Os 60 anos de ensino superior no Acre e os 50 anos de federalização da Universidade Federal do Acre (Ufac), foram homenageados em sessão solene realizada nesta sexta-feira (05) na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac). A solenidade, fruto de requerimento da mesa diretora da Casa, contou com a presença do governador Gladson Cameli (Progressistas), da reitora Guida Aquino e representantes de todos os seguimentos da instituição de ensino superior, além dos deputados Luiz Gonzaga (PSDB), Adailton Cruz (PSB), Edvaldo Magalhães (PC do B) e Eduardo Ribeiro (PSD). Ao abrir a sessão, o presidente do Poder Legislativo, deputado Luiz Gonzaga (PSDB) enalteceu a Instituição homenageada e todos que já fizeram e fazem parte dela: “É com profunda honra que damos as boas-vindas a todos nesta sessão solene, que tem como objetivo homenagear os 60 anos de ensino superior no Acre e também os 50 anos de federalização da Universidade Federal do Acre. São detalhes marcantes da evolução institucional do ensino superior na Amazônia Ocidental”, destacou. O parlamentar seguiu dizendo: “A história da Ufac é de lutas e vitórias, fruto do idealismo e do trabalho incansável de educadores, de políticos e de idealistas, como o saudoso governador e senador Jorge Kalume, que muito contribuiu com seu entusiasmo e trabalho parlamentar para que o sonho se tornasse realidade”, lembrou.
Representando os acadêmicos, o coordenador de organização do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Ufac, Maike Araújo, expressou gratidão pela oportunidade e saudou os presentes, destacando a importância da universidade para o desenvolvimento do Estado. Ele pediu apoio aos parlamentares da Alea para defender o bônus regional para garantir o acesso à educação superior aos estudantes locais. A professa doutora, Letícia Mamed, presidente da Associação de Docentes da Ufac (Adufac) lembrou das dificuldades enfrentadas pela instituição e conclamou à “reconexão” com os povos e ao serviço à comunidade para que a Ufac cumpra seu papel de fomentadora do desenvolvimento.
Reitora reconhece importância da Aleac para o fortalecimento da Ufac A reitora da Ufac, Guida Aquino, reconheceu a importância da articulação entre as instituições públicas, em especial da universidade com a Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), para o desenvolvimento da sociedade e fortalecimento socioeconômico do estado. “Eu só tenho a agradecer comunidade acadêmica e em especial hoje a Assembleia Legislativa, na pessoa do presidente da Assembleia, Luiz Gonzaga, que estão nos brindando com essa sessão solene, em alusão a esse nosso aniversário. A política está em todos os lugares e a universidade não está fora desse contexto. Nós precisamos dos políticos. Para além dos recursos do MEC [Ministério da Educação], precisamos de emendas parlamentares, que é como temos muita coisa na universidade e os parlamentares estaduais têm contribuído fortemente com a nossa universidade, com os projetos de extensão, com os projetos de pesquisa e essa relação sempre foi, sempre será importante para que fortaleça a nossa universidade federal”, disse a reitora. Guida Aquino destacou também que com o apoio do Parlamento a universidade tem contribuído para o desenvolvimento do estado. “Sem dúvida, sem uma universidade um estado não se desenvolve, um país não se desenvolve, a educação é que transforma e a Ufac tem transformado vidas e vai continuar com certeza fazendo ensino, pesquisa, extensão e inovação com muita qualidade, gratuita e inclusiva como sempre foi”, concluiu.
Gladson Cameli agradece pela oportunidade e parabeniza Aleac pela iniciativa Durante a solenidade em comemoração aos 50 anos da Universidade Federal do Acre (UFAC), o governador Gladson Cameli expressou sua gratidão a Deus pela oportunidade de participar desse momento especial. Em seu discurso, destacou a importância da união e do diálogo na superação dos desafios enfrentados pela instituição e pela sociedade. Cameli ressaltou o compromisso com a democracia e a liberdade de expressão, além de reconhecer publicamente o trabalho incansável da reitora da Ufac e sua equipe na construção do Hospital Universitário. O governador enfatizou que a Ufac é um patrimônio do Acre e elogiou o empenho de todos os envolvidos em seu desenvolvimento.
