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Antônio Geraldo: “Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade: conheça a doença”

O Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é frequentemente mal compreendido, resultando em estigmas e estereótipos. Mas afinal o que é esta condição? O TDAH é considerado um transtorno do neurodesenvolvimento e que os sintomas são geralmente detectados na infância quando inicia atividades escolares, tem uma origem genética e influência do meio ambiente. É caracterizado por um padrão persistente de sintomas de desatenção, hiperatividade e impulsividade e até uma mistura de sintomas.
Entre os principais sintomas manifestados estão falta de atenção, erros por descuido em atividades domésticas, escolares ou profissionais, dificuldade em concentrar-se em uma leitura ou alguma atividade lúdica, não escutar quando alguém lhe dirige a palavra diretamente, perder objetos, esquecer compromissos, remexer e batucar as mãos ou os pés de forma inquieta, intrometer-se em alguma conversa ou atividade, dificuldade em esperar sua vez de falar ou realizar alguma atividade, etc.
O TDAH afeta cerca de 5% das crianças em todo o mundo, porém ainda é cercado de muito preconceito e estigma. Por total desinformação muitos ainda não o consideram uma doença e chegam ao absurdo de achar ou mesmo acreditar que a doença não existe. A falta de informação atrapalha a busca por tratamento médico e pode trazer prejuízos na vida dos indivíduos não tratados. No entanto, à medida que a ciência avança, é essencial separar os mitos da realidade quando se trata do TDAH.
O TDAH afeta apenas crianças?
Não, o TDAH persiste na vida adulta em quase 50% dos casos. Embora seja mais comumente diagnosticado na infância, metade das pessoas continuam tendo sintomas de TDAH ao longo da vida adulta.
A intensidade e as manifestações específicas de sintomas de desatenção, hiperatividade e impulsividade podem variar entre os indivíduos acometidos e podem sofrer alterações ao longo do tempo. Atualmente, entende-se que pode haver uma redução dos sintomas de hiperatividade durante a adolescência e na idade adulta. No entanto, os sintomas relacionados a dificuldades de concentração e desatenção tendem a permanecer ao longo da vida, enquanto os sintomas de impulsividade podem mudar e se apresentarem de outras formas.
Há um número crescente de estudos demonstrando que o TDAH persiste na vida adulta, apresentando prevalência estimada em 2,5% da população. Entre os fatores de risco para a persistência do diagnóstico na fase adulta estão histórico familiar, intensidade dos sintomas e a presença de comorbidades.
Outros quadros psiquiátricos podem estar associados ao TDAH?
Sim, outros transtornos podem estar associados ao TDAH, o que torna o processo mais complexo, além de impactar o prognóstico e o manejo clínico. A comorbidade (doenças conjuntas) do TDAH com transtornos depressivos e de ansiedade ocorre em cerca de 10 a 30% dos casos. Além disso, observamos o uso precoce de substâncias psicoativas na adolescência. Na fase adulta, há maior prevalência no uso e dependência de substâncias psicoativas, acometendo cerca de 40% dos indivíduos com TDAH.
O TDAH tem cura?
O TDAH tem cura nos cerca de 48,5% que deixam de ter a doença ao passar para a idade adulta. Nos outros casos, é tratável, mas não tem cura. O tratamento do TDAH é realizado por meio de uma abordagem multidisciplinar que envolve tratamento terapêutico, orientação aos pais e professores para que possam auxiliar alunos e ou os filhos que possuem a DOENÇA, técnicas específicas que são ensinadas ao paciente e o uso de medicamentos. Dependendo da gravidade do diagnóstico, recomenda-se além de abordagens terapêuticas e comportamentais, podendo também ter a combinação de medicamentos.
É importante investigar e tratar o TDAH em todas as idades para melhorar a qualidade de vida e o funcionamento diário. Quanto mais cedo for realizado o diagnóstico e o tratamento adequado de acordo com as necessidades específicas, melhor é o prognóstico e maiores são as chances de um desenvolvimento bem sucedido.
Por fim, podemos afirmar que o TDAH é uma doença dimensional, que tem tratamento com excelente resposta, quanto mais rapidamente fizermos a intervenção para tratar, melhor. Mais qualidade de vida para os pacientes e suas famílias, menos preconceito e menos perdas.
Antônio Geraldo da Silva é médico formado pela Faculdade de Medicina na Universidade Estadual de Montes Claros – UNIMONTES. É psiquiatra pelo convênio HSVP/SES – HUB/UnB. É doutor pela Faculdade de Medicina da Universidade do Porto – Portugal e possui Pós-Doutorado em Medicina Molecular pela Faculdade de Medicina da UFMG.
Entre 2018 e 2020, foi Presidente da Associação Psiquiátrica da América Latina – APAL. Atualmente é Presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria, Diretor Clínico do IPAGE – Instituto de Psiquiatria Antônio Geraldo e Presidente do IGV – Instituto Gestão e Vida. Associate Editor for Public Affairs do Brazilian Journal of Psychiatry – BJP. Editor sênior da revista Debates em Psiquiatria. Review Editor da Frontiers. Acadêmico da Academia de Medicina de Brasília. Acadêmico Correspondente da Academia de Medicina de Minas Gerais.
Coordenador Nacional da Campanha “Setembro Amarelo®”, da Campanha ABP/CFM Contra o Bullying e o Cyberbullying e da Campanha de Combate à Psicofobia.
É autor de dezenas de livros e artigos científicos em revistas internacionais e também palestrante nacional e internacional.
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Fonte: Nacional
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Dia do Combate à Celulite reforça que o problema vai além da estética e afeta a saúde e autoestima de milhões de mulheres

