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Bebê indígena de 1 ano morre vítima de síndrome respiratória grave e sobe para 12 o nº de mortes de crianças com a doença no Acre

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Menino morreu na noite de quarta-feira (29)no Hospital do Juruá. Na unidade, há seis crianças internadas com síndrome respiratória grave.

Raio-X mostra como estava o pulmão do menino que morreu com síndrome respiratória grave — Foto: Arquivo pessoal

Cruzeiro do Sul, no interior do Acre, registrou nessa quarta-feira (29) a primeira morte de criança por síndrome respiratória grave. A vítima se trata de um menino indígena de 1 ano identificado como Rauani Kaxinawá. Agora, o estado já contabiliza 12 mortes de crianças com doenças respiratórias. Na UTI do Hospital do Juruá, a criança foi entubada pelo médico pediatra, mas sofreu duas paradas cardíacas e não resistiu.

Segundo a Saúde, ele morava na zona rural de Feijó e deu entrada na unidade com síndrome respiratória grave, evoluindo para a chamada síndrome da angústia respiratória aguda (Sara), que é uma lesão grave no pulmão que impede que o oxigênio chegue aos órgãos.

O menino fez uso de antibióticos, corticoides e antivirais. Foi realizado teste para Covid, com resultado negativo, segundo a Secretaria de Saúde (Sesacre).

O pediatra do Hospital do Juruá, Rondney Brito, explica que a criança foi atendida da forma correta, mas que o quadro evoluiu muito rápido. Ele diz que outras seis crianças estão internadas na unidade com síndromes respiratórias e que estão com o quadro clínico controlado. O menino deu entrada no hospital no último dia 24.

“Tinha o diagnóstico de bronquiolite e já entrou no hospital relativamente grave, o estado foi agravando até o dia de ontem [29], quando teve uma complicação respiratória grave. Não conseguimos estabilizar devido à gravidade do pulmão. Ao todo, temos seis crianças internadas com síndrome respiratória, inclusive, entraram grave, mas estão estáveis, estamos obtendo sucesso”, explica.

Ele destaca ainda que a incidência de casos tem diminuído, mas a chegada do chamado “verão amazônico”, com seca e queimadas, é uma preocupação, porque deve agravar os casos dessas doenças.

“Um alerta é que nesse período aumenta bastante a questão das queimadas porque a gente tem crianças com problemas pulmonares. Quanto a questão da elaboração do plano de contingência hospitalar, está em execução. Não faltou nada, a criança teve o leito de UTI, a gente abriu vagas de enfermaria de semi-intensiva para as crianças que precisam de cuidado intensivo maior. A gente está tendo apoio do governo do estado, inclusive, com aditivo de contrato, que se sensibilizou com as causas de crianças para não repetir o que aconteceu em Rio Branco”, explica.

O Hospital do Juruá não tem UTI pediátrica homologada, mas o médico disse que estão sendo usados leitos de UTI adultos para dar suporte a crianças. Em todo o estado, somente Rio Branco tem leitos pediátricos de UTI.

“A gente tem dois leitos específicos para pediatria e vamos abrir mais três para ficarmos com cinco leitos de retaguarda para a realização de procedimentos mais invasivos, se preciso for”, destaca.

12 crianças mortas

 

Com a morte do pequeno Heitor Rafael de Oliveira, de 1 ano, no domingo (26), e mais essa morte em Cruzeiro do Sul, o estado já registra 12 mortes de crianças por síndromes gripais. O Ministério Público Estadual (MP-AC) informou que está apurando a caso, além das outras 10 mortes já confirmadas.

Além disso, uma equipe do Ministério da Saúde (MS) está no Acre para ajudar na apuração epidemiológica das síndromes respiratórias graves. A Secretaria Estadual de Saúde (Sesacre) informou que os técnicos do MS se reuniram com as divisões e núcleos de vigilância e, na segunda-feira (27) pela manhã, realizaram uma conversa com a Secretaria de Saúde de Rio Branco.

