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Aeroporto de Cruzeiro do Sul vai ficar fechado durante o dia para obras na pista; veja cronograma

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Obras iniciam no próximo dia 26, com previsão de conclusão em setembro deste ano. Deputado questionou cronograma e alertou que medida vai prejudicar aviação regional.

Aeroporto de Cruzeiro do Sul vai ficar fechado durante o dia para obras na pista; veja cronograma — Foto: Onofre Brito/Arquivo pessoal

O aeroporto de Cruzeiro do Sul, na segunda maior cidade do Acre, vai ficar fechado durante o dia a partir de 26 de junho para obras na pista. A informação foi confirmada pela empresa Vinci Airports, que administra o local. (Confira abaixo cronograma)

Conforme a empresa, as obras de infraestrutura estão previstas no contrato de concessão assinado com a Agência Nacional da Aviação Civil (Anac). A previsão é que o serviço seja concluído em cerca de três meses.

“Essas obras têm como objetivo garantir a segurança e a eficiência das operações aeroportuárias, além de melhorar a experiência de viagem dos passageiros, promover o turismo local e impulsionar o crescimento econômico da região. As obras na pista têm previsão de serem concluídas em setembro de 2023, de acordo com o cronograma e prazos apresentados à ANAC considerando as condições climáticas da região, que apresenta menor incidência de chuvas nesse período”, informou a empresa em nota.

A empresa afirmou que as primeiras intervenções vão ser feitas por fases, na pista de pousos e decolagens, onde haverá serviços de manutenção de terraplanagem, melhoria da drenagem, da pavimentação e sinalização, dentre outros.

“As obras foram planejadas considerando o curto período de estiagem e os prazos estabelecidos no contrato de concessão. Foram realizadas reuniões de alinhamento com as operadoras de voos regulares apresentando todas as informações.”

Cronograma de obras

 

Nos horários de obras, o aeroporto vai permanecer fechado:

  • às segundas-feiras, terças-feiras, quintas-feiras, sextas-feiras e sábados: das 08h30 às 17h;
  • às quartas-feiras: das 12h às 18h; e
  • não haverá fechamento do aeroporto aos domingos.

 

“Os horários definidos levam em conta a necessidade de realização das intervenções por, pelo menos, oito horas ininterruptas diariamente, para não comprometer o prazo de conclusão das obras. Também foi considerado possibilitar às companhias aéreas a realização de pousos e decolagens utilizando os períodos de início da manhã e final da tarde. Os voos da GOL não serão afetados. O aeroporto de Cruzeiro do Sul está atuando em conjunto com órgãos públicos e entidades envolvidas e continua à disposição destes para mitigar os impactos das intervenções”, diz a nota.

Ainda conforme a Vinci Airports, a administração do aeroporto está à disposição para dialogar sobre questões e preocupações que possam surgir durante a execução do serviço. “Contamos com o apoio dos membros da comunidade local para que essa fase de melhorias seja bem-sucedida e que, em breve, possamos desfrutar de um aeroporto seguro e moderno, trazendo benefícios duradouros para Cruzeiro do Sul, seus habitantes e visitantes.”

Aviação regional prejudicada

 

Durante sessão na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), o deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB) questionou o cronograma estabelecido pela empresa para a realização das obras no aeroporto. Segundo ele, os horários estabelecidos pela empresa Vinci Airoports para a recuperação é incompatível com os horários dos voos regionais.

“Isso inviabiliza os pousos e decolagens das aeronaves que fazem a aviação regional para municípios como Marechal Thaumaturgo, Porto Walter, Jordão, Tarauacá, e municípios amazonenses, como Eirunepé, Ipixuna e Envira. Se fechar a pista às 8h30 da manhã por vários dias da semana, vai ter a impossibilidade de decolar um único voo. A partir das 17h para receber um pouso, se houver 30 minutos de atraso, o pôr do sol é até 17h48, que é o limite para pouso da aviação regional. Se pousar depois desse horário, paga multa”, frisou o parlamentar.

Magalhães também salientou que a navegação pelos rios fica inviável na região com a chegada do verão.

Contrato de concessão

 

A administração do aeroporto de Cruzeiro do Sul passou a ser da Vinci Airports, por meio de um Contrato de Concessão com duração de 30 anos, assinado com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Em abril de 2021, a empresa arrematou o bloco de sete terminais na região Norte em um leilão do Ministério da Infraestrutura. Desde janeiro do ano passado que a empresa francesa administra o aeroporto da cidade do interior do Acre e da capital, Rio Branco.

