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Acre e Ucayali estreitam laços em missão oficial que debate integração e desenvolvimento sustentável

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Os encontros colocam em pauta assuntos como a integração logística entre Brasil e Peru, em especial a conexão multimodal entre os dois estados, que significa a ampliação do comércio entre os dois países

O Governo do Acre e autoridades peruanas dão um novo passo para fortalecer a integração amazônica. Nesta semana, uma comitiva acreana participa de uma série de encontros no Departamento de Ucayali, no Peru, reunindo lideranças políticas, empresariais e sociedade em geral em torno de temas estratégicos para a região.

A delegação do Acre é composta pelo deputado federal José Adriano, pelo deputado estadual Luiz Gonzaga Alves Filho, pelo secretário de Planejamento, Ricardo Brandão dos Santos, pelo secretário de Segurança, José Américo Gaia, pelo secretário adjunto da Casa Civil, Ítalo Medeiros, e pelo secretário de Ciência, Indústria e Tecnologia, Assur Banibal Barbary.

Do lado peruano, o encontro foi capitaneado pelo  governador regional de Ucayali, Manuel Gambini, acompanhado pelo presidente da Câmara de Comércio, Indústria e Turismo de Ucayali, Rubén Cerna; pelo gerente regional de Desenvolvimento Econômico, Daniel Dancourt; a gerente regional de Desenvolvimento Social, Rocío Villavicencio; o gerente da Autoridade Regional Ambiental, Nelson Seijas.  a governadora regional de Lima, Rosa Vásquez, o prefeito provincial de Pasco, Julio Rupay, e o prefeito distrital de Palcazú, Ciro Liberato Ramón.

Os encontros colocam em pauta assuntos como a integração logística entre Brasil e Peru, em especial a conexão multimodal entre os dois estados, que significa a ampliação do comércio entre os dois países, mas também contribui para o fortalecimento das relações comerciais entre os oceanos Atlântico e Pacífico; o desenvolvimento econômico conjunto, com ênfase em cadeias produtivas estratégicas; a cooperação em segurança de fronteira e combate a ilícitos; além de iniciativas voltadas para ciência, tecnologia, inovação, políticas sociais e preservação ambiental.

A missão busca reforçar o papel do Acre como elo estratégico entre os dois países, estimulando parcerias que podem gerar novas oportunidades de negócios, emprego e renda, ao mesmo tempo em que preservam a floresta e valorizam as populações locais.

“Este encontro de âmbito regional transfronteiriço reforça o papel a ser exercido pelos Estados subnacionais em contribuir para implementação dos projetos estratégicos dos governos nacionais, com foco no desenvolvimento local e regional” destacou Ricardo Brandão secretário de planejamento do Acre.

O primeiro-secretário da Assembleia Legislativa do Acre, deputado Luiz Gonzaga, destacou que a ligação entre os dois países através de rodovias é importante para o desenvolvimento econômico do Acre.

“A construção de uma rodovia entre o Acre e o Ucayali não deve ser vista apenas como uma obra de infraestrutura, mas como uma estratégia de desenvolvimento regional, integração cultural e fortalecimento geopolítico. Se planejada de forma sustentável, com respeito às populações tradicionais e à biodiversidade amazônica, essa conexão poderá transformar a realidade econômica e social da fronteira, tornando-a um verdadeiro corredor de oportunidades para Brasil, Peru e toda a Amazônia”, disse o parlamentar.

O deputado federal José Adriano destacou a importância da missão entre os dois países: “Nossa missão vai além do debate dos desafios da integração. As duas regiões são irmanadas pelos baixos IDHs, impostos pelo subdesenvolvimento econômico.  É preciso que haja empatia entre os dois países e suas instituições para mudarmos a realidade de desesperança das pessoas que habitam as duas regiões”, disse Adriano.

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Captura de Maduro completa 1 mês: veja o que mudou na Venezuela

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Na imagem, Maduro aparece com uniforme presidiário • XNY/Star Max/GC Images

Na madrugada de 3 de janeiro, bombardeios em Caracas e em cidades próximas à capital venezuelana acordaram a população.

Importantes instalações militares, como o quartel Fuerte Tiuna e a Base Aérea La Carlota foram alvos dos ataques simultâneos, iniciados cerca das duas da manhã do horário local.

Horas depois, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou a operação de grande escala e a captura do líder do regime chavista Nicolás Maduro.