Equipe do Ministério da Saúde está no Acre e apura casos de Srag — Foto: Reprodução/Secom

Equipe do Ministério da Saúde está no Acre e apura casos de Srag — Foto: Reprodução/Secom

Investigação

 

O MP-AC informou, na manhã desta segunda, que serão apuradas as circunstâncias em que a criança morreu. E que já foi feito contato com a família para dar início às investigações.

Além da apuração, o Centro de Atendimento à Vítima (CAV) e Núcleo de Atendimento Psicossocial (Natera) estão à disposição para auxiliar no que for necessário, informou.

“Para dar celeridade às investigações, bem como aos demais procedimentos instaurados na 1ª Promotoria de Justiça Defesa da Saúde, foi instalada, na última sexta-feira, 24, a 2ª Promotoria de Justiça de Defesa da Saúde de Rio Branco, que aguarda concurso de remoção interna para entrar em funcionamento com a titularização de um segundo promotor de Justiça para atuar na área especializada da saúde”, diz o órgão.

Chegada de equipe do MS

 

Após o registro das mortes, o governo do Acre instaurou uma sindicância para apurar os casos. Além disso, a Ordem dos Advogados do Brasil-Seccional Acre (OAB-AC) também criou um grupo de trabalho com a finalidade de levantar informações.

Agora, com a chegada da equipe do Ministério da Saúde, eles devem ficar o tempo necessário para fazer as averiguações que precisam. Serão feitas visitas à Secretaria Municipal de Saúde, às unidades de saúde onde são feitos atendimentos de síndromes respiratórias, afim de investigar e apontar uma resposta do que está acontecendo.

“A gente solicitou na segunda-feira passada [dia 20], o apoio do Episus [Programa de Treinamento em Epidemiologia Aplicado Aos Serviços do SUS ], que é um programa de epidemiologia voltado para as ações do SUS, ele é avançado e tem como papel fazer as investigações das emergências públicas e com o aumento de Srag, principalmente pacientes pediátricos, a gente solicitou esse apoio para que eles pudessem nos auxiliar nesta investigação”, disse o Chefe do Departamento de Vigilância em Saúde, Gabriel Mesquita.

Colaborou Bruno Vinicius, da Rede Amazônica Acre.

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Câmara Municipal de Brasiléia inicia trabalhos legislativos de 2026 com primeira sessão ordinária

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Abertura da 16ª Legislatura reforça compromisso com o desenvolvimento do município e a participação popular

A Câmara Municipal de Brasiléia realizou, nesta segunda-feira, a abertura oficial dos trabalhos legislativos de 2026, com a primeira sessão ordinária da 16ª Legislatura. O encontro marcou o início das atividades parlamentares do ano e reuniu vereadores, servidores da Casa e representantes da comunidade.

Durante a sessão, foram apresentados os primeiros encaminhamentos e demandas para o novo período legislativo, reafirmando o compromisso do Poder Legislativo com o desenvolvimento do município e o bem-estar da população.

O presidente da Câmara, vereador Marquinhos Tibúrcio, destacou a importância da retomada das atividades e ressaltou a responsabilidade dos parlamentares em atuar de forma unida em favor de Brasiléia. Segundo ele, o diálogo institucional, a transparência e a participação popular seguirão como prioridades ao longo de 2026.

Com o início oficial das sessões ordinárias, a Câmara Municipal dá continuidade à agenda de debates, votações e ações de fiscalização, com o objetivo de atender aos anseios da sociedade e contribuir para o crescimento e fortalecimento do município.

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Deracre envia insumos e máquinas para ajudar Brasileia, após enxurrada que danificou pontes e ramais

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O governo do Acre, por meio do Departamento de Estradas de Rodagem, Infraestrutura Hidroviária e Aeroportuária (Deracre), garantiu o envio de tubos de concreto e máquinas para apoiar Brasileia nas ações emergenciais de recuperação de pontes e estruturas de drenagem danificadas, após as enxurradas que atingiram a região.

