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Vídeos: Invasores de terra ateiam fogo em fazenda e proprietário faz apelo às autoridades
Proprietário fez um apelo às autoridades para que os crimes ambientais cessem. “Esse é o verdadeiro crime ambiental provocado por invasores. Onde estão as autoridade para combater os verdadeiros criminossos?, questionou.

Por Gina Menezes
Atualmente ar da Amazônia apresenta concentrações de até 500 microgramas de partículas em um metro cúbico (m3) de ar, quando o normal para a região é de 15 a 20 microgramas por m3 de ar. É um índice de poluição muito alto. Isso por conta dos crimes ambientais que continuam a se perpetrar a céu aberto como o que está acontecendo na fazenda Palotina, município de Lábrea, Amazonas. A fazenda está sendo vítima de ação criminosa de invasores conforme mostra o laudo de conclusão de monitoramento realizado entre os dias 04 de agosto a 31 de agosto deste ano.
O proprietário da fazenda, Sidney Zamora, que já vinha buscando solução, fez um apelo na tarde de quarta-feira (18) após o fogo avançar cada vez.
Sidney Zamora afirmou, em rede social, que os funcionários passaram a noite tentando conter o fogo provocado pelos invasores.
“Tentamos evitar que o fogo avançasse mais ainda, mas não teve jeito. Nossa cerca foi totalmente destruída”.

Zamora fez um apelo às autoridades para que os crimes ambientais cessem. “Esse é o verdadeiro crime ambiental provocado por invasores. Onde estão as autoridade para combater os verdadeiros criminossos?, questionou.
O laudo do monitoramento mostra a detecção de desmate ilegal na reserva indo além de novas construções de “barracos”, estrada, cerca, açudes e currais.

O relatório fotográfico mostra imagens assustadoras de grandes incêndios destruindo a reserva legal em descarado crime ambiental.
“A reserva legal da Fazenda Palotina está sofrendo ataques de invasores, onde estes praticam o desmatamento, utilizam fogo para limpeza do local, semeiam capim, acabando com a flora local e afugentando a vida selvagem. A utilização de imagens de satélite Sentinel atualizadas e imagens aéreas com auxílio de um veículo aéreo não tripulado foi de suma importância para o monitoramento do avanço do desmatamento ilegal que degrada com a fauna e flora da reserva legal da fazenda Palotina”, diz trecho do relatório.

O relatório deixa claro que ação dos invasores tem intensificado os crimes ambientais na fazenda Palotina.
“A supressão da vegetação nativa observada na reserva legal da fazenda, no período de monitoramento, está sendo executada de forma a esquadrejar as áreas que já sofreram alguma intervenção anteriormente, ou seja, eles estão delimitando o suposto lote que cada invasor se diz proprietário”, diz.

Crimes ambientais dos mais diversos tipos dentro da fazenda Palotina
O relatório final do monitoramento realizado na fazenda Palotina mostrou que havia outros crimes ambientais além das queimadas.
“Após visitas a campo e análises de imagens de satélite, nos meses de julho e agosto deste ano, o monitoramento da evolução das derrubadas e outras ações dos invasores está finalizado e pode-se concluir que o desmate ilegal ainda está sendo praticado; derrubadas novas foram cadastradas e hoje a área de floresta primária subtraída é de 3.952,56 hectares, sendo que nos dois meses de monitoramento foram subtraídos 356,97 hectares de floresta primária”, diz trecho.

Segundo o relatório, o lastro de crimes ambientais pode ser visto em diversos áreas.
“A maioria das derrubadas novas, estão sendo em grandes proporções, com alto custo de execução, emprego de maquinas pesadas, benfeitorias de alto valor, conexão de aberturas antigas e esquadrejamento das mesmas. Iniciaram o processo de queima da biomassa para a formação de pasto em derrubada 2024 e limpeza de indivíduos regenerantes em derrubadas datadas de 2023 ou um período anterior”, diz conclusão do documento.
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Tensão no Oriente Médio começa a impactar preço dos combustíveis no Acre
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Foto: reprodução/Poder360
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Operação Pax: Polícia Civil do Acre integra ação da FICCO que cumpre mais de 30 mandados contra organização criminosa

Polícia Civil do Acre e forças integradas cumprem mandados durante a Operação Pax em municípios do estado. Foto: Emerson Lima/ PCAC
Nesta terça-feira, 10, a Polícia Civil do Acre (PCAC) participou, em conjunto com a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado do Estado do Acre (FICCO/AC), da Operação Pax, que resultou no cumprimento de mais de 30 mandados de busca e apreensão domiciliar expedidos pela Vara do Juiz das Garantias do Estado do Acre.
A ação ocorreu nos municípios de Rio Branco, Sena Madureira e Rodrigues Alves, com o objetivo de desarticular parte da estrutura administrativa e financeira de uma organização criminosa com atuação no estado.
De acordo com as investigações, os envolvidos operavam a partir de unidades prisionais e também em bairros das cidades de Rio Branco e Sena Madureira, coordenando atividades voltadas à manutenção financeira do grupo criminoso.

