Acre
Agentes frustram tentativa de fuga na FOC
Só nos últimos seis meses, de acordo com a Associação dos Agentes Penitenciários do Acre, fugiram pouco mais de 60 presos sendo em poucos casos resgatados e trazidos de volta ao sistema.
Só nos últimos seis meses, de acordo com a Associação dos Agentes Penitenciários do Acre, fugiram pouco mais de 60 presos sendo em poucos casos resgatados e trazidos de volta ao sistema.
A onda de fugas sucessivas parece que se tornou moda no Complexo Penitenciário Francisco de Oliveira Conde (Foc). Só nos últimos seis meses, de acordo com a Associação dos Agentes Penitenciários do Acre, fugiram pouco mais de 60 presos sendo em poucos casos resgatados e trazidos de volta ao sistema.
Na madrugada desta terça-feira (15), há menos de 10 dias da última fuga, outros 12 presos tentaram fugir. Eles usaram a mesma estratégia dos demais: abriram um buraco em uma das celas do pavilhão “D” e ainda chegaram a ter acesso ao terreno do presídio, mas, antes de chegarem a muralha foram contidos pelos agentes penitenciários.
Após o flagrante, todos foram encaminhados à Delegacia de Flagrantes (Defla), e deverão responder por dano ao patrimônio já que não conseguiram lograr êxito na fuga.
O inferno prisional do Acre: degradação humana

