Acre
Vaca, Cutiara, Calango e Caninana disputam Eleições 2016 no Acre
Mais de 2 mil candidatos concorrem ao cargo de vereador no estado.
Ao todo, 2.133 postulantes concorrem às vagas na Câmara Municipal.
Quésia Melo
Para conquistar votos e chamar a atenção do eleitorado, alguns candidatos que disputam uma vaga nas câmeras municipais do Acre apostaram no bom e velho apelido. A disputa pelo cargo de vereador inclui Pequena Manteiguinha, Calango, Vaca, Caninana, Cutiara e Cachorrão. E, caso você escolha um desses representantes, o nome que aparecerá na urna será o apelido dessas pessoas, pois foi dessa forma que registraram a candidatura no Tribunal Regional Eleitoral no Acre (TRE-AC).
Ao todo, 2.133 postulantes concorrem às vagas na Câmara Municipal. Em Rio Branco, os destaques são a candidata Pequena Manteiguinha (PMD) e Cachorrão (PHS), que aparecem registrados no site do Tribunal Superior Eleitoral.
No interior do estado, também aparecem os apelidos, como o do candidato do Bujari que reinventou a palavra cabeça e passou a escrever KBÇA (PMDB). Na cidade de Cruzeiro do Sul, distante 648 quilômetros de Rio Branco, um dos nomes que chama atenção é o do candidato Caninana (PSDC), o nome é de uma espécie de serpente encontrada nas Américas Central e do Sul.
O mesmo acontece em Acrelândia, cidade distante 105 km da capital, os que mais se destacam são Calango (PCdoB) e Cutiara (PP), que também é uma espécie de serpente venenosa. A lista continua em Epitaciolândia, município a 230 km de Rio Branco, onde um dos candidatos se chama Vaca (PMDB).
Eleições no Acre
O TSE divulgou que o Acre possui mais de 500 mil eleitores aptos a votar. A maior parcela do eleitorado está em Rio Branco, um total de 241.196 mil. Já o menor eleitorado do estado está em Santa Rosa do Purus, onde estão registrados 3.157 mil eleitores.
Do total de eleitores registrados, a maioria (51%) são mulheres – 271.850 mil. Entre os homens, os eleitores aptos são 260.598 mil (49 %). Os dados sobre o eleitorado masculino nas cidades de Feijó, Mâncio Lima, Rodrigues Alves e Sena Madureira não foram informados.
Nestas eleições municipais, o percentual de eleitores que têm 16 ou 17 anos corresponde a 2,83%, já os eleitores com mais de 70 anos são 5,28% do eleitorado acreano.
Segundo o TSE, Rio Branco continua a única cidade do Acre com possibilidade de haver segundo turno, por ter mais de 200 mil eleitores.
Já em relação ao grau de instrução, de acordo com o TSE, apenas 7,86% dos eleitores possuem ensino superior completo, enquanto 5,71% têm ensino superior incompleto. Os índices de eleitores com ensino médio completo e incompleto são de 18,22% e 15,% respectivamente.
Aqueles que têm apenas ensino fundamental completo são 5,28% e os que não concluíram o fundamental são 23,24% do eleitorado. Por fim, 13,49% dos eleitores acreanos apenas leem e escrevem, enquanto 10,58% são analfabetos.
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Brasileia: MPAC obtém internação provisória de adolescente por ato infracional análogo à tentativa de homicídio qualificado
O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por meio da Promotoria de Justiça Cível de Brasileia, obteve a internação provisória de uma adolescente de 13 anos investigada pela prática de ato infracional análogo à tentativa de homicídio qualificado, ocorrido em uma unidade de acolhimento no Alto Acre.
A decisão foi proferida nesta terça-feira, 3, pelo Juízo da Vara Cível da Comarca de Brasileia, que acolheu o pedido do MPAC e determinou a medida socioeducativa de internação provisória pelo prazo de até 45 dias, conforme previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
De acordo com a apuração conduzida pelo MPAC, o fato ocorreu no interior de uma instituição de acolhimento. A adolescente teria atentado contra a vida de outra adolescente, de 15 anos, utilizando uma faca de mesa. A vítima sofreu ferimentos e foi socorrida após a intervenção de terceiros que impediram a consumação do ato.
Ainda segundo os autos, a adolescente foi apreendida em situação de flagrante, havendo indícios suficientes de autoria e materialidade, além de outros elementos que evidenciam a gravidade concreta da conduta, o risco à integridade de terceiros e a necessidade de adoção de medida imediata.
Conforme apurado, a adolescente declarou vínculo com organização criminosa de atuação nacional, afirmando ter retornado à unidade de acolhimento com o objetivo de cumprir uma ordem para executar a vítima. Esse elemento foi considerado de especial gravidade no caso, ao indicar possível atuação articulada e maior risco de reiteração da conduta.
Na decisão, o Judiciário destacou a necessidade da internação para garantir a segurança da vítima, dos demais acolhidos e dos profissionais da unidade, bem como para assegurar a adequada apuração dos fatos. Também foi determinada a realização de avaliação psicológica e psiquiátrica da adolescente.
Com a decisão, a adolescente será encaminhada a uma unidade socioeducativa, onde permanecerá à disposição da Justiça durante o período de internação provisória.
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Bocalom e o déjà vu político: PL repete roteiro do PP ao liberar prefeito para deixar legenda
Após ser desfiliado em 2024, Bocalom venceu eleição com apoio do partido que o expulsou; agora, novamente sem partido, tucanos e avante disputam abrigo do prefeito

