Brasil
2015 terá mais de R$ 8 bilhões com recursos do FNO para a economia regional
A partir do dia 1º de janeiro de 2015, o Banco da Amazônia vai disponibilizar no seu site os planos de aplicação dos recursos financeiros de todos os Estados da Região Norte para o ano. Esses planos foram resultados de amplos encontros estaduais, coordenados pelo Banco, que reuniram órgãos governamentais e não-governamentais envolvidos com o fomento e entidades representativas dos setores produtivos. Além de tornar mais objetiva (e produtiva) a utilização do FNO, os planos estaduais formam a base das informações que subsidiam a programação regional de aplicação do Fundo.
Serão R$ 8,9 bilhões a serem injetados na economia regional, sendo R$ 5,7 bilhões do FNO e o restante de outras fontes de fomento, como FAT, FDA, BNDES, OGU, FMM e Recursos Próprios, além de recursos da carteira comercial.
Dentre as principais mudanças no FNO para o próximo ano está a criação de uma linha de financiamento exclusiva na Agricultura de Baixo Carbono (Programa ABC), o financiamento para os projetos de geração, transmissão e distribuição de energia, que já tenham contratado operações com recursos do FNO, a ampliação das linhas de financiamento para aquisição de bens importados, com índice de nacionalização em valor inferior a 60%, sujeito a algumas restrições (vide Plano do FNO), para os tomadores de grande porte (faturamento bruto anual superior a R$ 16 milhões), a ampliação do empréstimo para custeio e capital de giro aos insumos necessários ao desempenho da atividade, o aumento do limite de endividamento máximo do microempreendedor individual de R$ 15 para 20 mil.
Os encargos financeiros do FNO para o próximo ano serão definidos pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), ainda no decorrer de 2014, porém, caso isso não ocorra, as taxas nas primeiras semanas de 2015 serão de 5% a 8,5% ao ano para as atividades do setor rural e 6,75% a 10% ao ano para as atividades dos demais setores, até que o CMN publique os novos encargos. Para demais informações acesse o site (www.bancoamazonia.com.br, no link institucional > o banco > planos de aplicação de recursos).
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Região Norte captou 117,2 milhões de reais por meio da Lei Rouanet, em 2025
O ano de 2025 registrou mais um volume recorde de captação de recursos por meio da Lei Rouanet
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Preço da castanha oscila entre 900 e 1,2 mil bolivianos em Cobija; camponeses esperam alta com compra de empresários peruanos
Produtores rurais da Bolívia aguardam incremento na cotação com entrada de compradores do Peru; castanha é um dos principais produtos da economia regional

A alta esperada pode aquecer a economia local, mas também pressionar a cadeia de suprimentos e afetar os preços em países vizinhos como Brasil e Peru. Foto: captada
O preço da castanha no departamento de Pando, na Bolívia, está oscilando entre 900 e 1,2 mil bolivianos por carga, variando conforme a qualidade e a região de produção. Camponeses e extrativistas locais esperam que a cotação suba com a chegada de empresários compradores do Peru, que tradicionalmente adquirem o produto para processamento e exportação.
A castanha (também conhecida como castanha-do-brasil ou noz amazônica) é um dos principais produtos da economia pandina, especialmente para comunidades rurais e indígenas. A expectativa de incremento no preço movimenta o setor extrativista, que depende da safra para geração de renda.

Camponeses e seringueiros dependem da safra para renda; possível compra por empresários peruanos pode elevar cotação do produto. Foto: captada
A atividade tem forte ligação com a dinâmica fronteiriça entre Bolívia, Brasil e Peru, sendo comum o comércio transfronteiriço de castanha in natura e processada. A entrada de compradores peruanos pode aquecer o mercado local, mas também aumenta a competição por estoques, o que pode elevar os preços na região.
Veja vídeo reportagem com Kike Navala:
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PF pede ajuda da AGU contra decisão de Toffoli, mas não é atendida

A Polícia Federal (PF) buscou a ajuda da Advocacia-Geral da União (AGU) para apoio jurídico com o objetivo de questionar uma decisão do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), que definiu nominalmente os peritos da corporação responsáveis pela análise das provas colhidas no caso Banco Master.
A AGU, no entanto, descartou apresentar qualquer recurso em nome da União e orientou a corporação a levar o questionamento diretamente ao Supremo, caso considere necessário. Fontes da AGU confirmaram ao Metrópoles o pedido de ajuda negado.
A decisão do magistrado está dentro da investigação que apura suspeitas de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master, no âmbito da Operação Compliance Zero.
Toffoli autorizou quatro peritos da PF a terem acesso integral aos documentos e dados apreendidos, determinando ainda que eles contem com o acompanhamento da Procuradoria-Geral da República (PGR) durante os trabalhos periciais.
“Ressalto que os referidos peritos terão livre acesso ao material apreendido e deverão contar com o apoio da Procuradoria-Geral da República para acompanhamento dos trabalhos periciais”, escreveu Toffoli na decisão que causa incômodo dentro da PF.
Queda de braço
As provas recolhidas na segunda fase da operação também foram encaminhadas à PGR, responsável por acompanhar a extração dos dados.
Inicialmente, Toffoli havia determinado que todo o material ficasse lacrado e sob custódia do STF. Em seguida, reviu a decisão e transferiu a guarda para a PGR.
Somente em um terceiro momento autorizou o acesso direto dos peritos da PF, após a corporação alertar para possíveis prejuízos à apuração.
Toffoli reduz prazo para depoimentos
A mudança ocorreu após a PF informar limitações de pessoal e de salas disponíveis no STF.
Desde dezembro, o ministro tem cobrado publicamente o cumprimento dos prazos, chegando a mencionar “falta de empenho” da Polícia Federal. A corporação, por sua vez, atribui os atrasos a dificuldades operacionais. Para Toffoli, os depoimentos são fundamentais para o avanço da investigação e para a proteção do Sistema Financeiro Nacional.
O inquérito, que tramita sob sigilo no STF, apura suspeitas de fraudes envolvendo o banco controlado pelo empresário Daniel Vorcaro, um dos principais alvos da investigação.
A primeira fase da Operação Compliance Zero ocorreu em novembro e resultou em sete prisões. Vorcaro chegou a ser detido no Aeroporto Internacional de Guarulhos quando, segundo investigadores, tentava deixar o país em um avião particular com destino à Europa, mas foi solto dias depois por decisão judicial.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL


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