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‘Vamos tentar chegar a um texto palatável’, diz relator do voto impresso

A votação da proposta foi marcada para o dia 5 de agosto. Segundo o deputado federal Filipe Barros, será mantido o essencial do texto da iniciativa

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Protótipo de urna eletrônica com impressora acoplada
Foto: Nelson Jr./TSE

Por Gustavo Uribe, CNN 

O relator da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) do voto impresso auditável, Filipe Barros (PSL-PR), disse à reportagem que tentará alterar o parecer da iniciativa a um “texto palatável”.

Na tentativa de diminuir resistências à proposta, aumentando as chances de ela ser aprovada, o deputado federal disse que tem conversado com os partidos que integram a comissão especial sobre a possibilidade de reduzir o relatório para deixar apenas o essencial.

“Nós vamos tentar chegar a um texto palatável”, disse o relator. “Nós discutimos reduzir [o parecer] e deixar o essencial”, acrescentou.

A proposta será analisada pela comissão especial no dia 5 de agosto. A ideia defendida por integrantes do colegiado é de que o parecer mantenha apenas a previsão do voto impresso e a conferência pública. Para facilitar a tramitação da iniciativa, eles sugerem que, em vez de um percentual de 100%, seja adotada uma amostragem de conferência dos votos impressos entre 10% e 20%.

A PEC tem sofrido resistências até mesmo na base aliada do governo federal. A avaliação no Palácio do Planalto é de que é pouco provável que ela seja aprovada na comissão especial, sobretudo após ameaça do ministro da Defesa, Walter Braga Netto.

O ministro disse que a eleição presidencial de 2022 somente será realizada com a aprovação do voto impresso auditável. A informação foi publicada pelo jornal “O Estado de S. Paulo” e confirmada pela CNN.

A frase foi dita diante de várias pessoas, além do próprio presidente da República, dentro do Palácio do Planalto — e chegou rapidamente aos ouvidos do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL).

Em nota, Braga Netto disse que não fala por meio de interlocutores e reiterou que as Forças Armadas atuam e sempre vão atuar dentro dos limites previstos na Constituição Federal.

O ministro também classificou como legítima a discussão do voto impresso analisada por quem compete decidir sobre o tema, no caso, o Congresso Nacional.

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