A Vanci Airports é uma empresa francesa e uma das maiores operadoras do setor no mundo, que administra aeroportos em países como França, Portugal, Japão e Chile. Para arrematar o bloco de sete aeroportos na região Norte, a empresa fez um lance de R$ 420 milhões no leilão. Esse valor é quase 800% maior que o mínimo exigido.

Cancelamentos e escassez de voos

 

Atualmente, apenas uma companhia aérea opera voos com destino à cidade de Cruzeiro do Sul e em dias alternados, no período noturno. O alto custo das passagens torna o problema ainda mais grave. As reclamações de passageiros sobre cancelamentos e atrasos nos voos na cidade são constantes.

Desde março de 2022, a Gol opera os voos às segundas, terças, quintas e sábados, e apenas à noite. De acordo com a empresa, não há previsão para aumento do quantitativo destas viagens.

Comprada em cima da hora, a passagem pode chegar a R$ 2.189,11, somente a ida. O tempo de voo em Cruzeiro do Sul é de menos de uma hora. O g1 fez uma simulação, com ida e volta, saindo no dia 5 de junho e voltando em 7 de junho. A passagem de ida e volta fica em R$ 3.978,22.

Sobre os preços de passagens aéreas, a empresa alega que o ideal é que o passageiro antecipe a compra para evitar um valor muito alto.

Após repercussão sobre o cancelamento e atrasos de voos no aeroporto de Cruzeiro do Sul, em abril e início de maio, o Procon solicitou explicações à empresa sobre a operacionalização, cancelamentos, quantidade de passageiros afetados e demais informações.

No entanto, segundo o órgão fiscalizador, não foi enviada a documentação requerida por parte da empresa, o que confugira uma infração à legislação de defesa do consumidor. Por isso, resultou na aplicação do auto de infração, que pode ocasionar sanções administrativas, inclusive com a aplicação de multa. Sobre isso, a Gol informou que só vai se posicionar nos autos.

Mais de 20 horas de ônibus

 

Outra maneira de chegar até a cidade é pela BR-364, mas as más condições da estrada maltratam quem precisa dela para se locomover. A viagem que durava entre 8 a 12 horas de ônibus, agora ultrapassa as 20 horas e, dependendo do dia, pode durar as 24 horas. O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) já chegou a informar que não foram garantidos recursos para a estrada no ano passado e, por isso, a situação ficou crítica.

As más condições da rodovia acabam afetando no custo das passagens de ônibus. No ano passado, os preços para viagens intermunicipais sofreram dois ajustes, sendo o último em junho. Conforme a nova tabela, o preço da passagem entre Rio Branco e Cruzeiro do Sul, subiu de R$ 185 para R$ 222.

O ministro dos Transportes, Renan Filho, assinou as ordens de serviço que autorizam a recuperação de trechos em mau estado de conservação na BR-364, no Acre. De acordo com o ministério, 116 quilômetros da rodovia devem ser recuperados e as obras devem chegar a dois lotes da estrada.

Com a assinatura, ficam garantidas as obras entre o rio Gregório e o rio Liberdade (km 620,9 ao km 682,9), no lote 7, e entre o rio Branco e o rio Andirá (km 125 até o km 179), no lote 2, sendo que este último trecho não havia sido incluído no decreto de emergência publicado pelo Dnit em maio.

No total, o Ministério dos Transportes vai destinar R$ 293,3 milhões para aplicar em obras de manutenção e ampliação de capacidade nas rodovias federais que cortam o Acre.

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Bope apreende 37 quilos de skunk, haxixe e ecstasy em casa no bairro Eldorado, em Rio Branco

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Suspeito fugiu ao perceber chegada da polícia; drogas sintéticas têm alto valor de revenda no mercado ilegal

Os agentes acompanharam o suspeito, mas ele conseguiu fugir. Na sacola abandonada já havia parte da droga apreendida. Foto: captada 

O Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) do Acre, por meio da Companhia de Choque, apreendeu uma grande quantidade de drogas na noite desta quinta-feira (12) em uma residência localizada na Rua Rio Branco, no bairro Eldorado, em Rio Branco.

De acordo com informações repassadas pelo comandante do Bope, coronel Russo, a ação foi resultado de um trabalho de inteligência da corporação, que recebeu denúncias e imagens enviadas por moradores da região.

Durante a abordagem, os policiais se aproximaram de uma casa que não possui muro ou cercamento. No momento em que as equipes chegaram ao local, um homem que estava em frente ao imóvel segurando uma sacola percebeu a presença policial, largou o objeto e correu para dentro da residência.

Os agentes acompanharam o suspeito, mas ele conseguiu fugir. Na sacola abandonada já havia parte da droga apreendida.

