Acre
Urnas eletrônicas começam a ser distribuídas aos municípios da 6ª zona eleitoral
O primeiro carregamento das urnas eletrônicas da 6ª zona eleitoral ocorreu nesta sexta-feira, dia 4, em Assis Brasil. A operação teve início no heliponto do 2º Pelotão Especial de Fronteira, com destino às aldeias Estrema e Três Cacheiras, localizadas às margens dos rios Acre e Iaco

A logística para a entrega das urnas é um passo crucial para garantir a realização do pleito segura e eficiente. Foto: assessoria
O Fórum Eleitoral com sede em Brasiléia, vinculado ao Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC), deu início na manhã desta sexta-feira, às 9h30, à distribuição das urnas eletrônicas que serão utilizadas nos municípios, pelos 40.969 mil eleitores da 6ª zona eleitoral durante as eleições municipais de 2024, marcadas para este domingo, dia 6. A logística para a entrega das urnas é um passo crucial para garantir a realização do pleito de forma segura e eficiente.
Os primeiros lotes das UE2022, novo modelo que estreia neste pleito, foram carregados nesta manhã. A expectativa do tribunal é concluir a distribuição das urnas até o meio da tarde deste sábado, véspera da disputa.
O primeiro carregamento das urnas eletrônicas da 6ª zona eleitoral ocorreu nesta sexta-feira, dia 4, em Assis Brasil. A operação teve início no heliponto do 2º Pelotão Especial de Fronteira, com destino às aldeias Estrema e Três Cacheiras, localizadas às margens dos rios Acre e Iaco, respectivamente, na zona rural do município. No entanto, devido às dificuldades do tempo desfavorável, o transporte para comunidades Jatobá, não puderam ser atendidas e a entrega foi remarcada para este sábado, dia 5. É importante ressaltar que, neste início de outubro, o Acre registrou um aumento significativo nos focos de queimadas, superando os números dos últimos seis meses de 2024, dificultando o transporte aéreo das unas nesta sexta-feira.

Com a previsão de um tempo mais favorável neste sábado, as equipes se mobilizarão para concluir os preparativos e o planejamento das eleições municipais, agendadas para este domingo, dia 6. Foto: assessoria
Segundo monitoramento via satélite do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o estado do Acre registrou 451 focos de queimadas nos primeiros três dias de outubro, um número superior ao total de 137 focos contabilizados em todo o primeiro semestre de 2024. Com a previsão de um tempo mais favorável neste sábado, as equipes se mobilizarão para concluir os preparativos e o planejamento das eleições municipais, agendadas para este domingo, dia 6. A situação das queimadas reforça a importância da atenção redobrada em relação à segurança e ao bem-estar durante o pleito.
Urnas nas aldeias
Em uma tentativa de incentivar o voto entre os índios, a Justiça Eleitoral tem buscado, cada vez mais, instalar urnas nas aldeias. No Acre, na região da tríplice fronteira são 3 locais de votação em terras indígenas.
“Faz parte da democracia. Assim como todo cidadão tem direito ao voto, o índio está incluído. A gente procura instalar e dar condições para que todos possam votar”, afirmou Lais Estela M. Figueiredo, Chefe de Cartório do Fórum Eleitoral com sede em Brasiléia, em entrevista à reportagem. A declaração ressalta o compromisso do tribunal em garantir que todos os segmentos da população, incluindo as comunidades indígenas, tenham acesso ao processo eleitoral.
Não há um dado nacional sobre o número de eleitores indígenas no País. Estima-se que, assim como tem crescido essa população no Brasil, a de eleitores índios também venha aumentando com os anos. Segundo o Censo 2010, do IBGE, os índios somam quase 897 mil brasileiros, 0,47% da população total do País.

A Justiça Eleitoral tem buscado, cada vez mais, instalar urnas nas aldeias. No Acre, na região da tríplice fronteira são 4 locais de votação em terras indígenas. Foto: assessoria
A preparação das urnas eleitorais se iniciou no dia 19 de setembro. Na sequência, ocorreu o momento do carregamento das urnas com os softwares e os demais dados necessários para o pleno funcionamento nas eleições. As urnas eletrônicas somente são enviadas para os locais de votação após passarem por um teste que comprove a integridade dos seus componentes, conforme previsto em resolução, o que ocorreu nos trabalhos realizados na 6ª zona eleitoral com sede em Brasiléia.
Eleições 2024 terão novo modelo de urna eletrônica que promete apuração mais ágil

