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Agosto é marcado por violência contra crianças e adolescentes no Rio
Balas perdidas, ações policiais e feminicídio foram as causas

Operação da PF apreende grande quantidade de maconha e armas, no Paraná. Foto: PF/Divulgação
Ao menos oito crianças e adolescentes foram baleados na região metropolitana do Rio de Janeiro, segundo relatório mensal do Instituto Fogo Cruzado, divulgado nesta terça-feira (5). Entre as vítimas, seis morreram (uma criança e cinco adolescentes) e duas ficaram feridas (uma criança e um adolescente). O número é superior ao registrado no mesmo período de 2022, quando quatro adolescentes foram mortos e uma criança e dois adolescentes ficaram feridos.

Entre as oito vítimas, quatro foram atingidas durante ações ou operações policiais, como Thiago Menezes Flausino, de 13 anos, morto a tiros na Cidade de Deus, na zona oeste do Rio, no dia 7 de agosto. A Corregedoria da Polícia Militar indiciou os policiais que estavam no local por haver indícios de que eles plantaram uma arma, usaram um carro descaracterizado e drones que não fazem parte da corporação. Nenhum dos policiais do Choque que atuou na ação usava câmeras nas fardas, o que poderia ajudar a identificar de onde partiu o tiro que atingiu e matou Thiago.
No dia 12, durante uma abordagem policial, Wendell Eduardo, de 17 anos, que estava na garupa de uma moto, foi morto a tiros. Depois dessa morte, moradores de uma localidade do Dendê conhecida como Cova da Onça começaram uma manifestação, que segundo testemunhas, foi reprimida a tiros por policiais militares. Um desses tiros da PM atingiu no peito a menina Eloáh Passos, de 5 anos, que brincava no quarto.
Entre as seis vítimas do mês, a adolescente Kamily Gimenes Silva, de 14 anos, foi morta a tiros após o ex-cunhado tentar matar sua irmã no morro do São João, no Engenho Novo, zona norte do Rio, no dia 14.
Uma semana depois, no dia 21, Bryan Santos, de 16 anos, voltava da escola quando foi morto por uma bala perdida ao tentar proteger a amiga de um tiroteio no Apollo III, em São Gonçalo.
“Oito crianças e adolescentes foram baleados em agosto. Isso é mais de uma vítima por semana. Em nenhum lugar do mundo é normal que tantas crianças e adolescentes sejam mortos nessa frequência. E também não pode ser tratado como normal que essa quantidade de mortes não choque a sociedade a ponto de o poder público ser cobrado por mudanças profundas. É inacreditável que esses números existam e que não tenhamos nenhuma política de segurança que funcione como resposta a eles. Parece que ninguém se importa. Quantas mortes precisamos ter para que algo seja feito?”, questionou, em nota, Maria Isabel Couto, diretora de Dados e Transparência do Instituto Fogo Cruzado.
Durante o mês de agosto, 155 tiroteios e disparos de arma de fogo ocorreram na região metropolitana do Rio de Janeiro, segundo o relatório. O número indica para uma queda de 54% nos tiroteios em comparação com agosto de 2022, que acumulou 338 registros.
Dos 155 tiroteios mapeados no mês, 24,5% deles (38) ocorreram durante ações e operações policiais. Em agosto de 2022, dos 338 tiroteios mapeados, 37% (124) se deram nessas circunstâncias. Tiroteios em ações e operações tiveram queda de 69% entre agosto de 2022 e agosto deste ano.