Preso com sua esposa, Cilia Flores, Maduro foi retirado de Caracas, levado para Nova York e apresentado ao tribunal dois dias depois, sob acusação de narcoterrorismo, tráfico de drogas e armas e conspiração. Ambos se declaram inocentes.

Na Venezuela, a ação norte-americana e a pressão de Trump têm, desde então, reorientando a política e a economia do país vertiginosamente.

No mesmo dia em que Maduro foi levado à Justiça americana, sua então vice, Delcy Rodríguez, tomou posse como presidente interina.

Nos dias seguintes, Trump fez diversas declarações e insinuações de que controlava o governo e o petróleo venezuelanos.

Paralelamente, Caracas voltou a enviar petróleo para os EUA e anunciou a reforma da Lei de Hidrocarbonetos, que regula a extração e comércio do petróleo, para abrir aumentar a participação de empresas estrangeiras na exploração.

Até então, para extrair petróleo na Venezuela, as companhias precisavam fazer joint ventures com a estatal PDVSA (Petróleos de Venezuela S.A.), que deveria ter maioria acionária e controlar a produção, comercialização e repasse dos lucros.

Com a mudança na lei, as empresas estrangeiras poderão atuar no país por sua conta e risco.

A Casa Branca, por sua vez, anunciou que reabrirá sua embaixada em Caracas, fechada desde a ruptura de relações diplomáticas entre os países, em 2019. O governo Trump também designou uma nova representante dos EUA para a Venezuela, Laura Dogu.

Em meados de janeiro, Rodríguez se reuniu em Caracas com o diretor da CIA, John Ratcliffe. Nesta segunda (2), ela se reuniu com Dogu.

Outra mudança significativa foi a soltura de centenas de presos por razões políticas a partir de 8 de janeiro. De acordo com a organização Foro Penal, 344 presos por motivos políticos foram soltos desde então.

O chavismo fala em mais de 600 libertados, mas sem revelar os nomes dos beneficiados pela medida.

Adicionalmente, na semana passada, a presidente interina da Venezuela pediu ao Legislativo a aprovação de uma lei de anistia geral de presos políticos. Segundo o Foro Penal, ainda existem 678 presos políticos na Venezuela, entre eles 58 estrangeiros.

Veja o que aconteceu desde a captura de Nicolás Maduro:

3 de janeiro – Trump confirma ataques simultâneos na Venezuela e captura de Nicolás Maduro. Ele também publica uma foto de Maduro com os olhos e ouvidos cobertos, aparentemente algemado.

5 de janeiro – Maduro e sua esposa, Cília Flores, são apresentados a um tribunal de Nova York sob acusação de narcoterrorismo, tráfico de drogas e armas e conspiração. Eles se declaram inocentes. No mesmo dia, a vice de Maduro, Delcy Rodríguez, toma posse como presidente interina.

6 de janeiro – Após Trump dizer em entrevista à NBC News que é ele quem está no comando da Venezuela, Delcy Rodríguez afirma que “nenhum agente externo” está governando o país.

7 de janeiro – Casa Branca afirma que decisões das autoridades interinas da Venezuela continuarão sendo ditadas pelos Estados Unidos, e anuncia início da comercialização de petróleo venezuelano e controle da receita da venda pelos EUA.

8 de janeiro – Jorge Rodríguez, irmão de Delcy Rodríguez e presidente da Assembleia Nacional da Venezuela anuncia que país libertará número significativo de presos.

9 de janeiro – Trump afirma que cancelou um segundo ataque à Venezuela após “cooperação” das autoridades locais. O republicano também afirmou que definirá quais empresas petrolíferas investirão no país. Venezuela anuncia o início de um processo para restabelecer as relações diplomáticas com os EUA, e uma equipe do Departamento de Estado chega a Caracas para avaliar reabertura de embaixada.

11 de janeiro – Trump publica imagem dizendo que é o presidente interino da Venezuela.

12 de janeiro – Delcy Rodríguez reafirma que seu governo é quem manda no país.

13 de janeiro – ONG Foro Penal contabiliza 57 solturas desde 8 de janeiro.

14 de janeiro – Pelo menos 15 jornalistas são soltos na Venezuela em onda de libertação de presos políticos.

15 de janeiro – Delcy Rodríguez propõe reforma da Lei de Hidrocarbonetos para atrair investimentos de empresas estrangeiras para a exploração de campos petrolíferos. No mesmo dia, ela se reúne com o diretor da CIA, John Ratcliffe, em Caracas.

