Cotidiano
Veja o projeto da reforma de São Januário, estádio do Vasco, aprovado na Câmara
Proposta de reforma teve projeto de lei do potencial construtivo aprovado nesta terça-feira

Projeto de reforma de São Januário, estádio do Vasco — Foto: Projeto: Sergio Moreira Dias, Felipe Nicolau, Willian Freixo, Clarissa Pereira e Ana Carolina Dias
Por Bruno Murito — Rio de Janeiro
A Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro deu um passo importante para a reforma de São Januário, nesta terça-feira, ao aprovar o projeto de lei do potencial construtivo do estádio do Vasco. O último passo para a liberação da venda do potencial é a sanção do prefeito Eduardo Paes.
Enviado em novembro do ano passado pelo prefeito Eduardo Paes, o projeto acelerou em 2024 na Câmara dos Vereadores. Com “pressão” de Pedrinho e do próprio prefeito, os parlamentares realizaram as audiências públicas, entregaram o parecer em conjunto das comissões técnicas e votaram em duas discussões o projeto do estádio do Vasco — tudo isso de fevereiro para cá.
O projeto recebeu emendas dos vereadores antes da votação final. Os parlamentares adicionaram e alteraram trechos do texto original do projeto de lei entregue pelo Poder Executivo. O principal deles, como informado anteriormente, é que o Vasco tenha um aumento do percentual do potencial construtivo a ser vendido no início da obra — estima-se que o clube receberá em torno de R$ 500 milhões, quantia que só poderá ser usada na reforma do estádio.
Entre as emendas aprovadas, duas delas destinam recursos para contrapartidas. Uma estabelece que 6% do valor arrecadado com a operação seja destinado a obras de melhorias no entorno do estádio de São Januário. Outra determina que R$ 150 de cada metro quadrado negociado seja direcionado a um fundo de mobilidade, que será investido em obras de melhoria no trânsito nos chamados bairros receptores.
As imagens do projeto da reforma do estádio, que tem como base o desenvolvido por Sérgio Dias na gestão do ex-presidente Alexandre Campello. O arquiteto foi o responsável também pelas atualizações. A equipe conta ainda com os arquitetos Ana Carolina Dias, Clarissa Pereira, Felipe Nicolau e William Freixo. Todos são torcedores do Vasco e frequentadores de São Januário.
Sérgio Dias se emocionou após a aprovação do projeto que criou. Na Câmara dos Vereadores, o arquiteto acompanhou a votação ao lado de Pedrinho, presidente do Vasco, a quem elogiou bastante sobre a condução do processo da viabilização da reforma.
A ideia é aumentar a capacidade para 47.383 torcedores com a construção de uma arquibancada na parte sul, fechando assim o campo. Também estão previstas a construção de duas torres ao lado da fachada principal, que abrigariam estabelecimentos como museu, lojas e restaurantes, e a criação de 1.440 vagas de estacionamento. Todo o complexo esportivo será modernizado.

Projeto do Vasco para a reforma de São Januário — Foto: Projeto: Sergio Moreira Dias, Felipe Nicolau, Willian Freixo, Clarissa Pereira e Ana Carolina Dias
A reforma hoje está orçada em R$ 506 milhões e o prazo de execução é de três anos. A expectativa do clube é inaugurar a obra em 2027, quando São Januário completa 100 anos. O desejo é começar as obras no fim de 2024, em dezembro.
- Capacidade total: 47.383
Tribuna: 123
Camarotes: 133 (2.541 lugares)
Camarotes coletivos: 378
Frisas: 210
Lounges: 1.130
Cadeiras: 10.258
Arquibancadas: 32.743
Setor visitante: 2.369

Projeto do Vasco para a reforma de São Januário — Foto: Projeto: Sergio Moreira Dias, Felipe Nicolau, Willian Freixo, Clarissa Pereira e Ana Carolina Dias
- Fachada Leste
Projeto tem referência à camisa do Vasco, com a faixa diagonal e a Cruz de Cristo, na fachada leste.

