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Amigos fazem memorial em escola para adolescente que morreu após levar golpe de capacete no Acre
Homenagem foi feita na Escola Marilda Gouveia, onde Pedro Henrique Dias, de 13 anos, estudava. Amigos pedem justiça por adolescente.

Memorial foi construído dentro da Escola Marilda Gouveia, onde Pedro Henrique estudava. Foto: Arquivo pessoal
Amigos e familiares de Pedro Pedro Henrique Costa Dias, de 13 anos, que morreu após ser atingido com um golpe de capacete durante uma briga generalizada no último dia 20, construíram um memorial com fotos e homenagens ao adolescente dentro da Escola Estadual Marilda Gouveia, na Baixada da Sobral, em Rio Branco, onde a vítima estudava.
“Fizeram cartazes, decoraram, colocamos a farda dele, escreveram sobre como ele era, deixaram recados. É uma forma de não deixar a memória do meu irmão ser apagada, não fez uma semana do sepultamento. É tudo ainda muito difícil. Terminamos de montar tudo na sexta [27] e no sábado foi inaugurado. Muitos alunos choraram, contou consultora de ótica e irmã de Pedro, Lauana Kethlen.
Pedro Henrique morreu na tarde da última terça (24) no Pronto-Socorro de Rio Branco três dias após ser atingido com um golpe de capacete na cabeça e sofrer traumatismo craniano e morte encefálica.
O crime ocorreu na Travessa Osasco, bairro João Eduardo I, na Baixada da Sobral. A família registrou um boletim de ocorrência na Delegacia de Atendimento à Criança e ao Adolescente Vítima (Decav).
A briga começou quando o irmão de Pedro Henrique, João Victor Costa Andrade, de 18 anos, foi até a casa do ex-padrasto e pai de criação pedir dinheiro para comprar gás para a mãe deles. Os dois começaram a discutir e entraram amigos do ex-padrasto, outros parentes e conhecidos na confusão.
Segundo Lauana, os suspeitos agrediram João Victor, a mãe e uma irmã dela, e Pedro Henrique. O suspeito de agredir o adolescente já foi identificado, mas está foragido.
O crime deixou os moradores da região da Baixada revoltados. A morte do adolescente gerou uma série de homenagens nas redes socais e a criação da hashtag #justiçaporpedrohenrique. O movimento, formado por amigos, familiares, conhecidos e colegas, também prega cartazes com um pedido de justiça pelo adolescente.
“A diretora falou que o Pedro era um aluno muito bom, que vai ser difícil apagar da memória. Vamos pregar cartazes pelo bairro, a escola, inclusive, é muito próxima de onde aconteceu. Querem chamar a atenção, queremos que tenha repercussão e que a justiça seja feita. Não pode ficar no esquecimento”, lamentou.
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Três homens vão a júri por assassinato de membro de facção atraído por perfil falso em Rio Branco
O Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) pronunciou, em publicação do diário oficial desta segunda-feira (30), três homens acusados do homicídio qualificado de uma vítima que tentava migrar de facção criminosa em Rio Branco. A decisão foi da Câmara Criminal, que deu provimento ao recurso do Ministério Público e reverteu a decisão decretada pelo juízo de primeiro grau.
Os pronunciados são Jadeson Silva do Nascimento, Darcifran de Moraes Eduíno Júnior e Francivaldo Barrozo de Chaves, conhecido pelo apelido de “abacate”. Os três vão a julgamento perante o Tribunal do Júri.
De acordo com os autos, a vítima foi atraída por meio de um perfil falso criado em rede social por uma testemunha identificada como Bruna Apurinã. A vítima manifestou interesse em deixar a facção à qual pertencia e ingressar em grupo rival. As informações foram repassadas ao grupo criminoso, que determinou a execução.
Segundo depoimentos colhidos durante a investigação, o corréu Mateus confirmou que a testemunha Bruna enganou a vítima por mensagens e que a ordem para a execução partiu de um membro da organização. O armamento usado no crime também teria sido fornecido por Francivaldo.
A desembargadora Denise Bonfim, aplicou o princípio do “in dubio pro societate”, segundo o qual, na fase de pronúncia, a dúvida deve ser resolvida em favor da sociedade e não do réu. Para o colegiado, há provas de materialidade e indícios suficientes de autoria para submeter os acusados ao julgamento pelo júri popular.
Jadeson e Darcifran foram indicados por homicídio qualificado e integração a organização criminosa. Francivaldo responde por homicídio qualificado.
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TJAC reduz pena de condenado por tentativa de feminicídio no Acre
Réu teve pena diminuída para 16 anos e 4 meses após revisão parcial da dosimetria pela Câmara Criminal
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Justiça mantém decisão que obriga Estado a melhorar estrutura do BPA em Cruzeiro do Sul
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