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Alysson Bestene: “As coisas estão no controle, mas nos preparamos para o pior cenário”
O secretário de saúde do Acre, Alysson Bestene, afirma categoricamente que o governo se preparou para o pior cenário possível diante da ameaça do novo coronavírus, razão pela qual não há nenhuma histeria governamental diante de cada boletim em que o número de infectados aumenta, como no caso dessa quinta-feira (25) quando subiu de 21 para 23 o número de casos.
Na sala de gerência de enfrentamento à pandemia, no quinto andar do prédio onde funcionou o extinto Banacre, centro de Rio Branco, Alysson recebeu ContilNet e Blog do Evandro Cordeiro com a fidalguia de sempre para falar sobre o drama mundial, tudo como manda o protocolo, todos com máscaras e asseados por álcool em gel.
Quanto a situação do governo ante a pandemia , o secretário tem notícia boa. Disse que o sistema de saúde está azeitado, pronto para a mais pessimista situação, pelo menos para uma situação inusitada, como essa pandemia. “Nós nos preparamos para o pior cenário, que Deus nos livre aconteça. Estamos preparados, sempre seguindo as principais orientações da saúde nacional, do gabinete de crise do nosso ministro. O Acre tem cumprido todas as regras do confronto a esse vírus”, disse.
Além das 58 UITs que o Estado já dispõe, estão sendo alugadas mais 20, e outras 20 do hospital Santa Juliana. A UPA do segundo distrito está preparada como base, também. Para Cruzeiro do Sul o governo adquiriu mais 10 UTIs. De forma que, segundo Alysson, não há motivo para nenhuma preocupação caso a doença insista em alcançar acreanos.
Alysson Bestene revela a existência de sincronia entre a equipe do Estado, assim como com as secretarias municipais de saúde. A comunicação tem prevalecido, para o bem do combate ao vírus. Ele elogia a todos, mas abre um parêntesis para a prefeita de Rio Branco, Socorro Neri (PSB), e chama a atenção para um detalhe interessante em meio ao caos: o fato de ninguém estar pensado em política nesse momento. “Agradeço todo apoio que a prefeita Socorro Neri vem dispensando no combate ao vírus, desde o primeiro momento em que ele foi descoberto em nosso estado”, declara.
A orientação do governador é brigar contra o vírus, segundo Alysson, que anuncia também medidas já tomadas em relação aos acessos à capital. 50% já está restrito. Só cruzam as estradas municipais pessoas que atuam nos serviços essenciais. “O importante é terminar todo mundo bem no final”, diz o otimista secretário.
Por fim, o secretário de Saúde comemora um fato de muita relevância em meio a crise: todos os leitos disponíveis pela rede estadual estão vazios. Até agora só uma vítima do coronavírus foi atendida com internação, o fundador da Cooperacre, Manoel da Gameleira, que já está bem perto de anunciar a cura. A advogada Isabela Fernandes, primeira vítima conhecida no Acre, e que ainda está na UTI, foi atendida pela rede privada de saúde, e segundo Alysson, já apresenta melhora.
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MP investiga licitação de mais de R$ 1 bilhão do transporte coletivo de Rio Branco
A abertura do procedimento foi determinada pelo procurador-geral de Justiça, Oswaldo D’Albuquerque Lima Neto, que encaminhou o caso à 2ª Promotoria de Justiça Especializada de Defesa do Patrimônio Público
A licitação do transporte coletivo urbano de Rio Branco, estimada em mais de R$ 1 bilhão, passou a ser alvo de investigação do Ministério Público do Estado do Acre (MPAC). A apuração foi instaurada após denúncia que questiona a legalidade e a estrutura do processo.
O procedimento tem como base o Edital de Concorrência nº 005/2026 e foi aberto a partir de representação apresentada pelo vereador Eber Machado, que aponta possíveis irregularidades na condução do certame.
Entre os principais questionamentos estão falhas na fase interna da licitação, como ausência de responsáveis técnicos identificados e inexistência de Anotação de Responsabilidade Técnica (ART/RRT), além de possíveis descumprimentos da legislação.
O documento também aponta fragilidades no Estudo Técnico Preliminar, com a manutenção de um modelo considerado ultrapassado para o sistema de transporte público da capital.
Possíveis falhas e questionamentos
A representação levanta ainda suspeitas de restrição à competitividade, com a possibilidade de favorecimento à atual concessionária, além de inconsistências na modelagem econômico-financeira.
Entre os pontos citados estão o uso de dados considerados desatualizados, omissão de custos relevantes e falta de clareza na definição da tarifa.
Segundo o autor da denúncia, essas falhas podem gerar prejuízos aos cofres públicos, com risco de desequilíbrio no contrato e necessidade de subsídios sem previsão clara de custeio.
Investigação
A abertura do procedimento foi determinada pelo procurador-geral de Justiça, Oswaldo D’Albuquerque Lima Neto, que encaminhou o caso à 2ª Promotoria de Justiça Especializada de Defesa do Patrimônio Público.
A promotoria ficará responsável por analisar o caso e definir eventuais medidas, que podem incluir ações cautelares ou até a suspensão da licitação.
O Ministério Público destacou que a apuração é preliminar e não representa conclusão sobre a existência de irregularidades, tendo como objetivo a análise técnica e jurídica das informações apresentadas.
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Campanha de vacinação contra a gripe já começou no Acre; público-alvo deve procurar unidades de saúde
Estratégia do Ministério da Saúde visa reduzir complicações e internações por influenza
O Ministério da Saúde iniciou na última sexta-feira (27) a Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza em todo o país. No Acre, as unidades de saúde já estão preparadas para receber o público-alvo, com o objetivo de reduzir complicações, internações e mortalidade decorrentes da gripe.
Podem se vacinar:
- Crianças de 6 meses a menores de 6 anos;
- Gestantes e puérperas;
- Povos indígenas e comunidades tradicionais;
- Trabalhadores da saúde;
- Idosos com 60 anos ou mais;
- Professores das redes públicas e privadas;
- Pessoas com doenças crônicas não transmissíveis ou condições clínicas especiais.
A vacinação é a forma mais eficaz de prevenir casos graves da doença e diminuir a pressão sobre o sistema de saúde durante o período de maior circulação viral.
Sinais de alerta:
A população deve ficar atenta a sintomas graves, como febre persistente, falta de ar, dor no peito ou queda na saturação de oxigênio. Nesses casos, a orientação é buscar atendimento médico imediato nas unidades de saúde ou pronto-atendimento.

