Cotidiano
Xapuri é o primeiro município do interior do Acre a inaugurar Praça da Juventude
Com recursos da ordem de R$ 1,5 milhão, fruto de emenda parlamentar da ex-deputada Antônia Lúcia, o complexo esportivo foi retomado pelo atual prefeito, Ubiracy Vasconcelos (PT), e inaugurado na quinta-feira, 19.

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O projeto Praça da Juventude, que consiste em uma área de convivência comunitária onde serão realizadas também atividades culturais e de lazer para a população de todas as faixas etárias, foi criado pelo governo federal em 2007 com o objetivo de levar um equipamento esportivo público e qualificado para a população que pudesse se tornar ponto de encontro e referência para a juventude.
Em Xapuri, o projeto foi iniciado durante a gestão do ex-prefeito Marcinho Miranda, mas problemas na execução fizeram com que os recursos fossem bloqueados e a obra ficou paralisada por mais de cinco anos. Com recursos da ordem de R$ 1,5 milhão, fruto de emenda parlamentar da ex-deputada Antônia Lúcia, o complexo esportivo foi retomado pelo atual prefeito, Ubiracy Vasconcelos (PT), e inaugurado nesta quinta-feira, 19.

A estrutura, batizada com o nome do jovem Caleb do Nascimento Mota, desportista local morto no ano de 2005, conta com uma quadra poliesportiva coberta, teatro de arena com palco, quadra de areia, pista para caminhada com iluminação, ginásio para artes marciais, camarins, vestiários e sanitários, entre outros. Consta ainda, no projeto, um campo de futebol Society, não concluído.
Durante o ato de inauguração do espaço, o prefeito Ubiracy Vasconcelos agradeceu à família do jovem homenageado e afirmou que o investimento na área de esporte e lazer foi uma das prioridades de sua gestão, marcada pela construção ou reformas de áreas destinadas a práticas esportivas e de convivência.
“São obras que contribuem para a melhoria da qualidade de vida de nossa população. A Praça da Juventude é um investimento muito alto que as pessoas, e não somente a prefeitura, devem cuidar e preservar com muito carinho. Não posso esquecer de agradecer a então deputada Antônia Lúcia, que destinou essa emenda para Xapuri e mesmo depois de encerrado seu mandato continuou a nos ajudar na liberação dos recursos”.

A comandante do Batalhão do Corpo de Bombeiros de Xapuri, Marcela Sopchaki, participou do ato de inauguração da Praça da Juventude e disse que ficou surpresa com a qualidade da estrutura. Segundo ela, Xapuri não dispunha de um espaço que pudesse atender a demanda de atividades sociais desenvolvidas na cidade, como é o caso do projeto Bombeiro Mirim, do Corpo de Bombeiros Militar do Acre, que será um dos usuários dos equipamentos.
“Eu não conhecia esse espaço, não sabia que estava sendo construída uma coisa tão grandiosa assim e tão importante para a prática de atividades esportivas, que têm uma importância muito grande na formação da juventude. Com certeza o nosso projeto Bombeiro Mirim fará muito uso desse espaço que agora temos em nossa cidade”, afirmou a militar.
Concebido pelo antigo Ministério do Esporte e implementado com governos estaduais e municipais, o projeto Praça da Juventude conta ainda com a parceria do Ministério da Justiça, por intermédio do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), que oferece condições para que as Praças da Juventude possam se consolidar como organizações efetivas e integradas à vida comunitária, educando, ressocializando e apoiando jovens em situação de vulnerabilidade social.

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Acre registra 111 crianças e adolescentes órfãos de feminicídio entre 2021 e 2025, aponta encontro no TCE
Reunião discutiu aplicação da Política Estadual de Proteção a Órfãos do Feminicídio; quatro famílias já solicitaram auxílio financeiro previsto em lei

Durante o encontro, a presidente do TCE-AC, Dulce Benício, afirmou que o Estado precisa garantir proteção às crianças afetadas pela violência. Foto: cedida
O Acre registrou 111 crianças e adolescentes órfãos de feminicídio entre 2021 e 2025. Os dados foram apresentados nesta quarta-feira (4), durante reunião no Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC), que reuniu representantes de órgãos públicos para discutir a aplicação da Política Estadual de Proteção e Atenção Integral às Órfãs e Órfãos de Feminicídio.
A política foi criada pela Lei nº 4.065/2022 e prevê assistência a filhos de mulheres vítimas de feminicídio. Também houve definições de critérios para concessão de auxílio financeiro e organização do atendimento especializado.
Durante o encontro, a presidente do TCE-AC, Dulce Benício, afirmou que o Estado precisa garantir proteção às crianças afetadas pela violência. “A dor causada pelo feminicídio não se encerra no ato criminoso. Ela se prolonga na vida dos filhos que permanecem e que precisam do amparo do Estado. Nosso compromisso é assegurar que essa política pública se traduza em proteção concreta”, disse.
A reunião contou com representantes do Tribunal de Justiça, Ministério Público, Assembleia Legislativa, Defensoria Pública e secretarias do governo estadual. A juíza Evelin Campos Cerqueira Bueno destacou a necessidade de atenção aos processos de guarda das crianças que perderam suas mães.
“O encaminhamento é priorizar os processos de guarda e fortalecer a rede de proteção para garantir acompanhamento dessas crianças”, afirmou.
Auxílio financeiro e dados estaduais
Segundo a Secretaria de Estado da Mulher, responsável pela execução da política pública, quatro solicitações de famílias já foram registradas para concessão do auxílio financeiro previsto na lei. Os pedidos estão em análise.
De acordo com dados apresentados na reunião, o Brasil registra em média quatro feminicídios por dia. No Acre, a média é de um caso por mês.
As instituições também discutiram a ampliação da articulação com prefeituras para fortalecer a rede de proteção nos municípios e garantir o acesso das crianças e adolescentes aos serviços previstos na política estadual.