17 de janeiro – ONG Foro Penal afirma que 139 presos políticos foram soltos.

19 de janeiro – Aliado de Maduro, o ministro do Interior Diosdado Cabello nega ter conversado secretamente com os EUA antes dos ataques à Venezuela e da captura de Maduro.

20 de janeiro – Após receber a medalha do Prêmio Nobel da Paz de María Corina Machado, com quem se reuniu, Trump diz querer a líder opositora “envolvida” no processo de transição da Venezuela.

22 de janeiro – EUA nomeiam uma nova representante diplomática para a Venezuela. Trata-se de Laura Dogu, que inicialmente estará sediada na Colômbia. Genro de Edmundo González é solto, em meio às libertações de presos políticos.

23 de janeiro – Trump diz que EUA começarão a perfurar petróleo na Venezuela “em breve”. Nafta americana começa a chegar ao país.

26 de janeiro – Após afirmar estar farta das ordens de Washington, Delcy Rodríguez volta a dizer que a Venezuela não está subordinada aos EUA, e que não teme manter relações respeitosas com o país.

29 de janeiro – Trump diz que EUA vão reabrir espaço aéreo da Venezuela para voos comerciais e revoga ordem que proibia companhias aéreas americanas de voar para o país. Legislativo da Venezuela aprova reforma que abre setor de petróleo a empresas estrangeiras. Projeto ainda precisa de ratificação final dos deputados.

30 de janeiro – Delcy Rodríguez anuncia lei de anistia geral para presos por motivos políticos e o fechamento do Helicóide, prisão que virou ícone de denúncia de torturas.

02 de fevereiro – Delcy Rodríguez se reúne com nova representante diplomática dos Estados Unidos para a Venezuela. Organização Foro Penal contabiliza a soltura de 344 presos políticos desde 8 de janeiro e afirma que 687 ainda aguardam libertação.

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Pastora é presa suspeita de extorquir idosas com ameaças religiosas em operação policial

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Investigada teria usado a fé das vítimas para obter mais de R$ 50 mil por meio de transferências via Pix

Uma pastora natural do Pará foi presa preventivamente nesta segunda-feira (2), em Manaus, suspeita de extorquir mais de R$ 50 mil de idosas moradoras de Belém por meio de ameaças de cunho religioso. A prisão ocorreu durante a Operação Custos Senex, realizada de forma conjunta pelas polícias civis do Pará e do Amazonas. As informações são do g1.

A investigada, identificada como Ivanete da Costa Belo, foi localizada no bairro Nova Cidade, na capital amazonense. Segundo a Delegacia de Proteção à Pessoa Idosa, os crimes teriam ocorrido em Belém e, após o início das investigações, a suspeita se mudou para Manaus.

De acordo com a polícia, Ivanete utilizava a condição de pastora evangélica para conquistar a confiança de duas vítimas, de 79 e 87 anos, ambas evangélicas e com baixa escolaridade. Ela alegava precisar de dinheiro para ajudar um suposto noivo estrangeiro que estaria preso pela Polícia Federal.

Quando as idosas demonstravam resistência em realizar os repasses, a suspeita fazia ameaças de cunho espiritual, afirmando que elas “queimariam no fogo do inferno” ou “não entrariam no reino dos céus” caso não obedecessem às solicitações.

As investigações apontam que as vítimas realizaram diversas transferências via Pix para a conta da investigada. Uma das idosas teria repassado cerca de R$ 32 mil, enquanto a outra transferiu aproximadamente R$ 25 mil. Os envios só foram interrompidos após familiares perceberem as movimentações financeiras.

Ainda segundo a polícia, as vítimas chegaram a transferir quase todos os recursos que possuíam, passando a enfrentar dificuldades financeiras. Após o caso vir à tona, a suspeita teria orientado uma das idosas a apagar as conversas mantidas entre elas.

Ivanete da Costa Belo foi interrogada em uma delegacia especializada em crimes contra a pessoa idosa e encaminhada ao sistema penitenciário do Amazonas. Até o momento, não há definição sobre sua transferência para Belém. A Polícia Civil informou que, embora duas vítimas tenham sido identificadas, não descarta a existência de outros possíveis lesados.

