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Apesar de sinais de diálogo dos EUA, governo prega cautela e preparação

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O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, à esquerda, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à direita • Marcelo Camargo/Agência Brasil | Andrew Harnik/Getty Images

Apesar de sinais de diálogo dos Estados Unidos, o governo brasileiro prega cautela e preparação para as próximas etapas do tarifaço americano.

Nesta sexta-feira (1º), houve alguns avanços sobre uma possível ligação entre Lula e Donald Trump.

O presidente americano disse que Lula pode ligar para ele a qualquer momento para discutir tarifas e outros conflitos. Ainda assim, Trump disse que as pessoas que governam o Brasil “fizeram coisas erradas”, o que acende um alerta.

O Itamaraty está cauteloso quanto a uma eventual ligação para que Lula não seja destratado ou desrespeitado.

A avaliação é de que é preciso acertar o tom e o conteúdo da conversa.

Após a sinalização de Trump, Lula disse que o Brasil sempre esteve aberto ao diálogo e que, neste momento, o governo trabalha para proteger a economia, as empresas e os trabalhadores, além de dar respostas ao tarifaço.

O plano de contingência está sendo modelado pela equipe econômica e deve levar em consideração caso a caso dos setores afetados atualmente, após as exceções a uma série de produtos.

Há ainda um entendimento no governo de que a família Bolsonaro precisa se afastar desse cenário para o governo avançar melhor nas negociações das pautas econômicas.

Até o momento, não há previsão de Lula gravar um pronunciamento em defesa da soberania nacional no final de semana. No entanto, o tema pode ser tratado em evento do PT no domingo (3).

“Acho ótimo”, diz Haddad

De todo modo, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, viu a iniciativa de Trump como positiva e conseguiu uma abertura de diálogo com o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent.

“Eu acho ótimo, né. E a recíproca é verdadeira, o presidente Lula estaria disposto a receber um telefonema dele quando ele quiser também. Hoje, mais uma vez tive contato com a equipe do Scott Bessent para a gente fazer uma reunião na semana que vem”, disse o ministro.

Na conversa com o Bessent, Haddad também quer falar sobre a aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes, até mesmo a abrangência dela.

 

 

Fonte: CNN

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Lula decide vetar R$ 400 milhões em emendas no Orçamento de 2026

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Lula, Hugo Motta e Davi Alcolumbre

BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu vetar R$ 400 milhões do volume previsto para o pagamento de emendas parlamentares no Orçamento de 2026. Outros R$ 11 bilhões serão remanejados ou bloqueados.

O prazo para sanção do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) encerra nesta quarta-feira (14/11). O texto aprovado no Congresso Nacional prevê um total de R$ 61 bilhões em verbas indicadas por deputados e senadores. O número representa um aumento de 25% no valor autorizado em 2025 — que foi de R$ 48 bilhões.

Com a rejeição de cerca de R$ 11,4 bilhões, o montante destinado às emendas parlamentares ficará em torno de R$ 50 bilhões.

Na última semana, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, havia sinalizado que o presidente vetaria o aumento. O auxiliar de Lula entende que o volume ultrapassa o patamar definido entre o Executivo e o Legislativo, após acordo com o Supremo Tribunal Federal (STF), que limita a elevação do gasto com emendas a um teto de 2,5% acima da inflação.

De acordo com o parecer do relator, deputado federal Isnaldo Bulhões (MDB-AL), dos R$ 61 bilhões previstos, R$ 49,9 bilhões correspondem a despesas obrigatórias e discricionárias. Ao todo, foram indicadas 7.180 emendas individuais e coletivas. Dessas, são 5.784 de deputados, 1.086 de senadores, 248 de bancada estadual e 62 de comissão permanente.

Na Lei de Diretrizes Orçamentárias, sancionada por Lula no início do mês, ficou estipulado um calendário para liberação dos recursos. Com isso, o Palácio do Planalto será obrigado a pagar 65% dos R$ 38 bilhões de emendas obrigatórias — o que soma mais de R$ 24 bilhões — até julho, antes do período eleitoral.

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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Cunhado de Vorcaro é detido pela PF antes de embarcar para Dubai

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Imagem colorida de homem sentado

Reprodução/Redes sociais

Fabiano Zettel, cunhado do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, foi alvo da segunda fase da Operação Compliance Zero nesta quarta-feira (14/1). Ele foi detido no momento em que se preparava para embarcar em um voo com destino a Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.

Ele chegou a ser detido para o cumprimento de mandado de busca e apreensão pela Polícia Federal (PF), mas foi liberado logo depois.

O novo desdobramento da investigação foi possível a partir da análise de provas reunidas na fase inicial. O material levou os investigadores a identificar indícios adicionais de irregularidades, o que motivou a nova ação contra o grupo investigado.

O empresário e investidor Nelson Tanure, conhecido por investir em empresas em dificuldades financeiras, está entre os alvos da Compliance Zero.

A irmã, o cunhado e um primo de Vorcaro também estão entre os alvos de buscas, todos suspeitos de envolvimento em operações financeiras fraudulentas ligadas ao Banco Master, segundo revelou o Metrópoles, por meio da coluna de Mirelle Pinheiro.

Nesta etapa, os investigadores cumprem 42 mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados em São Paulo, na Avenida Faria Lima, além da Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro, além bloqueio de bens no valor de R$ 5,7 bilhões.

A ação foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Banco Master

Em novembro do ano passado, Vorcaro e dirigentes do BRB foram alvos de uma operação que investiga fraudes financeiras no Banco Master, de propriedade de Vorcaro.

O Master é investigado pela PF por suposta fraude de R$ 12 bilhões em venda de carteiras de crédito ao BRB.

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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Genial/Quaest: governo Lula é desaprovado por 49% e aprovado por 47%

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Foto colorida mostra o presidente Lula - Metrópoles

Hugo Barreto/Metrópoles

Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (14/1) mostra que mostra que o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é desaprovado por 49% dos eleitores e aprovado por 47%. Outros 4% não souberam ou optaram por não responder.

O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 pessoas entre os dias 8 e 11 de janeiro. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%.

Em dezembro, os números indicavam empate técnico: a aprovação era de 48% e a desaprovação, de 49%. O mesmo cenário registrado no levantamento anterior, de novembro, quando 50% desaprovavam e 47% aprovavam o governo.

Avaliação 

Quanto à avaliação do governo federal, a pesquisa mostra que, entre os eleitores:

  • 39%consideram negativo;
  • 32% consideram positivo;
  • 27%consideram regular; e
  • 2% não soube responder.

A pesquisa também faz um levantamento da avaliação do governo de Lula seccionado em cinco grupos de orientações políticas: lulista; esquerda não lulista; independente,; bolsonarista e direita não bolsonarista.

  • Lulistas: 79% consideram positivo; 2% regular e 1% negativo.
  • Esquerda não lulista: 62% consideram positivo, 36% regular e 2% negativo. 1% não soube responder.
  • Independentes: 18% consideram positivo, 39% regular e 38% negativo.5% não soube responder.
  • Bolsonaristas: 4% consideram positivo, 10% regular e 86% negativo.
  • Direita não bolsonarista: 5% positivo, 18% regular e 77% negativo.

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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