascoal, destaca a importância da infraestrutura aeroportuária para garantir assistência à população. “Quando falamos em TFD, estamos falando de pessoas que precisam sair da sua cidade para continuar lutando pela própria vida. Nosso trabalho tem sido fortalecer a regionalização da saúde, levando serviços para mais perto da população. Mas, quando a transferência é necessária, especialmente em situações de urgência, essa assistência precisa chegar com rapidez. Os aeródromos garantem agilidade e segurança para quem mais precisa”, observa.
Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA ACRE








Você precisa fazer login para comentar.