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TJAC dialoga com Executivo e Legislativo sobre instituição de política de alternativas penais

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Proposta é implantar política de alternativas penais no âmbito do Estado do Acre. A medida se apresenta como caminho sustentável para enfrentar a crise no sistema penal brasileiro

Dando mais um passo nas ações do Programa Justiça Presente, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que busca lidar com a crise no sistema penal brasileiro, integrantes do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), que compõem o Grupo de Monitoramento e Fiscalização Carcerária e Socioeducativo (GMF), participaram de reunião, nesta segunda-feira, 9, com a Casa Civil do Estado do Acre para tratar sobre minuta de projeto de lei para implantação política de alternativas penais.

A minuta de projeto de Lei foi elaborada no âmbito do GMF do Judiciário acreano e encaminhadas para o Poder Executivo, que têm a competência para propor à Assembleia Legislativa do Estado do Acre (Aleac) projetos de Lei. Tanto que para a articulação dessa política, que apresenta enfoque restaurativo em substituição à pena privativa de liberdade, o deputado estadual Pedro Longo participou da reunião, mediando o diálogo entre os poderes e se comprometendo a auxiliar na consolidação dessa política.

O encontro ainda teve a participação do juiz coordenador do GMF, Robson Aleixo, a juíza-auxiliar da presidência do TJAC, Andrea Brito, o secretário de Estado da Casa Civil, Jonathan Donadoni, a consultora do CNJ e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Pâmela Vilela, e servidores públicos.

Além do projeto de lei sobre a política para egressos, de acompanhamento de adolescentes no pós-cumprimento das medidas socioeducativas, foi debatido maneiras de construir e estabelecer mecanismos para que a emissão de segunda e terceiras vias de documentos para pessoas cadastradas no Cadastro Único para Programas Sociais (Cadúnico) seja gratuita.

Foto de uma mesa oval com sete pessoas sentadas em volta dela conversando.

Diálogo interinstitucional

Essa articulação interinstitucional, realizada no âmbito do Acre pelos órgãos do Sistema de Justiça (TJAC, Ministério Público, Defensoria, Ordem dos Advogados) e do Sistema Penal, segue uma política judiciária estabelecida pelo CNJ que culminou no Programa Fazendo Justiça e em diversas Resoluções, por exemplo, a n.°288, que define a política institucional do Poder Judiciário para promoção da aplicação de alternativas penais, com enfoque restaurativo em substituição à privação de liberdade.

A partir dessa normativa nacional, o Grupo de Monitoramento da Justiça acreana elaborou sua proposta de minuta de projeto de lei. O principal objetivo é integrar as instituições públicas ligadas a execução penal e também entidades e sociedade civil no debate e elaboração de ações para fomentar à aplicação de alternativas penais.

A minuta contém sugestões de implantação de mecanismos públicos para lidar com os problemas no sistema penal, implantando ações de ressocialização e estruturas para execução de medidas alternativas. A juíza e o juiz do Judiciário, Andréa Brito e Robson Aleixo, explicaram que foram até o gabinete do secretário para esclarecer qualquer dúvida, discorrer sobre a importância dessa política e ainda abrir o espaço para o diálogo e construção coletiva de soluções.

Continuidade

A consultora do CNJ, Pâmela Vilela, expôs que instituições públicas do Sistema de Justiça do Brasil e organizações nacionais e internacionais integram o Programa Fazendo Justiça e realizam diversas ações, como a implantação das Centrais Integradas de Alternativas Penais (CIAPs) e os escritórios sociais. Mas, para que as medidas adotadas sejam efetivas é preciso que os Estados as consolidem com implementação de projetos de leis.

Por isso, somando esses esforços o supervisor do GMF, desembargador Samoel Evangelista, encaminhou a minuta do projeto de Lei ao Poder Executivo. Agora, a proposta será analisada pela Casa Civil para dar os encaminhamentos necessários.

 Emanuelly Falqueto | Comunicação TJAC

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Professora implora cirurgia neurológica urgente a governador Gladson Cameli e relata risco de morte após espera de um ano por procedimento no Acre

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Cremilda Lopes Rodrigues, de 58 anos, professora aposentada, aguarda desde fevereiro de 2025 a realização de uma angioplastia com implante de stent intracraniano para tratamento de aneurismas cerebrais, em Rio Branco. Segundo laudos médicos apresentados pela paciente, o caso é considerado urgente devido ao risco de ruptura.

O procedimento foi solicitado pelo médico neurologista Rogério Ivan Ortiz. No entanto, a cirurgia não está sendo realizada no Hospital Santa Juliana, unidade onde executa os atendimentos cirúrgicos do Sistema Único de Saúde (SUS) pelo Estado.

Cremilda gravou um vídeo relatando a situação e pedindo apoio das autoridades. No apelo, afirmou viver sob constante preocupação enquanto aguarda a marcação do procedimento.

“Eu tô aqui como mãe, como vó, pedindo misericórdia das autoridades. Faça alguma coisa, porque não é fácil viver assim. Eu preciso que o governador do Estado do Acre compre stents para que essa cirurgia seja menos invasiva.”

