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Acre

Vice-governadora Mailza prestigia ato cívico pelos 49 anos de emancipação política de Assis Brasil

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A cidade foi oficialmente emancipada no dia 14 de maio de 1976, pela Lei Estadual nº 588. Anteriormente, fazia parte do município de Brasileia

Palanque oficial foi montado em frente à sede da prefeitura, na Praça Soldado Marinho. Foto: Ingrid Kelly/Secom

A vice-governadora e titular da Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH), Mailza Assis, participou na noite desta quarta-feira, 14, do ato cívico em comemoração aos 49 anos de emancipação política de Assis Brasil. A celebração foi realizada na região de tríplice fronteira, no Alto Acre, e reuniu autoridades municipais, estaduais e militares, além de lideranças comunitárias, estudantes e a população local.

O evento foi marcado pelo tradicional desfile cívico-militar, com a participação das escolas da rede pública de Assis Brasil, de Iñapari (Peru) e do Exército Brasileiro, reforçando o sentimento de pertencimento e orgulho da comunidade.  Para Mailza, a presença do governo estadual nas festividades representa o compromisso com o fortalecimento dos municípios fronteiriços e o reconhecimento da importância histórica e estratégica de Assis Brasil.

Escolas trouxeram temas do meio ambiente e sustentabilidade, retratando secas e cheias que o município enfrentou nos últimos anos. Foto: Ingrid Kelly/Secom

A vice-governadora elogiou o trabalho temático organizado pelas escolas municipais e estaduais, que apresentaram temas voltados ao meio ambiente, com destaque para as cheias e secas enfrentadas pelas cidades da região. Segundo a gestora, a educação ambiental tem papel fundamental na formação cidadã e na conscientização sobre os desafios climáticos que afetam diretamente a vida da população do Acre.

“Celebrar os 49 anos de Assis Brasil é reafirmar nosso compromisso com a identidade e a soberania desta região. Este município é porta de entrada do Acre e do Brasil e merece toda atenção do Estado. Trago aqui um abraço do governador Gladson Camelí, que tem um olhar especial pelo município”, acrescentou a vice-governadora.

Entrega de muda de mogno para vice-governadora e outras autoridades constituiu ato simbólico pelo reflorestamento da Amazônia. Foto: Ingrid Kelly/Secom

Durante o desfile, alunos da Escola Rural Joaquim Cardila, em ato simbólico pelo reflorestamento da Amazônia, ofereceram mudas de mogno à vice-governadora, ao prefeito Jerry Correia, ao deputado estadual Tadeu Hassem e ao prefeito de Iñapari, Dario Copa. O gesto emocionou o público presente.

Jerry Correia falou sobre a importância da parceria entre o Estado e o município e a integração com o Peru, manifestada durante o desfile cívico. A banda de música da Escola Secundária de Iñapari tocou os parabéns em frente ao palanque oficial montado na Praça Soldado Marinho. “A participação do governo no ato integra o calendário de celebrações que visam fortalecer os laços entre o poder público e as comunidades do interior, promovendo integração e valorização cultural”, disse o gestor.

Prefeito Jerry Correia agradeceu ao governo do Estado pelas parcerias que têm ajudado no desenvolvimento do município. Foto: Ingrid Kelly/Secom

Sobre Assis Brasil

O município leva o nome de Joaquim Francisco de Assis Brasil, importante diplomata e político brasileiro que participou da assinatura do Tratado de Petrópolis, em 1903, acordo que incorporou o Acre ao território nacional após o fim do conflito com a Bolívia. A cidade foi oficialmente emancipada no dia 14 de maio de 1976, pela Lei Estadual nº 588. Anteriormente, fazia parte do município de Brasileia.

Participaram ainda do ato cívico os prefeitos Edvaldo Teles, do Bujari, e Carlos Armando de Souza Alves, de Brasileia.

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Acre

TJAC implanta extensão de Libras e descrição de imagens no site para ampliar acessibilidade comunicacional

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Aplicativo funciona com acesso pelo computador ou celular e fornece auxílio para pessoas surdas, cegas, com baixa visão, dislexia e outras necessidades

O uso da tecnologia para garantir direitos e promover inclusão é o objetivo do novo sistema adotado pelo Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), que amplia a acessibilidade no site da instituição. O aplicativo facilita a navegação de pessoas surdas, cegas, com baixa visão, dislexia, transtorno do déficit de atenção e outras necessidades.

A ferramenta, chamada Rybená, pode ser utilizada tanto no computador quanto no celular. Com a extensão, textos em português são traduzidos para Libras. O sistema também conta com recurso de voz, que sintetiza o conteúdo selecionado, além de funcionalidades voltadas a pessoas com deficiência visual, como descrição de imagens, ajuste de contraste e saturação, e personalização de cores em textos, fundos e títulos.

