Conecte-se conosco

Geral

Acre é um dos três estados sem canal específico para denúncias de racismo

Publicado

em

O Acre está entre os três estados brasileiros que não possuem estrutura para receber, registrar e acompanhar denúncias de violação de direitos étnico-raciais. A informação foi divulgada na última sexta-feira, 31, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da Pesquisa de Informações Básicas Estaduais (Estadic) 2024. Além do Acre, Tocantins e Sergipe também não contam com esse tipo de canal.

Segundo o levantamento, em 24 unidades da federação existem órgãos ou mecanismos destinados a esse tipo de atendimento, como ouvidorias de direitos humanos, conselhos e comissões de cidadania. No entanto, o Acre ainda não dispõe de estrutura própria voltada ao recebimento de denúncias de racismo ou intolerância religiosa, o que evidencia a fragilidade institucional do estado no enfrentamento a essas violações.

A pesquisa também mostrou que, embora o Acre tenha programas voltados à população negra e a povos de matriz africana, o estado não possui ações direcionadas a outros grupos, como ciganos, indígenas e quilombolas. Os segmentos foram considerados desassistidos pela política estadual de promoção da igualdade racial.

O levantamento do IBGE revelou ainda que, em todo o país, apenas Rio Grande do Norte e Paraná possuem Fundo Estadual de Igualdade Racial, instrumento essencial para o financiamento de políticas públicas voltadas ao enfrentamento do racismo. Outros seis estados recebem recursos da União ou de entidades privadas para essa finalidade.

Em outro ponto, a Estadic 2024 apontou falhas na legislação acreana sobre acesso à informação. O Acre é um dos dois estados cujas normas não estabelecem prazos de resposta aos pedidos feitos por cidadãos, o que representa um retrocesso em relação ao levantamento anterior, de 2019.

Comentários

Continue lendo
Publicidade

Geral

Incêndio atinge 800 m² de vegetação no Ramal do Polo, em Cruzeiro do Sul

Publicado

em

Fogo teria começado após queima controlada sem acero adequado; bombeiros atuaram por duas horas no combate

Uma área de aproximadamente 800 metros quadrados de vegetação foi consumida pelo fogo no último sábado (21), no Ramal do Polo, localizado na Vila Santa Rosa, em Cruzeiro do Sul.

De acordo com o Corpo de Bombeiros Militar do Acre, o proprietário do terreno teria iniciado uma queima controlada, mas não realizou um acero adequado, o que permitiu que as chamas se espalhassem para uma área de vegetação aberta.

As equipes atuaram por cerca de duas horas no combate ao incêndio e no resfriamento da área atingida.

“Chegando lá, verificou-se que realmente se tratava de um incêndio que, no primeiro momento, era controlado. Após duas horas de combate com os militares utilizando bomba costal e abafadores, conseguiram fazer o isolamento da área, o resfriamento e debelar o incêndio”, relatou o tenente Pires, subcomandante da corporação em Cruzeiro do Sul.

Comentários

Continue lendo

Geral

Investigação da Polícia Civil culmina na prisão de integrante da alta hierarquia de organização criminosa

Publicado

em

Uma investigação conduzida pela Polícia Civil do Acre (PCAC), por meio da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), resultou na prisão de uma importante liderança da facção Bonde dos 13, na tarde do último domingo, 22. N. L. da C., de 29 anos, foi capturado em ação conjunta realizada entre a PCAC, o Ministério Público do Acre (MPAC), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), e a Polícia Rodoviária Federal (PRF), em continuidade à Operação Desmonte III, deflagrada em 1º de dezembro de 2025.

O investigado era considerado alvo estratégico devido ao seu elevado nível de influência na tomada de decisões do grupo criminoso. Contra ele havia um mandado de prisão em aberto, expedido pela Vara Estadual de Jurisdição de Garantias, pelo crime de integrar organização criminosa. A captura foi concretizada após rigoroso período de monitoramento, que possibilitou às equipes identificar com precisão o paradeiro do suspeito e confirmar seu papel central na coordenação logística e na expansão das atividades ilícitas da facção.

O delegado Gustavo Neves, titular da DRACO, destacou a relevância do trabalho integrado para o êxito da ação. “É fundamental ressaltar que o sucesso desta operação só foi possível graças ao trabalho interinstitucional realizado entre a Polícia Civil do Acre, o GAECO e a Polícia Rodoviária Federal, que conseguiu prender importante liderança da facção Bonde dos 13, como resultado de uma investigação conduzida pela DRACO da PCAC. Com essa captura, a Polícia Civil reafirma seu compromisso de sufocar o crime organizado, atacando não apenas a base, mas principalmente a cúpula que coordena a violência em nosso estado”, afirmou.

O coordenador do Gaeco/MPAC, promotor de Justiça Antônio Alceste Callil de Castro, também enfatizou os impactos da prisão para o enfrentamento ao crime organizado. “Ao retirar de circulação um indivíduo com alto poder de decisão, as instituições conseguem interromper a transmissão de ordens e enfraquecer a estrutura hierárquica do grupo. Além disso, essa ação isola comunicações estratégicas e reafirma a presença do Estado, refletindo imediatamente na redução de crimes conexos e na desestabilização de planos de expansão da facção no território”, pontuou o promotor.

Comentários

Continue lendo

Geral

Polícia Civil estabelece novas normas e fluxos para atendimento de situações de flagrante delito no Juruá

Publicado

em

A Polícia Civil do Acre (PCAC), tornou pública nesta segunda-feira, 23, a Portaria Regulamentar nº 02, que estabelece novas normas e fluxos para o atendimento de situações de flagrante delito em Cruzeiro do Sul e nos demais municípios que integram a regional do Juruá. A medida tem como foco principal padronizar procedimentos, organizar responsabilidades e assegurar resposta rápida e eficiente às ocorrências submetidas à Polícia Judiciária.

A normativa disciplina de forma detalhada como se dará o recebimento, a autuação e o processamento dos flagrantes, considerando as particularidades geográficas e operacionais da região. O documento reforça que a organização dos fluxos busca garantir atendimento ininterrupto à população, além de otimizar a atuação das equipes policiais, conferindo maior clareza quanto às atribuições de cada unidade durante o regime de plantão.

O fluxo define quais unidades serão responsáveis pelo recebimento de flagrantes em dias úteis, fins de semana e feriados, incluindo, em determinados períodos, ocorrências oriundas de municípios como Mâncio Lima, Porto Walter, Rodrigues Alves e Marechal Thaumaturgo, além das demandas da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher, à Criança e ao Adolescente (Dempca) e dos Núcleos Especializados de Investigação Criminal (Neic).

A regulamentação também estabelece critérios para o acionamento de delegados de sobreaviso, a remessa de procedimentos às unidades competentes e a atuação em casos simultâneos, observando a gravidade da ocorrência, a vulnerabilidade da vítima e a preservação de vestígios e provas. O descumprimento das escalas poderá implicar responsabilização disciplinar, reforçando o compromisso institucional com a efetividade do serviço.

Outro destaque é a definição de fluxos específicos para o atendimento de mulheres, crianças e adolescentes vítimas de violência doméstica e familiar, com a adoção imediata de medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha e na Lei Henry Borel. Com a entrada em vigor da portaria na data de sua publicação, a Polícia Civil reforça a padronização dos procedimentos de flagrante delito na regional do Juruá, garantindo maior organização, segurança jurídica e eficiência na prestação do serviço à sociedade.

 

 

Comentários

Continue lendo