Ao menos 119 pessoas foram baleadas na região metropolitana do Rio em agosto: 65 morreram e 54 ficaram feridas. Em comparação com agosto de 2022, que acumulou 196 baleados, sendo que 83 morreram e 103 ficaram feridos, neste ano o mês de agosto apresentou queda de 22% nos mortos e 52% nos feridos.
Dos 119 baleados ao longo de agosto, 51 deles (43%) foram atingidos em tiroteios em ações e operações policiais: 23 morreram e 28 ficaram feridos. Em 2022, nesse mesmo período, dos 196 baleados, 149 deles (76%) foram atingidos em ações e operações: 55 morreram e 94 ficaram feridos.
Agosto teve queda de 28% nos tiroteios, de 2% no número de mortos e de 36% na quantidade de feridos em comparação com o mês de julho, que acumulou 215 tiroteios, 66 mortos e 84 feridos.
Perfil da violência armada
Cinco pessoas foram baleadas durante roubos e tentativas de roubo: duas morreram e três ficaram feridas. Em agosto de 2022, 19 pessoas foram baleadas durante roubos e tentativas de roubo: 10 morreram e nove ficaram feridas.
Três idosos foram baleados no Grande Rio em agosto: dois morreram e um ficou ferido. No mesmo período de 2022, quatro idosos foram baleados: três morreram e um ficou ferido.
Sete agentes de segurança foram baleados no Grande Rio: dois morreram (um fora de serviço/de folga e um não teve o status de serviço divulgado) e cinco ficaram feridos (três em serviço e dois fora de serviço/de folga). Em 2022, nesse mesmo período, 15 agentes de segurança foram baleados: seis morreram (dois em serviço, dois fora de serviço/de folga e dois eram aposentados/exonerados) e nove ficaram feridos (seis em serviço, dois fora de serviço/de folga e um era aposentado/exonerado).
Em agosto, houve uma chacina policial na região metropolitana que deixou 10 mortos no total. Em agosto de 2022, houve três chacinas policiais que deixaram 11 mortos no total.
Doze pessoas foram vítimas de balas perdidas no Grande Rio: cinco morreram e sete ficaram feridas. Em agosto de 2022, 10 pessoas foram vítimas de balas perdidas: duas morreram e oito ficaram feridas. Das 12 vítimas de balas perdidas registradas no mês, quatro foram atingidas em ações e operações policiais (duas morreram e duas ficaram feridas). Em agosto de 2022, das 10 vítimas de balas perdidas, seis foram atingidas em ações e operações policiais (uma morreu e cinco ficaram feridas).
Acumulado do ano
Em 2023, entre janeiro e agosto, houve 2.156 tiroteios e disparos de arma de fogo na região metropolitana do Rio, segundo dados do Instituto Fogo Cruzado. Desses, 799 ocorreram durante ações e operações policiais. Ao todo, 1.382 pessoas foram baleadas nesse período, das quais 711 foram mortas e 671 ficaram feridas. Comparado ao mesmo período de 2022 – que concentrou 2.516 tiroteios, sendo 819 em ações/operações policiais, e 1.341 pessoas baleadas, sendo 683 mortos e 658 feridos -, o ano de 2023 apresenta até agora queda de 14% nos tiroteios; o número de tiroteios durante ações/operações policiais teve queda de 2%; o número de mortos teve aumento de 4%; e o número de feridos aumento de 2%.
Edição: Valéria Aguiar
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EUA facilitam produção de petróleo na Venezuela sem China e Rússia
O Departamento de Tesouro dos Estados Unidos (EUA) emitiu nova licença que facilita a exploração de petróleo e gás na Venezuela, mas exclui empresas e pessoas da China, Rússia, Coreia do Norte, Cuba e Irã de participarem dos negócios envolvendo a indústria petroleira do país sul-americano.