Reprodução: GoldIncision | CO Assessoria
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Moraes nega pedido de prisão contra Bolsonaro e segue posicionamento da PGR
Decisão considerou que vereadora Liana Cirne não tinha legitimidade para solicitar a medida; ex-presidente segue respondendo em liberdade

Com a decisão de Moraes, o ex-presidente continua respondendo às investigações em liberdade. Foto: cedida
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta quarta-feira (2) um pedido de prisão contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. A decisão seguiu o entendimento da Procuradoria-Geral da República (PGR), que, em parecer assinado pelo procurador-geral Paulo Gonet, havia descartado a necessidade da medida.
O pedido havia sido feito em fevereiro pela vereadora Liana Cirne (PSB-PE), que acusou Bolsonaro de incitar crimes ao convocar manifestações em defesa da anistia para os condenados pelos ataques de 8 de janeiro de 2023. No entanto, Moraes considerou que a parlamentar não tinha legitimidadepara fazer tal solicitação e, por isso, rejeitou o pedido.
A PGR já havia analisado o caso no contexto da denúncia contra Bolsonaro pela suposta tentativa de golpe de Estado e decidiu não pedir sua prisão. Com a decisão de Moraes, o ex-presidente continua respondendo às investigações em liberdade.
- Pedido de prisão: Feito por Liana Cirne, que alegou risco de Bolsonaro incitar novos crimes.
- Parecer da PGR: Gonet entendeu que não havia justificativa para a prisão preventiva.
- Decisão de Moraes: Seguiu a PGR e destacou falta de legitimidade da autora do pedido.
Próximos passos:
- Bolsonaro segue respondendo em liberdade aos processos no STF.
- Caso ainda pode avançar no tribunal, mas sem medidas cautelares por enquanto.
A decisão reforça o entendimento de que, até o momento, não há elementos suficientes para decretar a prisão do ex-presidente, embora as investigações sigam em curso.
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Prefeitura de Assis Brasil realiza palestra sobre alimentação e autismo
Dando início às ações do mês de abril, a Prefeitura de Assis Brasil, por meio da Secretaria Municipal de Educação e da Secretaria Municipal de Saúde, promoveu a palestra “A Importância da Alimentação no Transtorno do Espectro Autista”. O evento contou com a participação dos nutricionistas Camila e Carlos, que compartilharam informações valiosas sobre como a alimentação pode influenciar no bem-estar e desenvolvimento de pessoas com TEA (Transtorno do Espectro Autista).
Durante a palestra, foram abordados temas como a relação entre os hábitos alimentares e o comportamento, dificuldades sensoriais comuns na alimentação de autistas e estratégias para tornar a alimentação mais saudável e acessível. Profissionais da saúde, educadores e familiares participaram ativamente, esclarecendo dúvidas e trocando experiências.
Essa iniciativa faz parte de um conjunto de ações que serão realizadas ao longo do mês, reforçando o compromisso da Prefeitura com a inclusão e o bem-estar da comunidade.
Fique atento à programação e participe! Juntos, podemos construir uma cidade mais acolhedora e acessível para todos.
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