Cela superlotada de presos da Unidade Penitenciaria Doutor Francisco D’Oliveira Conde – Rio Branco AC. FOTO: Luiz Silveira/Agência CNJ
Manuel Carlos Montenegro – Agência CNJ de Notícias
Cercados por doze policiais militares da tropa de choque, o conselheiro Rogério Nascimento e a juíza auxiliar da Presidência do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) Maria de Fátima Alves pisaram o corredor central do pavilhão da Unidade de Recolhimento Provisório de Rio Branco às três horas da tarde desta terça-feira (30/5), no auge do calor amazônico.
A sensação era a de adentrar um enorme forno aceso para queimar lixo lentamente. A escuridão impedia avistar o fim do corredor, menos de 100 metros adiante. Predominava o mau cheiro exalado dos restos das marmitas do almoço, especialmente o azedo do feijão. Ao longo de 10 horas, a missão do CNJ verificou in loco as condições de aprisionamento no estado do Acre.
O grupo já vistoriou prisões do Amazonas e de Roraima, para cumprir a determinação da presidente do CNJ e do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, de conhecer de perto, e não por meio de frios relatórios, o sistema carcerário da Região Norte e a escalada de violência deflagrada nos presídios no fim do ano passado.
No fim da tarde de 20 de outubro de 2016, uma tentativa de invasão de um pavilhão com presos do Comando Vermelho por facções inimigas gerou um conflito armado entre presos do Complexo Penitenciário Francisco D’Oliveira Conde que só foi encerrado com a intervenção da tropa de choque. Segundo agentes que estavam de plantão no local, o tiroteio durou entre uma e duas horas. “Pelo tiroteio, parecia que tinham matado 30”, disseram, sob a condição de anonimato. Ao final do conflito, quatro presos foram assassinados à bala. O confronto se deu, no entanto, em sangrentos embates corpo a corpo, à moda das batalhas da Idade Média. Terminou com outras 19 pessoas feridas com armas artesanais, improvisadas com barras de ferro e outros objetos cortantes (estoques).
Desde então, a reação do Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen-AC) foi isolar as lideranças de facções inimigas em uma unidade prisional exclusiva, dotada apenas de celas individuais. Além disso, o Iapen-AC separou os contingentes de grupos rivais em setores diferentes do complexo penitenciário. No maior deles, destinado ao Comando Vermelho, a missão do CNJ se depara com o que pareceria um calabouço de um castelo medieval, não fosse o tom ocre das poucas lâmpadas que iluminam precariamente o corredor central do pavilhão. O conselheiro Rogério Nascimento para diante das celas, observa e escuta. Ao seu lado, a juíza auxiliar da Presidência do CNJ, Maria de Fátima Alves, anota os relatos da população prisional em um caderno.
Cavernas
O trabalho requer atenção e ignorar o asco que a imundície do lugar provoca. Para-se sucessivamente diante das celas. Os presos se aproximam da porta das celas para falar ao CNJ e torna-se impossível não sentir o cheiro de suor masculino e o odor característico do banheiro mal lavado que exala do fundo. Algumas celas não têm lâmpadas e a parca luz exterior que entra pelas janelas é bloqueada no anteparo dos lençóis e toalhas de banho pendurados para secar (em vão, na umidade amazônica) em varais e redes do chão ao teto da cela. Como se vivessem em uma caverna, os presos que falam são mais ouvidos do que propriamente vistos. “Além disso, ouvimos vários relatos de presos reclamando da assistência à saúde nos pavilhões, inclusive em relação a possíveis casos de tuberculose”, disse a juíza auxiliar da Presidência do CNJ, Maria de Fátima Alves.
Ao transitar de uma cela a outra, para atender todos os presos, é preciso desviar de inúmeros objetos de toda sorte quebrados e jogados no corredor. Os homens contam aos representantes do CNJ que foi resultado da vistoria do Exército horas antes. Segundo os agentes, foram apreendidos uma pistola com 44 munições e telefones celulares, instrumentos do domínio violento das facções, dentro da cadeia e nas ruas. “Quanto a apuração dos objetos quebrados, será encaminhado ofício para apuração ao comandado exército, que é competente para apurar”, afirmou a magistrada do CNJ.
35 mil filiados
Enquanto acontecia a operação militar, a 10 quilômetros de distância da prisão, em frente a uma creche do bairro Ayrton Senna, um homem foi executado, segundo suspeita da polícia. Dois homens chegaram em um carro, dispararam sete vezes e, à moda dos terroristas islamistas, gritaram o nome de uma facção criminosa enquanto cometiam o crime. Na semana anterior à chegada do CNJ a Rio Branco, entre quinta-feira (25/5) e sábado (27/5), cinco pessoas foram mortas em execuções decorrentes da guerra entre grupos criminosos, segundo noticiário policial local.
Segundo o ouvidor do sistema de segurança pública do Estado, Valdecir Nicácio, membros desses grupos armados “se gabam dizendo ter 35 mil filiados só na capital, Rio Branco” – no interior, pode haver mais. No início de maio deste ano, a Justiça do Acre condenou M.M.C.B. a cumprir a pena de cinco anos e 10 meses de prisão, e a pagar multa por integrar organização criminosa e portar arma de fogo. Detido em blitz da polícia, o condenado tinha dentro do carro dinheiro e papéis onde anotava a contabilidade do crime, o que comprovou suspeita do Ministério Público de ser o homem tesoureiro de uma facção.
Réus primários e criminosos experientes
Dentro do sistema prisional, a administração tenta evitar novas tragédias com pessoas sob custódia do estado ao concentrar presos de facções rivais em prédios diferentes. Com isso, ignora-se a determinação da Lei de Execuções Penais (Lei n. 7.210/1984) de separar presos condenados daqueles que aguardam julgamento. Assim, em um mesmo pavilhão, convivem presos experientes – alguns têm cargos elevados na hierarquia da facção- com presos que nunca haviam pisado em uma penitenciária antes.
Um condenado de 41 anos relatou ter cumprido cinco anos de sua pena, período durante o qual construiu pias e tanques das celas do presídio, a pedido da direção. Um colega de cela de 29 anos admite ser reincidente, foi preso da última vez acusado de pertencer à facção, o que nega, resposta comum de vários presos, quando perguntados. Em outra cela, com 22 jovens com aparência de quem deixou a adolescência há pouco tempo, a maioria reclama ter cometido crimes de baixo potencial ofensivo, com penas de curta duração, em regime aberto.
No entanto, amargam quatro, cinco, seis meses sem julgamento. “Ao final desse período, eles já estão cooptados para o crime”, afirma o ouvidor do sistema de segurança pública do Estado, Valdecir Nicácio. Para atenuar o problema, a magistrada do CNJ Maria de Fátima Alves afirmou que a “Defensoria Pública será chamada aos presídios para prestar assistência jurídica.
R. F. reclama da morosidade da Justiça. “Estou aqui há quatro meses por causa de uma escopeta velha, amarrada com corda”, diz. Y. R. afirma ter sido preso por receptação e estar há cinco meses preso, sem sequer ter comparecido a audiência diante de um juiz. Alerta para o risco causado pela superlotação da unidade. “Uma hora o pavilhão explode, que nem aconteceu com o Pavilhão K”, diz. O Pavilhão K foi o pavilhão de onde presos saíram na rebelião de outubro, que acarretou a decisão do governo de separar os grupos rivais e isolar as lideranças em uma unidade específica, onde passam o dia e a noite em celas solitárias.
Lideranças isoladas
Separado do Complexo Penitenciário Francisco D’Oliveira Conde, o Presídio Antônio Amaro Alves abriga 74 dos “cabeças” do Comando Vermelho, Primeiro Comando da Capital (PCC), Bonde dos 13 e Ifara, esses dois últimos, agrupamentos acreanos que se aliaram ao PCC. A maioria é do Acre, algumas lideranças vêm de outros estados – alguns presos já frequentaram penitenciárias federais.
As condenações que mantém os homens ali são altas – muitas beiram os 50 anos. O preso mais ilustre do Amaro foi condenado a mais de 100 anos de prisão por homicídio, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. O ex-deputado federal e ex-coronel da Polícia Militar, Hildebrando Pascoal, foi autorizado pela justiça acreana, em fevereiro deste ano, a cumprir prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica, após ficar preso quase 18 anos, desde 1999.
As regras da unidade restringem os presos a uma rotina sem regalias. Não se permitem sequer canetas dentro das celas, para evitar a disseminação de bilhetes entre os internos. Os presos só são autorizados a calçar um único modelo de sandália, flexível e de sola fina, em que não caibam drogas e outros materiais ilícitos. Os internos do Amaro cumprem o Regime Disciplinar Diferenciado (RDD), alteração da Lei de Execuções Penais e do Código de Processo Penal em vigor desde 2003 que torna mais rígido o cumprimento de penas, especialmente para membros de organizações criminosas.
A direção da unidade atribui à estratégia de isolamento dos líderes, implantada em janeiro deste ano, uma redução no poder de comando das facções e maior segurança no complexo prisional. Caiu a força das lideranças e, com isso, a tensão na população carcerária. O número de faltas disciplinares no sistema inteiro. “Ninguém (das outras unidades) quer vir para o RDD. Aqui não temos visita íntima nem televisão, só uma visita semanal da família. Eles têm direito a ter um ventilador na cela, mas, aqui no Acre, ventilador não é regalia”, afirma o diretor da unidade, que não se sente confortável para dizer o nome. Desde que assumiu o posto, em janeiro deste ano, diz ter recebido ameaças de morte, supostamente de membros das facções.
Manuel Carlos Montenegro – Agência CNJ de Notícias
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Acre
Tião Bocalom se despede da prefeitura e anuncia pacote de obras de mais de R$ 50 milhões para Rio Branco
Em evento de prestação de contas, prefeito agradeceu ao vice Alysson Bestene, que assume no sábado (4), e revelou projetos de duplicação, urbanização e novos equipamentos públicos