A estratégia busca reduzir complicações, internações e a mortalidade decorrentes das infecções pelo vírus da gripe. No Acre, as unidades de saúde já estão preparadas para receber o público-alvo. Foto: captada
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Acre entra em nível de alerta para SRAG em meio ao avanço da influenza A no Brasil
Estado integra lista de 22 unidades federativas com risco elevado; campanha de vacinação contra a gripe começa neste sábado
O Acre está entre os estados em nível de alerta para Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), segundo o mais recente boletim InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz. O alerta ocorre em meio ao aumento de casos de SRAG associados ao vírus influenza A em diversas regiões do país.
Embora o Acre não figure entre os estados com crescimento direto de casos de influenza A, o estado integra a lista de 22 unidades federativas com nível de atividade considerado de alerta, risco ou alto risco nas últimas semanas. O aumento de hospitalizações por vírus respiratórios, como influenza A, rinovírus e vírus sincicial respiratório (VSR), tem sido registrado principalmente nas regiões Norte, Nordeste e Sudeste, com maior impacto entre crianças e adolescentes.
A vacinação contra a gripe é uma das principais medidas para conter o avanço da doença, especialmente entre grupos prioritários, como idosos, pessoas com baixa imunidade e crianças. O uso de máscaras em ambientes fechados e com aglomeração também é recomendado, sobretudo para indivíduos com sintomas gripais.
A campanha nacional de vacinação começa neste sábado (28) em grande parte do país, incluindo Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste. A imunização gratuita pelo Sistema Único de Saúde protege contra os principais vírus em circulação, como influenza A (H1N1 e H3N2) e influenza B.
Devem se vacinar crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes, idosos a partir de 60 anos, além de outros grupos vulneráveis, como profissionais da saúde e da educação, pessoas com comorbidades, povos indígenas e população em situação de rua.
Nos últimos 28 dias epidemiológicos, a influenza A respondeu por 27,8% dos casos positivos de SRAG no país, enquanto o rinovírus lidera com 45%. Entre os óbitos, a influenza A foi responsável por 35,9% das mortes registradas, segundo dados atualizados até 21 de março.

Devem procurar as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes e idosos a partir de 60 anos. Foto: captada

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