Investigação identificou esquema de arrecadação por “mensalidades”, “rifas” e “caixinhas” para financiar atividades criminosas. Foto: Emerson Lima/ PCAC
A investigação, fundamentada na análise de dados e em diligências de campo, revelou que a organização atuava de forma estruturada para manter o fluxo de caixa da facção. Entre os mecanismos de arrecadação identificados estão cobranças de “mensalidades”, realização de “rifas” e formação de “caixinhas”, administradas por meio de grupos de mensagens instantâneas.
Ainda segundo os investigadores, essas atividades eram organizadas com divisão hierárquica e regionalizada, garantindo recursos para o financiamento de práticas criminosas e para o suporte logístico a integrantes custodiados no sistema penitenciário acreano.

Forças de segurança do Acre atuam de forma integrada para desarticular organização criminosa com atuação no estado. Foto: Emerson Lima/ PCAC
Os investigados poderão responder judicialmente pelo crime de integrar organização criminosa, além de outros delitos que eventualmente sejam identificados no decorrer das investigações.
A FICCO/AC é composta pela Polícia Federal do Brasil, Polícia Civil do Acre, Polícia Militar do Acre e Polícia Penal do Acre, atuando de forma integrada no combate às organizações criminosas no estado.
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Homem de 69 anos recebe alta após dez dias intubado por intoxicação com planta tóxica em Rio Branco
Oséias de Souza Lima comeu trombeta roxa com esposa e filho no quintal da vizinha; família ainda apresenta sequelas como sonolência e alucinações

Após a intoxicação, as três vítimas foram levadas ao hospital pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Foto: captada
Após dez dias internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), Oséias de Souza Lima, de 69 anos, recebeu alta do Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Acre (Into-AC). Ele havia sofrido intoxicação grave ao comer um fruto da planta trombeta roxa (Datura metel), conhecida popularmente como saia roxa, no último dia 26 de fevereiro, no bairro Belo Jardim II, em Rio Branco.
A informação foi confirmada à reportagem por uma cunhada de Oséias, que preferiu não se identificar, nesta segunda-feira (9). Segundo ela, o idoso ainda não está totalmente recuperado e apresenta sequelas.
“Após a alta, percebemos que ele ainda está com bastante sono, por isso fica bocejando direto e também segue meio lento”, relatou.
O caso aconteceu quando Oséias, a esposa Gelzifran da Silva Lima e o filho do casal, de 13 anos, ingeriram o fruto da planta tóxica que estava no quintal da vizinha. Todos foram socorridos e internados.
Gelzifran permaneceu internada por alguns dias e, segundo familiares, também enfrentou complicações. Mesmo após receber alta, ela apresentou períodos de alucinações, dificuldade para se alimentar por conta do gosto amargo na boca e insônia. O estado de saúde do adolescente não foi detalhado.
A trombeta roxa é uma planta ornamental que contém substâncias alucinógenas e altamente tóxicas se ingerida. A ingestão pode causar quadros graves de intoxicação, com sintomas que vão desde alucinações até complicações respiratórias e cardíacas.
Planta ‘Trombeta Roxa’
Conforme o professor e coordenador do Programa de Pesquisa em Biodiversidade da Amazônia Ocidental (PPBio) da Universidade Federal do Acre (Ufac), o biólogo Marcos Silveira, o fruto não pode ser ingerido por conta das toxinas.
“A trombeta roxa é da família Solanaceae, a mesma do tomate, da batata, da pimenta de cheiro e do manacá. Ela é uma planta asiática naturalizada em várias partes do mundo. É altamente tóxica, mas em doses controladas é usada como analgésico e antiespasmodico”, afirmou.
Ainda segundo o especialista, a planta é considerada invasora, visto que cresce com facilidade e se espalha rapidamente. Ele destacou também que por ter atropina, uma substância usada para tratar batimentos cardíacos lentos e em colírios para dilatar a pupila, o fruto da trombeta roxa causa intoxicação grave.

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