Um conjunto de obras de infraestrutura e urbanização foi apresentado durante o evento. Foto: captada
Bocalom entrega cargo com balanço de obras e reforço à continuidade da gestão
Ao se despedir da prefeitura de Rio Branco, o prefeito Tião Bocalom fez um agradecimento direto e emocionado ao vice-prefeito Alysson Bestene, que assume o comando do Executivo municipal neste sábado (4). Durante evento de prestação de contas realizado na tarde desta quinta-feira (2), no Afa Jardin, Bocalom destacou a confiança no sucessor e revelou uma conversa que garantiu tranquilidade na transição.
“Ele disse para mim: ‘Bocalom, a gestão continua, não muda nada. Cada um que está no teu lugar vai se manter’. Isso para mim me deixa feliz, porque eu sei que vai continuar cuidando bem do dinheiro público”, afirmou.
Em tom pessoal, o prefeito foi além e expressou gratidão ao aliado. “Obrigado mesmo, Alysson, de coração, filho”, disse, ao reconhecer a parceria construída ao longo da gestão. Bocalom também mencionou que não precisou pedir compromisso ao sucessor. “Esse eu não precisei nem pedir”, declarou, ao reforçar a confiança na continuidade administrativa.
Pacote de obras de infraestrutura e mobilidade
Um conjunto de obras de infraestrutura e urbanização foi apresentado pela Prefeitura de Rio Branco durante o evento. As intervenções, coordenadas pela Secretaria Municipal de Infraestrutura e Mobilidade Urbana (Seinfra), devem ser executadas após a assinatura do Termo de Compromisso que marca a transição administrativa.
Entre os principais projetos:
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Urbanização e duplicação da Estrada Raimundo Irineu Serra (Defesa Civil): 600 metros de extensão, para melhorar o tráfego na região.
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Urbanização da Rua Valdomiro Lopes: 1.520 metros, com área de lazer, ciclovia e estacionamento – investimento estimado de R$ 9 milhões.
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Estrada Parque: ligação entre os bairros Joafra e Defesa Civil, com 1.700 metros de pista, ponte de 190 metros e rotatória – R$ 31 milhões.
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Duplicação e urbanização da Estrada Alberto Torres: trecho de 1.000 metros – R$ 12 milhões.

