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Brasil

TSE inicia julgamento de Bolsonaro por abuso de poder político

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Sessão foi iniciada com leitura do relatório que resume a tramitação

Sessão plenária do TSE – 10/10/2023. Foto: Antonio Augusto/Secom/TSE

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) iniciou na noite desta terça-feira (10) a sessão de julgamento de três ações nas quais o ex-presidente Jair Bolsonaro é acusado de abuso de poder político durante a campanha eleitoral de 2022.

O julgamento foi iniciado com a leitura do relatório que resume a tramitação dos processos. Em seguida, a defesa de Bolsonaro e acusação terão a palavra. Após as sustentações, o relator, ministro Benedito Gonçalves, proferirá seu voto pela condenação ou absolvição. Mais seis ministros também vão votar.

Nas ações que vão a julgamento nesta terça-feira, Bolsonaro é acusado de usar a estrutura da Presidência da República para promover sua candidatura à reeleição.

Em caso de condenação, ele pode ficar inelegível por oito anos pela segunda vez. A inelegibilidade também pode alcançar o general Braga Netto, que disputou o cargo de vice-presidente na chapa de Bolsonaro.

No primeiro processo, o PDT alega que o então presidente fez uma transmissão ao vivo pelas redes sociais (live) no dia 21 de setembro de 2022, dentro da biblioteca do Palácio da Alvorada, para apresentar propostas eleitorais e pedir votos a candidatos apoiados por ele.

O segundo processo trata de outra transmissão realizada em 18 de agosto do ano passado. Segundo o PDT, Bolsonaro pediu votos para sua candidatura e para aliados políticos que também disputavam as eleições, chegando a mostrar os “santinhos” das campanhas.

Na terceira ação, as coligações do PT e do PSOL questionaram a realização de uma reunião de Bolsonaro com governadores e cantores sertanejos, entre os dias 3 e 6 de outubro, para anunciar apoio político para a disputa do segundo turno.

Em junho, o ex-presidente foi condenado pela corte eleitoral à inelegibilidade por oito anos por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação, por causa de uma reunião realizada com embaixadores, em julho do ano passado, no Palácio da Alvorada, onde ele atacou o sistema eletrônico de votação. Braga Neto foi absolvido no julgamento por não ter participado do encontro.

Defesa

Na defesa prévia enviada ao TSE, os advogados de Bolsonaro e Braga Netto afirmaram que não houve abuso de poder e que as transmissões não “ensejaram ganho competitivo”, por não terem sido veiculados símbolos oficiais, como o brasão da República.  A defesa também declarou que a campanha usou redes sociais privadas e pessoais para realizar as lives.

Edição: Juliana Andrade

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MPAC acompanha situação do Rio Abunã em Plácido de Castro

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O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por meio do Grupo Especial de Apoio e Atuação para Prevenção e Resposta a Situações de Emergência ou Estado de Calamidade devido à Ocorrência de Desastres (GPRD), está acompanhando a situação da elevação do Rio Abunã, em Plácido de Castro.

Na quarta-feira, 26, o rio ultrapassou a cota de transbordamento, mobilizando a atuação do órgão para garantir a proteção da população atingida. O promotor de Justiça Lucivan Nery realizou visitas aos locais que podem ser afetados e à escola designada para servir de abrigo às famílias desalojadas.

“Na data de ontem, tomei conhecimento da elevação dos rios e igarapés, que já haviam atingido a cota de transbordo. Acionei imediatamente a Defesa Civil, Assistência Social e outras equipes municipais para atendimento das pessoas desabrigadas. Junto com essas equipes, visitamos a escola que será utilizada como abrigo e conhecemos os locais que podem ser atingidos”, explicou.

Ainda segundo o promotor, a gestão municipal foi orientada a se antecipar a eventuais tragédias, considerando a previsão de chuvas intensas para os próximos dias.

“No ano passado enfrentamos a mesma situação, com várias famílias atingidas. Este ano, estamos nos antecipando para minimizar os danos. A boa notícia é que o rio apresentou vazante, mas seguimos atentos e fiscalizando as ações e políticas públicas destinadas aos desabrigados”, completou.

Marcelina Freire – Agência de Notícias do MPAC

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Violento confronto na fronteira: contrabandistas atacam autoridades bolivianas durante operação de combate ao tráfico de combustíveis

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Funcionários da ANH e militares da Marinha Boliviana foram surpreendidos por criminosos em Guayaramerin, na divisa com Rondônia, durante ação para apreender produtos ilegais

Os criminosos tentaram impedir a operação e surpreenderam os agentes, resultando em um embate tenso e de proporções ainda não totalmente esclarecidas. Foto: captada 

Um operacional de controle ao tráfico ilegal de combustíveis terminou em violência nesta semana, quando contrabandistas atacaram funcionários da Agência Nacional de Hidrocarbonetos (ANH) e membros da Marinha Boliviana no município de Guayaramerin, em Beni, região que faz fronteira com o estado brasileiro de Rondônia.