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Com Bolsonaro preso, Papudinha vira “QG” da oposição para eleições

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Fábio Vieira/Metrópoles
Jair Bolsonaro seria beneficiado diretamente pelo PL da Dosimetria

Preso na Papudinha desde 15 de janeiro, Jair Bolsonaro (PL) transformou o espaço em um “QG” da oposição para a definição de palanques eleitorais. Da prisão, Bolsonaro dá as cartas sobre os nomes dos candidatos do PL e de aliados na tentativa de se manter como líder do grupo e  do seu legado político.

Na semana passada, o ex-presidente recebeu o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que saiu de lá com a confirmação de que seria candidato à reeleição em São Paulo. Foi a primeira vez que Tarcísio encontrou Bolsonaro desde que ele escolheu o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como pré-candidato ao Planalto.

Depois de receber Tarcísio, o ex-chefe do Executivo fez uma lista de pedidos de visita ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, que já autorizou alguns nomes.

Ao longo de fevereiro, Bolsonaro irá receber quatro congressistas: os deputados Nikolas Ferreira (PL-MG) e Sanderson (PL-RS) e os senadores Bruno Bonetti (PL-RJ) e Carlos Portinho (PL-RJ), líder do PL no Senado. Com todos, o debate será sobre palanques estaduais.


Próximas visitas a Bolsonaro na Papudinha

  • Bruno Bonetti: dia 18/2 das 8h às 10h
  • Carlos Portinho: dia 18/2 das 11h às 13h
  • Nikolas Ferreira: dia 21/2 das 8h às 10h
  • Ubiratan Sanderson: dia 21/2 das 11h às 13h

Ao transformar sua cela na Papudinha em um “QG” sobre as eleições, Bolsonaro repete a estratégia adotada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2018. Naquela ocasião, Lula estava preso e decidia sobre o futuro do PT e escolhia os candidatos dentro da Superintendência da Polícia Federal (PF) de Curitiba (PR), onde cumpria pena.

Foi de dentro do local, por exemplo, que Lula deu a benção para que o atual ministro da Fazenda, Fernando Haddad, fosse candidato à Presidência naquela disputa. Haddad acabou derrotado por Bolsonaro no 2º turno.

Tarcísio se isola no bolsonarismo e PSD abraça “direita moderada”

Com a escolha de Flávio como candidato, o presidente do PSD, Gilberto Kassab, segue sua construção por uma terceira via nas eleições. Nesse cenário, Tarcísio ficou ainda mais colado na família Bolsonaro e perdeu espaço como alternativa de oposição moderada. Um dia depois da visita, Kassab afirmou que o governador confundiu “gratidão com submissão” ao não romper com o bolsonarismo.

O PSD agora trabalha com 3 possíveis candidatos à Presidência: os governadores Eduardo Leite (Rio Grande do Sul), Ronaldo Caiado (Goiás) e Ratinho Junior (Paraná).

Minas é um dos focos de Bolsonaro

Nikolas Ferreira visitará Bolsonaro em 21 de fevereiro. Incorporado à campanha de Flávio, ele deve tratar sobre o palanque de Minas Gerais, seu estado. Segundo o deputado, a definição das candidaturas do PL passará por sua validação.

O partido cogita atrair o governador mineiro Romeu Zema (Novo) em uma chapa com Flávio, o que deixa as negociações travadas no palanque estadual, já que o vice-governador de Minas, Mateus Simões, é do PSD, de Kassab, e vai concorrer ao comando do Estado.

Segundo maior colégio eleitoral do país, Minas Gerais é conhecida por ser o pêndulo da eleição presidencial. O candidato presidencial que ganha no estado, acaba levando a eleição. A tradição se repete desde 1989, quando o Brasil teve a primeira eleição direta depois da ditadura militar.

Zema é bem avaliado em Minas Gerais e vem desses números a possibilidade de o PL fazer uma ofensiva pelo governador mineiro. O político, no entanto, já deu declarações negando a possibilidade de ser vice e confirmando que levará seu nome até o fim.

QG de Bolsonaro: do Solar de Brasília à Papudinha

As articulações que Bolsonaro mantém na Papudinha se assemelham às que tinha enquanto estava em prisão domiciliar, no Solar de Brasília.

Como mostrou o Metrópoles, durante os 100 primeiros dias em que esteve recluso em sua casa, Bolsonaro esteve com visitantes em 62 ocasiões, atendendo a 69 pessoas.

Quase metade dos que estiveram com Bolsonaro no período, entre 4 de agosto e 12 de novembro, foram aliados políticos. Ao todo, foram 33 políticos, sendo 26 deles congressistas.

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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