A licença representa uma flexibilização do embargo econômico imposto à Venezuela que tem prejudicado a economia do país, dono das maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo.
A medida ocorre pouco mais de um mês após a captura do presidente Nicolas Maduro por Washington durante invasão à Caracas.
A licença autoriza transações para pagamentos, serviços de transporte e logística, de fretamento de embarcações, para obtenção de seguros marítimos e para serviços portuários e de terminais, entre outras.
“O parágrafo (a) também autoriza transações para a manutenção de operações de petróleo ou gás na Venezuela, incluindo a reforma ou o reparo de itens usados para atividades de exploração, desenvolvimento ou produção de petróleo ou gás”, diz a licença do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC).
O mesmo documento proíbe qualquer transação com pessoa ou empresa ligada à Rússia, Irã, Coreia do Norte, Cuba e China, “ou qualquer entidade que seja detida ou controlada, direta ou indiretamente, por ou em joint venture com tais pessoas”.
O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, afirmou nesta quarta-feira (11) que as novas restrições impostas à Rússia e outros países constituem uma discriminação flagrante, e que Moscou planeja pedir esclarecimentos aos EUA.
“Trata-se de uma discriminação flagrante, apesar de a Rússia, a China e o Irã terem investido no setor de petróleo e energia da Venezuela”, afirmou Lavrov, segundo noticiou a agência de notícias Reuters.
A flexibilização do bloqueio econômico ao petróleo venezuelano ocorre após o novo governo interino de Delcy Rodriguez encaminhar uma série de mudanças no país, incluindo uma nova lei do petróleo para facilitar os investimentos estrangeiros, além da apresentação de uma lei de anistia para opositores presos.
O Serviço de Informações de Energia dos EUA disse que a produção de petróleo e gás na Venezuela segue incerta, apesar das exportações do petróleo bruto terem começado a se recuperar em janeiro.
“Grande parte desse petróleo foi encaminhada para terminais de armazenamento no Caribe. Espera-se que a ampliação das licenças concedidas pelos EUA restaure a produção aos níveis pré-bloqueio até meados de 2026”, diz a agência estatal ligada à Casa Branca.
Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA BRASIL - INTERNACIONAL
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Lula e Motta desmarcam reunião para discutir fim do 6 x 1

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), adiaram a reunião prevista para essa quinta-feira (11/2) sobre as Propostas de Emenda à Constituição (PECs) que extinguem a escala 6×1.
A informação foi confirmada ao Metrópoles por Motta e integrantes do Palácio do Planalto. O adiamento se deu por incompatibilidade de agenda, já que o deputado retorna à Paraíba na tarde desta quinta-feira. O encontro será remarcado para após o Carnaval.
O projeto é uma bandeira da campanha de Lula à reeleição.
Após deixar a proposta engavetada por meses, Motta decidiu encaminhar a PEC apresentada em 2024 pela deputada Érika Hilton (PSol-SP) para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), o primeiro passo para discussão das propostas na Casa.
O texto, segundo o paraibano, caminhará conjuntamente a uma proposta mais antiga, de autoria do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG).
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL
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Conselho Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação define ações estratégicas para 2026
A realização do Seminário Estadual do Ecti-AC também integrou a pauta de discussão institucional. As deliberações reforçaram o compromisso com um planejamento estruturado e metas bem definidas

