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Vacina contra tuberculose, BCG completa 103 anos de implantação nesta segunda-feira

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A vacina BCG (Bacilo de Calmette e Guérin) completa, neste dia 1º de julho, 103 anos de implantação. O imunizante protege contra a tuberculose – doença contagiosa, provocada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis. No Acre, de acordo com a Coordenação Estadual do Programa Nacional de Imunização (PNI), a cobertura vacinal para os seis primeiros meses de 2024 está em 78,72%.

A vacina BCG completa, neste dia 1º de julho, 103 anos de implantação. Foto: Odair Leal/Secom

“Essa vacina, muitas vezes dada aos nossos bebês logo após o nascimento, é uma das nossas primeiras linhas de defesa contra a tuberculose. A BCG não só protege contra formas graves de tuberculose, como a meningite tuberculosa em crianças, mas também ajuda a reduzir a transmissão da doença na comunidade”, ressalta o secretário de Saúde, Pedro Pascoal.

No fim do século 19 e início dos anos 1900, a tuberculose matava mais do que qualquer outra doença e não existia política pública para o seu controle. A doença é endêmica, com desenvolvimento lento, e pode levar à morte.

A vacina BCG protege contra a tuberculose. Foto: Odair Leal/Sesacre

Pessoas saudáveis e infectadas podem não apresentar sintomas e, mesmo assim, transmitirem a bactéria. O contágio se dá de uma pessoa para a outra, por meio de gotículas de saliva da garganta. Pacientes com o sistema imunológico comprometido têm mais chance de desenvolver a doença, em especial a forma grave e generalizada.

No Acre, a vacina está disponível nos 22 municípios, porém, as unidades que mais administram a BCG e com mais frequência são os hospitais de referência para parto, como a Maternidade Bárbara Heliodora, em Rio Branco, e a Maternidade do Juruá, em Cruzeiro do Sul.

Maternidade Bárbara Heliodora é referência para imunização com vacina BCG. Foto: Odair Leal/Sesacre

“A maternidade é referência para a vacinação com a BCG. A vacina é administrada em todas as crianças que nascem aqui, as que vêm de hospitais particulares e também de municípios e até países vizinhos, como Bolívia e Peru. Em média, vacinamos 20 recém-nascidos por dia em nossa unidade”, explicou a supervisora da Coordenação de Enfermagem da Maternidade Bárbara Heliodora, Patrícia Martins.

A vacina é a única forma de prevenção e está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) para crianças até 4 anos, 11 meses e 29 dias em esquema de dose única.  É recomendada a vacinação nas primeiras horas de vida, ainda na maternidade onde o bebê nasceu e antes da alta hospitalar.

Para Francisca Naiara Oliveira, mãe do pequeno Anthony Levy, que nasceu no último domingo, 30, manter a caderneta de vacinação em dia é um ato de amor e cuidado. “Meu filho nasceu ontem e hoje já esta tomando a vacina. E sei que isso protege ele contra as doenças e os vírus. Faço isso com todos os meus filhos, sempre procuro atualizar a carteira de vacina deles”, disse.

Para a mãe do pequeno Antony, manter a caderneta de vacinação em dia é um ato de amor e cuidado. Foto: Odair Leal/Sesacre

Assim como no caso de Francisca, os bebês que nascem nas maternidades do estado só recebem alta hospitalar após estarem imunizados com a BCG e contra a hepatite B. Nos casos em que a criança nasceu em casa, ou em ambientes onde não há a vacina disponível, recomenda-se procurar o local mais próximo para vacinação o mais precocemente possível.

Fonte: Governo AC

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Acre

Acre está entre os piores do país em perdas de água tratada, aponta estudo nacional

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Levantamento revela desperdício superior a 62% na distribuição e expõe desafios no saneamento básico do estado

No último domingo (22), data em que se celebrou o Dia Mundial da Água — instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1992 para reforçar a importância da preservação e do uso sustentável dos recursos hídricos — um levantamento nacional chama atenção para a situação do Acre no cenário do saneamento básico.

O Instituto Trata Brasil, em parceria com a GO Associados, divulgou o “Estudo de Perdas de Água 2025 (SINISA, 2023)”, que analisa a eficiência dos sistemas de abastecimento no país. Segundo o estudo, o Brasil desperdiça 40,31% da água tratada antes que ela chegue às torneiras — um problema de impacto ambiental, econômico e social. No recorte estadual, o Acre aparece entre os estados com os piores indicadores do país.

De acordo com o levantamento, o Acre apresenta Índice de Perdas na Distribuição de 62,25%, percentual muito acima da média nacional (40,31%). Isso significa que mais da metade da água tratada no estado se perde ao longo da rede de abastecimento antes de chegar aos consumidores.