Após reunião entre Bittar e o presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto, a legenda optou por liberar Bocalom para sair e disputar o governo por outra sigla. Foto: arquivo
Com Matheus Mello
A política acreana tem memória curta. Curtíssima. E, às vezes, reincidente. O que está acontecendo agora com Tião Bocalom lembra, com impressionante semelhança, o roteiro de 2024. Só muda o protagonista da vez no papel de quem toma a decisão.
Antes da última eleição municipal, o Progressistas expulsou Bocalom e o liberou para disputar a reeleição por outra sigla. O plano era bancar a candidatura de Alysson Bestene à Prefeitura de Rio Branco. A candidatura não decolou.
Bocalom, acolhido no Partido Liberal em uma articulação que teve como padrinhos o senador Marcio Bittar e o ex-presidente Jair Bolsonaro, seguiu competitivo. O resultado todo mundo conhece: o PP voltou atrás, reabriu diálogo, indicou Alysson como vice na chapa de Bocalom e a eleição foi vencida em primeiro turno.
Ele poderia ter fechado a porta. Poderia ter cobrado a fatura. Poderia ter deixado o PP assistir de longe. Não fez nada disso. Sentou, conversou, reacomodou forças e ainda garantiu espaço ao partido que meses antes o havia empurrado para fora.
O enredo se repete
Agora, dois anos depois, o enredo se repete. Mas com outro personagem no papel de quem decide.
Após reunião entre Bittar e o presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto, a legenda optou por liberar Bocalom para sair e disputar o governo por outra sigla. O partido não terá candidatura própria ao Palácio Rio Branco e vai apoiar o nome de Mailza Assis, do Progressistas.
E aqui começa a pergunta que ecoa nos corredores da política local: o PL não está correndo o risco de cometer o mesmo erro que o PP cometeu?
Bocalom já mostrou que é resiliente eleitoralmente. Já mostrou que, quando subestimado, cresce. Já mostrou que sabe negociar depois de vencer. E há um detalhe importante: ele não saiu atirando.
Na coletiva que marcou sua despedida do PL, fez questão de lembrar que essa é a terceira vez que é “convidado” a deixar um partido.
Não houve ataque frontal. Não houve rompimento ruidoso. Houve registro de mágoa, sim, mas também manutenção de pontes.
Lições do passado
A história recente mostra que, no Acre, expulsar Bocalom não significa tirá-lo do jogo. Às vezes, significa colocá-lo no centro dele.
O PP aprendeu isso da forma mais prática possível: na urna. Resta saber se o PL acredita que, desta vez, o desfecho será diferente.

Bocalom já mostrou que é resiliente eleitoralmente. Já mostrou que, quando subestimado, cresce. Foto: captada
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Saiu do Acre: PRF apreende 8,1 quilos de skunk escondidos em latas de massa corrida na BR-364
Droga saiu de Rio Branco e tinha como destino a cidade de Goiânia
Uma fiscalização de rotina da Polícia Rodoviária Federal resultou na apreensão de 8,1 quilos de skunk na noite desta terça-feira (3), no km 1 da BR-364, no município de Vilhena.
A droga estava dividida em sete tabletes e escondida dentro de duas latas de massa corrida, despachadas como encomenda em um ônibus interestadual. Segundo a PRF, o entorpecente foi enviado de Rio Branco e teria como destino final a cidade de Goiânia.
De acordo com a corporação, a apreensão ocorreu após os policiais identificarem inconsistências nas notas fiscais apresentadas na declaração de bens transportados. A irregularidade levantou suspeitas e levou a uma vistoria mais detalhada da carga, quando os tabletes de skunk foram encontrados no interior das embalagens.
O skunk é uma variação mais potente da maconha. Todo o material foi encaminhado à Unidade Integrada de Segurança Pública (Unisp) de Vilhena, onde serão adotados os procedimentos legais cabíveis.





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