Diretora de Tecnologia da Seict, Priscila Messias destacou que reunião foi decisiva para organizar prioridades, definir responsabilidades e consolidar uma agenda comum voltada ao fortalecimento do Ecti-AC. Foto: captada
O Conselho Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Cecti) realizou na terça-feira, 10, a primeira reunião ordinária do ano. Além de efetuar o planejamento para os próximos meses, o encontro definiu ações estratégicas para 2026 como eventos estruturantes das áreas, calendário de atividades, promoção de programas de fomento à pesquisa e diversas outras iniciativas. O foco é fortalecer a governança do Ecossistema de Ciência, Tecnologia e Inovação do Acre (Ecti-AC) e garantir maior efetividade às políticas públicas para alavancar ainda mais os setores no estado.
Realizada na sede do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), em Rio Branco, a reunião contou com a presença de representantes das secretarias de Estado de Indústria, Ciência e Tecnologia (Seict) e de Administração (Sead), Prefeitura de Rio Branco, Federação das Indústrias (Fieac), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Universidade Federal do Acre (Ufac), Centro Universitário Uninorte, Instituto Federal do Acre (Ifac), Fórum Empresarial de Inovação e Desenvolvimento do Acre e Instituto Mercosul Amazônia (IMA).
Titular da Seict e presidente do Conselho, Assurbanípal Mesquita destacou que foram mapeados eventos a serem desenvolvidos e elaboradas ações de qualificação. “Este encontro avaliou nossa agenda para 2026 e o trabalho de captação de recursos. Temos pautas relevantes para avançar como o Programa Centelha, parcerias com a Finep [Financiadora de Estudos e Projetos] e o desenvolvimento do Parque Tecnológico de Rio Branco. O planejamento representa a união de todas as instituições, que trabalham integradas em prol do desenvolvimento do Acre”, afirmou.
Outros pontos discutidos ao longo do debate foram o evento Amazônia Bio Summit 2026, programas de fomento conduzidos pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Acre (Fapac), criação de grupos de trabalho (GTs) voltados à elaboração do Regimento Interno do Cecti e o início da construção do Plano de Ação de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado. A realização do Seminário Estadual do Ecti-AC também integrou a pauta de discussão institucional. As deliberações reforçaram o compromisso com um planejamento estruturado e metas bem definidas.
O chefe de Inovação do Sebrae no Acre, Jorge Freitas, avaliou a reunião como um momento essencial de integração entre as instituições. “Iniciar o ano com essa articulação fortalece as ações conjuntas e amplia a capacidade de gerar resultados concretos para fazer a ciência, a tecnologia e a inovação prosperarem com força no nosso estado. É por isso que precisamos estar bem articulados e unidos. Essa reunião demonstra a grande maturidade do ecossistema do Acre e reforça a importância de ações coordenadas, construídas de forma conjunta, para termos sucesso”, observou.
Diretora de Tecnologia da Seict, Priscila Messias destacou que reunião foi decisiva para organizar prioridades, definir responsabilidades e consolidar uma agenda comum voltada ao fortalecimento do Ecti-AC. “O alinhamento realizado por todas as instituições envolvidas cria bases mais sólidas para que 2026 seja um ano de execução qualificada e com grandes resultados, que é o nosso grande objetivo desde sempre. Esse é somente o início de muitos trabalhos que faremos na busca de um estado transformado positivamente pela ciência, tecnologia e inovação”, destacou.
O diretor de Inovação da Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia (Proint) da Ufac, Gilberto Lobo, enfatizou a importância de alinhar o planejamento institucional da universidade às ações do Conselho. “Com a estruturação da Pró-Reitoria, em dezembro do ano passado, iniciamos 2026 com atuação exclusiva em inovação na universidade, algo que não existia na nossa realidade até então. Participar ativamente do Conselho permite integrar nossas ações ao planejamento estadual e potencializar os resultados tão esperados para concretizar avanços”, disse.
A pró-reitora de Pesquisa, Inovação e Pós-Graduação (Proinp) do Ifac, Hérika Montilha, destacou que o Cecti é um instrumento fundamental de governança das políticas. “Entendemos que esse processo fortalece o Conselho e garante maior efetividade às decisões tomadas de forma integrada. O Ifac coloca sua estrutura técnica e acadêmica à disposição para qualificar esse debate, assegurando que as ações estejam alinhadas às demandas reais do território. Nosso compromisso é atuar de maneira propositiva, com responsabilidade institucional e foco em resultados”, destacou.
Para o chefe-geral da Embrapa Acre, Bruno Pena, a atuação articulada do Conselho é essencial para gerar novos empregos, fortalecer startups e impulsionar a inovação industrial. “O desenvolvimento socioeconômico do nosso estado com base nessas três áreas depende muito de uma atuação forte e integrada do Conselho. Os eventos previstos, aliados a uma série de outras iniciativas que serão executadas até dezembro, serão estratégicos para divulgar tecnologias, gerar novos negócios, atrair investimentos e demonstrar o potencial inovador do Acre”, avaliou.

Planejamento definiu ações ao longo do ano para as áreas. Foto: Emely Azevedo/Seict


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