As obras e iniciativas integram o planejamento apresentado pela gestão durante o balanço administrativo
Novos equipamentos públicos
O pacote inclui ainda a reforma e ampliação do Centro do Idoso Cosme Morais (Calafate), com 422,58 m²; a implantação de uma Central de Triagem de resíduos sólidos (mais de 6 mil m²) para destinação do lixo urbano; a construção de um abrigo municipal para cães, gatos e equinos (2.367,90 m²); e a nova sede da Secretaria Municipal de Cuidados com a Cidade (SMCCI), na Avenida Sobral, com 3.810,73 m².
Eventos religiosos no calendário oficial
Durante o evento, Tião Bocalom também anunciou a intenção de institucionalizar manifestações religiosas tradicionais no calendário oficial do município, como a Marcha para Jesus e o Círio de Nazaré.
“Sou católico e quero continuar com os princípios cristãos, incluindo o Círio e a Marcha para Jesus, dos irmãos evangélicos. É importante seguirmos com nossos princípios e estes são os nossos”, disse Bocalom. “Alysson será uma continuidade do nosso projeto.”
Mesmo deixando a prefeitura, o prefeito afirmou que seguirá próximo da gestão. “O Alysson vai ter um amigo e parceiro que vai ajudar a cuidar melhor da nossa cidade”, concluiu.