Droga espalhada pela casa

Dentro da residência, os policiais localizaram mais entorpecentes espalhados em diferentes cômodos do imóvel. Na sala foram encontrados vários tijolos de skunk, enquanto o restante da droga estava guardado dentro de um armário na cozinha.

Ao todo, foram apreendidos:

  • 37 quilos de skunk

  • 890 gramas de haxixe

  • 950 comprimidos de ecstasy

Valor estimado

Segundo informações repassadas à polícia, cada comprimido de ecstasy poderia ser comercializado por cerca de R$ 50 no mercado ilegal. Já o haxixe apreendido tem valor estimado em torno de R$ 3 mil por quilo.

Todo o material foi recolhido e encaminhado à Delegacia de Flagrantes (Defla), onde o caso será investigado. A polícia segue realizando buscas para localizar o suspeito que fugiu no momento da abordagem.

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Chacina do Taquari: Justiça nega recurso e mantém mandante no banco dos réus; comparsa está na lista dos mais procurados do país

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Crime ocorrido em novembro de 2023 deixou seis mortos em Rio Branco; acusados responderão por homicídios qualificados e organização criminosa

Na decisão, o juiz Fábio Alexandre Costa de Farias entendeu que há indícios suficientes de autoria e materialidade para que os réus sejam julgados. Foto: captada 

A Justiça do Acre pronunciou quatro dos seis envolvidos na chacina que matou cinco pessoas no bairro Taquari, em Rio Branco, em novembro de 2023, para julgamento pelo Tribunal do Júri. A decisão, do juiz Fábio Alexandre Costa de Farias, entendeu que há indícios suficientes de autoria e materialidade para que os réus sejam julgados popularmente.

As vítimas da chacina foram Valdei das Graças Batista dos Santos, Adegilson Ferreira da Silva, Luan dos Santos de Oliveira, Sebastião Ytalo Nascimento de Carvalho e Tailan Dias da Silva. José Weverton Nascimento da Rosa, um dos acusados, também ficou ferido na época do crime.

Os quatro réus pronunciados são:

  • Davidesson da Silva Oliveira, vulgo “Escopetinha”

  • Denilson Araújo da Silva, vulgo “Jabá”

  • Tony da Costa Matos, vulgo “Tony Barroca”

  • José Weverton Nascimento da Rosa, vulgo “Raridade”

Penas e qualificações

Segundo a decisão, Davidesson da Silva Oliveira foi pronunciado por dois homicídios qualificados (motivo torpe e recurso que dificultou a defesa das vítimas), além de participação em organização criminosa.

Já Denilson Araújo da Silva, Tony da Costa Matos e José Weverton Nascimento da Rosa foram pronunciados por seis homicídios qualificados cada um, também com agravante de participação em organização criminosa.

Defesa recorre

O advogado Thalles Damasceno, que defende José Weverton Nascimento e Davidesson da Silva Oliveira, confirmou que entrou com recurso contra a pronúncia de seus clientes. Ele também informou que vai pedir a soltura de José Weverton.

“O José Weverton foi atingido por uma bala que ainda não se sabe a origem. Levou um tiro próximo de onde ocorreu o fato [crime], é uma das pessoas que estava fazendo a contenção. Ele ia para a casa da ex-namorada, passou perto da casa onde estava tendo o tiroteio e foi baleado. Estou entrando com um habeas corpus para revogar essa prisão dele”, explicou o advogado.

Denilson Araújo da Silva e Tony da Costa Matos são defendidos pela Defensoria Pública do Estado (DPE-AC), que não costuma se manifestar sobre processos em andamento.

Ronivaldo da Silva Gomes, vulgo “Roni”, tive o processo desmembrado. Ronivaldo está foragido e chegou a ser incluído na lista vermelha dos criminosos mais procurados do Brasil. Foto: captada 

Casos desmembrados e foragido

Wellington Costa Batista, vulgo “Nego Bala”, apontado como mandante da chacina, e Ronivaldo da Silva Gomes, vulgo “Roni”, tiveram os processos desmembrados. Ronivaldo está foragido e chegou a ser incluído na lista vermelha dos criminosos mais procurados do Brasil, divulgada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública.

De acordo com a lista nacional de foragidos, Ronivaldo é apontado como envolvido na Chacina do Taquari e acumula condenações por roubo que somam mais de 30 anos de prisão.

Wellington Costa Batista de 42 anos, conhecido como “Nego Bala”, apontado como mandante da chacina. Foto: captada 

Recurso negado

A Câmara Criminal de Rio Branco negou, por unanimidade, o recurso da defesa de Wellington Costa Batista, vulgo “Nego Bala”, apontado como mandante da Chacina do Taquari, ocorrida em novembro de 2023. A decisão, proferida em dezembro do ano passado, mantém a pronúncia do acusado para que ele seja julgado pelo Tribunal do Júri pelos seis homicídios qualificados e por participação em organização criminosa.

