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Acre lançará plataforma que mapeia impactos de inundações

Uma ferramenta inovadora será lançada na próxima segunda-feira, 22, na Semana do Clima de Nova York: o Acre Climate, uma plataforma digital criada para mapear os impactos das inundações sobre populações vulneráveis no estado do Acre.
O projeto é fruto da parceria entre o governo do Acre, por meio da Secretaria do Meio Ambiente (Sema), e a empresa brasileira Codex, especializada em inteligência de dados e mudanças climáticas. A apresentação será feita no espaço principal do evento, o The Hub Live, localizado no The Glasshouse, em Manhattan.
O Acre Climate foi um dos três projetos selecionados globalmente em 2024 pelo Future Fund, mecanismo de financiamento climático coordenado pela Coalizão Under2, que reúne mais de 270 governos subnacionais ao redor do mundo. Além do Acre, foram contempladas propostas do México e da Indonésia.
A vice-governadora do Acre, Mailza Assis, destacou a importância do lançamento da plataforma para que o governo atue de maneira mais eficiente na mitigação das mudanças climáticas.
“O Acre Climate reúne e organiza dados sobre os impactos das enchentes e outros eventos extremos, permitindo que o governo atue com mais rapidez e eficiência, especialmente para proteger as populações mais vulneráveis. Fomos o único estado do Brasil selecionado pela organização internacional para desenvolver essa iniciativa. Isso mostra que o Acre é referência global em resiliência climática.”
A plataforma Acre Climate utiliza tecnologias avançadas de geoprocessamento e dados integrados para monitorar e simular os impactos de enchentes em comunidades ribeirinhas, indígenas e em situação de vulnerabilidade. A ferramenta será utilizada tanto para consulta pública quanto para apoio técnico a gestores públicos, permitindo respostas mais rápidas e eficazes diante aos eventos extremos.
“O Acre tem enfrentado eventos extremos como secas severas e cheias históricas. A plataforma surge com o propósito de fortalecer a capacidade de compreender os impactos sociais e ambientais das mudanças climáticas e integrar políticas públicas de forma mais eficiente, para antecipar cenários e planejar respostas com base em dados, simulações e análises dinâmicas”, explica o secretário de Meio Ambiente, Leonardo Carvalho
Na fase inicial do projeto, sete municípios acreanos já foram incluídos no mapeamento: Assis Brasil, Brasileia, Epitaciolândia, Rio Branco, Xapuri, Porto Walter e Jordão. A plataforma disponibiliza informações detalhadas sobre áreas de risco de inundação, equipamentos públicos vulneráveis, bairros afetados e projeções de impacto territorial.
No lançamento em Nova York, estarão presentes a vice-governadora Mailza Assis,o secretário de Meio Ambiente e o diretor de Negócios da Codex, Venicios Santos, que destaca que o tempo de desenvolvimento foi um dos diferenciais do Climate Acre.
“Projetos climáticos costumam levar de três a cinco anos entre a concepção, a captação e a execução. No nosso caso, conseguimos estruturar tudo em menos de 12 meses”, afirma.
O diretor atribui a agilidade ao modelo inovador de operação do Future Fund, da Coalizão Under 2, que viabilizou um fluxo mais ágil de financiamento e execução.
“Em um cenário de emergência climática, o tempo é um recurso crítico. Ter uma plataforma pronta e funcionando em menos de um ano faz toda a diferença para a proteção de vidas, fortalecimento da resiliência climática e apoio a comunidades”, completa.
Saiba mais
A Acre Climate é baseada no ArcGIS, um dos sistemas de inteligência geoespacial mais utilizados no mundo. A plataforma reúne dados hidrológicos, populacionais e socioeconômicos, com simulações interativas e dashboards com indicadores em tempo real e entra em operação nesta segunda-feira, 22.
A plataforma utiliza tecnologias de geoprocessamento para monitorar e simular os impactos das inundações. Os dados da plataforma são provenientes do Centro Integrado de Geoprocessamento e Monitoramento Ambiental (Cigma), que conta ainda com integração direta com instituições estaduais como Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, Urbanismo, Assistência Social e Direitos Humanos, além de órgãos do Governo Federal como o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
Fonte: Agência de Notícias do Acre
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Decisão sobre ICMS pode desestimular envio de gado do Acre para outros estados
A situação se aproxima de uma bitributação, já que não há comercialização nem mudança de titularidade dos animais, apenas deslocamento físico

A Faeac informou que continuará acompanhando o tema e dialogando com o poder público para analisar possíveis impactos na competitividade da pecuária acreana. Foto: captada
Por: AC24agro
A manutenção do entendimento que permite a cobrança de ICMS na saída de gado do Acre para outro estado, mesmo quando a transferência ocorre entre propriedades do mesmo dono, acendeu o alerta no setor produtivo. Para o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Acre (Faeac), Assuero Veronez, a medida pode gerar impactos financeiros e influenciar a logística de parte dos pecuaristas acreanos.
Segundo ele, haverá prejuízo para os produtores que trabalham com integração entre fazendas localizadas em diferentes estados. “Para os proprietários que transferem animais aqui do Acre para outra propriedade do mesmo dono, haverá prejuízo, sim. Porque, em tese, esses animais serão tributados ao sair do estado e depois novamente no abate, em outro estado”, afirmou.