Mesmo deixando a prefeitura, o prefeito afirmou que seguirá próximo da gestão. Foto: captada
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Acre
Prefeito de Epitaciolândia encena mais uma vez assinatura de ordem de serviço para ponte na fronteira
Sérgio Lopes reuniu comissionados e idosos em evento artificial na véspera da desincompatibilização; obra que substituiria ponte metálica de 1986 é aguardada há décadas, mas lançamentos se repetem sem execução

A construção da nova ponte e uma obra aguardada há décadas e que vai substituir a José Augusto de Araújo, conhecida como Ponte Metálica. Foto: captada
Mais um lançamento, mesma promessa: prefeito de Epitaciolândia repete encenação de ponte
O prefeito de Epitaciolândia, Sérgio Lopes (PL), concentrou esforços na noite de quinta-feira (1º de abril) para reunir funcionários comissionados, idosos e participantes do Centro do Idoso do município e, mais uma vez, realizar o lançamento da nova ponte que ligará o município de Brasiléia a Epitaciolândia, na fronteira com Cobija.
Entre lançamentos já realizados para a construção, mais uma ação de assinatura da ordem de serviço para o início da obra entre Brasiléia e Epitaciolândia foi encenada de forma artificial, reunindo políticos, secretários e toda a tropa política na véspera da desincompatibilização, promovendo um momento cultural e religioso na região de fronteira.
A construção da nova ponte é uma obra aguardada há décadas e que vai substituir a ponte José Augusto de Araújo, conhecida como Ponte Metálica, inaugurada em 1986, já considerada insuficiente para o volume de tráfego entre Brasiléia e Epitaciolândia, onde faz parte da BR-317 que corta os dois municípios.

Com mais um lançamento, os idosos do município estiveram presentes para mais uma encenação política. Foto: captada
A nova ponte, no futuro, representaria um avanço importante para a mobilidade urbana e para o desenvolvimento econômico da fronteira, facilitando o escoamento da produção e garantindo mais segurança para a população. No entanto, a repetição de cerimônias sem execução efetiva levanta questionamentos sobre a seriedade dos anúncios e o uso político da obra.

A nova ponte não só aliviará os congestionamentos diários, mas também contribuirá para o futuro sustentável da região
Há anos, prefeito Sérgio Lopes já assinava contrato para ponte na fronteira; obra até agora não saiu do papel
Cerimônia no primeiro mandato de Epitaciolândia contou com recursos da ex-deputada Mara Rocha e prometia atender mais de 50 mil habitantes; prefeito chamou projeto de “sonho realizado”

O contrato para a construção da nova ponte que ligará Epitaciolândia a Brasiléia foi oficialmente assinado, na primeira administrar de Sérgio Lopes. Foto: captada
Assinatura antiga, mesma promessa: ponte entre Epitaciolândia e Brasiléia segue aguardando execução
Em uma das assinaturas do contrato anos atrás, no primeiro mandato do prefeito Sérgio Lopes (PL), o evento foi amplamente comemorado como um marco importante para a infraestrutura na fronteira. O contrato para a construção da nova ponte que ligará os municípios de Epitaciolândia e Brasiléia foi oficialmente assinado, trazendo expectativas de melhorias significativas para o tráfego e o desenvolvimento regional. A cerimônia na época contou com a presença de secretários municipais, vereadores e representantes da empresa vencedora da licitação, marcando o início de um projeto aguardado pela comunidade local.
O sonho da nova ponte de concreto com duas vias, parte financiada por emendas da ex-deputada federal Mara Rocha (União Brasil), prometia transformar a mobilidade entre os municípios e atender a mais de 50 mil habitantes. Na ocasião, Sérgio Lopes afirmou: “Essa obra é mais do que uma construção; ela representa um sonho realizado para nossa região. É uma das obras mais significativas dos últimos tempos, refletindo nossa dedicação ao desenvolvimento e à qualidade de vida da população local.”
Apesar do anúncio e da solenidade, a ponte ainda não foi construída, e a população da fronteira segue aguardando a efetivação da promessa.