Deracre garante envio de insumos e assistência técnica a Brasileia após enxurradas. Foto: Ascom/Deracre

A presidente do órgão, Sula Ximenes, explica que o procedimento segue a orientação do governador Gladson Camelí para garantir resposta rápida em situações de emergência: “A prioridade é garantir acesso às comunidades e minimizar os impactos para as famílias que ficaram isoladas após as enxurradas”.

A medida tem como objetivo agilizar os trabalhos e garantir acesso às comunidades afetadas, tanto na zona urbana quanto na zona rural. De acordo com o levantamento preliminar, mais de 500 famílias foram impactadas, incluindo moradores de ramais, ribeirinhos e comunidades que dependem dessas estruturas para deslocamento, acesso a serviços e escoamento da produção.

Com envio de insumos, Deracre atua em apoio emergencial a Brasileia. Foto: Ascom/Deracre

Em razão dos danos em pontes de madeira e bueiros, que são os principais meios de ligação com a cidade, cinco comunidades da área rural estão com o acesso parcial ou totalmente interrompido . Ao todo, 20 linhas de bueiros foram destruídas, tanto na zona urbana quanto na zona rural, além de dez pontes que desabaram ou tiveram o tráfego interrompido após o desmoronamento das cabeceiras. Outras estruturas permanecem submersas, dificultando a circulação e o atendimento às localidades.

Entre os locais mais atingidos estão os ramais Santa Helena (km 60), km 13 Principal e Linha Eletra, Ramal do Jarinal, km 17 Reservinha, km 52 Principal, km 59 Principal, Ramal da Aurora (km 75) e km 59 e Ramal Tabatinga. As equipes do Deracre seguem prestando assistência técnica ao município, acompanhando a situação das estruturas e apoiando as ações de recuperação para restabelecer o acesso das comunidades afetadas o mais rápido possível.







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Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA ACRE

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Acre alcança excelência em resgates aeromédicos com atuação integrada do Ciopaer e Samu

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Em um estado com vastas áreas de difícil acesso, o trabalho em conjunto do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) tem se mostrado essencial para salvar vidas. Somente no ano passado, 62 pessoas foram resgatadas e transportadas com segurança por meio das operações aeromédicas no Acre, demonstrando o compromisso e a eficiência do serviço público de saúde e segurança do Estado.

Equipes do Ciopaer e do Samu no heliporto do Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco. Foto: Samuel Moura/Secom

A parceria entre a Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre) e a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), por meio do Ciopaer e Samu, coloca o Acre em um patamar de excelência no atendimento emergencial. Os resgates chegam a locais remotos, como municípios isolados, aldeias indígenas e comunidades ribeirinhas, garantindo assistência rápida e especializada a quem mais precisa.

Equipes trabalham coordenadas no intuito de prestar o melhor atendimento ao paciente. Foto: Samuel Moura/Secom

O comandante do Ciopaer, coronel Sergio Albuquerque, ressaltou a importância do trabalho das equipes aeromédicas e o impacto direto na preservação de vidas. “Nosso compromisso é garantir que cada minuto conte. O trabalho dos resgates aeromédicos é essencial para levar atendimento rápido e salvar vidas, muitas vezes em situações em que o tempo é o fator mais decisivo”, disse.

A enfermeira emergencista Solange Almeida, que participou do primeiro resgate aeromédico do Estado, em 2009, relembrou o início da parceria com o Ciopaer e destacou a importância da agilidade no atendimento às vítimas.

Enfermeira emergencista Solange Almeida atua há mais de 20 anos no Samu. Foto: Samuel Moura/Secom

“Nosso trabalho é de suma importância, porque chegar na hora certa faz toda a diferença para o paciente. Lembro do primeiro resgate, em 9 de setembro de 2009, durante um treinamento que acabou se tornando real: atendemos uma vítima grave de acidente na estrada de Manoel Urbano”, afirmou.