Projeto do Vasco para a reforma de São Januário — Foto: Projeto: Sergio Moreira Dias, Felipe Nicolau, Willian Freixo, Clarissa Pereira e Ana Carolina Dias
- Arquibancada
O setor popular de São Januário é a grande mudança desse projeto em relação ao anterior: a arquibancada, onde os torcedores ficarão em pé, será o setor mais próximo do campo – distância de 10 metros – e também o com maior capacidade e ingressos mais baratos. O setor norte foi desenhado em homenagem aos Camisas Negras.

Projeto do Vasco para a reforma de São Januário — Foto: Projeto: Sergio Moreira Dias, Felipe Nicolau, Willian Freixo, Clarissa Pereira e Ana Carolina Dias
Seguindo modelo de clubes europeus, a arquibancada terá uma barreira de proteção (safe standing) que permitirá a flexibilidade do setor. Essas barreiras terão apoios que permitirão a mudança para cadeiras, caso o Vasco opte por diminuir a carga de ingressos em algum jogo ou até mesmo em caso de eventos, como shows, em São Januário.
- Camarotes
O projeto prevê a construção de 133 camarotes ao longo de todo o estádio, o que vai criar mais uma fonte de renda para o Vasco.

Projeto do Vasco para a reforma de São Januário — Foto: Projeto: Sergio Moreira Dias, Felipe Nicolau, Willian Freixo, Clarissa Pereira e Ana Carolina Dias
- Complexo esportivo
O potencial construtivo não abrange somente o estádio, mas todo o complexo esportivo de São Januário. Assim, o projeto também contempla capela, clube social (piscina) e uma torre esportiva com três pavimentos: quadra de vôlei e basquete, quadra de futsal e quadra de ginástica e luta. As duas primeiras com capacidade para cinco mil torcedores.

Projeto do Vasco para a reforma de São Januário — Foto: Projeto: Sergio Moreira Dias, Felipe Nicolau, Willian Freixo, Clarissa Pereira e Ana Carolina Dias
- Visitantes
A torcida visitante ficará praticamente no mesmo lugar onde fica hoje e terá “tratamento privilegiado”, conforme definiu um dirigente do Vasco. Os camarotes localizados no setor adversário não serão vendidos. Ideia é que sejam disponibilizados para diretoria e funcionários do clube visitante.

