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Cotidiano

Acre é o estado que mais avançou nas análises do Cadastro Ambiental Rural

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O Acre registrou um aumento de 48% no número de inscrições no CAR – Cadastro Ambiental Rural – em 2021. E não foi apenas isso. O estado também triplicou o número de técnicos dedicados à análise dos cadastros, com 20 analistas, aumentou em 61% o número de termos de compromisso assinados, atingindo o número de 296, e se tornou o segundo estado com mais termos de compromisso em execução.

Os dados são de um estudo feito por pesquisadoras do Climate Policy Initiative (CPI), que revela que dos quatro estados mais avançados, Acre foi o último a chegar na etapa de regularização dos passivos e já se destacou. O levantamento mostra a situação do CAR nos estados brasileiros e como estão os esforços dos governos e proprietários para quitar suas pendências ambientais.

Criado pelo Novo Código Florestal em 2012, o CAR é a principal ferramenta para o proprietário registrar as características ambientais do imóvel, indicando a vegetação nativa conservada ou precisando ser recuperada. Mas passados quase dez anos de sua criação, a implementação do CAR ainda tem atrasos. E a segunda fase de regularização ambiental, conhecida como PRA, está ainda mais retardada.

O quadro geral revelado pelo estudo realizado pelas pesquisadoras Joana Chiavari, Cristina Leme Lopes e Julia Nardi de Araújo, todas do CPI e da Pontifícia Universidade Católica (PUC-Rio), mostra que alguns estados avançaram nas análises do CAR feitas pelos proprietários de terra. Mas os fazendeiros ainda estão demorando a passar para a etapa de regularização ambiental de suas propriedades.

Como a implementação do CAR é realizada pelos órgãos estaduais, a situação varia entre as unidades da federação. Os estados do Acre, Mato Grosso, Pará e Rondônia são os mais avançados na implementação do Código Florestal. Destes quatro, Acre e Pará são os estados com a melhor performance em 2021.

No Acre, Amazonas, Pará e Rondônia, em torno de 20% dos cadastros do estado já começaram a ser analisados. No estado do Mato Grosso, este número alcança quase metade (46%) dos cadastros estaduais e, no Espírito Santo, aproximadamente 72% dos cadastros já passaram por esta etapa.

Existe um desafio enorme de chegar à etapa final de regularização ambiental dos imóveis rurais. Devido à falta de interesse dos produtores rurais na adesão ao Programa de Regularização Ambiental (PRA), apenas uma parte dos cadastros já validados segue para a etapa de assinatura de Termo de Compromisso (TC) para a recuperação dos passivos em Áreas de Preservação Permanente (APP) e Reserva Legal.

No Acre, cerca de 60% dos cadastros validados com passivos já possuem TC, em Mato Grosso e no Pará este número cai para 20% e, em Rondônia, a situação é ainda pior, os termos firmados correspondem a apenas 5% dos cadastros validados com passivos. Quinze estados já promoveram a regulamentação do PRA e a maioria dos estados já adotou critérios e parâmetros para a restauração dos passivos em APP e Reserva Legal.

Entretanto, nove estados ainda estão muito atrasados na construção de uma base legal para regularização dos imóveis rurais: Alagoas, Espírito Santo, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Roraima, Sergipe e Tocantins.

O CPI – Climate Policy Initiative – é um centro de pesquisa baseado no Rio de Janeiro e associado à PUC-Rio que realiza estudos sobre desenvolvimento sustentável, sobretudo com viés econômico e jurídico. A publicação faz parte de um projeto de monitoramento permanente da implementação do Código Florestal nos estados brasileiros, que conta com a contribuição dos órgãos ambientais e de agricultura estaduais.

Com informações da Agência Approach Comunicação.

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Rodrigo Deião tem atletas regularizados e pode fazer mudanças na Adesg

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Foto Glauber Lima: Adesg tem um jogo difícil na 2ª rodada do Estadual

Os meias Bruno, Gabriel Silva e Breno foram regularizados nesta terça, 20, e são três opções do técnico Rodrigo Deião na Adesg. O Leão enfrenta o Vasco no sábado, 24, às 17 horas, na Arena da Floresta.

Começa a definir

Rodrigo Deião comanda um trabalho tático nesta quarta, 21, e começa a montagem da equipe para o segundo jogo no Estadual. O zagueiro Jailson pode seguir improvisado na lateral, mas existe a possibilidade de Matheus Damasceno assumir a titularidade.

Fase de recuperação

Ainda em fase de recuperação de uma lesão no joelho direito, o meia/atacante Polaco também pode ganhar mais minutos contra o Vasco. O atleta é uma peça importante dentro da construção de uma equipe forte para lutar por uma vaga na semifinal.

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Ensino de computação e robótica passa a fazer parte da formação escolar no Acre

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Foto: Mardilson Gomes/SEE

O Conselho Estadual de Educação do Acre (CEE/AC) publicou nesta quarta-feira, 21, a Resolução nº 667/2025, que institui o Currículo de Educação Digital, Midiática e Computacional do Estado, incorporado ao Currículo de Referência Único do Acre. A medida, publicada no Diário Oficial do Estado, orienta a implementação dos conteúdos em escolas públicas e privadas, tanto na rede estadual quanto nos sistemas municipais de ensino, a partir de 2026.

O currículo tem como base a BNCC Computação, seguindo as diretrizes da Política Nacional de Educação Digital (Lei nº 14.533/2023), que prevê o ensino de computação, programação, robótica e competências digitais desde a Educação Infantil até o Ensino Médio. Segundo a presidente do CEE/AC, Elisete Silva Machado, a iniciativa visa garantir letramento digital e desenvolvimento do pensamento computacional, preparando os estudantes para os desafios da sociedade digital.