Solange, bem emocionada, também destacou o sentimento de satisfação ao ver uma vida sendo salva. “Essa parceria com o Ciopaer tem permitido salvar vidas em regiões onde uma ambulância não chegaria, como aldeias indígenas e áreas isoladas. Cada atendimento bem-sucedido traz um sentimento imenso de gratidão a Deus, pela oportunidade, e ao governo, por garantir estrutura e condições para que possamos salvar quem mais precisa”, ressaltou.

Simulação de salvamento

Para manter a excelência no atendimento e aprimorar continuamente os protocolos de salvamento, o Ciopaer e Samu realizam periodicamente simulações de resgate aeromédico. A ação tem como objetivo treinar as equipes para situações reais de emergência, garantindo rapidez e precisão nas operações de socorro aéreo, além de demonstrar as dificuldades no momento do salvamento e o quão complexas são as operações.

Simulação de resgate aeromédico. Foto: Samuel Moura/Secom

O coronel do Corpo de Bombeiros, Cleiton Almeida, destacou que os investimentos realizados pelo Estado em aeronaves e operações aeromédicas são fundamentais para garantir que o serviço público chegue à população.

Coronel Cleiton Almeida destacou a importância dos investimentos públicos na área. Foto: Samuel Moura/Secom

“O investimento nessa área vale a pena porque salva vidas. A essência do Estado é justamente proporcionar melhores condições de vida, saúde e bem-estar à população. Essas aeronaves atendem comunidades distantes, levando socorro a quem mais precisa. Quando comparamos o custo de uma hora de voo com o de um dia de internação em UTI, percebemos que o investimento não é só necessário, mas altamente eficiente”, afirmou.

História e evolução

Criado oficialmente em 11 de setembro de 2009, o Ciopaer iniciou suas operações com apenas uma aeronave. Hoje, o Estado conta com uma frota moderna e diversificada, composta por três aviões de asa fixa, três helicópteros e drones de última geração.

Esses investimentos representam um salto significativo na capacidade operacional e reforçam o compromisso do governo do Acre com a modernização e eficiência dos atendimentos emergenciais.

Equipe do Ciopaer que participou da simulação de salvamento. Foto: Samuel Moura/Secom

Operar em uma região como a Amazônia exige planejamento rigoroso, preparo técnico e coragem. Atualmente, o Acre dispõe de 47 profissionais altamente qualificados, entre pilotos, médicos, enfermeiros e mecânicos, que atuam em todas as regiões do estado, garantindo agilidade e segurança em cada missão.

O Ciopaer possui duas bases de operação, uma na capital Rio Branco, para atender o Alto e Baixo Acre e outra em Cruzeiro do Sul, para atender as cidades do Vale do Juruá.

Pouso da aeronave em locais de difícil acesso na região do Juruá. Foto: Cedida

E para reforçar as operações de salvamento aéreo, a segurança pública do Acre será ainda mais fortalecida com a chegada, do novo avião do Corpo de Bombeiros Militar do Acre (CBMAC), o modelo Cessna Grand Caravan EX.

Aeronave do Corpo de Bombeiros que será utilizada em resgates. Foto: cedida

A aeronave equipada com kit aeromédico e instrumentos especializados para operações de resgate, incluindo bomba de infusão, monitor cardíaco, desfibrilador, incubadora neonatal e ventilador pulmonar, promete ampliar de forma significativa a capacidade de resposta em situações de emergência, salvamento e apoio logístico em todo o território acreano.

O secretário de Saúde, Pedro Pascoal, destacou que a chegada da nova aeronave do Corpo de Bombeiros, prevista para este mês de fevereiro, representa um avanço importante para o atendimento emergencial no Acre.

 

Secretário de Saúde, Pedro Pascoal, falou da importância da chegada da nova aeronave para a saúde pública do Acre. Foto: Izabelle Farias/Sesacre

“A nova aeronave vai ampliar nossa capacidade de resgate e reduzir o tempo de resposta em situações críticas. É um reforço essencial para que o Estado continue salvando vidas e garantindo atendimento rápido, especialmente às comunidades mais distantes”, afirmou.

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