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Acre lidera região Norte em resgate de trabalho escravo em 2025, com 19 pessoas libertadas

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Estado supera Pará e ocupa 14ª posição nacional; número de empregadores acreanos na “lista suja” subiu de dois para três

Com esse número, o Acre ficou à frente do Pará, que registrou 17 resgates, e ocupou a 14ª posição no ranking nacional. Foto: captada 

O Acre foi o estado da região Norte com o maior número de trabalhadores resgatados de condições análogas à escravidão em 2025, totalizando 19 pessoas libertadas. Os dados, divulgados na quarta-feira (28) pela Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT) do Ministério do Trabalho e Emprego, colocam o estado à frente do Pará (17 resgates) e na 14ª posição no ranking nacional.

Outro indicador preocupante é o aumento de empregadores acreanos incluídos na “lista suja” do trabalho escravo, que passou de dois para três. As fiscalizações envolvendo esses contratantes identificaram 52 trabalhadores em situação irregular, evidenciando a persistência do problema no estado.

As ações foram realizadas em operações coordenadas pelo governo federal, que intensificou a fiscalização em atividades com maior histórico de violação, como agropecuária, desmatamento e carvoaria. O número reflete tanto a maior atuação dos auditores quanto a vulnerabilidade socioeconômica de parte da população local.

Mais de 2,7 mil resgates no país

Em todo o Brasil, mais de 2,7 mil pessoas foram resgatadas do trabalho análogo à escravidão ao longo de 2025. Um dos principais destaques do levantamento é a mudança no perfil das ocorrências: pela primeira vez, o número de resgates em áreas urbanas superou o registrado na zona rural.

Os estados com maior número de fiscalizações no país foram São Paulo, com 215 ações, seguido por Minas Gerais (145), Rio de Janeiro (123), Rio Grande do Sul (112) e Goiás (102).

Setores com mais resgates

De acordo com a Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE), os setores que concentraram o maior número de trabalhadores resgatados em 2025 foram:

  • Obras de alvenaria: 601 resgates;

  • Administração pública em geral: 304;

  • Construção de edifícios: 186;

  • Cultivo de café: 184;

  • Extração e beneficiamento de pedras e outros materiais para construção: 126.

Principais irregularidades encontradas

As fiscalizações identificaram diversas infrações graves à legislação trabalhista e às normas de proteção ao trabalhador. Entre as mais recorrentes estão:

  • Condições degradantes de trabalho, incluindo situações de trabalho forçado ou análogo à escravidão, com 274 registros;

  • Falta de registro formal, com 149 casos de trabalhadores sem carteira assinada ou sem registro em sistema oficial;

  • Ambiente de trabalho inseguro, com 141 infrações relacionadas à ausência de condições adequadas de segurança, higiene e salubridade;

  • Descumprimento de exames médicos ocupacionais, identificado em 118 situações;

  • Falta de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), com 107 autos de infração lavrados;

  • Omissão na comunicação de admissão de empregados ao governo, registrada em 94 ocorrências.

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PSDB reage a rumores e garante permanência na base do governo no Acre: ” Nenhum dirigente pode falar em nome do partido”

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Dell Pinheiro

O PSDB no Acre divulgou, na noite desta quinta-feira, 19, um comunicado para esclarecer informações que vêm sendo publicadas por sites de notícias sobre o posicionamento da sigla no estado.

O documento é assinado pelo presidente estadual do partido, Gledson Pereira, que afirma não ter sido procurado por nenhum veículo de comunicação para se manifestar antes da veiculação das matérias.

Segundo ele, as publicações não refletiram um posicionamento oficial da executiva estadual.

No comunicado, o dirigente reforça que o PSDB permanece na base do governo e que não houve qualquer mudança formal de alinhamento político. Ele também menciona que tomou conhecimento, por meio da imprensa local, de que pré-candidatos ao governo estariam buscando interlocução com a executiva nacional da legenda.

No entanto, destaca que a direção estadual não foi oficialmente informada sobre qualquer tratativa ou decisão nesse sentido.

Pereira ressaltou ainda que a executiva estadual foi renovada na semana passada e que o partido segue trabalhando na construção e organização da chapa para as próximas eleições.

Por fim, o presidente da agremiação enfatizou que nenhum dirigente pode falar em nome do partido além de sua representação institucional devidamente constituída, reforçando a importância do respeito às instâncias formais da legenda.

