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Acre

BID avalia positivamente resultados do Programa de Desenvolvimento do Acre

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Tatiana Campos

O governador Tião Viana comentou alguns dos projetos em desenvolvimento no Acre (Foto: Gleilson Miranda/Secom)

O governador Tião Viana comentou alguns dos projetos em desenvolvimento no Acre (Foto: Gleilson Miranda/Secom)

Uma política ambiental desenvolvida em harmonia com o desenvolvimento econômico e respeito às populações tradicionais. Esta equação, que vem sendo desenvolvida no Acre há mais de uma década, nem sempre foi fácil de resolver, mas tem merecido o reconhecimento de mecanismos internacionais como o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

Uma equipe do BID, liderada pelo gerente-geral do Departamento de Países do Cone Sul, José Luís Lupo, está no Acre para visitar algumas iniciativas acreanas e negociar a segunda fase do contrato do Programa de Desenvolvimento Sustentável do Acre (PDSAII), no valor de US$ 72 milhões.

Segundo o secretário de Planejamento, Márcio Veríssimo, a meta do governo do Estado é aumentar para 6% a participação do setor florestal na composição do Produto Interno Bruto (PIB) do Acre, envolvendo 60 mil famílias nesse processo.

Segundo o secretário de Planejamento, Márcio Veríssimo, a meta do governo do Estado é aumentar para 6% a participação do setor florestal na composição do PIB acreano (Foto: Arison Jardim/Secom)

Segundo o secretário de Planejamento, Márcio Veríssimo, a meta do governo do Estado é aumentar para 6% a participação do setor florestal na composição do PIB acreano (Foto: Arison Jardim/Secom)

 

“Eu fiquei surpreendido. Estamos impressionados com tudo que aconteceu nos últimos 15 anos no Acre e com os planos que o Estado tem para médio e longo prazos. A estratégia do BID no Brasil é focada no Nordeste e no Norte. No Nordeste temos uma expressividade, mas no Norte estamos em busca de uma parceria forte, de uma aliança, e o Acre tem tudo para preencher esse papel, pois tudo o que tem sido feito aqui é exatamente o eixo estratégico de desenvolvimento do BID”, disse Lupo.

O governador Tião Viana comentou alguns dos projetos em desenvolvimento no Acre e explicou que os fundamentos de um projeto de Estado é oferecer qualidade de vida a partir de uma economia de base florestal e sustentabilidade ambiental. “Aqui é um principio sagrado conservar os recursos naturais. Nosso desafio é consolidar a economia acreana de forma a garantir a emancipação econômica do Estado”, comentou.

Bandeira que é sempre levantada pelo governador Tião Viana é o fortalecimento econômico das regiões de fronteira do Peru e Bolívia. “São os dois maiores produtores de cocaína do mundo, mas se o governo tiver opção de uma economia solidária, ele consegue tirar as pessoas que trabalham com a coca e trazer para outro negócio. Depende de investimento, e alguns milhões de reais resolveriam isso. Precisamos ajudar porque a redução da produção de droga vai beneficiar o mundo inteiro”, defendeu Tião Viana.

A equipe do BID, composta também por José  Seligmann (coordenador de Países), Daniela Carrera (representante do BID no Brasil) e Fabiano Bastos (economista regional), conheceu os investimentos do governo do Acre na gestão de Tião Viana e alguns projetos que têm dado resultados positivos, como a Fábrica de Preservativos de Xapuri e o Complexo Industrial.

Avanços e desafios

Um investimento de US$ 72 milhões, com US$ 48 milhões de contrapartida do Estado, irá financiar o Programa de Desenvolvimento Sustentável do Acre em sua segunda fase (PDSAII).

A equipe do BID conheceu os investimentos do governo do Acre que têm dado resultados positivos, como a Fábrica de Preservativos de Xapuri (Foto: Arquivo Secom)

A equipe do BID conheceu os investimentos do governo do Acre que têm dado resultados positivos, como a Fábrica de Preservativos de Xapuri (Foto: Arquivo Secom)

O PDSA fase I, executado no período de 2002 a 2010, alcançou resultados positivos nos três objetivos específicos: modernizar a capacidade da gestão ambiental do Estado e assegurar o uso eficiente dos recursos naturais, aumentar a taxa de crescimento do setor silvo-agropecuário e gerar emprego, reduzir os custos de transporte e aumentar o acesso à eletrificação rural no Acre.

O objetivo geral do programa foi de melhorar a qualidade de vida da população e preservar o patrimônio natural do Estado do Acre em longo prazo.

No total, o PDSA II investirá US$ 120 milhões nos próximos cinco anos, dos quais R$ 37 milhões no setor florestal e 55 milhões no fomento às cadeias de valor agroflorestais. A proposta é de consolidar a expansão da economia florestal do Acre, promovendo o aumento da produtividade, da competitividade e da competência, e induzir um ambiente de negócios com inclusão social.

Por meio do programa serão ampliadas as áreas de florestas públicas e as concessões florestais para manejo, além do melhoramento de ramais para escoamento da produção, da promoção de cadeias de valor e do fortalecimento da gestão pública florestal e agroflorestal.