As UE2022, nome do novo equipamento. Foto: assessoria
A eleição 2024 marca a estreia de um novo modelo de urna eletrônica. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) concluiu a fabricação quase 220 mil UE2022, nome do equipamento recém chegado aos tribunais regionais, inclusive do Acre.
As versões mais atuais das urnas começaram a ser produzidas ainda em maio de 2023. As UE2022 substituirão as urnas eletrônicas modelo 2009, 2010 e 2011, que já chegaram ao término do ciclo de vida útil. Os equipamentos são projetados para serem usados durante 10 anos, ou seis eleições consecutivas
A previsão é que, nas Eleições Municipais de 2024, que serão realizadas nos dias 6 de outubro (1º turno) e 27 de outubro (eventual 2º turno), 77% das urnas eletrônicas usadas para colher os votos do eleitorado sejam dos modelos 2022 e 2020. Atualmente, o Brasil conta com mais de 153 milhões de pessoas aptas a votar. Com urnas mais modernas, a expectativa é a de que a votação transcorra de maneira ágil, segura e estável.

As urnas eletrônicas somente são enviadas para os locais de votação após passarem por um teste que comprove a integridade dos seus componentes, conforme previsto em resolução. Foto: assessoria
Segundo o TSE, o modelo 2022 conta com as mesmas inovações da urna 2020. Além de processador mais potente – 18 vezes mais rápido que o existente na versão de 2015 –, os novos equipamentos possuem perímetro criptográfico certificado pela Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira (ICP Brasil) e mecanismo de criptografia aprimorado, com o uso de algoritmo do tipo E521 (ou EdDSA), considerado um dos mais apurados do mundo.
Esta é a segunda maior remessa de aparelhos adquiridos pela Justiça Eleitoral, superada apenas pelo modelo UE2020 (224.999), fabricado antes das últimas eleições gerais. Ao todo, 571.024 urnas eletrônicas estarão em uso no dia 6 de outubro, durante o primeiro turno do pleito.
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Vendas do comércio no Acre encerram 2025 com alta de 2,5% e superam o desempenho nacional
As vendas do comércio varejista no Acre encerraram 2025 com alta de 2,5%, segundo dados da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada na última sexta-feira, 13, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No varejo ampliado, que inclui, além do comércio varejista, os segmentos de veículos, motos, partes e peças, material de construção e o atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo, o volume de vendas registrou crescimento de 2,1% no acumulado do ano.
Ao analisar o desempenho, o governador Gladson Camelí destaca que o crescimento é fruto direto da cooperação entre o poder público e o setor produtivo. Para o gestor, a parceria tem sido fundamental para fortalecer a economia local, gerar empregos e ampliar oportunidades.

“Esse resultado mostra que, quando governo e iniciativa privada caminham juntos, quem ganha é a população. Trabalhamos para criar condições favoráveis, destravar investimentos e apoiar quem empreende. O comércio respondeu com confiança, e os números refletem isso”, afirma.
Segundo o governo, a expectativa é de que 2026 mantenha o ritmo positivo, impulsionado por políticas de incentivo, melhoria do ambiente de negócios e investimentos em infraestrutura que favorecem a circulação de mercadorias e o fortalecimento do mercado interno.
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Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA ACRE
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Acre se destaca no pilar de Segurança Pública do Ranking de Competitividade dos Estados 2025
O estado do Acre obteve desempenho relevante no pilar de Segurança Pública do Ranking de Competitividade dos Estados em 2025. A pesquisa divulgada pelo Centro de Liderança Pública (CLP) apresenta a colocação do Acre em 2º lugar entre os estados da Região Norte. O levantamento evidencia que a preservação dos direitos individuais e a estabilidade institucional são pilares fundamentais para o desenvolvimento econômico e o bem-estar social.
Com peso de 12,6 na composição geral do ranking, o pilar de Segurança Pública avalia indicadores estratégicos que medem a capacidade dos estados em garantir segurança pessoal e reduzir a criminalidade. Esses fatores são determinantes não apenas para a competitividade regional, mas também para a melhoria direta da qualidade de vida da população.