 

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Foragida da Justiça do Acre, “Cacheada” é presa após seis anos e terá que responder por morte esquartejada transmitida por vídeo

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Amanda Lima Moura foi capturada pelo BOPE na quarta-feira (18) em Rio Branco; mandado de prisão é válido até 2040; vítima Kesia Nascimento foi assassinada em 2020 por tribunal do crime e teve corpo jogado no Rio Acre

As investigações da Delegacia de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) apontaram que a motivação do crime teria sido uma disputa entre facções criminosas em Rio Branco. Foto: captada 

A foragida da Justiça do Acre, Amanda Lima Moura, conhecida como “Cacheada”, teve a prisão preventiva decretada pelo Juiz da 1º Vara do Tribunal do Júri e foi capturada na tarde de quarta-feira (18) por policiais militares do Batalhão de Operações Especiais (BOPE), durante patrulhamento na Estrada do Calafate, bairro Portal da Amazônia, em Rio Branco . O mandado de prisão tem validade até o ano de 2040 .

No momento da abordagem, ela apresentou um nome falso, mas a verdadeira identidade acabou descoberta pelos policiais após consulta ao Banco Nacional de Mandados de Prisão (BNMP) . Cacheada foi encaminhada à Delegacia Central de Flagrantes (Defla), onde permanece à disposição do Judiciário .

O crime

Consta na denúncia que, em janeiro de 2020, a vítima Kesia Nascimento da Silva, de 20 anos, foi sequestrada e levada para as margens do Rio Acre por um grupo de criminosos, após deixar o filho pequeno em uma lanchonete da família, na Estrada da Floresta, em Rio Branco . Kesia tinha esquizofrenia e fazia tratamento contra a doença .

No local, Kesia teve a sentença de morte decretada pelo tribunal do crime. A vítima foi assassinada e teve o corpo esquartejado, sendo posteriormente jogado no Rio Acre — até hoje o corpo nunca foi localizado .

Transmissão ao vivo

Toda a ação foi transmitida em chamada de vídeo por um aplicativo de conversas para São Paulo, onde duas mulheres, apontadas como mandantes do crime, assistiram à execução ao vivo . As investigações da Delegacia de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) apontaram que a motivação do crime teria sido uma disputa entre facções criminosas, pois a vítima teria mudado de organização .

Toda a ação foi transmitida em chamada de vídeo, por um aplicativo de conversas para São Paulo. Foto: captada

Condenações e situação de Amanda

Seis envolvidos no crime, entre mandantes e executores, foram condenados e submetidos a júri popular. Entre os réus condenados estão Rita de Cassia e Veralúcia Marques, apontadas como “justiceiras do PCC” e que estavam em São Paulo no momento do crime . Outros réus que tiveram a pronúncia mantida foram Thalysson Jesus da Silva, João Vitor da Cunha Pereira, Moisés Inácio da Silva, Camila Cristine de Souza Freitas, José Natanael Aquino Duarte e Ana Lúcia Barros de Oliveira .

Amanda Lima Moura teve o processo desmembrado, já que estava foragida desde o início das investigações . A defesa dela recorreu à Câmara Criminal da sentença de pronúncia. O recurso ainda não foi julgado . Com a prisão, ela deverá agora responder pelo crime de homicídio duplamente qualificado, ocultação de cadáver, corrupção de menores e participação em organização criminosa.

Consta na denúncia, que janeiro de 2020, a vítima foi sequestrada e levada para as margens do Rio Acre, por um grupo de criminosos, após deixar o filho na casa de uma tia. Foto: captada 

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Patrulha Maria da Penha visita vítima de tentativa de feminicídio internada em hospital de Sena Madureira

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Suspeito do crime foi preso em flagrante pelo 8º BPM na manhã desta quinta-feira (19) e entregue à Polícia Civil; ação reforça acolhimento a mulheres em situação de violência

Segundo a Polícia Militar, a presença dos agentes da Patrulha Maria da Penha faz parte das estratégias de policiamento comunitário, voltadas à proteção das vítimas e ao fortalecimento das políticas de enfrentamento à violência doméstica.

Na tarde desta quinta-feira (19), a Patrulha Maria da Penha do 8º Batalhão da Polícia Militar realizou uma visita à vítima de uma tentativa de feminicídio que está internada no Hospital João Câncio Fernandes, em Sena Madureira.

A ação teve como objetivo prestar apoio, demonstrar solidariedade e acompanhar a situação da mulher, que recebe atendimento médico após o episódio de violência .

Ainda durante a manhã, equipes do 8º BPM conseguiram prender o suspeito do crime em flagrante. Após a captura, ele foi conduzido e entregue à Polícia Civil, que ficará responsável pelos procedimentos legais e investigação do caso .

Segundo a Polícia Militar, a presença dos agentes da Patrulha Maria da Penha faz parte das estratégias de policiamento comunitário, voltadas à proteção das vítimas e ao fortalecimento das políticas de enfrentamento à violência doméstica. A iniciativa também busca garantir o respeito aos direitos humanos e oferecer suporte às mulheres em situação de vulnerabilidade .

Ainda durante a manhã, equipes do 8º BPM conseguiram prender o suspeito do crime em flagrante. Fotos: captada 

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