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Acre fortalece segurança nas fronteiras com encerramento do Curso Operacional Integrado de Segurança Pública
Cerca de 10 polícias bolivianos participaram da capacitação. O comandante da polícia boliviana, Oscar Ruiz disse que essa é uma atividade bastante importante

Acre fortalece segurança nas fronteiras com encerramento do Curso Operacional Integrado de Segurança Pública . Foto: Dhárcules Pinheiro/ Ascom Sejusp
A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública do Acre (Sejusp) encerrou nesta sexta-feira, 7, a 18ª edição do Curso Operacional Integrado de Segurança Pública (COISP), em Brasileia. Esta edição é voltada exclusivamente para os profissionais de segurança pública que atuam no interior do Estado, abrangendo não apenas o município de Brasiléia, mas também Assis Brasil, Epitaciolândia, Xapuri e Cobija.
O secretario adjunto de segurança pública, coronel Evandro Bezerra disse que a importância deste curso é ainda mais significativa, pois se realiza em uma região de fronteira, onde as ações de segurança transcendem o nível regional, assumindo relevância nacional e internacional. “Estivemos reunidos no início do ano com a visita do novo comandante da regional de Pando, na Bolívia, coronel Oscar Ruiz e convidamos um contingente de policiais da Bolívia para participarem do curso, visando essa aproximação. Cada capacitação quebra barreiras; durante o curso, os policiais trocam experiências, o que facilita consideravelmente as ações diretas de combate à criminalidade. Essa interação certamente trará resultados mais positivos”.

Secretário adjunto de segurança pública, coronel Evandro Bezerra disse que a importância deste curso é ainda mais significativa, pois se realiza em uma região de fronteira. Foto: Dhárcules Pinheiro/ Ascom Sejusp
O secretário também mencionou a possibilidade de intercâmbio entre os policiais brasileiros no país vizinho. “Hoje, já conversando com o Coronel Ruiz, ele nos convidou para o próximo curso que será realizado na Bolívia, agendado para maio. Ele vai ofertar vagas para os nossos profissionais, e nós iremos disponibilizar essa oportunidade para que as forças de segurança também possam buscar conhecimento no nosso país vizinho”, disse.

Coordenador do COISP, coronel Vandernilson Peres, destacou a importância do trabalho integrado afirmando que essas são ações conjuntas com os policiais bolivianos fortalecem as atuações transfronteiriças. Foto: Dhárcules Pinheiro/ Ascom Sejusp
O curso reafirma o compromisso com a formação continuada e a integração das forças de segurança, essencial para o fortalecimento das ações de combate ao crime nas regiões de fronteira. O coordenador do COISP, coronel Vandernilson Peres, destacou a importância do trabalho integrado afirmando que essas são ações conjuntas com os policiais bolivianos fortalecem as atuações transfronteiriças. “Esse curso é muito importante porque é uma maneira dos profissionais interagirem e conhecerem as atividades de cada país. Hoje cerca de 40 alunos concluíram o curso, que contou com a participação de todas as forças de segurança, incluindo o Exército Brasileiro e a Polícia Federal”, acrescentou.

A edição é voltada exclusivamente para os profissionais de segurança pública que atuam no interior do Estado, Brasiléia, Assis Brasil, Epitaciolândia, Xapuri e Cobija. Foto: Dhárcules Pinheiro/Ascom Sejusp
Cerca de 10 polícias bolivianos participaram da capacitação. O comandante da polícia boliviana, Oscar Ruiz disse que essa é uma atividade bastante importante. “Agradeço, em princípio, a cooperação da Polícia Militar e da Polícia Civil para que os policiais bolivianos participassem deste curso integrado de segurança pública. Isso permitirá que o policial boliviano esteja mais capacitado nas ações criminais e operacionais que realizamos na Bolívia. Além disso, é fundamental aprender a trabalhar de forma conjunta, para que, a nível de fronteira, possamos aplicar estas técnicas operacionais de maneira mais eficiente na luta contra o crime”, destacou.

Cerca de 10 polícias bolivianos participaram da capacitação. Foto: Dhárcules Pinheiro/Ascom Sejusp
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Homem de 51 anos é morto a faca em comunidade ribeirinha de Porto Walter
Raimundo Nonato foi atingido após discussão; acesso difícil ao local atrasa chegada da polícia

Ainda conforme os primeiros levantamentos, tanto a vítima quanto o suspeito são moradores da sede do município de Porto Walter e não residiam na comunidade onde o homicídio foi registrado. Foto: captada
Um homicídio foi registrado na Comunidade Anorato, localizada às margens do Rio Cruzeiro do Vale, na zona rural de Porto Walter, no interior do Acre. A vítima foi identificada como Raimundo Nonato, de 51 anos, que morreu após ser atingido por um golpe de faca.
Segundo informações preliminares, o crime ocorreu após um desentendimento entre Raimundo e o agressor. Relatos indicam que a vítima consumia bebida alcoólica no momento, o que pode ter contribuído para a discussão. Tanto Raimundo quanto o suspeito são moradores da sede de Porto Walter e não residiam na comunidade ribeirinha.
A polícia foi acionada, mas o difícil acesso à região, agravado pelo baixo nível do rio, tem atrasado o deslocamento das equipes. A expectativa é que os policiais retornem à sede do município apenas na manhã desta terça-feira (11) para prosseguir com as investigações.