O currículo está estruturado em três eixos principais: Pensamento Computacional: desenvolvimento de capacidade de analisar, modelar, resolver e automatizar problemas de forma sistemática, criando algoritmos e aplicando fundamentos da computação; Mundo Digital: compreensão de hardware, computadores, tablets, celulares e do ambiente digital baseado na internet e Cultura Digital: aprendizagem voltada à participação ética e crítica no mundo digital, considerando os impactos da revolução tecnológica na sociedade.

A resolução estabelece que os conteúdos podem ser oferecidos como componente curricular específico ou tema transversal, e define critérios para a formação de professores, incluindo licenciaturas em computação, informática, robótica educacional ou especialização na área. As escolas deverão garantir formação continuada, recursos tecnológicos, acessibilidade e banda larga para apoiar a prática pedagógica.

O currículo será incorporado a todos os níveis da educação básica, incluindo Educação Infantil, Ensino Fundamental (anos iniciais e finais), Ensino Médio, Educação de Jovens e Adultos, Educação Especial, Educação do Campo, das Águas, das Florestas e Educação Indígena, respeitando a territorialidade e direitos interculturais das comunidades.

A Resolução CEE/AC nº 667/2025 entra em vigor na data de sua publicação, e os sistemas de ensino devem iniciar a implementação e operacionalização em 2026, com atualização dos documentos curriculares, planos de curso e regimentos escolares, garantindo que todos os estudantes tenham acesso às competências digitais.

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Crise no Republicanos do Acre escancara divisão entre aliados de Gladson e projeto de Alan Rick

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Roberto Duarte afirma que partido já tem nomes para duas vagas federais e três estaduais, mas não revela candidatos por medo de “cooptação” segunda o parlamentar

O presidente estadual do Republicanos no Acre, confirmou que a chapa do partido para deputado estadual nas eleições de 2026 não contará com nenhum dos atuais parlamentares da legenda. Foto: captada 

Durante agenda oficial em Brasiléia e Epitaciolândia, últimos dois dias (19/20), onde se reuniu com lideranças, como também o prefeito Carlinhos do Pelado (PP) e o líder Sérgio Lopes (PL), o presidente estadual do Republicanos no Acre, deputado federal Roberto Duarte, confirmou que o partido não dará legenda para a reeleição dos atuais deputados estaduais Clodoaldo Rodrigues, Tadeu Hassem e Gene Diniz.

Duarte afirmou que o Republicanos já tem nomes definidos para disputar — e eleger — duas vagas na Câmara Federal e três na Assembleia Legislativa, mas não revelou as identidades por receio de que sejam “cooptados” por adversários, segundo o parlamentar. A estratégia indica uma renovação forçada na bancada estadual do partido, que busca ampliar sua representação sem repetir os titulares atuais.

A filiação de Alan Rick ao Republicanos, vem produzindo novos capítulos no tabuleiro político do Acre e gesto de lealdade ao governador Gladson e à vice Mailza. Foto: captada 

Em entrevista ao jornalista Luis Carlos (Crica), Duarte afirmou que o Republicanos já tem chapas prontas para eleger deputados federais e estaduais no estado, não revelou os nomes e a declaração sinaliza uma renovação na bancada estadual da legenda e aponta para uma disputa interna acirrada nas prévias do partido.

Nos bastidores da política, o clima no Republicanos é de ruptura, e não há como disfarçar. A filiação do senador Alan Rick ao partido, celebrada com pompa e presença de figuras nacionais da legenda, também serviu para escancarar quem está dentro… e quem está fora do novo projeto político da legenda no acre.

Os três deputados estaduais do Republicanos na Assembleia Legislativa: Gene Diniz, Clodoaldo Rodrigues e Tadeu Hassem, simplesmente não apareceram ao evento de filiação do pré-candidato ao governo Alan Rick. A ausência foi tudo, menos casual. Nos corredores da Aleac, a leitura é unânime: foi um gesto claro de lealdade ao governador Gladson Cameli e à vice Mailza Assis, que será a candidata do grupo ao governo em outubro.

A ligação dos três deputados do Republicanos com o Palácio Rio Branco não é de hoje. Todos têm raízes no Progressistas, partido de Gladson e Mailza. O deputado Clodoaldo tem a esposa, Delcimar Leite, como vice-prefeita de Zequinha Lima (PP) em Cruzeiro do Sul. Gene Diniz é irmão do prefeito de Sena Madureira, Gerlen Diniz, também do PP. Já Tadeu Hassem é irmão da ex-prefeita de Brasileia, Fernanda Hassem, outro nome forte da sigla, cotada para disputar uma cadeira no Congresso Nacional.

Roberto Duarte, em agenda na fronteira, afirma que chapas para federal e estadual já estão definidas, mas oculta nomes para evitar “cooptação”. Foto: captada 

Fidelidade politica tem preço

O presidente estadual do Republicanos já tinha deixado claro na época da filiação do senador Alan Rick de quem não estivesse alinhado teria que buscar outro abrigo partidário para tentar a reeleição. Traduzindo: ou seguem o novo comando, ou ficam sem a legenda em 2026.

Nos bastidores, a avaliação é que a saída dos três parlamentares é só uma questão de tempo. A relação com o governo Gladson segue firme, e há quem aposte que o Progressistas abrirá as portas para recebê-los, afinal, o grupo é o mesmo, e a lealdade, nesse jogo, ainda conta muito.

Como diz o ditado, ainda há muita água para rolar por debaixo dessa ponte. E, no Acre, o rio da política costuma mudar de curso de uma hora para outra.

Gene Diniz, Clodoaldo Rodrigues e Tadeu Hassem, mantém lealdade politica ao governador Gladson Cameli e à vice Mailza Assis. Foto: captada

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