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Após suspender cirurgias por 6 meses, fila de espera para fazer vasectomia tem 250 homens em Rio Branco
Atendimentos foram suspensos em março do ano passado e só retornaram em novembro. Nesse período do final do ano passado até janeiro deste ano, foram feitos 54 cirurgias.

Policlínica do Tucumã é a única do estado a fazer vasectomia — Foto: João Paulo Silva/Arquivo pessoal
Por Alcinete Gadelha
Após passar mais de seis meses com os atendimentos suspensos e sem fazer as cirurgias de vasectomia, a Policlínica Joseh Alexandre, no bairro Tucumã, tem pelo menos 250 homens na fila aguardando para fazer o procedimento.
Dados foram repassados pelo diretor da unidade – que é a única do estado a fazer a cirurgia – João Paulo Silva. Com as cirurgias suspensas entre março a outubro de 2020, eles retomaram as atividades em novembro e desde então já foram feitas 54 cirurgias até o mês de janeiro.
“Os processos estão fluindo. Hoje, nós temos uma média de 250 homens com processo fechado. Quando os procedimentos retornaram, nós entramos em contato com todos aqueles que estavam esperando, alguns desistiram, outros deixaram suspenso”, explica Silva.
A vasectomia é uma cirurgia que interrompe a circulação dos espermatozoides produzidos pelos testículos. O procedimento cirúrgico é feito com anestesia local e dura apenas 20 minutos.
O diretor explica que todos estes processos estão prontos na fila de regulação e aguardam para fazer o procedimento. A policlínica tem capacidade de fazer 32 procedimentos por mês, oito por semana.
No início do ano passado, a policlínica tinha cerca de 150 homens na espera pelo procedimento, porém, com a pandemia e os serviços suspensos, o número aumentou.
Silva ainda alerta para uma situação que acaba deixando o andamento da fila mais lento, que é o fato de muitos faltarem no dia do procedimento sem aviso prévio.

Marivaldo Silva, de 37 anos, tem três filhos e resolveu fazer a cirurgia por ser mais simples para o homem — Foto: Arquivo pessoal
“O que nos preocupa é que, às vezes na semana de oito procedimentos, cinco homens faltam e não ligam, não informam e isso prejudica a fila. Porque se o homem não vai comparecer, é só avisar a unidade que a gente vai tomar medida de gestão, de regulação e chamar o próximo. É um direito do cidadão, mas ele também tem que ser responsável pelo direito que tem”, afirma.
Planejamento familiar
O professor Marivaldo de Paula Silva, de 37 anos, passou pelo procedimento recentemente, e conta que ele já tem três filhos e por querer dar mais conforto à família e devido o procedimento ser mais fácil para o homem, ele preferiu fazer a cirurgia.
“Planejamento familiar, a gente quer criar os filhos da gente com o máximo de conforto possível e a gente sabe que uma família maior não tem como manter um conforto. Tenho dois filhos de sangue e o Gabriel, que é o meu terceiro filho de coração. Então, pelo tamanho da família já estamos bem demais. E por ser mais fácil pro homem também”, diz.
A cirurgia de Silva foi no último dia 12 de janeiro e ele conta que já está terminando a recuperação que é simples. Após a cirurgia, o professor chegou a fazer uma publicação em rede social, para mostrar aos homens que o procedimento é mais simples para eles e encorajar quem pensa em fazer.
“Entrei na fila logo que meu filho mais novo nasceu, em 2018, mas a pandemia me tirou da fila. Não é tão invasiva, você sai andando da sala de cirurgia, se você obedecer a recomendação do médico a recuperação é uma semana ou duas. A publicação foi para incentivar a procurar o procedimento e ver que não tem nada demais. E o próprio médico atende muito bem, a equipe da Policlínica atende muito bem”, acrescenta.
Porta de entrada
Para fazer vasectomia o homem precisa ter no mínimo 25 anos ou dois filhos vivos, respondendo a este critério, ele deve procurara a unidade básica de saúde do município onde mora.
“Se ele vive em Cruzeiro do Sul, vai procurar a unidade de Cruzeiro do Sul, se vive no Jordão, a mesma coisa. Lá, ele vai passar por uma ação educativa, e quem emite é a enfermagem, que faz o encaminhamento para a Policlínica do Tucumã que é a única do estado do Acre habilitada para este tipo de atendimento”, diz Silva.
As agendas são abertas sempre na última semana de cada mês, quando é feito o agendamento para o mês seguinte, com as marcações de atendimentos tanto de consulta como de planejamento familiar. Depois ele passa por acompanhamento de uma equipe multiprofissional, para fazer o procedimento.
O processo uma vez montado tem validade de 5 anos, e o homem pode suspender,. Para reabrir, ele apenas vai ter que repetir alguns passos como exames laboratoriais e consulta médica.
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Acre registra aumento de hospitalizações por influenza A, aponta Fiocruz
Nas quatro últimas semanas epidemiológicas no país, entre os casos positivos de SRAG, a prevalência foi de 20,5% de influenza A, 2,6% de influenza B, 8,5% de vírus sincicial respiratório, 33,2% de rinovírus e 19,3% de Sars-CoV-2 (Covid-19)