No recorte regional, os indicadores de segurança no Acre apresentaram avanços significativos, reflexo dos investimentos contínuos em estrutura, tecnologia, valorização profissional e integração entre as forças de segurança. As ações da Polícia Militar, da Polícia Civil, do Corpo de Bombeiros, do Instituto de Administração Penitenciaria e dos demais órgãos do sistema de Segurança Pública têm fortalecido o enfrentamento à criminalidade.
Além disso, programas de policiamento ostensivo, operações integradas, modernização de equipamentos, uso de inteligência policial e fortalecimento das políticas de prevenção contribuíram para a redução de índices criminais e para o aumento da sensação segurança da população.
O desempenho do Acre no ranking reforça o compromisso do governo do estado com a construção de uma sociedade mais segura. Com a priorização da segurança pública como eixo estratégico, o estado avança na consolidação de ambiente institucional sólido, capaz de promover crescimento econômico, inclusão social e melhores condições de vida para todos os acreanos.
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Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA ACRE
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Acre lidera articulação para criação da Aliança de Integração Bioceânica em encontro no Peru
Governo do estado propõe fórum de cooperação com departamentos peruanos para acelerar integração logística com portos do Pacífico; reunião ocorre nesta quinta (19) e sexta (20) em Arequipa

Além do incentivo à industrialização, a Aliança também prevê a dinamização do turismo transfronteiriço e a redução de desigualdades regionais. Foto: captada
O governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Indústria, Ciência e Tecnologia (Seict), está à frente de uma articulação diplomática e comercial para consolidar a Rota Bioceânica da Amazônia Ocidental. A proposta do estado será tema de um encontro estratégico realizado nesta quinta-feira (19) e sexta-feira (20) na Câmara de Comércio e Indústria de Arequipa (CCIA), no Peru.
O governo acreano propõe a criação de uma Aliança de Integração Bioceânica, um fórum permanente de cooperação que reunirá estados brasileiros e departamentos peruanos para acelerar a integração logística, econômica e política entre o Brasil e os portos do Pacífico.
O encontro reúne lideranças de governos, do setor empresarial, do turismo e de parlamentos dos dois países. Do lado brasileiro, participam representantes dos estados de Rondônia e Mato Grosso, parceiros do Acre no fluxo de exportação que compõem o eixo de influência da aliança, conhecido como Quadrante Rondon (formado por Acre, Rondônia e Mato Grosso). A Assembleia Legislativa do Acre também está presente, representada pelo deputado estadual Luiz Gonzaga.
A comitiva peruana integra os departamentos de Madre de Dios, Puno, Cusco, Arequipa e Moquegua.
Objetivos estratégicos
Para o governo do Acre, a Aliança deve focar na:
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Redução de custos logísticos;
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Acesso facilitado de produtos do Quadrante Rondon ao mercado asiático;
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Atração de investimentos privados.
O secretário de Estado de Indústria, Ciência e Tecnologia, Assurbanipal Mesquita, destaca que o papel do Acre é de articulador estratégico. “Estamos construindo um ambiente institucional ágil e orientado a resultados. A proposta da Aliança é unir forças entre os governos subnacionais e o setor produtivo para que a rota deixe de ser apenas um caminho e passe a ser um corredor de prosperidade”, afirmou.
Parceiros logísticos
A agenda de ações incluirá parcerias com operadores fundamentais da logística internacional, como:
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Portos de Matarani e Ilo (Peru);
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Cosco Shipping, empresa chinesa responsável pelo megaprojeto do Porto de Chancay;
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ZED Ilo (Zona Especial de Desenvolvimento);
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Concessionária IIRSA Sur (responsável pela rodovia no lado peruano);
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Promperu e a Câmara de Comércio de Arequipa.
Impacto econômico e social
Além do fortalecimento das cadeias produtivas locais e do estímulo à industrialização, a Aliança de Integração Bioceânica prevê a dinamização do turismo transfronteiriço e a redução de desigualdades regionais. O fórum atuará diretamente na harmonização de procedimentos aduaneiros e na defesa de interesses comuns perante os governos nacionais e organismos internacionais.
Contexto nacional
A iniciativa acreana se insere no programa Rotas de Integração Sul-Americana, instituído pelo governo federal, que prevê cinco rotas de integração. A Rota Quadrante Rondon (multimodal) compreende os estados do Acre e de Rondônia em sua totalidade e partes do Amazonas, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, conectando o Brasil ao Peru, à Bolívia e ao norte do Chile, com destino a portos no Oceano Pacífico. A previsão de conclusão desta rota é 2027.
Com a criação desta agenda de ações, o Acre reafirma sua posição como o elo logístico e institucional entre o coração da América do Sul e as maiores economias do mundo.

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