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Acre

Rio Acre sobe 45 cm em nove horas e atinge 10,89 metros em Rio Branco

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Elevação registrada neste domingo foi impulsionada por 35,6 mm de chuva; nível segue abaixo da cota de alerta

O nível do Rio Acre apresentou elevação significativa ao longo deste domingo (11) e chegou a 10,89 metros em Rio Branco, conforme medição realizada às 15h e divulgada pela Defesa Civil Municipal.

De acordo com o boletim, às 5h34 o manancial marcava 10,44 metros. Ao longo do dia, o nível subiu gradualmente, alcançando 10,60 metros às 9h, 10,75 metros ao meio-dia e 10,89 metros no período da tarde, totalizando um aumento de 45 centímetros em pouco mais de nove horas.

Nas últimas 24 horas, foram registrados 35,60 milímetros de chuva na capital, volume que contribuiu diretamente para a elevação do rio. Apesar da subida, o Rio Acre permanece abaixo da cota de alerta, fixada em 13,50 metros. A cota de transbordo é de 14 metros.

O boletim é assinado pelo coordenador municipal da Defesa Civil, tenente-coronel Cláudio Falcão.

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Acre

Vídeo; Raio atinge árvore e mata bovinos em propriedade rural de Sena Madureira

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Animais buscavam abrigo da chuva quando descarga elétrica atingiu o local, no km 25 da BR-364

Um fenômeno natural provocou prejuízo e assustou moradores da zona rural de Sena Madureira na tarde desta sexta-feira (9). Vários bovinos morreram após uma descarga elétrica atingir uma árvore em uma propriedade localizada no km 25 da BR-364, no trecho que liga o município a Rio Branco.

Imagens que circulam nas redes sociais mostram os animais já sem vida espalhados pelo pasto logo após o ocorrido. Segundo relatos de moradores, o rebanho havia se concentrado sob a copa de uma árvore isolada na pastagem para se proteger da chuva intensa, no momento em que o raio atingiu o local.

Entre os animais mortos estão vacas e bezerros, o que representa um prejuízo significativo ao produtor rural responsável pela área.

Especialistas alertam que árvores isoladas em áreas abertas funcionam como pontos de atração para descargas elétricas, aumentando o risco de acidentes durante tempestades. A orientação é que, sempre que possível, os animais sejam mantidos afastados desses locais em períodos de chuva com incidência de raios.

O caso serve de alerta para produtores rurais e moradores da zona rural durante o inverno amazônico, período em que tempestades elétricas se tornam mais frequentes na região.

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Acre

Leila Galvão condiciona candidatura a deputada federal à formação de chapa competitiva pelo MDB

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Ex-prefeita só concorre pelo MDB se partido tiver chapa competitiva; lista de possíveis candidatas inclui oito mulheres com histórico eleitoral

Caso o MDB não consiga estruturar uma campanha sólida, avalia-se que Leila Galvão poderá migrar para outra legenda que apoie a candidatura da vice-governadora Mailza Assis ao governo do estado. Foto: captada 

O cenário político do Acre para as eleições de 2026 já movimenta especulações e articulações nos primeiros dias do ano. Na região do Alto Acre, o nome da ex-prefeita Leila Galvão tem sido constantemente mencionado como possível candidata a deputada federal pelo MDB — desde que o partido consiga formar uma chapa competitiva. Caso contrário, ela avalia migrar para outra legenda que apoie a candidatura da vice-governadora Mailza Assis, apoiada oficialmente pelo governador Gladson Cameli ao governo do estado.

Além de Leila Galvão, outros sete nomes femininos com trajetória eleitoral são citados como possíveis candidatas à Câmara dos Deputados: Socorro Nery, Antônia Lúcia, Fernanda Hassem, Márcia Bittar, Vanda Milani, Perpétua Almeida e Shirley Torres. A movimentação reflete o clima de definição de alianças e composições que marca o início do ano eleitoral no estado, onde, como destacam observadores políticos, “o acreano respira política de segunda a domingo, dia e noite”.

Contexto da articulação:
  • Leila Galvão já declarou publicamente apoio a Mailza Assis, candidata oficial do governador Gladson Cameli (PP);

  • O MDB estadual ainda não definiu sua estratégia de alianças para 2026;

  • A condicionalidade reflete a busca por uma coligação viável que maximize suas chances de eleição.

Outros nomes femininos em evidência:

Além de Leila Galvão, são citadas como potenciais candidatas a deputada federal:

  • Socorro Neri

  • Antônia Lúcia

  • Fernanda Hassem

  • Márcia Bittar

  • Vanda Milani

  • Perpétua Almeida

  • Shirley Torres

  • Charlene Lima
Análise política:

A disputa por vagas femininas tende a ser acirrada, já que o Acre elege apenas oito deputados federais. A migração partidária é uma estratégia comum em anos eleitorais, especialmente quando há convergência em torno de um projeto majoritário – no caso, a eleição de Mailza Assis.

As convenções partidárias devem ocorrer entre julho e agosto, quando serão definidas as chapas e coligações. Até lá, os nomes devem circular entre legendas como PP, MDB, União Brasil, PL e Republicanos.

A condição imposta por Leila Galvão reflete o pragmatismo eleitoral que marca a política acreana: mais importante que a legenda é estar alinhada ao grupo hegemônico e ter viabilidade de votação.

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