“Gostaria de expressar minha gratidão a Deus por esta oportunidade de celebrar os 50 anos da UFAC. É fundamental que trabalhemos unidos e mantenhamos o diálogo constante para enfrentar os desafios que temos pela frente. Valorizo muito a democracia e a liberdade de expressão, e reconheço o extraordinário trabalho da reitora da UFAC e sua equipe na construção do Hospital Universitário. A Ufac é um patrimônio do Acre, e todos os envolvidos em seu desenvolvimento merecem nosso reconhecimento e apoio.”, pontuou.
Por unanimidade, Corte considerou inconstitucional dispositivo que concedia título definitivo de terras após dez anos de ocupação; decisão atinge cinco unidades de conservação e reacende debate ambiental na Amazônia
A Constituição proíbe a aquisição de bens públicos por usucapião. Para o relator, a regra criada pelo Acre instituía mecanismo semelhante à aquisição originária da propriedade com base na posse prolongada
O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que não é possível transformar áreas de florestas públicas do Acre em propriedade privada após dez anos de ocupação ou concessão de uso. Por unanimidade, os ministros derrubaram um trecho da lei estadual que abria caminho para a titulação definitiva de áreas localizadas dentro de florestas públicas estaduais.
Para a Corte, a norma contrariava a Constituição ao criar uma espécie de regularização que resultava, na prática, na privatização de terras públicas inseridas em áreas protegidas. O entendimento reforça que florestas públicas só podem ter sua destinação alterada mediante critérios rigorosos e legislação específica.
O ministro Nunes Marques também afirmou que a medida viola o artigo 225 da Constituição, que garante o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. Para ele, a desafetação automática com base apenas no decurso de prazo, sem estudos técnicos prévios e sem avaliação dos impactos ambientais, representa redução do nível de proteção ambiental.
O voto do relator invoca o princípio da vedação ao retrocesso ambiental, segundo o qual o legislador não pode enfraquecer conquistas já consolidadas na tutela do meio ambiente.
Outro fundamento apontado foi a ofensa ao regime jurídico dos bens públicos. A alienação de imóveis públicos, destacou o ministro, exige autorização legislativa específica e, em regra, licitação, conforme as normas gerais federais. Além disso, a Constituição proíbe a aquisição de bens públicos por usucapião. Para o relator, a regra criada pelo Acre instituía mecanismo semelhante à aquisição originária da propriedade com base na posse prolongada, o que é vedado pelas normas federais.
Florestas Atingidas e Mecanismo Anulado
A decisão impede a titulação definitiva de terrenos em cinco Florestas Estaduais (FES) do Acre:
FES do Rio Gregório
FES do Rio Liberdade
FES do Mogno
FES do Antimary
FES do Afluente do Complexo do Seringal Jurupari
A regra agora anulada, que alterava a Lei Estadual nº 1.787/2006, permitia que produtores de agricultura familiar ou extrativistas recebessem o título definitivo da área após dez anos de uso ou posse. Com o registro em cartório, a área seria automaticamente retirada da condição de floresta pública.
A Floresta Estadual do Antimary foi criada em 7 de fevereiro de 1997 com uma área total de 57.629,00 hectares, entre os municípios de Bujari e Sena Madureira. Foto: captada
Ação e Argumentos
A ação que levou à decisão foi movida pelo Conselho Nacional das Populações Extrativistas, que argumentou que a medida representava risco ao meio ambiente e afrontava regras constitucionais sobre terras públicas. A Procuradoria-Geral da República (PGR) também questionou a lei, classificando-a como uma forma de “privatizar” áreas de domínio público dentro das Florestas Estaduais.
O ministro relator, Nunes Marques, fundamentou seu voto em três pilares principais:
Violação de normas gerais da União: A norma estadual contrariava a Lei do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC) e a Lei de Gestão de Florestas Públicas, que determinam que florestas públicas devem permanecer sob domínio público, admitindo-se concessão de uso, mas não a transferência da propriedade a particulares.
Princípio da vedação ao retrocesso ambiental: A desafetação automática da área, sem estudos técnicos prévios e avaliação de impactos ambientais, representou uma redução do nível de proteção ambiental, ferindo o artigo 225 da Constituição.
Ofensa ao regime jurídico dos bens públicos: A alienação de imóveis públicos, como no caso, exigiria autorização legislativa específica e licitação. A regra criada pelo Acre foi considerada similar à aquisição de terras públicas por usucapião, o que é proibido pela Constituição.
Consequências
Com a decisão, o Estado do Acre não pode mais conceder títulos definitivos com base no dispositivo anulado, nem retirar essas áreas do regime de floresta pública.