Cerimônia no primeiro mandato de Epitaciolândia contou com recursos da ex-deputada Mara Rocha e prometia atender mais de 50 mil habitantes; prefeito chamou projeto de “sonho realizado”. Foto: captada
O projeto que anos atrás já teve início e contava com um investimento de R$ 17.099.528,53 na primeira etapa na época. Teve a presença de Rodrigo Gadelha, representante da empresa ECO Multi Serviços de Manutenção LTDA, que assinou o contrato, o mesmo na época compartilhou sua empolgação com a agilidade da gestão local para iniciar os trabalhos.
“Embora não seja uma obra de grandes proporções, sabemos da importância estratégica que ela representa para facilitar a vida nos dois municípios. Estamos comprometidos em trazer o melhor para esse projeto.” disse Rodrigues no lançamento.

Rodrigo Gadelha, representante da empresa ECO Multi Serviços de Manutenção LTDA, que assinou o contrato na época. Foto: captada
Emenda de R$ 34 milhões para ponte na fronteira será executada pelo Governo do Estado, não pela prefeitura

Reunião entre a bancada do Acre em novembro de 2025 consolidou prioridades e envio de investimento para a construção da nova ponte. Foto: cedida
Recursos garantidos pela bancada federal do Acre para segunda ponte entre Brasiléia e Epitaciolândia serão geridos pelo Executivo estadual; obra atende antiga reivindicação da população do Alto Acre

A ex-presidente do Deracre Sula Ximenes, acompanhada dos projetistas da obra, vistoriou possíveis locais de construção da nova ponte em fevereiro deste ano. Foto: cedida/Deracre
A nova estrutura, que terá mão dupla de tráfego, foi projetada por técnicos da Associação dos Municípios do Acre (Amac) e será executada pelo governo do acre com anuência da prefeituras de Epitaciolândia e Brasiléia.

O montante foi viabilizado por emendas dos senadores Alan Rick e Márcio Bittar, além dos deputados federais Roberto Duarte, Coronel Ulisses, Antônia Lúcia e Eduardo Veloso. Foto: captada
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Acre
Governador Gladson Cameli exonerou seis gestores para disputa eleitoral em 2026
Entre os nomes estão os presidentes do Deracre, Saneacre, FEM e Funtac, além dos secretários de Saúde e de Esporte; substitutos já foram anunciados no Diário Oficial

O governador Gladson Cameli exonerou nesta quinta seis secretários e presidentes de órgãos estaduais
Seis secretários e presidentes de órgãos estaduais deixam governo do Acre para concorrer às eleições
O governador Gladson Cameli exonerou nesta quinta-feira (2) seis secretários e presidentes de órgãos estaduais. As mudanças foram publicadas no Diário Oficial do Estado. Os gestores deixam os cargos para disputar as eleições deste ano.
Ao todo, seis nomes deixaram a linha de frente do governo: Pedro Pascoal – secretário de Estado de Saúde (Sesacre); Ney Amorim – secretário extraordinário de Esporte e Lazer; Sula Ximenes – presidente do Deracre; José Bestene – presidente do Saneacre; Minoru Kinpara – presidente da Fundação Elias Mansour (FEM); e João Paulo Bittar – presidente da Fundação de Tecnologia do Estado do Acre (Funtac).
Substitutos anunciados
Com as exonerações, o governo também anunciou os substitutos que passam a comandar as pastas e órgãos, alguns deles de forma interina:
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Saúde: a secretária adjunta Ana Cristina Moraes da Silva responde interinamente
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Esporte: Artemildon Matos de Brito assume como secretário extraordinário
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Deracre: Roberto Assaf de Oliveira é o novo presidente
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Saneacre: Geovani da Silva Soares assume a presidência
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Fundação Elias Mansour: Matheus Gomes de Sousa assume a presidência
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Funtac: Edson Martins de Siqueira Junior assume a presidência
Prazo eleitoral
As exonerações ocorrem dentro do prazo de desincompatibilização exigido pela legislação eleitoral para que ocupantes de cargos públicos possam disputar as eleições deste ano.

Com as exonerações, o governo também anunciou os substitutos que passam a comandar as pastas e órgãos, alguns deles de forma interina. Foto: captada









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