O estado figura entre os quatro piores do país nesse indicador, ao lado de Alagoas (69,86%), Roraima (62,51%) e Pará (58,71%). O estudo aponta que as maiores ineficiências estão concentradas principalmente nas regiões Norte e Nordeste.

Em contraste, estados como Goiás (25,68%), Distrito Federal (31,46%), São Paulo (32,66%) e Paraná (33,11%) apresentam índices inferiores a 35%, demonstrando maior eficiência na gestão do sistema.

No Índice de Perdas por Ligação, que mede o volume médio perdido por ponto de consumo ativo, o Acre também apresenta um dos piores desempenhos do país. O estado registra 1.001,04 litros por ligação por dia, quase três vezes acima da média brasileira, que é de 348,86 litros por ligação por dia.

Apenas o Amapá (1.057,73 L/lig/dia) e Roraima (933,03 L/lig/dia) apresentam índices semelhantes ou superiores. Já estados como Goiás (124,25 L/lig/dia), Tocantins (178,81 L/lig/dia) e Paraná (221,97 L/lig/dia) estão entre os mais eficientes nesse indicador.

Segundo o estudo, os dados evidenciam desigualdades regionais persistentes em infraestrutura, capacidade de investimento e maturidade operacional das companhias de saneamento. Estados que apresentam simultaneamente altos índices de perdas na distribuição e por ligação — como o Acre — enfrentam maior risco de intermitência no abastecimento, pressão sobre mananciais e necessidade de investimentos mais robustos para recuperar eficiência.

Em comparação internacional, o Brasil também apresenta desempenho abaixo do ideal. Enquanto o país registrou perdas de cerca de 40% em 2023, a média de países desenvolvidos, segundo o Banco Mundial, gira em torno de 15%.

O estudo ainda aponta pouca evolução nos últimos anos. Entre 2019 e 2023, o índice nacional de perdas na distribuição subiu de 39,24% para 40,31%, distante da meta de 25%. Já as perdas por ligação aumentaram de 339,48 litros por dia para 348,86 litros por dia no mesmo período, também acima da meta de 216 litros estabelecida pelo governo federal.

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Semana começa com calor, sol entre nuvens e pancadas de chuva no Acre

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Previsão indica temperaturas elevadas em todo o estado, com chuvas rápidas e baixo risco de temporais

 

A previsão do tempo para esta segunda-feira (23) indica predominância de clima quente em todo o Acre, com sol entre nuvens e ocorrência de chuvas passageiras e pontuais. Em algumas áreas, as pancadas podem ser mais intensas. As informações são do portal O Tempo Aqui.

O mesmo padrão climático também deve atingir estados como Amazonas, Rondônia, Mato Grosso e Goiás, além do Distrito Federal, da região de planícies da Bolívia e da selva peruana.

Nas microrregiões de Rio Branco, Brasileia e Sena Madureira, o dia será marcado por calor, aumento de nuvens e chuvas rápidas e isoladas, com média probabilidade de ocorrência de chuvas mais fortes, mas com baixa chance de temporais.

A umidade relativa do ar deve variar entre 50% e 60% durante a tarde, alcançando índices entre 85% e 95% ao amanhecer. Os ventos sopram entre fracos e calmos, predominando do norte, com variações ao longo do dia. O risco de ventos fortes é considerado muito baixo.

Já nas microrregiões de Cruzeiro do Sul e Tarauacá, o cenário é semelhante, com calor, presença de nuvens e chuvas passageiras. A probabilidade de chuvas fortes é média, enquanto o risco de temporais segue baixo.

Nessas regiões, a umidade mínima deve oscilar entre 55% e 65% no período da tarde, podendo atingir até 100% nas primeiras horas do dia. Os ventos também permanecem fracos, com baixa possibilidade de rajadas intensas.

As temperaturas seguem elevadas em todas as regiões do estado, com mínimas variando entre 22°C e 25°C e máximas podendo chegar a 34°C, especialmente nas cidades do interior.

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Sesacre aponta queda nos casos de Covid-19 em até 96% no Acre em 2026

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O Acre registrou uma redução significativa nos casos de Covid-19 em 2026. Até fevereiro, foram contabilizadas 112 confirmações, número muito inferior ao de anos anteriores. Segundo a Secretaria de Estado de Saúde, houve uma queda de 96% em relação a 2025, quando a circulação do vírus era maior.

Essa tendência de diminuição de casos graves e internações também foi observada em outras regiões do Brasil. Especialistas atribuem esse cenário à vacinação em massa e à imunidade adquirida pela população nos últimos anos.

No entanto, as autoridades de saúde alertam para o aumento de outros vírus respiratórios, como os que causam síndromes gripais, o que requer atenção da população.

Apesar da melhora no quadro da Covid-19, o recomendável é manter os cuidados básicos, principalmente para grupos vulneráveis. O estado agora monitora a doença de forma mais controlada, sem picos elevados como antes.

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