É importante notar que, após a aprovação da lei estadual em 2024, as florestas estaduais do Acre apresentaram um aumento expressivo nas taxas de desmatamento. Dados do Imazon de agosto de 2025 mostraram que a FES do Rio Gregório, a FES do Mogno e a FES do Rio Liberdade estiveram entre as 10 unidades de conservação mais desmatadas naquele mês.
A FES do Rio Gregório, por exemplo, perdeu uma área equivalente a 200 campos de futebol. O julgamento do STF, realizado em sessão virtual entre 13 e 24 de fevereiro de 2026, encerra essa possibilidade legal e reacende o debate entre preservação ambiental e regularização fundiária na Amazônia acreana.
Ramal de acesso aos moradores da Unidade de Gestão Ambiental Integrada (Ugai), da floresta do Antimary, em Sena Madureira. Foto: captada
A Prefeitura de Rio Branco, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, deu posse na manhã desta segunda-feira (2), aos novos conselheiros municipais dos Direitos das Mulheres, que atuarão no triênio 2026/2029. A solenidade foi realizada na Casa Rosa Mulher, localizada no Segundo Distrito da capital.
Prefeitura de Rio Branco dá posse aos novos conselheiros municipais dos Direitos das Mulheres. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
O prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom reforçou o compromisso de sua gestão com o fortalecimento das políticas públicas para as mulheres, destacando que o respeito a elas deve ser uma prática constante, e não apenas uma prioridade no mês de março.
Prefeito Tião Bocalom reforça compromisso de sua gestão com o fortalecimento das políticas públicas para as mulheres. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
“O que queremos demonstrar é que o respeito pela mulher é algo permanente e vamos continuar com essa valorização em todas as esferas da nossa gestão”, afirmou o prefeito.
O gestor ainda elogiou o papel das mulheres na sociedade, ressaltando sua atuação em áreas como transporte e construção civil, que tradicionalmente eram dominadas por homens.
O prefeito ainda elogiou o papel das mulheres na sociedade, ressaltando sua atuação em muitas áreas profissionais. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
“Hoje, as mulheres desempenham funções que antes eram exclusivas dos homens, como motoristas de ônibus e caminhão, e até na construção civil, como pintoras. Elas são guerreiras e merecem ser reconhecidas”, frisou.
Suelen Araújo, diretora de Direitos Humanos, destacou a importância do conselho, especialmente no combate à violência contra a mulher.
Suelen Araújo mencionou que as 14 novas conselheiras representam diversos órgãos, secretarias e a sociedade civil. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
“O conselho tem como função garantir a segurança e dignidade das vítimas, assegurando que os casos de violação sejam denunciados e encaminhados aos órgãos competentes”, afirmou Suelen, acrescentando que fazia mais de cinco anos que o cargo de conselheiras não era preenchido. Ela também mencionou que as 14 novas conselheiras representam diversos órgãos, secretarias e a sociedade civil.
A vereadora Lucilene Vale, presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal de Rio Branco, enfatizou a crescente preocupação com a violência contra a mulher no estado.
“A violência contra a mulher é uma luta de todos. Temos discutido muito isso na Câmara, com projetos e apoio às mulheres violentadas”, afirmou a vereadora. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
“A violência contra a mulher é uma luta de todos. Temos discutido muito isso na Câmara, com projetos e apoio às mulheres violentadas. A cada dia, a violência só aumenta, e é uma grande preocupação para a nossa comunidade e as autoridades”, afirmou a vereadora.
Durante o mês de março, a Prefeitura de Rio Branco realizará uma série de homenagens e ações voltadas para as mulheres. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
Durante todo o mês de março, a Prefeitura de Rio Branco, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, realizará uma série de homenagens e ações voltadas para as mulheres, com encontros, debates e fóruns que tratarão de temas como igualdade de direitos e enfrentamento à violência. A programação busca destacar as trajetórias das mulheres, fortalecer as políticas públicas voltadas para elas e ampliar o diálogo sobre seus direitos.
A Câmara dos Deputadosaprovou, nesta segunda-feira (2/3), o requerimento de urgência de um projeto de lei que autoriza a venda de medicamentos em supermercados. A proposta pode agora ser analisada diretamente no plenário, sem passar por comissões temáticas.
A proposta determina que varejistas interessados em vender os remédios deverão instalar um espaço específico, semelhante a um quiosque de farmácia, dentro de seus estabelecimentos. Pelo texto, a venda deverá ser feita obrigatoriamente sob a responsabilidade de um farmacêutico.
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