Segundo a professora, o primeiro laudo médico foi emitido há cerca de um ano e encaminhado ao Ministério Público. Um novo documento, entregue há aproximadamente um mês, reforçou o pedido de urgência.

“Segundo o neurocirurgião, eu corro um alto risco de vida desses aneurismas sangrarem. Se sangrar, minha chance de sobreviver é de cerca de 2%.”

A paciente também relata que, pelo método cirúrgico convencional, existe risco de perda de visão, pois o aneurisma estaria comprimindo um nervo óptico. Enquanto aguarda a cirurgia, ela afirma que precisou mudar de residência com a família por conta da situação de saúde.

De acordo com Cremilda, ao longo do período ela recebeu promessas de apoio, mas nenhuma medida efetiva foi adotada até o momento. A apreensão aumenta à medida que o procedimento não é agendado e o risco apontado em laudo médico permanece.

O espaço permanece aberto para manifestação dos órgãos de saúde responsáveis.

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Prefeitura de Rio Branco cobra repasses federais para a Assistência Social do Acre na 36ª Reunião da CIT SUAS

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A reunião teve como um dos principais focos a cobrança de recursos para a Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos

Com o objetivo de cobrar os recursos prometidos para a Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, na manhã desta quarta-feira (11), o secretário municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, João Marcos Luz, esteve presente na 36ª Reunião Ordinária da Comissão Intergestores Tripartite (CIT) do Sistema Único de Assistência Social (SUAS), realizada na Esplanada dos Ministérios, Bloco F, 9º andar, Sala 902, em Brasília/DF.

O encontro teve como um dos principais focos a cobrança de recursos para a Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, que, até o momento, não foram repassados pelo governo federal, apesar de promessas anteriores.

João Marcos Luz, que também atua como gestor da política de assistência social no estado do Acre, enfatizou as dificuldades enfrentadas pela região, especialmente diante do aumento no fluxo de imigrantes e dos danos causados pelas alagações.

O gestor apontou que os repasses, previstos pelo Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), ainda não chegaram, o que tem gerado um grande prejuízo para a ampliação das ações de apoio a quem mais precisa, como as políticas voltadas para pessoas em situação de rua.

Além de cobrar a liberação dos recursos, Luz pediu especialmente o envio de verbas para os municípios de Rio Branco, Epitaciolândia e Assis Brasil, que enfrentam grandes desafios no atendimento à população vulnerável, como idosos e mulheres vítimas de violência.

Ele destacou a importância de o governo federal honrar seus compromissos financeiros, especialmente em um cenário de crescente demanda por serviços públicos de assistência social.

“Estamos em uma situação muito difícil no Acre, e não podemos ficar de braços cruzados. A prefeitura de Rio Branco, por exemplo, está arcando com 80% dos custos dessas ações sociais, utilizando recursos do IPTU, que deveriam ser destinados a outras áreas. O governo federal precisa assumir sua responsabilidade e garantir que os recursos cheguem aos municípios, onde as necessidades são urgentes”, afirmou João Marcos Luz.

A falta de repasses tem impactado diretamente o planejamento e a execução das políticas públicas em diversas frentes, prejudicando a qualidade do atendimento à população em situação de risco.

Luz finalizou seu discurso reforçando que não se pode esperar mais tempo pela liberação dos valores prometidos, uma vez que a situação no estado requer respostas imediatas.

O encontro na CIT SUAS é um dos muitos espaços em que gestores municipais buscam cobrar a atuação do governo federal para garantir o adequado financiamento e execução das políticas sociais em todo o Brasil.

 

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Sejusp firma parceria para garantir economia de recursos públicos

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A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública do Acre, realizou na manhã desta quarta-feira, 11, reunião de alinhamento para discutir importações diretas de tecnologias de segurança e armamentos.

Reunião foi realizada para discutir importações diretas de tecnologias de segurança e armamentos. Foto: Mariana Moreira/Sejusp

Com objetivo de adquirir equipamentos de ponta para os operadores de segurança e garantir a máxima economicidade do recurso público, a Sejusp realiza uma parceria com o Banco do Brasil. Essa parceria visa apoio especializado em contratos de câmbio, garantir que o fluxo de pagamentos acompanhe o ritmo das necessidades da segurança pública no Acre e a redução da burocracia nas transações internacionais.

Parceria representa um passo para melhores condições de investimento público.Foto: Mariana Moreira/Sejusp

O secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, José Américo Gaia, reitera que essa parceria representa um passo para melhores condições de investimento público. “O Estado está comprando produtos de alta performance com custos significativamente reduzidos, então temos equipamentos de melhores condições de trabalho para as forças de segurança, para proteger o cidadão acreano”. 

Chefe do financeiro da Sejusp, Eric Oliveira. Foto: Mariana Moreira/Sejusp

“Evitando as margens de lucro de revendedores nacionais, a Sejusp consegue fazer o orçamento render mais, revertendo essa economia em mais equipamentos e melhores condições de trabalho para as forças de segurança”, destacou o chefe do setor financeiro da Sejusp, Eric Oliveira. 

Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA ACRE

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