O confronto ocorreu durante uma ação conjunta das autoridades para apreender produtos ilícitos. Segundo relatos, os criminosos tentaram impedir a operação e surpreenderam os agentes, resultando em um embate tenso e de proporções ainda não totalmente esclarecidas.

O incidente reforça os desafios enfrentados pelas autoridades no combate ao contrabando de combustíveis na região de fronteira, onde a atividade ilegal tem se intensificado. As investigações sobre o ataque seguem em andamento, enquanto as forças de segurança reforçam a vigilância na área.

Veja video com TV Pando:

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Brasil registra aumento de 33,9% na frequência de crianças em creches

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Apenas 646 municípios brasileiros atingiram a meta. Em relação às regiões, Sudeste e Sul estão acima da média nacional, com 41,5% e 41%, respectivamente

Crianças em creche: mais crianças na escola infantil. Foto: Elza Fiúza/ABr

O percentual de crianças de até 3 anos que frequentam a educação infantil chegou a 33,9%, em 2022, segundo dados do Censo Demográfico daquele ano. A taxa é 3,6 vezes maior do que a observada no Censo 2000 (9,4%).

Os dados preliminares são do questionário de amostra, aplicado em 10% do total de domicílios recenseados no país pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Em 2010, o percentual era de 23,5%. Apesar do avanço, o país ainda não atingiu as metas do Plano Nacional de Educação (PNE), que prevê atender a pelo menos metade das crianças de até 3 anos de idade em creches e escolas até 2025.

Apenas 646 municípios brasileiros atingiram a meta. Em relação às regiões, Sudeste e Sul estão acima da média nacional, com 41,5% e 41%, respectivamente. Em seguida, abaixo da média nacional, aparecem Centro-Oeste (29%) e Nordeste (28,7%). Com uma taxa de apenas 16,6%, menos da metade da média do país, o Norte aparece em último lugar.

Outro dado apresentado pelo Censo 2022 foi o percentual de crianças de 4 a 5 anos na escola, que também apresentou avanços, passando de 51,4% em 2000, para 80,1% em 2010 e para 86,7%, em 2022. Nessa faixa etária, a desigualdade regional é menor, com quatro regiões acima da média: Nordeste (89,7%), Sudeste (88,9%), Sul (86,7%) e Centro-Oeste (80,5%). O Norte, mais uma vez, aparece na última posição mas com uma taxa de 76,2%, bem próxima da média.

A meta do PNE para essa faixa etária, de universalização do acesso à educação até 2016, tampouco foi atingida. “A gente está se aproximando dessa meta, mas ainda não atingimos 100%”, afirma a pesquisadora do IBGE Juliana Queiroz.

Brasil registra aumento de 33,9% na frequência de crianças em creches

. Já os adolescentes de 15 a 17 anos matriculados passaram de 77,4% para 85,3%.

Jovens e adultos

A faixa etária que não teve avanço no percentual de matrículas foi a dos jovens de 18 a 24 anos. O percentual de estudantes nessa faixa etária em relação ao total da população caiu de 31,3% para 27,7%, no período. Segundo Juliana Queiroz, no entanto, esse dado precisa ser olhado com mais atenção, uma vez que a queda foi provocada pela queda do número desses jovens cursando a educação básica.

“Nos anos 2000, entre os estudantes que frequentavam a escola aos 18 a 24 anos, a maior parte estava no ensino médio, 44,3%, seguido do ensino fundamental com 32,1%, e depois do ensino superior com 23,6%. Esse cenário se inverte agora em 2022, em que a maior parte está no ensino superior, 56,4%”, afirma Juliana.

Os percentuais de jovens de 18 a 24 anos frequentando ensino médio e ensino fundamental/alfabetização são de 35,8% e 7,8%, respectivamente.

Atraso escolar

Os dados do Censo Demográfico 2022 também mostram que o atraso escolar diminuiu entre os jovens de 15 a 17 anos. Se, em 2010, 38,9% dos adolescentes nessa faixa etária estavam cursando o ensino fundamental ou curso de alfabetização, em 2022, essa proporção recuou para 26,8%.

Por outro lado,aqueles que frequentavam ensino médio ou superior (níveis de instrução considerados adequados para a idade), cresceu de 61,1% em 2010 para 73,2%. Juliana Queiroz destaca, no entanto, que ainda há “um quarto desses jovens que estão no ensino anterior ao adequado”.

Indígenas

De acordo com o Censo 2022, oacesso de indígenas à educação básica ainda fica muito aquém do restante da população. Se a média brasileira de crianças com até 3 anos frequentando creches ou escolas era de 33,9%, entre os indígenas o percentual era de apenas 13,5%.

O mesmo vale para outras faixas etárias na educação básica. Entre crianças de 4 e 5 anos, a parcela de indígenas dessa faixa etária na escola é de apenas 66,3%, bem abaixo da média nacional de 86,7%.

Na faixa de 6 a 14 anos, o percentual de indígenas é de 92,1% ante uma média nacional de 98,3%. Já na faixa de 15 a 17 anos, os indígenas na escola são 78,4%, ante uma média de 85,3% para o país.

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