Relatos iniciais apontam que Raimundo Nonato consumia bebida alcoólica no momento do ocorrido, o que pode ter contribuído para o início da discussão, embora as circunstâncias ainda estejam sob apuração. Foto: ilustrativa
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Médico que cobrava por cirurgias do SUS é condenado a 10 anos

Um médico ortopedista foi condenado a dez anos de prisão por cobrar de pacientes procedimentos realizados exclusivamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), em Toledo, no oeste do Paraná. A decisão foi proferida pela Justiça nesta terça-feira (10/2), após denúncia do Ministério Público do Paraná (MPPR).
Segundo o MP, o médico exigiu e recebeu pagamentos de pacientes e familiares para fazer cirurgias pelo SUS. As cobranças ocorreram entre 2015 e 2017 e variavam de R$ 50 a R$ 200. Ao todo, 11 episódios foram enquadrados como crime de corrupção passiva.
De acordo com as investigações, os valores eram solicitados durante consultas ou no próprio ambiente hospitalar. O profissional alegava que o dinheiro seria destinado ao pagamento de anestesista ou de serviços supostamente não cobertos pelo SUS.
O Ministério Público afirma que muitos pacientes não tinham condições financeiras de arcar com as cobranças e chegaram a contrair dívidas para conseguir realizar os procedimentos médicos.
Além da pena de dez anos de reclusão em regime inicial fechado, o homem foi condenado a pagar 250 dias-multa. Cada dia-multa corresponde a meio salário mínimo vigente à época dos fatos apurados, podendo ultrapassar R$ 100 mil.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL
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Ministério da Justiça regulamenta indicador nacional e evidencia eficiência da Polícia Civil do Acre em crimes contra a vida
O delegado-geral da Polícia Civil do Acre, José Henrique Maciel, ressaltou que a publicação da portaria é fruto de uma luta antiga da instituição e das polícias civis de todo o país por uma métrica justa e transparente

Portaria do MJ fortalece reconhecimento da eficiência da Polícia Civil do Acre na elucidação de homicídios e feminicídios. Foto: Saac Amorim/MJSP
A Polícia Civil do Acre (PCAC) passa a contar com um importante reconhecimento nacional na mensuração de sua eficiência investigativa com a publicação da Portaria MJSP nº 1.145, de 9 de fevereiro de 2026, pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. A norma uniformiza, em todo o Brasil, os critérios para cálculo dos índices de elucidação de homicídios e feminicídios, estabelecendo parâmetros objetivos e comparáveis entre os estados.
A nova regulamentação define que um crime será considerado elucidado quando o inquérito policial for relatado e encaminhado ao Judiciário ou ao Ministério Público com autoria e materialidade identificadas, ou ainda quando houver conclusão pela inexistência de crime, reconhecimento de excludentes legais ou extinção da punibilidade, exceto nos casos de prescrição. Também foram criados o Índice Nacional de Elucidação de Homicídios (INEH) e o Índice Nacional de Elucidação de Feminicídios (INEF), que passam a medir oficialmente o desempenho das polícias civis em todo o país.
O avanço é resultado de amplo debate no âmbito do Conselho Nacional dos Chefes de Polícia Civil (CONCPC) e contou com atuação direta do Comitê Nacional dos Diretores de Departamento de Homicídios (CNDH), presidido pelo delegado de Polícia Civil do Acre, Alcino Sousa Júnior, titular da Delegacia de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP). Ele esteve à frente da construção técnica da proposta e da interlocução com o Ministério da Justiça para a consolidação do novo modelo.
Para Alcino, a portaria representa um divisor de águas na segurança pública brasileira. “Trata-se de um marco para o Brasil. Pela primeira vez, temos um indicador oficial, pactuado e tecnicamente estruturado, capaz de mensurar com maior fidelidade a capacidade investigativa das Polícias Civis na elucidação de homicídios e feminicídios, com critérios claros e dados mais confiáveis”, destacou o delegado.
O delegado-geral da Polícia Civil do Acre, José Henrique Maciel, ressaltou que a publicação da portaria é fruto de uma luta antiga da instituição e das polícias civis de todo o país por uma métrica justa e transparente. “Essa regulamentação pelo Ministério da Justiça é uma conquista histórica. Sempre defendemos que a investigação policial precisa ser medida com critérios técnicos e realistas, e agora temos uma ferramenta que demonstra, de fato, a eficiência da Polícia Civil acreana na resolução dos crimes contra a vida, especialmente homicídios e feminicídios”, afirmou.
Segundo Maciel, o novo modelo corrige distorções antigas, já que antes os indicadores extraoficiais consideravam apenas as denúncias oferecidas pelo Ministério Público, deixando de fora casos com autoria atribuída a adolescentes ou situações amparadas por excludentes legais. “Hoje, a sociedade passa a enxergar com mais clareza o trabalho investigativo que é feito diariamente pelos nossos policiais civis, muitas vezes em condições adversas, mas com resultados concretos”, completou.
Com a padronização nacional e a integração dos dados ao Sinesp, a expectativa é que a nova metodologia fortaleça a gestão por evidências, permita diagnósticos mais precisos sobre o desempenho investigativo e subsidie políticas públicas mais eficientes, consolidando o papel da Polícia Civil do Acre como referência na apuração de crimes contra a vida.

Delegado Alcino Sousa Júnior (gravata vermelha), presidente do CNDH e titular da DHPP do Acre, teve papel central na construção da nova métrica nacional de elucidação de homicídios e feminicídios. Foto: cedida

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