Diferentemente do cenário observado no Acre, o panorama nacional indica queda de casos de SRAG tanto na tendência de longo prazo, que considera as últimas seis semanas. Foto: captada
O Acre continua registrando incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em nível de risco, com sinal de crescimento na tendência de longo prazo, segundo a nova edição do Boletim InfoGripe da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgada nesta quinta-feira, 22.
O avanço dos casos no estado vem sendo impulsionado principalmente pela influenza A, responsável pelo aumento das hospitalizações em crianças pequenas, jovens, adultos e idosos.
A análise tem como base a Semana Epidemiológica 2, correspondente ao período de 11 a 17 de janeiro, e também aponta situação semelhante no Amazonas. Diferentemente do cenário observado no Acre, o panorama nacional indica queda de casos de SRAG tanto na tendência de longo prazo, que considera as últimas seis semanas, quanto na de curto prazo, referente às últimas três semanas.
Nas quatro últimas semanas epidemiológicas no país, entre os casos positivos de SRAG, a prevalência foi de 20,5% de influenza A, 2,6% de influenza B, 8,5% de vírus sincicial respiratório, 33,2% de rinovírus e 19,3% de Sars-CoV-2 (Covid-19). Entre os óbitos registrados no mesmo período, a presença dos vírus foi de 29,4% de influenza A, 3,2% de influenza B, 4,8% de vírus sincicial respiratório, 19% de rinovírus e 32,5% de Sars-CoV-2.
Diante do cenário no Acre, a pesquisadora do Programa de Computação Científica da Fiocruz e do InfoGripe, Tatiana Portella, recomenda a adoção de medidas de proteção pela população, como o uso de máscaras em postos de saúde e em locais fechados com grande circulação de pessoas. Ela também reforça a importância da vacinação.
“É fundamental que as pessoas do grupo prioritário, a exemplo das crianças, idosos, indígenas e pessoas que apresentam comorbidade, tomem a vacina o quanto antes, que já começou na Região Norte”, afirmou.
Situação em outros estados e capitais
Em estados como Ceará, Pernambuco e Sergipe, as hospitalizações por influenza A apresentam sinal de interrupção do crescimento ou início de queda. Na Paraíba, há um leve aumento das hospitalizações por vírus sincicial respiratório, ainda sem reflexo no crescimento de casos de SRAG em crianças pequenas.
Até a Semana Epidemiológica 2, apenas três das 27 capitais brasileiras apresentam nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco, com crescimento na tendência de longo prazo: Manaus (AM), Cuiabá (MT) e São Luís (MA).
Incidência, mortalidade e dados de 2026
Em nível nacional, os dados indicam estabilidade ou leve queda dos casos de SRAG em todas as faixas etárias, associadas à baixa circulação da maioria dos vírus respiratórios. A exceção é a influenza A, que, apesar de apresentar baixa circulação na maior parte do país, tem impulsionado o aumento dos casos no Acre e no Amazonas.
A incidência e a mortalidade semanais médias, nas últimas oito semanas epidemiológicas, mantêm maior impacto nos extremos etários. A incidência de SRAG é mais elevada entre crianças pequenas, enquanto a mortalidade se concentra principalmente entre os idosos. Casos associados à influenza A e ao Sars-CoV-2 apresentam maior incidência em crianças pequenas e idosos, com mortalidade mais acentuada na população idosa.
Em relação ao ano epidemiológico de 2026, já foram notificados 1.765 casos de SRAG no país. Desses, 399 (22,6%) tiveram resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 611 (34,6%) apresentaram resultado negativo e 615 (34,8%) ainda aguardam resultado.
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Menino de 6 anos aguarda há mais de 2 semanas por otorrino no Hospital do Juruá, em Cruzeiro do Sul
Criança tem infecção com pus e dor constante; mãe denuncia que, mesmo com especialista no hospital, atendimento só tem sido feito por clínico geral

De acordo com a mãe da criança, o ouvido do menino apresenta pus visível, dor constante e não responde aos medicamentos prescritos por médicos clínicos gerais. Foto: captada
Há mais de duas semanas, um menino de 6 anos enfrenta uma infecção no ouvido com pus, dor persistente e sem resposta ao tratamento prescrito por clínicos gerais no Hospital do Juruá, em Cruzeiro do Sul. A mãe da criança denuncia que, apesar de várias idas à UPA e ao hospital, o garoto ainda não foi avaliado por um médico otorrinolaringologista.
Segundo ela, o quadro não melhora com os medicamentos receitados, e os pedidos por um especialista foram respondidos com a informação de que “o atendimento não funciona dessa forma”. Na última quarta-feira, a criança passou a tarde inteira no hospital sem ser atendida pelo otorrino, mesmo havendo um profissional disponível na unidade.
A família teme o agravamento da infecção e busca visibilidade para o caso na expectativa de que a criança receba o atendimento especializado necessário. A Secretaria de Saúde do Acre ainda não se pronunciou sobre a situação.
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Lucas Sanchez sofre fratura e está fora do Campeonato Estadual

Foto Glauber Lima: O prazo de recuperação para Lucas Sanchez é de 45 dias
O atacante Lucas Sanchez, do Santa Cruz, sofreu uma fratura na clavícula esquerda durante o confronto contra o Humaitá nessa quinta, 22, na Arena da Floresta, e está fora do Campeonato Estadual Sicredi de 2026.
O atleta foi atendido no Pronto Socorro de Rio Branco e o prazo de recuperação para a lesão é de 45 dias.
Volta aos treinos
O elenco do Santa Cruz volta aos treinos nesta sexta, 23, no CT do Cupuaçu, para um trabalho de recuperação física e inicia a preparação para o confronto contra o Vasco programado para o dia 31, no Tonicão.
Aumentar a pressão
A derrota para o Humaitá deve aumentar a pressão no Santa Cruz para o duelo da 3ª rodada. A equipe ainda não venceu no Estadual e ganhar do Vasco transformou-se em obrigação para manter as boas chances de classificação para as semifinais.

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