Ao empregar tecnologia, o TJAC busca ampliar a inclusão e o acesso à informação, além de atender às orientações e normativas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A iniciativa também contribui para uma comunicação mais clara, com linguagem simples, promovendo a inclusão de forma mais ampla.

Com a modernização, o Judiciário acreano atende a um dos principais princípios do modelo de excelência em gestão, implantado pelo presidente do TJAC, desembargador Laudivon Nogueira, que é a priorização das pessoas que necessitam dos serviços da Justiça.

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Acre

1ª etapa do complexo viário no centro de Rio Branco deverá ser inaugurada pelo Governo do Acre nesta quinta

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O Governo do Acre, por meio da Secretaria de Obras Públicas (Seop), inaugura nesta quinta-feira (26) a primeira etapa do Complexo Viário da Avenida Ceará, localizado no Centro de Rio Branco.

Essa fase inicial compreende a via elevada sobre a Avenida Getúlio Vargas, que vai da Ladeira da Maternidade até perto da sede da Prefeitura.

Com a liberação desse trecho, espera-se uma melhora significativa no fluxo de veículos e uma redução dos congestionamentos frequentes na região central da capital.

A obra ainda está em andamento, mas sua conclusão total promete transformar a mobilidade urbana no centro de Rio Branco, impactando positivamente o dia a dia dos motoristas e pedestres.

Trecho da Avenida Ceará passa por testes de drenagem. Foto: Luis Oliviera/Seop

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Acre está entre os piores do país em perdas de água tratada, aponta estudo nacional

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Levantamento revela desperdício superior a 62% na distribuição e expõe desafios no saneamento básico do estado

No último domingo (22), data em que se celebrou o Dia Mundial da Água — instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1992 para reforçar a importância da preservação e do uso sustentável dos recursos hídricos — um levantamento nacional chama atenção para a situação do Acre no cenário do saneamento básico.

O Instituto Trata Brasil, em parceria com a GO Associados, divulgou o “Estudo de Perdas de Água 2025 (SINISA, 2023)”, que analisa a eficiência dos sistemas de abastecimento no país. Segundo o estudo, o Brasil desperdiça 40,31% da água tratada antes que ela chegue às torneiras — um problema de impacto ambiental, econômico e social. No recorte estadual, o Acre aparece entre os estados com os piores indicadores do país.

De acordo com o levantamento, o Acre apresenta Índice de Perdas na Distribuição de 62,25%, percentual muito acima da média nacional (40,31%). Isso significa que mais da metade da água tratada no estado se perde ao longo da rede de abastecimento antes de chegar aos consumidores.

O estado figura entre os quatro piores do país nesse indicador, ao lado de Alagoas (69,86%), Roraima (62,51%) e Pará (58,71%). O estudo aponta que as maiores ineficiências estão concentradas principalmente nas regiões Norte e Nordeste.

Em contraste, estados como Goiás (25,68%), Distrito Federal (31,46%), São Paulo (32,66%) e Paraná (33,11%) apresentam índices inferiores a 35%, demonstrando maior eficiência na gestão do sistema.

No Índice de Perdas por Ligação, que mede o volume médio perdido por ponto de consumo ativo, o Acre também apresenta um dos piores desempenhos do país. O estado registra 1.001,04 litros por ligação por dia, quase três vezes acima da média brasileira, que é de 348,86 litros por ligação por dia.

Apenas o Amapá (1.057,73 L/lig/dia) e Roraima (933,03 L/lig/dia) apresentam índices semelhantes ou superiores. Já estados como Goiás (124,25 L/lig/dia), Tocantins (178,81 L/lig/dia) e Paraná (221,97 L/lig/dia) estão entre os mais eficientes nesse indicador.

Segundo o estudo, os dados evidenciam desigualdades regionais persistentes em infraestrutura, capacidade de investimento e maturidade operacional das companhias de saneamento. Estados que apresentam simultaneamente altos índices de perdas na distribuição e por ligação — como o Acre — enfrentam maior risco de intermitência no abastecimento, pressão sobre mananciais e necessidade de investimentos mais robustos para recuperar eficiência.

Em comparação internacional, o Brasil também apresenta desempenho abaixo do ideal. Enquanto o país registrou perdas de cerca de 40% em 2023, a média de países desenvolvidos, segundo o Banco Mundial, gira em torno de 15%.

O estudo ainda aponta pouca evolução nos últimos anos. Entre 2019 e 2023, o índice nacional de perdas na distribuição subiu de 39,24% para 40,31%, distante da meta de 25%. Já as perdas por ligação aumentaram de 339,48 litros por dia para 348,86 litros por dia no mesmo período, também acima da meta de 216 litros estabelecida pelo governo federal.

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