A defesa de Wellington havia recorrido da decisão que o pronunciou, alegando insuficiência de provas para confirmar sua autoria no crime. Segundo os advogados, a principal evidência contra o acusado seria o depoimento de um adolescente, realizado em “condições duvidosas” e posteriormente negado em juízo.

A Chacina do Taquari ocorreu em 3 de novembro de 2023, em uma residência na Rua Morada do Sol, no bairro Taquari, em Rio Branco. Cinco pessoas foram mortas. Foto: captada

No entanto, os desembargadores entenderam que há indícios suficientes para manter a pronúncia. A decisão detalha que Wellington teria ordenado as execuções enquanto estava preso no Ceará, utilizando aplicativos de mensagens e ligações para coordenar a ação com os comparsas em Rio Branco. O processo ressalta ainda que o acusado exerce posição hierárquica de destaque dentro da facção criminosa Comando Vermelho.

Comparsa na lista dos mais procurados

Outro envolvido na chacina, Ronivaldo da Silva Gomes, de 33 anos, conhecido como “Roni”, segue foragido e integra a lista vermelha do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). A relação contém os nomes dos 216 criminosos mais procurados do país.

A prisão preventiva de Ronivaldo foi decretada em novembro de 2025. O último mandado em aberto contra ele consta de 8 de maio de 2024, e ele acumula condenações por roubo que ultrapassam os 30 anos de prisão. Seu processo foi desmembrado dos demais acusados da chacina.

O crime

A Chacina do Taquari ocorreu em 3 de novembro de 2023, em uma residência na Rua Morada do Sol, no bairro Taquari, em Rio Branco. Cinco pessoas foram mortas: Valdei das Graças Batista dos Santos, Adegilson Ferreira da Silva, Luan dos Santos de Oliveira, Sebastião Ytalo Nascimento de Carvalho e Tailan Dias da Silva.

À época, a Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) informou que os assassinatos foram motivados pela disputa territorial entre facções criminosas na capital. Um dos acusados, José Weverton Nascimento da Rosa, também ficou ferido durante o ataque.

Com a decisão da Câmara Criminal, Wellington Costa Batista segue pronunciado e aguarda julgamento pelo Tribunal do Júri, assim como os outros quatro réus já pronunciados. Ronivaldo da Silva Gomes permanece foragido e é considerado um dos criminosos mais perigosos do país.

À época, a Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) informou que os assassinatos foram motivados pela disputa territorial entre facções criminosas na capital. Foto: captada 

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Polícia Civil prende mecânico com moto roubada e placa adulterada em Plácido de Castro

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Suspeito de 23 anos admitiu ter comprado veículo sem documentação; motocicleta havia sido roubada em Rio Branco em agosto de 2025

O veículo objeto de furto estava circulando com a placa adulterada, o que dificultava a identificação. Foto: captada 

A Polícia Civil do Acre prendeu em flagrante um homem identificado pelas iniciais D.B.S., de 23 anos, mecânico de profissão, suspeito de envolvimento nos crimes de receptação e adulteração de sinal identificador de veículo automotor. A ação foi realizada pela Delegacia-Geral de Plácido de Castro.

Durante as diligências, os policiais localizaram uma motocicleta Honda CG 150 Titan ESD que havia sido roubada em Rio Branco em agosto de 2025. O veículo estava circulando com a placa adulterada, o que dificultava a identificação original.

Ao ser abordado, o suspeito admitiu ter comprado a motocicleta sem qualquer tipo de documentação. Segundo a polícia, ele já possui passagens anteriores pela Justiça.

Diante da situação, o homem foi preso em flagrante e encaminhado à delegacia para a realização dos procedimentos legais. Durante a ação, além da motocicleta, um aparelho celular também foi apreendido.

Após os trâmites na unidade policial, o suspeito permanece à disposição da Justiça.

Trabalho investigativo

O delegado Leandro Lucas Barreto de Lima destacou que a prisão é resultado de um trabalho investigativo realizado pela Polícia Civil.

“Esta prisão é fruto de uma investigação criteriosa, que contou com a cooperação entre diferentes unidades da Polícia Civil. Nosso objetivo é recuperar bens roubados e responsabilizar quem se beneficia desse tipo de crime”, afirmou o delegado.

Durante a ação, além da motocicleta, um aparelho celular também foi apreendido. Após os trâmites na unidade policial, o suspeito permanece à disposição da Justiça. Foto: ilustrativa 

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