Projeto do Vasco para a reforma de São Januário — Foto: Projeto: Sergio Moreira Dias, Felipe Nicolau, Willian Freixo, Clarissa Pereira e Ana Carolina Dias
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Grave acidente na BR-364 em Mato Grosso deixa acreano morto e um ferido
Colisão entre cinco caminhões e um carro provocou interdição da rodovia e mobiliza equipes de resgate
Um trágico acidente na BR-364, próximo a Jaciara, em Mato Grosso, resultou na morte do acreano Jailson Araújo, de 30 anos, natural de Cruzeiro do Sul (AC). A colisão, que envolveu cinco caminhões e um carro, ocorreu na tarde de terça-feira (1º) e causou comoção entre familiares e amigos da vítima.
Segundo informações preliminares, o acidente começou com uma batida frontal entre uma carreta carregada de madeira e um veículo de passeio. O impacto desencadeou uma reação em cadeia, envolvendo outros caminhões que transitavam pela rodovia. Jailson, que dirigia uma das carretas, não resistiu aos ferimentos e morreu no local.
Outra vítima ficou ferida e foi socorrida para um hospital da região. Os demais motoristas envolvidos saíram ilesos.
Devido à gravidade da colisão, a BR-364 precisou ser interditada para a realização da perícia e remoção dos veículos. A liberação total da via ocorreu apenas na madrugada de quarta-feira (2), após o trabalho das equipes de resgate e limpeza.
A morte precoce de Jailson Araújo gerou grande comoção na comunidade de Cruzeiro do Sul, onde era bastante conhecido. As causas do acidente ainda estão sendo investigadas pelas autoridades, que buscam esclarecer as circunstâncias da tragédia e reforçar medidas de segurança viária.
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Obras da nova maternidade de Rio Branco avançam para a segunda fase
As obras da Maternidade Marieta Messias Cameli, em Rio Branco, seguem para a segunda fase. A primeira etapa está em fase de acabamentos, com serviços de instalação elétrica, de gás e ar-condicionado, pintura e revestimentos. Já na segunda, avançam as construções dos prédios anexos e a fundação do prédio principal.
O fiscal da obra e diretor de Execução e Fiscalização da Secretaria de Obras Públicas, Denis Amorim, explica o andamento dos trabalhos. “A primeira etapa está próxima dos acabamentos. Na segunda fase, trabalhamos no momento nos prédios anexos, com a parte de contrapiso, pilares, vigas, fundações, laje do primeiro pavimento, bem como da infraestrutura, com instalações de esgoto e elétricas, e sistema de proteção contra descargas atmosféricas [SPDA]”, disse.
A maternidade está sendo construída em cinco etapas. Quando concluída, terá 150 leitos de enfermaria clínica e obstétrica, 16 salas de pré-parto, parto e pós-parto, sete salas de cirurgia e parto cesariano, além de leitos de UTI adulto, UTI neonatal e unidades de cuidados intermediários. Também contará com a Casa da Gestante, Bebê e Puérpera, para atendimento de gestantes de alto risco.
De acordo com o secretário de Obras Públicas, Ítalo Lopes, os blocos prontos são entregues gradualmente para a Secretaria de Saúde. “O governador Gladson Cameli tem determinado celeridade nas obras, visando trazer quanto antes eficiência e modernização ao Acre. A nova maternidade terá uma estrutura digna de ser referência no país e poderá beneficiar a população a cada etapa que concluirmos”, afirmou.
Mais de 60 operários trabalham na construção. O pedreiro José Francisco Marques afirma que a obra gerou empregos para profissionais que estavam sem trabalho. “É a oportunidade de trabalho que tem ajudado no sustento da minha família, assim como tem sido para outros que também estavam desempregados”, disse.
As informações são da Agência de Notícias do Acre.
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Xapuri é escolhida pelo CNJ para sediar programa Justiça Itinerante na Amazônia Legal em 2025
Iniciativa levará serviços jurídicos e cidadãos à população em junho; cidade foi selecionada por indicadores sociais e ambientais, junto com Boca do Acre (AM)

Os critérios para a escolha das duas cidades foram o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), as taxas de desmatamento, de pobreza, de assentamentos, de unidades de conservação e a população indígena. Foto GM/Xapuri
Xapuri, no Acre, foi um dos dois municípios selecionados pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para receber a 3ª edição do Programa Justiça Itinerante Cooperativa na Amazônia Legal, prevista para junho deste ano. A outra cidade escolhida foi Boca do Acre, no Amazonas.
Serviços oferecidos:
Documentação civil básica
Regularização fundiária e ambiental
Atendimento previdenciário e trabalhista
Ações para infância, juventude e populações indígenas
Critérios de seleção:
O CNJ considerou:
- Índice de Desenvolvimento Humano (IDH)
- Taxas de desmatamento e pobreza
- Presença de assentamentos e unidades de conservação
- População indígena local
Resultados da edição 2024:
Na última edição, realizada em Lábrea e Humaitá (AM), o programa realizou:
14 mil atendimentos
Serviços em 7 eixos temáticos
Atendimento a comunidades remotas
“Esta é uma oportunidade para levar cidadania a populações que enfrentam dificuldades de acesso aos serviços judiciários”, destacou representante do CNJ. Em Xapuri, a expectativa é beneficiar especialmente:
- Comunidades rurais
- Populações tradicionais
- Famílias em situação de vulnerabilidade
Próximos passos:
As instituições locais já começam a articular a logística para receber a caravana itinerante, que deve mobilizar:
- Juízes
- Servidores do judiciário
- Representantes de órgãos parceiros
A iniciativa reforça o compromisso do Poder Judiciário em reduzir as desigualdades regionais e garantir acesso à justiça na Amazônia Legal. Em breve serão divulgadas datas específicas e locais de atendimento em Xapuri.
Por que Xapuri foi escolhida?
- Histórico de desafios fundiários
- Presença de comunidades extrativistas
- Necessidade de serviços jurídicos especializados
Os serviços foram oferecidos com base nos eixos temáticos da cidadania, previdenciário, trabalhista, ambiental, fundiário, da infância e indígena.
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