A reunião contou com representantes do Tribunal de Justiça, Ministério Público, Assembleia Legislativa, Defensoria Pública e secretarias do governo estadual. Foto: captada
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Ministro André Mendonça nega habeas corpus e mantém preso ex-presidente do PP Jovem no Acre
Hélio do Nascimento Bezerra Júnior foi preso em abril de 2025 na Operação Renitência, que investiga tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro e associação criminosa

A prisão de Hélio Bezerra ganhou repercussão no meio político acreano por ele ter atuado como dirigente da juventude de um partido político no estado. Foto: arquivo
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu negar o pedido de habeas corpus apresentado pela defesa de Hélio do Nascimento Bezerra Júnior, ex-presidente do PP Jovem no Acre. A decisão foi divulgada nesta terça-feira (3) e mantém o investigado em prisão preventiva.
Hélio foi preso pela Polícia Federal em abril de 2025 durante o avanço das investigações da Operação Renitência, que apura a atuação de um grupo suspeito de envolvimento em atividades criminosas no estado.
De acordo com as autoridades, o esquema investigado teria ligação com tráfico internacional de drogas e armas, além de associação criminosa e lavagem de dinheiro. Os investigadores também buscam esclarecer como os recursos obtidos de forma ilegal eram inseridos novamente na economia formal.
No pedido apresentado ao Supremo, a defesa pretendia derrubar uma decisão anterior do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que já havia determinado a manutenção da prisão do investigado.

Hélio do Nascimento Bezerra Júnior permanece detido à disposição da Justiça Federal. Foto: arquivo
Ao analisar o caso, o ministro André Mendonça entendeu que não há base jurídica para o STF rever a decisão monocrática de um ministro de tribunal superior, salvo em situações excepcionais em que fique comprovada ilegalidade evidente. Com esse entendimento, o magistrado decidiu não dar prosseguimento ao habeas corpus, mantendo válida a determinação de prisão preventiva.
A prisão de Hélio Bezerra ganhou repercussão no meio político acreano por ele ter atuado como dirigente da juventude de um partido político no estado.
Até o momento da publicação desta reportagem, a defesa de Hélio do Nascimento Bezerra Júnior não havia se manifestado publicamente sobre a decisão do STF. O espaço segue aberto caso a defesa deseje se manifestar.

Durante a vistoria em um dos carros na época, foi encontrado um carregador de fuzil com 27 munições calibre .222 Remington (5.56 mm) e mais 19 munições do mesmo tipo, armazenadas separadamente. Foto: arquivo
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PRF flagra caminhão sem silenciador e com ocupantes na carroceria durante fiscalização em Feijó
Veículo trafegava na BR-364 com ruído acima do permitido e pessoas em partes externas, configurando infrações de trânsito e possível crime ambiental por poluição sonora

Os policiais verificaram que o caminhão estava sem o silenciador no sistema de escapamento. A ausência do equipamento impede o controle adequado dos níveis de ruído e da emissão de gases. Foto: captada
Durante patrulhamento de rotina no km 490 da BR-364, no município de Feijó, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) abordou um caminhão M.Benz/L 1313, de cor azul, que apresentava diversas irregularidades.
Segundo a corporação, o veículo trafegava com duas pessoas posicionadas em partes externas da carroceria, expondo os ocupantes a risco iminente de acidentes. Além disso, o caminhão emitia ruídos muito acima dos limites permitidos, o que chamou a atenção da equipe e motivou a interceptação para uma fiscalização mais detalhada.
Durante a inspeção, os policiais verificaram que o caminhão estava sem o silenciador no sistema de escapamento. A ausência do equipamento impede o controle adequado dos níveis de ruído e da emissão de gases, configurando infração de trânsito e possível crime ambiental por poluição sonora.
A conduta foi inicialmente enquadrada com base no artigo 54 da Lei nº 9.605/1998, que trata de causar poluição em níveis que possam resultar em danos à saúde humana.
A PRF reforçou que o uso do silenciador é obrigatório, conforme normas do Conselho Nacional de Trânsito, sendo essencial para reduzir impactos ambientais e riscos à saúde, como danos auditivos causados pela exposição prolongada a ruídos excessivos.
O caso será encaminhado ao Ministério Público Estadual e aos órgãos ambientais competentes para apuração das responsabilidades administrativas e criminais. Os dados pessoais dos envolvidos não foram divulgados.

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