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Quatro mulheres foram mortas em menos de 15 dias no Amapá

Em apenas 13 dias, quatro mulheres foram assassinadas em Macapá e Santana, no Amapá. Os crimes ocorreram nos dias 9, 15, 18 e 22 de março de 2026 e reforçam o alerta para o aumento da violência contra mulheres no estado.
Dados de 2025 mostram crescimento nos casos de violência de gênero em relação a 2024: foram 9 registros no ano passado, contra 2 no ano anterior, segundo a Rede Amazônica.
Resumo dos casos
9 de março — Ana Paula Viana Rodrigues, 19 anos (Santana)
A jovem foi encontrada morta na loja onde trabalhava, no centro da cidade. A vítima foi estrangulada. O suspeito foi preso.
15 de março — Márcia Loureiro Dias, 40 anos (Macapá)
Márcia foi morta a facadas em via pública, no bairro Açaí. O principal suspeito é o companheiro, preso em flagrante.
18 de março — Juciele de Souza Moraes, 35 anos (Santana)
Juciele foi atacada a facadas pelo ex-marido em frente ao Fórum de Santana, antes de uma audiência. O suspeito foi contido por populares e preso.
22 de março — Camila Cardoso dos Santos, 37 anos (Santana)
Camila foi morta após ser abordada no retorno para casa, na Ilha de Santana. O suspeito fugiu e não foi localizado.
Posicionamento oficial
Em nota, a Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) afirmou que o combate à violência contra a mulher é prioridade. A pasta informou que a tipificação dos crimes depende das investigações e, até o momento, apenas o caso ocorrido em frente ao Fórum foi classificado como feminicídio.
O governo destacou ainda a atuação de serviços especializados, como Patrulha Maria da Penha, Delegacia da Mulher e Casa da Mulher Brasileira, que oferecem apoio às vítimas.
Pontos em comum
Os casos apresentam características semelhantes, como violência extrema, ataques em locais públicos ou de circulação e vítimas em situação de vulnerabilidade. Todos seguem sob investigação da Polícia Civil.
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Operação prende sargento da PM suspeito de envolvimento na morte de cabo no interior do Amazonas
A polícia prendeu, na última sexta-feira (20), o 1º sargento da Polícia Militar Antônio Raimundo da Costa Freitas, de 48 anos, suspeito de envolvimento na morte do cabo Ironei. A prisão ocorreu durante a operação “Disciplina e Ordem”, no município de Tefé (AM), onde o crime foi registrado.
Segundo a PM, o cabo foi baleado no peito e deixado já sem vida na entrada do Hospital Regional de Tefé. Equipes do 3º Batalhão foram acionadas e confirmaram o óbito no local.
Na residência do sargento, os policiais apreenderam um colete balístico com placa, uma pistola calibre 9 mm com 33 munições, três carregadores, uma algema, uma chave de algema e uma identidade militar. O suspeito foi encaminhado ao 5º Distrito Integrado de Polícia.
De acordo com as autoridades, a operação integra as investigações para esclarecer o caso e identificar todos os envolvidos.
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Justiça afasta diretora e 11 agentes prisionais por suspeita de tortura em presídio no Pará
A Justiça do Pará determinou o afastamento imediato da diretora e de 11 agentes prisionais do Centro de Recuperação Regional de Castanhal (CRRCAS). A decisão atende a investigações que apontam a prática de violência sistemática contra detentos da unidade.
As apurações são conduzidas pelo Ministério Público do Estado do Pará (MPPA), com apoio da corregedoria, e revelaram um conjunto de denúncias envolvendo pelo menos 19 presos. De acordo com os relatos apresentados à Justiça, os internos teriam sido submetidos a agressões físicas recorrentes, além de métodos considerados cruéis de punição.
Entre as denúncias estão sessões de asfixia e afogamento utilizadas como forma de intimidação, além de casos de mutilação e ferimentos provocados com objetos. Também há suspeitas de isolamento irregular, com detentos mantidos em condições degradantes e sem o devido registro oficial das sanções aplicadas.
Como medida cautelar, a Justiça determinou, além do afastamento, a proibição de que os investigados se aproximem da unidade prisional ou mantenham contato com vítimas e testemunhas. A decisão tem como objetivo garantir a integridade das investigações e evitar possíveis interferências.
Os servidores também são alvo de inquérito policial e poderão responder criminalmente por tortura. Caso as acusações sejam confirmadas, as penas podem variar de dois a oito anos de reclusão, além da perda definitiva do cargo público.

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