Para o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Acre (Faeac), Assuero Veronez, a medida pode gerar impactos financeiros e influenciar a logística de parte dos pecuaristas acreanos. Foto: captada
Na avaliação do dirigente, a situação se aproxima de uma bitributação, já que não há comercialização nem mudança de titularidade dos animais, apenas deslocamento físico. Ainda assim, ele reconhece que o Estado também tem sua justificativa.
“Esses animais foram criados aqui e, quando saem para serem abatidos em outro local, o ICMS que estava diferido deixaria de ser recolhido no Acre. O Estado entende que isso poderia representar uma perda de arrecadação”, explicou.
Assuero destaca que o impacto atinge uma parcela pequena de produtores, mas pode alterar decisões estratégicas. “Embora seja minoria, há fazendeiros que mantêm propriedades em mais de um estado e transferem o rebanho conforme a estratégia produtiva. Esse grupo tende a ser o mais afetado”, pontuou.
Para ele, como o entendimento segue jurisprudência consolidada nas cortes superiores, o espaço para contestação judicial é reduzido. “Trata-se de uma decisão alinhada ao posicionamento já firmado nas instâncias superiores. Agora é preciso aprofundar o debate e avaliar os reflexos práticos para o setor”, concluiu.
A Faeac informou que continuará acompanhando o tema e dialogando com o poder público para analisar possíveis impactos na competitividade da pecuária acreana.

Assuero Veronez, presidente da Faeac, afirma que a pecuária acreana vive um novo patamar, com valorização do bezerro, avanços em genética e manejo e desafios ligados à fiscalização e ao mercado. Foto: Iago Nascimento.
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Acre terá sábado de calor, sol entre nuvens e chuvas rápidas
Temperaturas podem chegar aos 34ºC e não há previsão de temporais no estado

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Acre e Peru selam acordo entre Zona de Processamento de Exportação e Zona Especial de Desenvolvimento de Ilo para viabilizar saída ao Pacífico
O governo do Acre consolidou, nesta semana, um importante acordo para aprimorar a logística e impulsionar a economia regional. Em um ação estratégica para efetivar a tão sonhada rota bioceânica, a Secretaria de Estado de Indústria, Ciência e Tecnologia (Seict) firmou um acordo de cooperação internacional entre a Zona de Processamento de Exportação (ZPE) do Acre e a Zona Especial de Desenvolvimento (ZED) de Ilo, no Peru.

A parceria visa integrar os regimes aduaneiros especiais dos dois países, transformando o Acre em um elo logístico privilegiado entre a Amazônia brasileira e os mercados asiáticos através do Oceano Pacífico.

O secretário de Indústria Ciência e Tecnologia (Seict) Assurbanipal Mesquita, visitou nesta sexta-feira, 21 a ZED de Ilo para conhecer o funcionamento da Zona de Exportação e dialogar com os empresários regionais.


Jorge atua como articulador entre universidades, governo e setor privado. Foto: Alice Leão Secom.
O membro regional do Centro de Estudos da Universidade de la Calle, Reinaldo Cordova, foi convidado a participar dessas reuniões e acordos de cooperação, como articulador desse importante espaço de diálogo de integração que estão levando a diante o governo do Acre junto ao governo do Sul do Peru. “Vimos que essa aliança pode ser estendida a outros espaços, com o governo do norte do Chille. Com o apoio do meio acadêmico criaremos o espaço de diálogo e integração que não se encerra no Sul do Peru, juntos podemos integrar os estados do Acre, Rondônia, Mato Grosso e o governo do Norte do Chille.
Mercado global
Localizada estrategicamente no sul do Peru, a ZED de Ilo está conectada à Rodovia Interoceânica Sul, que liga o território peruano ao Brasil. A cidade abriga o Porto de Ilo e possui proximidade com o Porto de Matarani, oferecendo uma infraestrutura robusta para o escoamento de mercadorias.

Para o titular da Seict, Assurbanipal Mesquita, o acordo não é apenas institucional, mas uma mudança de paradigma para o setor produtivo acreano.

“Estamos construindo uma ponte real para o desenvolvimento. A integração entre a ZPE Acre e a ZED de Ilo permite que o empresário acreano olhe para o Pacífico não mais como um horizonte distante, mas como uma rota viável e competitiva. Nossa missão é reduzir o ‘Custo Brasil’, encurtando o tempo de trânsito para a Ásia e barateando o frete de insumos essenciais”, destacou o secretário.
O papel estratégico da ZPE Acre
A ZPE do Acre, como distrito industrial incentivado, é a peça-chave dessa engrenagem. Com o novo acordo, empresas instaladas na zona acreana terão suporte técnico e logístico facilitado para utilizar os portos peruanos.
Entre as vantagens diretas da cooperação está a Exportação, que viabiliza o ganho de competitividade para produtos como proteína animal, madeira, café, castanha e grãos. Além disso, promove a facilitação na entrada de máquinas, equipamentos e fertilizantes, reduzindo a dependência dos portos do Sudeste e Sul do Brasil. Do lado peruano, a Integração Produtiva, gera o intercâmbio de tecnologia e possibilidade de consolidação de cargas em território peruano.
“A ZPE Acre entra em uma nova fase. Com essa parceria, passamos a oferecer um ambiente de negócios onde a logística é o diferencial. Queremos atrair novos investimentos que vejam no Acre a porta de saída natural para o mercado global”, reiterou Assurbanipal.
Investimentos
O acordo prevê ainda a realização de missões comerciais e rodadas de negócios entre empresários brasileiros e peruanos. A expectativa é que, nos próximos meses, o fluxo de mercadorias pelo eixo Peru-Brasil ganhe um novo ritmo, consolidando o estado como o principal hub logístico da Amazônia Ocidental.
Com essa iniciativa, o Governo do Acre reafirma seu compromisso com a geração de emprego e renda, posicionando a economia local no centro das decisões da integração sul-americana.
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Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA ACRE








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