Acre
Abate de bovinos no Acre tem mais de 38% de aumento em 2023 e ultrapassa 400 mil cabeças
Considerando o peso das carcaças, o estado ultrapassou 100 mil toneladas ao longo do ano passado, segundo o IBGE. No último trimestre de 2023, Acre também teve crescimento de mais de 57% no abate.

O abate de bovinos no Acre teve mais de 38% de aumento em 2023, e ultrapassou 400 mil cabeças, de acordo com a pesquisa Estatísticas da Produção Pecuária, produzida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados no dia 14 deste mês.
Ao todo, no ano passado, o estado teve 466.875 bovinos abatidos, número 38,2% maior que o acumulado em 2022, que foi de 337.834 cabeças de gado. Considerando o peso das carcaças, o estado saiu de 85.750 em 2022 para 115.543 em 2023. A variação foi de 34,7%.
O crescimento também foi detectado no recorte do quatro trimestre de 2023. Entre outubro e dezembro, foram 131.257 bovinos abatidos, número 57,7% maior que o mesmo período em 2022.
No cenário nacional, a alta no Acre foi maior que a média do país, que registrou aumento de 13,7% no abate de bovinos em 2023 na comparação com 2022. O crescimento acreano foi o segundo maior da região norte, atrás do estado de Rondônia, que teve crescimento de 41% no abate de bovinos em 2023.
Em todo o país, foram abatidas 1,61 milhão de cabeças de bovinos a mais no 4º trimestre de 2023 em relação ao mesmo período do ano anterior, impulsionado por aumentos em 22 das 27 unidades da federação.
Produção de ovos de galinha
A quantidade de ovos de galinha produzidos no Acre em 2023 também registrou crescimento. Com 5,4 mil ovos produzidos, a taxa de aumento foi de 22,3% em relação a 2022, com 4,4 mil.
Em âmbito nacional, o total de ovos abatidos teve um aumento de 2,7%em 2023. O percentual registrado pelo Acre foi o maior da Região Norte, à frente de Rondônia, que marcou 7,2% de aumento. Considerando a quantidade de ovos produzidos, porém, o Acre ficou em último lugar na região.
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Acre
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Acre
Boletim indica precipitações intensas e continuidade das chuvas até fevereiro

O Acre enfrenta um dos meses de janeiro mais chuvosos dos últimos anos, com acumulados expressivos registrados em todas as regiões do estado. Dados do Boletim do Tempo nº 14, divulgado pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) nesta segunda-feira (26), mostram que, entre 1º e 26 de janeiro de 2026, vários municípios ultrapassaram com folga as médias climatológicas esperadas para todo o mês.
Segundo o levantamento, Brasiléia lidera o ranking de chuva acumulada, com 670,8 milímetros, seguida por Rio Branco, que já soma 542,4 mm. Também se destacam os volumes registrados em Manoel Urbano (418,8 mm), Jordão (344,8 mm), Assis Brasil (308,4 mm), Xapuri (300,4 mm) e Porto Acre (299,4 mm). Em praticamente todos esses municípios, os índices superam as médias históricas para o período, reforçando o cenário de chuvas acima do normal em 2026.
Além dos dados por município, estações e comunidades rurais também registraram acumulados elevados. Locais como Colônia Dolores (388,2 mm), Seringal Guarany (343,6 mm) e Seringal São José (308,8 mm) figuram entre os pontos com maior volume de precipitação no início do ano, evidenciando que as chuvas têm sido bem distribuídas tanto em áreas urbanas quanto rurais.
Previsão semanal mantém cenário de muita chuva
A tendência, segundo a Sema, é de continuidade das chuvas nos próximos dias. A previsão semanal, válida para o período de 26 de janeiro a 1º de fevereiro de 2026, indica volumes entre 50 mm e 150 mm em grande parte do estado. O prognóstico do modelo NCEP/GFS aponta ainda anomalia positiva de precipitação, ou seja, chuvas acima do esperado para esta época do ano em boa parte do território acreano.
Esse cenário reforça o estado de atenção das autoridades, especialmente em regiões cortadas por grandes rios, já que o excesso de chuva contribui para a elevação gradual dos níveis fluviais. Por outro lado, o volume elevado de precipitação ajuda a reduzir riscos ambientais associados à estiagem, como queimadas e incêndios florestais.
A Sema destaca que o monitoramento hidrometeorológico segue contínuo e que novos boletins serão divulgados para acompanhar a evolução das chuvas e seus impactos. A orientação é para que a população fique atenta aos comunicados oficiais, especialmente em áreas historicamente suscetíveis a alagamentos e cheias.

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